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BandaLarga

as autoestradas da informação

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O principio do fim dos juros baixos

Com a Europa a ser empurrada pelo ciclo da alteração dos juros nos Estados Unidos, em alta , chegou a factura para os países com elevadas dívidas como Portugal .

Mesmo com o BCE a manter a sua política de compra de dívida os juros já estão a subir. E quando o BCE deixar o programa ainda subirão mais.

Neste novo paradigma, os países e empresas mais endividados ficarão mais vulneráveis. É o caso de Portugal. Embora a dívida pública tenha descido em 2017 para o nível mais baixo em cinco anos (126,2% do PIB), continua a ser perigosamente elevada.

Este contexto será gerível se os juros não subirem muito, nem demasiado depressa. É o que tentarão fazer, a todo o custo, os bancos centrais, que terão a difícil missão de conter as pressões inflaccionistas sem arrefecer demasiado a economia. 

Mas reduzir a dívida nunca foi prioridade para o actual governo que preferiu beneficiar as suas clientelas . Está a chegar a factura.

 

 

E com a dívida monstruosa que temos a que se deve a euforia ?

Não dá para grandes folias bem pelo contrário . E com uma economia a crescer poucochinho. Com excepção da Grécia, esse tal exemplo de sucesso, somos os que estamos em pior situação.

Juros da dívida soberana em Portugal, Grécia, Irlanda, Itália e Espanha cerca das 09:25:

2 anos…5 anos….10 anos

Portugal

27/12……-0,235….0,375……1,821

22/12……-0,272….0,369……1,804

Grécia

27/12…….1,595….3,405……4,060

22/12…….1,603….3,413……4,077

Irlanda

27/12……-0,544…-0,009……0,598

22/12……-0,546…-0,011……0,603

Itália

27/12……-0,311….0,618……1,918

22/12……-0,311….0,602……1,906

Espanha

27/12……-0,381….0,297……1,460

22/12……-0,391….0,279……1,463

Fonte: Bloomberg Valores de ‘bid’ (juros exigidos pelos investidores para comprarem dívida) que compara com fecho da última sessão.

Por volta das 09:25 em Lisboa, os juros a dez anos estavam a subir para 1,821%, contra 1,804% na sexta-feira e 1,740% na quinta-feira passada, um mínimo desde maio de 2015.

Os lóbis enchem a rua a pedir o impossível

Daniel Bessa defende que já devíamos estar em superavit orçamental porque só assim seria possível começar a diminuir de forma sustentada a dívida publica.

Quando, e isso é inevitável, as taxas de juro subirem tem que haver folga orçamental para acomodar esse encargo. A queda dos juros que tem permitido a este governo consolidar as contas públicas não depende de nós . E quando a subida vier não podemos ter uma dívida nos 130% do PIB .

Uma subida nos juros por muito pequena que seja irá representar um encargo gigante para o Estado colocando em causa as contas públicas, ao mesmo tempo que atinge grande parte das famílias .

 Mário Centeno por duas vezes esta semana mandou avisos como se fosse Teodora Cardoso. Isso quer dizer que Centeno sabe coisas que nós não sabemos e será a causa de querer zarpar para o Eurogrupo. Quando a tempestade aparece no horizonte ou o pântano começa a encher todos fogem para Bruxelas e os exemplos são vários .

Centeno : " a situação orçamental portuguesa não permite pensar em "supostas folgas". É preciso "rigor", não é possível decidir com "miopia". "Temos de manter estes compromissos e não o fazer é colocar em causa o esforço dos portugueses". É que vem aí um "novo ciclo de taxas de juro mais elevadas" e não podemos chegar a esse momento sem ter a dívida a cair de forma sustentada".

Em vez disso os lóbis andam na rua a exigir o impossível .

PS : a partir de texto de João Vieira Pereira - Expresso

 

Os juros da dívida estão de regresso a níveis de 2015

Cantam-se ossanas com a redução dos juros da dívida mas, a verdade, é que apesar de a Zona Euro atravessar uma boa fase e do contributo do BCE só agora, passados dois anos do actual governo é que os níveis regressaram a 2015. Dois anos perdidos e que custaram ao país milhões em juros.

E, ainda, duplicam os de Espanha e todos os outros com excepção ( por ainda ser mais crítico) desse sonho húmido que foi a Grécia do Syrisa que devíamos seguir como diziam Costa e os seus apoios.

Afinal e ao contrário do que diziam os inimigos da União Europeia e da Zona Euro é possível a economia crescer no quadro do Tratado Orçamental .

De vitória em vitória para voltar a 2015 . E o que é mais extraordinário é que se trata, segundo o primeiro ministro, das maiores vitórias do século .

Já com Sócrates havia socialistas que eram ceguinhos.

Juros : pagamos três vezes mais

E estamos em pleno, tudo é uma farturinha mas depois vem a realidadeE pode ser algo que corra menos bem lá fora para que Portugal apanhe por tabela. Comparem os juros :

O agravamento das yields é mais expressivo em Portugal, onde os juros das obrigações a dez anos disparam 17,1 pontos base para 3,876%. Em Espanha, a ‘yield’ avança 7,3 pontos para 1,404% e, em Itália, 10,1 pontos base para 1,844%. Já na Alemanha, os juros das obrigações a dez anos escalam 6,3 pontos para 0,252%.

E como a nossa economia cresce menos ( em Espanha cresce acima de 3%) percebe-se que vamos longe. Um sucesso este governo após dois anos de governação.

Portugal tem o maior peso do custo dos juros no PIB

E, mesmo assim, graças ao BCE poupou uns 10 mil milhões em juros desde que se iniciou o programa de compra de dívida.

