Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BandaLarga

as autoestradas da informação

BandaLarga

as autoestradas da informação

Robles beneficiou de um jornalismo sério de investigação

O vereador do BE Ricardo Robles beneficiou de um jornalismo sério que o ouviu e publicou a sua visão da matéria em investigação. O BE pela voz da sua coordenadora não gostou e usa para sua defesa a velha rábula da perseguição. O BE está muito incomodado, afinal a sua recorrente badalada superioridade moral é uma hipocrisia. 

O Jornal Económico não faz jornalismo sensacionalista nem “justiceiro”. Acreditamos que o jornalismo faz-se respeitando os princípios éticos da profissão, confirmando todos os factos, procurando ouvir as partes atendíveis e fazendo o contraditório. O nosso objetivo não é julgar quem quer que seja na praça pública, mas apenas fornecer aos cidadãos, da forma mais isenta, rigorosa e completa possível, as informações de que necessitam para formarem a sua própria opinião. Foi o que procuramos fazer também neste caso.

O nosso trabalho está à vista para quem o quiser avaliar. Ao longo dos últimos dois anos, investigamos casos que envolvem figuras de todos os quadrantes partidários e ideológicos, bem como do mundo dos negócios e das empresas. Estamos tranquilos, porque no JE procuramos viver de acordo com os princípios que apregoamos.

Retirar as credenciais a jornalistas que publicam "fake news"

Ora aqui está uma notícia que se não for falsa é uma boa notícia. Jornalista que não cumpra o trabalho de casa - como ouvir todas as partes - fica sem as credenciais para exercer a profissão.

Na primeira vez, as credenciais são suspensas por seis meses, na segunda um ano e se acontecer mais uma vez o jornalista perde a credencial definitivamente.

Segundo o comunicado, as investigações serão conduzidas por um grupo que inclui jornalistas, proprietários de media e, por vezes, políticos.

Os políticos e jornalistas são farinha do mesmo saco

Um dia vi na RTP o José Rodrigues dos Santos, capacete militar na cabeça( para dar a ideia que estava na frente de batalha) a cobrir a Guerra do Golf . Para minha surpresa já tinha lido em jornais ingleses o que ele anunciava como notícia umas horas depois.

A partir daí comecei a fazer a diferença entre o jornalismo sério que verifica as fontes e o jornalismo parasita. A minha vida profissional permitiu-me, mais tarde, perceber que grande parte do jornalismo não é mais que trabalho de secretária e de espera das tais fontes próximas ou anónimas raramente sujeitas ao contraditório.

Os grandes eventos que podem mudar a evolução do mundo raramente são percepcionadas pelos jornalistas e comentadores que se limitam a seguir a opinião mais elitista e prevalecente."

"A imprensa está do lado das classes dominantes, preferindo olhar arrogantemente para os sinais de preocupação das pessoas comuns como atavismos reaccionários a tentar compreender o mundo à sua volta."

"Temos uma jornalista no Público a propor esquemas estranhos para financiar os jornais que garantam que pode escrever livremente sem ter de ter leitores, temos directores de jornais que se apresentam como generais prussianos de políticos populistas e continuam a dirigir jornais, jornalistas que mantêm a sua posição e influência mesmo depois de até eles reconhecerem ter sido embarretados por aldrabões de feira, apenas porque a vontade de ouvir o que queriam foi mais forte que a necessidade de cumprir procedimentos básicos de verificação dos factos."

É verdade que os raros jornalistas ( com quem contactei) que verificavam os factos ainda hoje são jornalistas .

O cheiro do poder já cala jornais

Calar vozes .Silenciar jornais e outros órgãos de informação. Mover acções judiciais . É tudo mentira. Manipulação . Devassa . Infâmia. Calúnia . Aí está o menino de ouro.

