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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Chegou o tempo das ideias liberais

Que o estado não os impeça de obterem o melhor para si e para as suas famílias

"Portugal nunca foi verdadeiramente liberal, nunca colocou a confiança na capacidade e maturidade dos portugueses no centro da política. Nunca promoveu a liberdade individual, com a correspondente responsabilidade, acima de todas as outras", escreveu em agosto num artigo de opinião no Público, intitulado "Chegou o tempo das ideias liberais". "Um liberal aceita o papel do Estado, emanado da vontade dos indivíduos e não como impositor-mor. Um Estado que seja o garante das liberdades individuais, a começar na liberdade de escolher o tipo de vida privada ou pública que entende ser a melhor para si e para os seus mais próximos."

Como escreveu quando anunciou a sua candidatura: [os portugueses] "Só precisam que os deixem ser livres e autónomos; que o Estado não lhes tolha os passos; que os poderes políticos e todos os outros não os impeçam de procurar o melhor para si e para as suas famílias".

Para o poder socialista que nos governa, os portugueses são alternadamente crianças que não sabem escolher por si próprias, meliantes cuja iniciativa deve ser previamente controlada ou porquinhos mealheiros que aguentam sucessivos recordes de carga fiscal sem protestar.

A liberdade na UE e a infame privação de direitos na China

Só há um método eficaz de desenvolver e fixar as pessoas no interior :

Só há um método realmente eficaz de defesa do interior: o sistema hukou chinês de registo doméstico, impondo a cada um viver na terra onde nasceu. O resultado é a infame privação de direitos de cidadania e acesso a serviços básicos de milhões de migrantes internos clandestinos. Pelo contrário, os quatro pilares da União Europeia, estabelecidos no Tratado de Roma de 1957, são a liberdade de movimento de bens (título I), pessoas, serviços e capital (título III).

Liberdade e desigualdade

António Barreto : Com liberdade, a desigualdade pode crescer. Certo. Mas com liberdade, pode a desigualdade ser corrigida. Sem liberdade, não. Pelo contrário, com igualdade, pode a liberdade desaparecer. E nascer a tirania. Quem cede em liberdade para obter a igualdade está no caminho do despotismo. Tal via dificilmente abre a porta a reformas. Quem cede em igualdade a fim de obter a liberdade corre o risco da injustiça, mas não reprime quem luta pela justiça social. A igualdade não gera a liberdade. Mas a liberdade pode gerar a igualdade.

Para os que não conheceram o "antes da União Europeia "

Portugal era um país miserável antes da União Europeia e do Euro. Foram (são) os subsídios europeus a alavanca do país moderno que hoje conhecemos bem como as liberdades e as oportunidades criadas. Os mais jovens tendem a esquecer esta realidade.

Em nenhuma outra época da História se viveu assim como hoje. Este “assim” refere-se a um puzzle gigante de possibilidades que já se entranharam de tal forma na nossa génese de cidadão europeu que quase passam despercebidas. Mas a verdade é que aquilo que podemos hoje – viajar livremente, comprar produtos noutros países, usar a mesma moeda, trabalhar e estudar no espaço europeu ou comunicar sem pagar roaming, para referir apenas alguns exemplos – só é possível porque integramos a União Europeia (UE). Nós, portugueses, embarcámos nesta aventura no dia 1 de janeiro de 1986 e, desde então, a abertura em termos de liberdades, direitos e garantias tem sido a maior conquista.

Flor da Liberdade

FLOR DA LIBERDADE

Poema de Miguel Torga (in "Orfeu Rebelde", Coimbra: Edição do autor, 1958 – p.52-53; "Poesia Completa", Lisboa: Publicações Dom Quixote, 2000, 2.ª edição, 2002 – p. 560)

Recitado pelo autor* (in 2LP "Miguel Torga: 80 Poemas": LP 1, EMI-VC, 1987, reed. EMI-VC, 1995)


Sombra dos mortos, maldição dos vivos.
Também nós... Também nós... E o sol recua.
Apenas o teu rosto continua
A sorrir como dantes,
Liberdade!
Liberdade do homem sobre a terra,
Ou debaixo da terra.
Liberdade!
O não inconformado que se diz
A Deus, à tirania, à eternidade.

Sepultos insepultos,
Vivos amortalhados,
Passados e presentes cidadãos:
Temos nas nossas mãos
O terrível poder de recusar!
E é essa flor que nunca desespera
No jardim da perpétua primavera.


