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BandaLarga

as autoestradas da informação

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A liberdade na UE e a infame privação de direitos na China

Só há um método eficaz de desenvolver e fixar as pessoas no interior :

Só há um método realmente eficaz de defesa do interior: o sistema hukou chinês de registo doméstico, impondo a cada um viver na terra onde nasceu. O resultado é a infame privação de direitos de cidadania e acesso a serviços básicos de milhões de migrantes internos clandestinos. Pelo contrário, os quatro pilares da União Europeia, estabelecidos no Tratado de Roma de 1957, são a liberdade de movimento de bens (título I), pessoas, serviços e capital (título III).

Liberdade e desigualdade

António Barreto : Com liberdade, a desigualdade pode crescer. Certo. Mas com liberdade, pode a desigualdade ser corrigida. Sem liberdade, não. Pelo contrário, com igualdade, pode a liberdade desaparecer. E nascer a tirania. Quem cede em liberdade para obter a igualdade está no caminho do despotismo. Tal via dificilmente abre a porta a reformas. Quem cede em igualdade a fim de obter a liberdade corre o risco da injustiça, mas não reprime quem luta pela justiça social. A igualdade não gera a liberdade. Mas a liberdade pode gerar a igualdade.

Para os que não conheceram o "antes da União Europeia "

Portugal era um país miserável antes da União Europeia e do Euro. Foram (são) os subsídios europeus a alavanca do país moderno que hoje conhecemos bem como as liberdades e as oportunidades criadas. Os mais jovens tendem a esquecer esta realidade.

Em nenhuma outra época da História se viveu assim como hoje. Este “assim” refere-se a um puzzle gigante de possibilidades que já se entranharam de tal forma na nossa génese de cidadão europeu que quase passam despercebidas. Mas a verdade é que aquilo que podemos hoje – viajar livremente, comprar produtos noutros países, usar a mesma moeda, trabalhar e estudar no espaço europeu ou comunicar sem pagar roaming, para referir apenas alguns exemplos – só é possível porque integramos a União Europeia (UE). Nós, portugueses, embarcámos nesta aventura no dia 1 de janeiro de 1986 e, desde então, a abertura em termos de liberdades, direitos e garantias tem sido a maior conquista.

Flor da Liberdade

FLOR DA LIBERDADE

Poema de Miguel Torga (in "Orfeu Rebelde", Coimbra: Edição do autor, 1958 – p.52-53; "Poesia Completa", Lisboa: Publicações Dom Quixote, 2000, 2.ª edição, 2002 – p. 560)

Recitado pelo autor* (in 2LP "Miguel Torga: 80 Poemas": LP 1, EMI-VC, 1987, reed. EMI-VC, 1995)


Sombra dos mortos, maldição dos vivos.
Também nós... Também nós... E o sol recua.
Apenas o teu rosto continua
A sorrir como dantes,
Liberdade!
Liberdade do homem sobre a terra,
Ou debaixo da terra.
Liberdade!
O não inconformado que se diz
A Deus, à tirania, à eternidade.

Sepultos insepultos,
Vivos amortalhados,
Passados e presentes cidadãos:
Temos nas nossas mãos
O terrível poder de recusar!
E é essa flor que nunca desespera
No jardim da perpétua primavera.


* Gravado nos Estúdios Valentim de Carvalho, Paço d'Arcos, nos dias 31 de Junho, 1 e 31 de Julho de 1987
Engenheiro de som – Pedro Vasconcelos
Montagem – Miguel Gonçalves
Montagem digital (CD) – Fernando Paulo Boavida, nos Estúdios Valentim de Carvalho




 

Onde se queimam livros acaba-se queimando pessoas

E se eu quiser comprar um livro cor-de-rosa para as minhas netas ? E, já agora, onde está o Index deste governo ? Ou quais os livros que a agora famosa Comissão para a Cidadania e Igualdade do Género reprova de entre os que divulgam a ideologia dual promovida por correntes muçulmanas ?

E onde estão todos aqueles que lutaram pela liberdade de expressão, que viram os seus próprios livros censurados pela Ditadura e que ficam agora silenciosos perante este tipo de atitudes neopurificadoras e submissas às neotiranias de pseudosuperioridade ideológica ?

PS : João Duque - Expresso

 

Maduro de cócoras - o povo é quem mais ordena

O ditador Maduro e os seus acólitos recuaram em toda a linha face à movimentação do povo venezuelano nas ruas . Na verdade é o povo quem mais ordena tal como aconteceu em Portugal nos idos de 70. O povo quer democracia, um estado de direito, liberdade e pão. Não quer ser guiado como um rebanho por burocratas de pensamento único.  