Com a jogada de Costa, com a aproximação ao poder , o estadista ganha novo ânimo. Já respira melhor, já está em terreno conhecido . Em causa estão várias manchetes relacionadas com a investigação da Operação Marquês, que os advogados do ex-primeiro-ministro dizem reproduzir opiniões de magistrados e investigadores e que "ofendem de forma grave a honra e consideração" de Sócrates, referindo-se a factos "da sua vida privada e familiar".

A verdadeira questão é a seguinte. Alguém em seu juízo acredita na narrativa que os advogados defendem ? Tudo o resto são jogos de poder e muito dinheiro.

Ainda há pouco eram todos "Je suis Charlie "

Quando se deu a matança em França de jornalistas por terroristas foi um não mais acabar de profissões de fé pela liberdade de imprensa. "Je suis Charlie". Passaram uns meses e os mesmos que rasgaram as vestes estão agora a propor o "exame prévio" para as próximas campanhas eleitorais.

É verdade que com a excepção de meia dúzia de jornalistas, pouco se perde cortando a verve à comunicação social que temos. Mas o que os senhores deputados propõem é muito mais importante que condicionar os jornalistas. O que está em causa é limitar a liberdade. E há sempre, não nos enganemos, quem queira limitar a liberdade é só deixarmos dar o primeiro passo. 

Esta iniciativa é vergonhosa para mais vindo de quem vem.   

A jornalista - modelo 2

O Ministério Público pede prisão efectiva para um dos detidos no " meet" do Vasco da Gama e que tanta celeuma levantou. Mais uma vez teria sido puro racismo o que levou a PSP a actuar, impedindo o vandalismo. Mas como se está a provar em tribunal estes dois jovens acusados foram violentos, agrediram a própria polícia. Um deles parece que não terá a mesma responsabilidade pelo que o Ministério Público pede pena de prisão suspensa. É, claro, para quem está de boa fé, que os jovens estiveram mesmo envolvidos em cenas de violência porque, a não ser assim, não estariam sujeitos a este nível de pena.

O que grande parte dos "bem pensantes" cá do burgo tentaram fazer passar é que a prisão dos dois manifestantes se devia à cor da pele. Os brancos entraram sem qualquer problema no centro comercial os negros ficaram à porta. Eu que vou ao Vasco da Gama quase todos os dias ( de passagem para ir ver o Tejo) nunca vi negros à porta. Vejo-os a passearam entre a multidão a gozarem a paz que o país em geral oferece. Não foi isto que a "Jornalista-modelo" viu, como é da praxe. E tem ela um jornal dito de referência à disposição para cuspir o ódio que tem a tudo que lhe cheire a disciplina e ordem.

 

 

 

 

Vender papel colorido

No mínimo, perante uma notícia destas, o que se esperaria é que os jornalistas falassem com as pessoas antes de publicarem. Mas como a Justiça que temos dá para tudo, e não mete medo a quem tem dinheiro ( que é o caso das empresas proprietárias destas revistas) publica-se e depois  logo se vê. É que é preciso perceber, estas fotos e esta noticia não serviriam para nada ( não venderiam papel colorido) se uma das pessoas não fosse o chefe da bancada parlamentar do PSD. Não há, pois, aqui nenhuma distração ou ingenuidade. Há a certeza que se pode manchar o bom nome de uma pessoa ( no caso de três pessoas) que nada acontece.

 

 

 

 

 

 

Do jornalismo ou dos jornalistas que temos ?

O Renato Seabra, o rapaz que cumpre 25 anos de cadeia nos USA vai compreender que lhe estampem nas primeiras páginas dos jornais cartas pessoais. O que ninguém compreende é que tal imoralidade seja feita sem que Renato Seabra tenha autorizado tal publicação. Porque a jornalista, autora do livro com que vai ganhar dinheiro, teve o cuidado de não lhe perguntar nada. Prática habitual no chamado jornalismo de investigação. Habitualmente a vítima não respondeu às chamadas telefónicas na véspera da publicação, é a desculpa habitual. Os jornalistas exigem aos outros uma ética que eles estão muito longe de ter. Como em todas as classes profissionas há quem seja jornalista e há quem pratique este jornalismo .  Um vómito.