* Gravado nos Estúdios Valentim de Carvalho, Paço d'Arcos, nos dias 31 de Junho, 1 e 31 de Julho de 1987
Engenheiro de som – Pedro Vasconcelos
Montagem – Miguel Gonçalves
Montagem digital (CD) – Fernando Paulo Boavida, nos Estúdios Valentim de Carvalho




 

Onde se queimam livros acaba-se queimando pessoas

E se eu quiser comprar um livro cor-de-rosa para as minhas netas ? E, já agora, onde está o Index deste governo ? Ou quais os livros que a agora famosa Comissão para a Cidadania e Igualdade do Género reprova de entre os que divulgam a ideologia dual promovida por correntes muçulmanas ?

E onde estão todos aqueles que lutaram pela liberdade de expressão, que viram os seus próprios livros censurados pela Ditadura e que ficam agora silenciosos perante este tipo de atitudes neopurificadoras e submissas às neotiranias de pseudosuperioridade ideológica ?

PS : João Duque - Expresso

 

Maduro de cócoras - o povo é quem mais ordena

O ditador Maduro e os seus acólitos recuaram em toda a linha face à movimentação do povo venezuelano nas ruas . Na verdade é o povo quem mais ordena tal como aconteceu em Portugal nos idos de 70. O povo quer democracia, um estado de direito, liberdade e pão. Não quer ser guiado como um rebanho por burocratas de pensamento único.  

A Agência Lusa avança que os representantes das principais instituições do país reuniram-se na noite de sexta-feira, no âmbito do Conselho de Segurança Nacional, e decidiram, segundo o texto divulgado, “exortar” o Supremo Tribunal a “rever as decisões” em causa “a fim de manter a estabilidade institucional e o equilíbrio de poderes”.

Criticado internamente pelo povo e pelos orgãos democraticamente eleitos e, externamente, pela União Europeia, Associação dos Países do Sul e pelos US, Maduro coberto de vergonha agarra-se ao poder .

Não há alternativa para a democracia.

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O Outono Socialista

António Barreto : O Partido Socialista de António Costa está a contrariar relevantes tradições da esquerda democrática, nomeadamente a "equação" liberdade versus igualdade. Há várias décadas que o PS entendeu que a liberdade era o programa prioritário, a causa primeira e a inspiração principal. O que distinguiu o PS dos outros grupos de esquerda e de extrema-esquerda, designadamente o Partido Comunista, era, entre outras, essa questão. Para os esquerdistas mais robustos, a prioridade é a igualdade e a liberdade deve--se-lhe subordinar. Para os socialistas, a liberdade, como valor e objectivo, ou como instrumento, impõe-se. Esta diferença foi actualmente posta em causa. Para obterem o apoio parlamentar de que necessitam, assim como a complacência nas ruas ou a cumplicidade nas instituições e nas empresas, o PS e o governo dão todos os dias sinais de que a igualdade é o seu combate primordial. Nenhuma revolução vale a liberdade.

A Europa e a liberdade

Mudar em nome de quê ? Isso não nos dizem : "

É que as instituições que temos na Europa, não sendo perfeitas, demoraram muito a construir, deram muito trabalho a solidificar. O caminho não pode ser destrui-las em nome de um qualquer mundo novo, de um homem novo ou de um mundo sem europeus. Esta é a Europa de Vitor Hugo, de Churchill, mas também de Schuman, Monnet, Adenaeur, Spaak ou Gasperi, Esta é a Europa que não se fez de um só golpe… mas de realizações concretas: é uma construção sempre inacabada de paz, liberdade e bem-estar social.

Continuar a lutar, em conjunto, por esses valores, será o grande desafio. Afinal, não se pode pedir aos homens que construam o melhor dos mundos, mas sim um mundo um pouco melhor do que aquele que encontraram. Um mundo melhor, com democracia, mas sobretudo com a garantia da liberdade. Esta é também a história do movimento europeu que deverá continuar a passar pelo aperfeiçoamento, pela reforma, pela transformação gradual das instituições europeias. Tradição e modernidade, diversidade e identidade, qual Europa de valores e princípios num mundo globalizado, onde os europeus continuem a fazer a diferença.

O valor da igualdade / o valor da liberdade

Esquerda e direita :  “Embora não haja equivalência perfeita entre [esquerda e direita], também não há uma superioridade moral nem razões históricas para a reivindicação de um qualquer absolutismo de uma sobre outra ."

"Aliás, o facto de o PS nunca se ter conseguido coligar com a sua esquerda em 41 anos de democracia tem exactamente a ver com isto: o PCP ou o Bloco não reivindicam apenas a sua superioridade política sobre os outros partidos o que seria natural mas também a sua superioridade moral. Ou seja, não se trata apenas de defender a mais elevada qualidade das suas propostas que é a posição habitual da direita em relação à esquerda , mas de defender e estar absolutamente convencido da maior decência das suas propostas."

E é um paradoxo. Quem defende a igualdade acha-se superior a quem defende a liberdade .