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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Estes últimos quatro anos foram anos perdidos

Prof Joaquim Miranda Sarmento :  

  • Imaginem uma empresa que passou por uma crise terrível (2008-2014), muito pouco competitiva, com “prejuízos” todos os anos e altamente endividada. Após esse período, essa empresa apanha um período de algum crescimento económico e dividendos de uma participada que lhe permite subir a receita. Simultaneamente, vê os seus custos de financiamento reduzir-se por via de uma descida das taxas de juro nos mercados. E o que faz essa empresa? Aproveita essa bonança e folga financeira e reestrutura-se, de forma a ser mais competitiva e simultaneamente reduzir o seu endividamento? Não, pelo contrário, usa essa margem e aumenta os seus custos operacionais fixos!

O Doutor Centeno sai agora porque quer disfarçar o péssimo estado em que deixa as contas públicas.

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Os dois principais erros de politica económica deste governo

Além de ter parado com as reformas estruturais, nomeadamente no mercado laboral, os dois principais erros de política económica deste governo foram o IVA da restauração e as 35 horas. No IVA da restauração estamos a falar de quase 1% do PIB de perda acumulada de receita fiscal, cerca de 2 mil milhões de euros. Na passagem das 40 para as 35 horas, estamos a falar de toda a despesa extra na contratação de pessoas e horas extraordinárias.

O que teria o PSD feito de diferente nesta legislatura ?

Teríamos mantido as 40 horas e o IVA na restauração, teríamos feito uma redução mais faseada dos cortes salariais e teríamos tido mais ambição nas reformas estruturais. Teríamos tido um déficite menor, mas com mais margem para fazer investimento público e evitar esta degradação dos serviços públicos. E teríamos chegado a 2019 com uma dívida pública já próxima dos 115% do PIB.

Como não sabemos quando virá a próxima crise, convém estarmos o menos endividados possível para a enfrentar.

Em 2009 a dívida pública era de 60% e hoje é maior do que 120% do PIB. Espero que os erros ( eleitoralistas) de 2009 não se repitam em 2019.

PS : Joaquim Miranda Sarmento - Expresso

O "logro" orçamental

Joaquim Miranda Sarmento :

Eu avisei, juro que avisei. Nas páginas (eletrónicas entenda-se) deste jornal, em que semanalmente o António Costa (o publisher do ECO, entenda-se também) vai com paciência de Jó, publicando estas minhas crónicas, que desde há quase um ano que ando a alertar que o “sucesso” orçamental de 2016 é aquilo que esta semana o país político descobriu (com muitos meses de atraso já se vê): que parte do “sucesso” orçamental de 2016 decorria de uma forte contração nos gastos com os serviços públicos via as agora famosas “cativações”. Digo com muitos meses de atraso porque desde meados de 2016 que era visível uma mudança radical na gestão orçamental do governo.

Quem agora vem, muito ofendido, rasgar as vestes e dizer que “não foi executado o Orçamento que aprovámos na Assembleia”, ou anda muito distraído (e devia ter lido algumas coisas que foram sendo escritas neste ultimo ano) ou anda a gozar com a malta.