Existe o risco crescente que a confiança na sustentabilidade das finanças públicas dos países sofra uma erosão assim que as taxas de juro subam, o que ameaça colocar pressão sobre a política monetária para responder a este problema, afirma o Bundesbank. E teme que os países mais endividados da região tenham dificuldades em cumprir o serviço da dívida quando as taxas de juro começarem a subir.

Nas várias estatísticas que publica no seu boletim mensal, o Bundesbank coloca Portugal como o país da Zona Euro onde o custo com pagamento de juros tem um maior peso no PIB, o que aliado ao elevado peso da dívida (acima dos 130% do PIB) coloca o país como um dos mais vulneráveis a um aumento dos juros por parte do BCE.

O peso dos custos com juros até baixou em 2016 para o equivalente a 4,24% do PIB, mas é o único país do euro onde o rácio permanece acima dos 4%.

Após quase dois anos deste governo as ameaças continuam a ser muitas e graves. Mas parece que quem diz isto não é patriota.

 

Rebenta a bolha

Quando ou se ?

Rebenta a bolha

rebenta-a-bolha Ao que parece, Portugal emitiu títulos de dívida pública – ou seja, pediu dinheiro emprestado – por um prazo de seis e doze meses a juros negativos. Tendo em conta que isto sucede poucas semanas depois de ter sido obrigado a aceitar juros de 4% por empréstimos com o prazo de dez anos, só se pode chegar a uma conclusão: a política do BCE está a criar uma bolha no mercado dos títulos de dívida, mas toda a gente espera que, a médio ou longo prazo, ela acabe por rebentar, e ninguém confia na capacidade do Estado português saldar as suas dívidas quando tal acontecer.

Só por cima do cadáver da Alemanha

É claro que os indicadores positivos ( que há alguns) são melhor que nada mas são tão poucochinhos que pouco são melhores que nada.

As reversões e o apregoado fim da austeridade puseram os investidores em alerta e é por isso que a nossa dívida é o pior negócio para os tomadores e que os juros sobem mais que todos os outros.

Não há investimento, a economia não cresce, a dívida aumenta e os juros sobem. Uma situação perto do dramático. Os partidos da extrema esquerda clamam por renegociar a dívida já que, o governo não o pode fazer porque no nosso caso, implica perdão parcial da dívida. Só por cima do cadáver da Alemanha. 

O colunista da Bloomberg lamenta que o Governo tenha, por sinal, “perdido o apetite por controlar o endividamento e manter a troika longe”. Os investidores estão a começar a aperceber-se que algo mudou na política portuguesa e os próximos tempos não se afiguram fáceis.

O que é irónico é que António Costa está agora a perceber o que Jorge Sampaio disse há alguns anos. Há vida para além do défice .

 

juros_divida-01.png

 

 

Sem confiança os juros não baixam

Quem o diz é Teodora Cardoso, economista reputada e independente que chefia a Comissão das Finanças Públicas. E não são as variáveis externas que explicam os juros muito mais altos que Portugal suporta em relação aos outros países que saíram de intervenções externas .

O governo não tem apoio bastante que restaure a confiança e faça baixar os juros como se vê nesta situação da TSU. Não, PCP e BE são anti-União Europeia não oferecem confiança aos credores. E cada vez mais o governo não terá apoio nos seus apoios parlamentares. Estão a chegar as medidas que exigem a tomada de opções políticas e aí, tudo passará pela fractura pró - anti- União Europeia e Zona Euro.

"Este elemento da confiança que é uma coisa difusa, mas [a subida das taxas de juros] significará que os mercados não estão convencidos de que aquilo que estamos a fazer seja suficiente para garantir que a nossa dívida é sustentável", reforçou.

E acrescentou: "O facto de neste ajustamento orçamental haja uma parte muito importante que efetivamente vem de despesas de investimento e ao mesmo tempo haja despesas muito rígidas, como é o caso das despesas com o pessoal que estão a subir, não é um fator de confiança na sustentabilidade da dívida portuguesa".

É isto o que este governo está a fazer desde que tomou posse e foi desde aí que os juros subiram numa trajectória permanente. Não há coincidências e é melhor não dar cabo do futuro com o corte no investimento público. Outro crime.

Tempestade perfeita : Juros altos, dívida monstruosa, economia que não cresce por falta de investimento e descontrolo orçamental . Depois digam que é o PEC IV...

Marques Mendes falou sobre os juros ...

A SUBIDA DOS JUROS DA DÍVIDA
 

Em matéria de juros da dívida pública, Portugal não entrou com o pé direito em 2017. Bem pelo contrário. Os dados que existem são preocupantes:

 

Primeiro: Portugal emitiu esta semana 3 mil milhões de euros de dívida. Qual foi o juro? 4,2%.

O juro mais alto desde Fevereiro de 2014 (troika);

Muito acima da média de juros que Portugal paga (3,4%).

 

Segundo: ao contrário do que diz o Governo, este agravamento dos nossos juros não é apenas uma questão externa. Vejamos os três que tiveram resgates:

No espaço de um ano, os juros da dívida espanhola e irlandesa baixaram. No mesmo período, os juros da dívida portuguesa subiram e muito.

Ou seja, a conjuntura externa é igual para todos. Apesar disso, a Irlanda melhorou, a Espanha melhorou e Portugal piorou e muito a sua posição.

Em conclusão: há um problema de falta de confiança em Portugal. Cuidemos, pois, do essencial: pôr a economia a crescer e recuperar a confiança abalada.

É sobre isto que a oposição devia falar, mais do que sobre a TSU. Infelizmente, até a oposição está em silêncio.