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BandaLarga

as autoestradas da informação

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O PCP dificilmente apoiará por muito tempo um governo PS

O exemplo mais recente foi a manifestação anti-Nato de sábado passado. É possível congelar, em negociações, as grandes diferenças ideológicas mas é muito difícil ultrapassá-las nos casos concretos do dia a dia. 

A participação na Europa e no euro é uma inevitabilidade, quer se goste ou não. Aliás viu-se na Grécia, mesmo os mais radicais que têm aparecido reconhecem esse facto. Mesmo que se diga que não se gosta, há elementos objectivos que condicionam sobretudo um pequeno país na periferia da Europa. Por aí, não. O problema da viabilidade tem de ver com o apoio a certas medidas que têm de ser tomadas. O apoio, não só ao Orçamento de 2016, mas aos Orçamentos de 2017, 2018, 2019. É a garantia de uma continuidade governativa e não, simplesmente, para alguns meses ou para um ano.

Por isso digo que a viabilidade de um governo do PS apoiado pelo Bloco de Esquerda e pelo PCP é relativamente pequena. Isto não é uma posição contra o PCP, é a verificação de factos concretos. É um facto que não toma posição acerca dos presos políticos em Angola ou que Jerónimo de Sousa nega que tenha havido sequestro da Assembleia Constituinte.

O que é que não entendem ?

Jorge Miranda não entende :...o Presidente da República afastou a demissão de Passos por iniciativa presidencial.

"Nos termos da Constituição, quem determina ou não a continuidade de um governo é a Assembleia da República", afirmou Cavaco Silva na terça-feira, ainda antes de saber do pedido de demissão de Paulo Portas do cargo de ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros.

"Uma força política que queira afastar o Governo o que tem que fazer, nos termos da Constituição, é apresentar uma moção de censura e conseguir convencer a maioria dos deputados em efectividade de funções a votar favoravelmente”, afirmou o Presidente da República, à margem de uma visita às instalações da PSP em Lisboa.

A Constituição não impede a abertura de funções sociais ao privado

Jorge Miranda, o "pai da Constituição" diz o que é evidente : Não me repugna que haja participação ou colaboração, por exemplo, no caso da Educação. Só teríamos a ganhar se houvesse mais associação entre o ensino público e privado/particular, haveria vantagem para uns e outros. E subsídios a escolas privadas, no género do que acontece em França, Bélgica, Holanda. Temos a ganhar com mais abertura, sem que o Estado deixe de ter o seu papel, as suas escolas, o papel de regulador e disciplinador, evitando, também aí, a comercialização no ensino. Tudo isto já acontece na Saúde.