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BandaLarga

as autoestradas da informação

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O investimento público demora anos a chegar às pessoas

Como seria de esperar os estatistas cá do sítio já vieram exigir investimento público como motor da recuperação económica. Ao invés dos restantes países europeus que estão a fazer chegar dinheiro às empresas e às famílias.

Mesmo admitindo que desta vez o investimento público será produtivo, lançar projectos, concursos públicos e negociações demora dois ou três anos antes de obra chegar ao terreno. Mal de nós se daqui a três anos ainda a recuperação da  economia estiver no lamaçal da burocracia estatal.

A ideologia pela mão dos que não comungam do interesse nacional já por aí anda, o que também já fez que gente da economia real tenha vindo a terreiro clamar que não há pior medida nesta crise do que gastar o dinheiro em investimento público.

Entretanto as empresas fecham, o desemprego aumenta e a miséria alastra . Quando estivermos finos e com as pernas a tremer o investimento público chega. 

 

É preciso muito investimento público num país sem dinheiro

As contas públicas foram estabilizadas graças ao corte no investimento público (despesa pública). Isso paga-se.

Um investimento público que requalifique o país e o torne mais resiliente com as infra-estruturas que precisa. Um investimento público que ajude o investimento privado e não o afaste. Um investimento público que ajude a lançar as bases de uma política de substituição de importações, reforçando a importância da industrialização.

Um investimento público que relance o Investimento Directo Estrangeiro. Um investimento público que mantenha vivos os principais sectores da actividade económica, investindo neles com transparência e deixando a porta aberta para sair quando o mercado normalizar. É a altura da mão visível do Estado salvar o mercado e a economia. É uma orientação diferente, com outras regras e outras prioridades.

Mais uma vez o Bloco de Esquerda está ideologicamente cego

O BE quer que a crise seja enfrentada com o recurso a investimento público. Isto quando há milhares de empresas em dificuldades. O dinheiro deve ser orientado como é óbvio para ajudar as empresas a manter o emprego, a melhorar a rentabilidade e a inovar. Mas claro, para o BE o que interessa mesmo é o estado gastar mais dinheiro em obras para alimentar " quimeras ".

Investimento público seria um disparate total.

O secretário-geral da OCDE falou já na necessidade de um Plano Marshall [plano implementado na Europa após a Segunda Guerra Mundial]. Há muitas possibilidades, obviamente. O mais importante é conseguir que as pessoas voltem as seus trabalhos e que as empresas não entrem em insolvência por causa da crise atual. Esse tem de ser o foco principal dos governos nos próximos tempos: planos contra o desemprego, planos para que as empresas não entrem em insolvência e consigam recuperar do choque brutal que estão a sentir neste momento.

A Catarina Martins lá vai dizendo que montar um plano de investimento público demora o seu tempo. Pois, o tempo em que as falências das empresas são inevitáveis sem ajuda célere, o tempo em que as pessoas perdem o emprego, o tempo em que o rendimento das pessoas baixa drasticamente.Mas ainda assim uma resposta mais forte diz a Catarina.

Mais ou menos como o burro do espanhol. Quando se habituou a não comer, morreu.

António Costa já não pode culpar o governo anterior

A mensagem do primeiro ministro trás uma novidade. Reconhece os graves problemas no Serviço Nacional de Saúde e não lhes reconhece culpado.É que nos últimos quatro anos o governo era do PS e não resolveu nenhum desses problemas. Pelo contrário, agravou-os.

A mensagem foi transmitida como se as promessas estivessem a ser cumpridas bem à medida do que já aconteceu com a Educação ( primeira paixão), floresta ( a maior política florestal desde D. Dinis), os transportes públicos ( nem mais uma nova carruagem nem mais um Km de ferrovia). Cortou-se no investimento para acertar as contas. Os resultados são estes : o país arde no verão e afoga-se no inverno.

Ora acertar as contas é o primeiro passo para acertar com as dificuldades nos vários sectores, não o contrário. Então por anda o tal crescimento da economia?

É esse o problema. Sem crescimento sólido da economia degrada-se o SNS para acertar as contas. E sem investimento rompe o Mondego as suas margens, a floresta arde, o SNS degrada-se. Resta ao primeiro ministro vender e gerir expectativas. Tal como na fase final de Sócrates agora é que vai ser.

