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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Japão paga a empresas para reduzirem as importações chinesas

Assustador é o que se sabe hoje sobre a dependência que a maioria dos países têm em relação à China. A cadeia de produção de vários sectores económicos vitais está nas mãos dos chineses.

"Governos e diretores de multinacionais não esquecerão rapidamente uma lição assustadora: para vários produtos e componentes vitais eles dependem de um só país, a China", resumiu a revista britânica The Economist.

Depois de dois anos marcados pela guerra comercial e tecnológica entre Washington e Pequim, o início do surto na China interrompeu, primeiro, as cadeias de distribuição globais, com o encerramento de fábricas, portos e cidades inteiras no país asiático, e expôs, a seguir, a incapacidade de vários países de se autoabastecerem com equipamento médico crucial, à medida que a doença de alastrou além-fronteiras.

A ganância ocidental nem sempre é boa conselheira.

A crise optará por comediantes ou por protofascistas ?

Há vinte anos o Japão passou por uma crise que ainda hoje limita o seu desenvolvimento. Nunca chegou a ter os níveis de desemprego que existem hoje na UE, graças a políticas de reformas antecipadas, programas sociais, distribuição de trabalho e pressão política sobre os grandes empregadores. O nível de desemprego não ultrapasou os 4% muito longe dos quase 20% actuais na UE.

O risco de convulsão social é pois muito forte na UE, não podemos prever quando e onde mas mais tarde ou mais cedo haverá uma onda de protestos de origem violenta ou de organizações que defendam soluções radicalmente diferentes. Os governos passarão a ter como objectivo travar o colapso mas não conseguem impulsionar o crescimento.

A questão que se coloca é saber se os eleitores optarão por comediantes tipo Beppe Grillo ou por um candidato mais perigoso tipo protofascista. No segundo caso a guerra (de palavras?) não se limitará a Bruxelas e a Merkel mas também ao nível interno contra grupos minoritários e de imigrantes.

os políticos ainda não se aperceberam que o que poderá aí chegar é muito perigoso e muito mais caro do que a necessária solidariedade entre nações.

Relações comerciais com o Japão

Aumento do investimento na fábrica de automóveis do Tramagalque duplicará os postos de trabalho. Desbloqueamento da importação da carne de porco e de concentrados de tomate no Japão.

De acordo com o ministro dos Negócios Estrangeiros, a Mitsubishi que tem uma fábrica no Tramagal vai permitir expandir a presença da multinacional japonesa em Portugal de modo a que, por um lado, estejam em condições de fabricar os novos veículos comerciais da marca e, por outro, de fazer dessa unidade em Portugal uma “plataforma estratégica” para vender a marca e os seus produtos em novos mercados como África e Médio Oriente.

“Este investimento tem duas fases e quando estiver em decisão e execução finais significará poder duplicar o número de trabalhadores que já temos no Tramagal, que são trezentos”.