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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Abençoado Euro e santo Banco Central Europeu

Para compreender o efeito do QE ( quantative easing) na dívida pública portuguesa, basta dizer que em 1990 tínhamos uma dívida pública de 55% do PIB mas pagávamos em juros da mesma 8,1% do Produto.

Agora, com mais  de 120% de dívida pública em relação ao PIB, pagamos apenas 3,5% do PIB por esses juros!

Lembram-se daqueles que tinham solução para restruturar a dívida e que punham as pernas dos alemães a tremer ? E que "não pagamos"? Por onde andam tais cérebros ?

O brinde do Banco Central Europeu

De um problema gravíssimo a dívida pelas política do BCE tornou-se numa magnifica oportunidade. Juros baixos, negativos, dá uma folga de centenas de milhões de euros. Vamos utilizá-la como ?

Se essa folga orçamental for utilizada para propaganda eleitoral ou para satisfazer interesses de potenciais coligações governativas, Portugal manterá o crescimento anémico. Se alguém tiver a coragem de utilizar este brinde para potenciar o crescimento, mesmo com custos eleitorais, aí isto vai muito além de política e a economia e o PSI agradecem. Cristina Casalinho fez o seu trabalho, o que os políticos farão disso decidirá o rumo da próxima década de Portugal.

A política que o PS tem que executar sem PC e BE

Não é por acaso que António Costa nos últimos tempos, insistentemente, afasta o cenário de se juntar ao PC e ao BE em nova governação. Há um caminho que os dois partidos da extrema esquerda não aceitam.

No caso de Portugal, convém sempre recordar que o país ainda tem uma dívida pública de cerca de 120% do PIB, enquanto a média da zona Euro está abaixo dos 90%.

Entendo que Portugal tem de aproveitar esta bonança económica para atuar nos grandes problemas estruturais de competitividade da economia nacional. E, simultaneamente, reduzir a sua divida pública rapidamente para valores abaixo dos 100%. Isto com contas públicas equilibradas do ponto de vista estrutural. Reformando a gestão financeira do setor público, tornando os serviços públicos mais eficientes, promovendo investimento público de qualidade e garantindo a sustentabilidade da segurança social.

Se atuarmos do lado da melhoria da competitividade da economia, promovendo reformas e medidas que aumentem a posição de Portugal, e do lado de um setor público mais eficiente, iremos aumentar o nosso PIB potencial, e com isso a nossa capacidade de crescimento económico no médio e longo prazo.

Com tudo isto, e com taxas de juro baixas, reduziremos a divida pública, bem como a despesa com juros, protegendo Portugal de eventuais crises financeiras e tornando a economia nacional mais forte, gerando assim os recursos necessários para uma melhor função de redistribuição, nomeadamente através de serviços públicos na área da saúde e da educação, bem como nas prestações sociais.

BCE mantem juros negativos e inicia novo programa de financiamento

Á medida que as prestações vencidas forem pagas pelos países o BCE, com esse dinheiro, fará novas compras de dívida pública. E pelo menos até ao fim de 2019 manterá negativas as taxas de juro.

Quanto representam estas medidas no orçamento e na situação financeira do nosso país ? Lembram-se das declarações desabridas contra o Euro, as exigências de reestruturação da dívida e da redução das taxas de juro ? Está aí tudo pela mão do BCE .

Mil e quinhentos milhões por ano é quanto poupamos em juros graças aos Programas do BCE . Alguns cretinos querem-nos fora do Euro.

O tempo dos juros baixos acabou

Má notícia para quem como Portugal tem dívida elevada. O tempo dos juros baixos acabou 

É importante continuar com uma política de prudência. Esperemos bem que não, mas imaginemos que daqui a um, dois ou três anos temos uma nova crise: se continuarmos com uma dívida pública tão elevada, isso vai ter consequências, nomeadamente vai diminuir a margem [de gestão] dessa crise. Mas o que se fala para o Estado também se fala para as empresas e para as famílias. Desendividaram-se muito nos últimos anos, mas também têm de continuar.

O principio do fim dos juros baixos

Com a Europa a ser empurrada pelo ciclo da alteração dos juros nos Estados Unidos, em alta , chegou a factura para os países com elevadas dívidas como Portugal .

Mesmo com o BCE a manter a sua política de compra de dívida os juros já estão a subir. E quando o BCE deixar o programa ainda subirão mais.

Neste novo paradigma, os países e empresas mais endividados ficarão mais vulneráveis. É o caso de Portugal. Embora a dívida pública tenha descido em 2017 para o nível mais baixo em cinco anos (126,2% do PIB), continua a ser perigosamente elevada.