Como António Costa já nos habituou com ele é tudo poucochinho.

Mas sempre é verdade que o SNS está suborçamentado ?

O governo andou quatro anos a repetir que o SNS está bem e recomenda-se. Mais investimento, mais médicos e mais consultas e cirurgias. Mas os resultados são os que se conhecem. Listas de espera que envergonham qualquer cidadão responsável, fecho de serviços hospitalares e greves.

Mas agora é que vai ser diz Costa sem se rir. Afinal ficou tudo para os próximos quatro anos.

E daqui a quatro anos ( se os portugueses viverem um bocadinho melhor) quantos se juntaram aos 2,7 milhões de cidadãos que já escolheram o sector privado?

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O investimento público é o mais baixo de todas as economias avançadas

Como é que a economia pode crescer e o desemprego diminuir se não há investimento ? Não pode e mais tarde ou mais cedo Mário Centeno vai pagar a factura .

O ‘mistério da retoma sem investimento’ que tem caracterizado a economia portuguesa nos últimos anos e que se deve ao facto da muito forte criação de emprego (uma excelente notícia) ter estado nos últimos anos muito concentrada em sectores de baixa produtividade, fazendo-se acompanhar por escasso ou inexistente investimento (uma má notícia). É também isso o que explica que a produtividade em Portugal esteja em queda desde 2014, questão a que me referi aqui há algumas semanas: quando o emprego cresce mais do que o produto, a produtividade, que corresponde ao rácio entre essas duas variáveis, diminui.

É por isso especialmente preocupante que os níveis de investimento da economia portuguesa estejam tão em baixo.

Uma forma enganosa de abrir concursos públicos

Há cada vez mais concursos públicos que ficam desertos o que agrada muito ao ministro das finanças. Trava o investimento e não gasta dinheiro .É mais uma forma ardilosa de cativar verbas.

Se um concurso público fica deserto ou é porque já não há no país empresas interessadas em trabalhar ou então os montantes propostos são irrealistas . Parece ser este último caso, não ?

A ser assim o concurso devia ser reaberto com propostas aceites pelo mercado para que se concretizasse o investimento. Mas não, não é assim.

O que já não é possível esconder é a degradação dos serviços públicos, a inultrapassável carga fiscal e um nível de investimento comprometedor de um futuro mais próspero dos portugueses, que, afinal, devia ser o objectivo da política económica.

PS : Manuela Ferreira Leite - Expresso

O investimento público está ao nível de há vinte anos atrás

O dia dos comunistas arrancou com discursos recheados de fortes avisos ao Governo e ao PS. E a questão da falta do investimento público foi um dos temas que serviu para apontar o dedo a António Costa. “O investimento está ao nível de há vinte anos atrás. Não basta anunciar o seu aumento, claramente insuficiente, é preciso garantir a sua concretização”, avisou Jerónimo de Sousa.

E isso paga-se caro. A economia devia crescer entre 3,5% e 4% mas cresce somente 2,3% e para o ano crescerá apenas 1,9% . Temos vinte países europeus (os que são da nossa dimensão) à nossa frente no que diz respeito ao crescimento . Vamos continuar a ser dos países mais pobres.

É o que faz a falta de investimento. Menos crescimento da economia.

O governo limita-se a distribuir o pouco que tem pelas clientelas eleitorais. Não há uma medida para tornar as empresas mais competitivas.

A entrevista de Costa não trouxe novidade nenhuma . Mais do mesmo em direcção à cauda da Europa no que diz respeito à pobreza.

Os números que o governo coloca no orçamento são pura mentira

Cortar no investimento é colher menos riqueza no futuro . E menos postos de trabalho. E menos sustentabilidade na Segurança Social . E é por isso também que o país caminha para ser o mais pobre na Europa.

Trocado por miúdos, o Governo começou a cortar no investimento assim que percebeu que as coisas já não estavam a correr bem.

Só que a situação é grave. O alerta dos investigadores do Institute of Public Policy (IPP) é claro. Era preciso um aumento do investimento de 7% em relação ao orçamentado no ano passado para atingir a meta do Governo para este ano. Mas como o orçamentado no ano passado também não foi cumprido, a distância face às intenções do Governo são ainda maiores. Na realidade aquele instituto diz que era preciso que o investimento crescesse 49% face ao valor efetivamente registado em 2017 para que a meta de Centeno fosse atingida.