A Agência Lusa avança que os representantes das principais instituições do país reuniram-se na noite de sexta-feira, no âmbito do Conselho de Segurança Nacional, e decidiram, segundo o texto divulgado, “exortar” o Supremo Tribunal a “rever as decisões” em causa “a fim de manter a estabilidade institucional e o equilíbrio de poderes”.

Criticado internamente pelo povo e pelos orgãos democraticamente eleitos e, externamente, pela União Europeia, Associação dos Países do Sul e pelos US, Maduro coberto de vergonha agarra-se ao poder .

Não há alternativa para a democracia.

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O Outono Socialista

António Barreto : O Partido Socialista de António Costa está a contrariar relevantes tradições da esquerda democrática, nomeadamente a "equação" liberdade versus igualdade. Há várias décadas que o PS entendeu que a liberdade era o programa prioritário, a causa primeira e a inspiração principal. O que distinguiu o PS dos outros grupos de esquerda e de extrema-esquerda, designadamente o Partido Comunista, era, entre outras, essa questão. Para os esquerdistas mais robustos, a prioridade é a igualdade e a liberdade deve--se-lhe subordinar. Para os socialistas, a liberdade, como valor e objectivo, ou como instrumento, impõe-se. Esta diferença foi actualmente posta em causa. Para obterem o apoio parlamentar de que necessitam, assim como a complacência nas ruas ou a cumplicidade nas instituições e nas empresas, o PS e o governo dão todos os dias sinais de que a igualdade é o seu combate primordial. Nenhuma revolução vale a liberdade.

A Europa e a liberdade

Mudar em nome de quê ? Isso não nos dizem : "

É que as instituições que temos na Europa, não sendo perfeitas, demoraram muito a construir, deram muito trabalho a solidificar. O caminho não pode ser destrui-las em nome de um qualquer mundo novo, de um homem novo ou de um mundo sem europeus. Esta é a Europa de Vitor Hugo, de Churchill, mas também de Schuman, Monnet, Adenaeur, Spaak ou Gasperi, Esta é a Europa que não se fez de um só golpe… mas de realizações concretas: é uma construção sempre inacabada de paz, liberdade e bem-estar social.

Continuar a lutar, em conjunto, por esses valores, será o grande desafio. Afinal, não se pode pedir aos homens que construam o melhor dos mundos, mas sim um mundo um pouco melhor do que aquele que encontraram. Um mundo melhor, com democracia, mas sobretudo com a garantia da liberdade. Esta é também a história do movimento europeu que deverá continuar a passar pelo aperfeiçoamento, pela reforma, pela transformação gradual das instituições europeias. Tradição e modernidade, diversidade e identidade, qual Europa de valores e princípios num mundo globalizado, onde os europeus continuem a fazer a diferença.

O valor da igualdade / o valor da liberdade

Esquerda e direita :  “Embora não haja equivalência perfeita entre [esquerda e direita], também não há uma superioridade moral nem razões históricas para a reivindicação de um qualquer absolutismo de uma sobre outra ."

"Aliás, o facto de o PS nunca se ter conseguido coligar com a sua esquerda em 41 anos de democracia tem exactamente a ver com isto: o PCP ou o Bloco não reivindicam apenas a sua superioridade política sobre os outros partidos o que seria natural mas também a sua superioridade moral. Ou seja, não se trata apenas de defender a mais elevada qualidade das suas propostas que é a posição habitual da direita em relação à esquerda , mas de defender e estar absolutamente convencido da maior decência das suas propostas."

E é um paradoxo. Quem defende a igualdade acha-se superior a quem defende a liberdade .

Temos que evitar que o estado nos chupe o sangue

 Um governo suficientemente grande para te dar tudo o que queres é também suficientemente grande para te tirar tudo o que tens."  A Irlanda, por exemplo, que foi outro dos países resgatados pela União Europeia, encabeçará o ranking neste ano e no próximo e tem uma dimensão parecida com a de Portugal. Qual é o segredo do renovado tigre celta? É, pois, o de ser um país com um alto grau de liberdade económica: impostos baixos, despesa pública controlada e regulação mínima.

Acaba de ser divulgado em Espanha o Índice de Liberdade Económica, que se calcula com vários indicadores que refletem o comportamento do setor público na sua dupla dimensão de fornecedor e financiador de bens e serviços, por um lado, e de regulador do setor privado, por outro. É um exercício interessante, que vem confirmar uma evidência: a correlação positiva entre liberdade económica e prosperidade. Mas, face a essa certeza, porque tantos governos continuam a manter ou, inclusive, a intensificar as suas políticas intervencionistas sabendo que terão consequências nefastas sobre o bem-estar geral?