Este contexto será gerível se os juros não subirem muito, nem demasiado depressa. É o que tentarão fazer, a todo o custo, os bancos centrais, que terão a difícil missão de conter as pressões inflaccionistas sem arrefecer demasiado a economia. 

Mas reduzir a dívida nunca foi prioridade para o actual governo que preferiu beneficiar as suas clientelas . Está a chegar a factura.

 

 

E com a dívida monstruosa que temos a que se deve a euforia ?

Não dá para grandes folias bem pelo contrário . E com uma economia a crescer poucochinho. Com excepção da Grécia, esse tal exemplo de sucesso, somos os que estamos em pior situação.

Juros da dívida soberana em Portugal, Grécia, Irlanda, Itália e Espanha cerca das 09:25:

2 anos…5 anos….10 anos

Portugal

27/12……-0,235….0,375……1,821

22/12……-0,272….0,369……1,804

Grécia

27/12…….1,595….3,405……4,060

22/12…….1,603….3,413……4,077

Irlanda

27/12……-0,544…-0,009……0,598

22/12……-0,546…-0,011……0,603

Itália

27/12……-0,311….0,618……1,918

22/12……-0,311….0,602……1,906

Espanha

27/12……-0,381….0,297……1,460

22/12……-0,391….0,279……1,463

Fonte: Bloomberg Valores de ‘bid’ (juros exigidos pelos investidores para comprarem dívida) que compara com fecho da última sessão.

Por volta das 09:25 em Lisboa, os juros a dez anos estavam a subir para 1,821%, contra 1,804% na sexta-feira e 1,740% na quinta-feira passada, um mínimo desde maio de 2015.

Os lóbis enchem a rua a pedir o impossível

Daniel Bessa defende que já devíamos estar em superavit orçamental porque só assim seria possível começar a diminuir de forma sustentada a dívida publica.

Quando, e isso é inevitável, as taxas de juro subirem tem que haver folga orçamental para acomodar esse encargo. A queda dos juros que tem permitido a este governo consolidar as contas públicas não depende de nós . E quando a subida vier não podemos ter uma dívida nos 130% do PIB .

Uma subida nos juros por muito pequena que seja irá representar um encargo gigante para o Estado colocando em causa as contas públicas, ao mesmo tempo que atinge grande parte das famílias .

 Mário Centeno por duas vezes esta semana mandou avisos como se fosse Teodora Cardoso. Isso quer dizer que Centeno sabe coisas que nós não sabemos e será a causa de querer zarpar para o Eurogrupo. Quando a tempestade aparece no horizonte ou o pântano começa a encher todos fogem para Bruxelas e os exemplos são vários .

Centeno : " a situação orçamental portuguesa não permite pensar em "supostas folgas". É preciso "rigor", não é possível decidir com "miopia". "Temos de manter estes compromissos e não o fazer é colocar em causa o esforço dos portugueses". É que vem aí um "novo ciclo de taxas de juro mais elevadas" e não podemos chegar a esse momento sem ter a dívida a cair de forma sustentada".

Em vez disso os lóbis andam na rua a exigir o impossível .

PS : a partir de texto de João Vieira Pereira - Expresso

 

Os juros da dívida estão de regresso a níveis de 2015

Cantam-se ossanas com a redução dos juros da dívida mas, a verdade, é que apesar de a Zona Euro atravessar uma boa fase e do contributo do BCE só agora, passados dois anos do actual governo é que os níveis regressaram a 2015. Dois anos perdidos e que custaram ao país milhões em juros.

E, ainda, duplicam os de Espanha e todos os outros com excepção ( por ainda ser mais crítico) desse sonho húmido que foi a Grécia do Syrisa que devíamos seguir como diziam Costa e os seus apoios.

Afinal e ao contrário do que diziam os inimigos da União Europeia e da Zona Euro é possível a economia crescer no quadro do Tratado Orçamental .

De vitória em vitória para voltar a 2015 . E o que é mais extraordinário é que se trata, segundo o primeiro ministro, das maiores vitórias do século .

Já com Sócrates havia socialistas que eram ceguinhos.

Juros : pagamos três vezes mais

E estamos em pleno, tudo é uma farturinha mas depois vem a realidadeE pode ser algo que corra menos bem lá fora para que Portugal apanhe por tabela. Comparem os juros :

O agravamento das yields é mais expressivo em Portugal, onde os juros das obrigações a dez anos disparam 17,1 pontos base para 3,876%. Em Espanha, a ‘yield’ avança 7,3 pontos para 1,404% e, em Itália, 10,1 pontos base para 1,844%. Já na Alemanha, os juros das obrigações a dez anos escalam 6,3 pontos para 0,252%.

E como a nossa economia cresce menos ( em Espanha cresce acima de 3%) percebe-se que vamos longe. Um sucesso este governo após dois anos de governação.