 

Saia uma dose de jornalismo de investigação

Uma operação montada por alguma imprensa sobre um medicamento que garante curar a hepatite C. Custa a módica quantia de 50 000 Euros a dose. É um problema de grande dificuldade ético-política. Ouve-se por aí "qualquer vida humana vale mais do que considerações economicistas". Há por aqui o dedo de uma qualquer empresa de comunicação e imagem ao serviço de uma qualquer empresa farmacêutica. O que não se desculpa é que a imprensa não faça o essencial do seu trabalho, que é o de interrogar e ouvir o contraditório. Acaso nos disseram qual o número potencial de doentes que podem vir a estar envolvidos? Que o custo total desta operação, estimado para o estado, poderá rondar as centenas de milhões de euros? Que só há um país onde o estado paga 100% deste medicamento? Acaso se interrogaram onde poderá o estado ir buscar o dinheiro? Cortar onde e com que consequências?

Preocuparam-se em saber de onde virão estas notícias que divulgam e com que interesse? Preocuparam-se se elas podem prejudicar as negociações entre o governo e os laboratórios para chegarem a um custo mais aceitável?

Nestas matérias dos direitos que todos têm ou deviam ter, nada é tão simples como parece. Se fosse só pagar sem preocupações da razoabilidade e sustentabilidade da despesa pública, era fácil. Claro que há sempre a hipótese de aumentar os impostos. ( a partir de um texto de MST- Expresso)

OUÇAM AS VÍTIMAS MORTAIS

No dia 16 de Janeiro do ano que está a terminar, fui, como qualquer mortal, desempenhar tarefas da minha profissão.

 

Chovia e ventava abundantemente ao fim da manhã, altura em que regressei ao parque de estacionamento onde tida recolhido o meu carro. Com o afã de me abrigar da intempérie, acedi ao local do estacionamento pelo caminho mais directo – o acesso para viaturas. A humidade acumulada na rampa, o facto de ter ambas as mãos ocupadas (uma com a pasta, outra com o guarda-chuva) e a pressa de encontrar resguardo fizeram com que perdesse o equilíbrio e caísse desamparado.

 

Ali, no chão de cimento, estatelei-me como qualquer mortal, vítima da minha própria incúria.

 

Portanto, uma vítima mortal.

 

E, como vítima mortal que sou, posso dar testemunho dos largos meses de dores musculares de que fui afectado, mesmo tendo tido a sorte de nada ter fracturado ou rompido.

 

Vantagem das vítimas mortais é que, estando vivas, mortais que são, podem fruir da experiência negativa que as vitimou, corrigindo comportamentos, e elucidar os demais mortais que possam ser vítimas de situações semelhantes.

 

O caso que relatei poderia ter sido mais grave. Por exemplo, se o impacto tivesse sido com outra zona do corpo, ou se o desequilíbrio me tivesse atirado para local sem amparo. Teria sido, então, uma vítima morta, caso em que não teria a oportunidade de fazer o presente relato e tecer estas breves considerações.

 

Há acidentes mais ou menos graves. Há danos materiais e corporais; mas também há os intelectuais.

 

Nesta vertente, sou uma vítima mortal, permanentemente fustigada pela iliteracia dos que têm o privilégio de escrever nos jornais que lemos ou falar nas estações que ouvimos.

 

Vamos aprender português?

 

E, por favor, depois de perceberem a asneira, quando relatarem um sinistro não comecem a dizer “vítima morta”, Porque quem está morto foi, seguramente, vítima.

 

Há palavras simples que a mãe ou o pai ensinam, mesmo antes de entrarmos na escola – “morto”, “ferido” e “sobrevivente”. São palavras boas, aptas à expressão  correcta e inequívoca.

 

Ficaremos gratos, porque a língua é património de todos e a sua ofensa a todos fere.

 

Ouçam, pois, o apelo desta vítima mortal que vos escreve