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BandaLarga

as autoestradas da informação

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A tentação da esquerda de fazer mais despesa

Contra a opinião de Centeno e de Costa a extrema esquerda quer fazer mais despesa e não reduzir a dívida. O habitual para quem não queria pagar a dívida ou queria renegociá-la com hair cut . Até se deram ao trabalho de escreverem tratados que ninguem leu e que cairam rapidamente no esquecimento tal era o mérito das soluções apresentadas.

Na entrevista à TSF, disse que quanto mais depressa o país se colocar numa trajetória de redução da dívida pública, mais rapidamente chegará a um "porto seguro". Foi neste contexto que avisou que "quando em Portugal o sol brilha assim por três ou quatro meses há sempre uma enorme tentação de ultrapassar um conjunto de condições orçamentais".

Entre a opção do governo e as que defendem os parceiros de esquerda, o economista João Duque observa que dar mais dinheiro aos serviços públicos não é sinónimo de resolução dos problemas e acentua que, na impossibilidade de o dinheiro dar para tudo (ir mais além no investimento e, simultaneamente, na redução da dívida), o mais acertado é reduzir o endividamento público.

À custa da maior carga fiscal de sempre e da reduçao do investimento

Não podia ser pior.

Os números de 2017 ajudam a dissipar quaisquer dúvidas sobre esta alquimia das Finanças Públicas que permitiu acabar com a austeridade e reduzir o défice para níveis nunca antes vistos. As pensões, os salários e as carreiras dos funcionários públicos foram (parcialmente) repostos à custa da maior carga fiscal de sempre e de níveis de investimento público baixíssimos. Tal como o Cristiano Ronaldo do futebol não viola as leis da Física, também o Cristiano Ronaldo das Finanças não viola as leis da Economia.

É perfeitamente legítimo o argumento de que a receita fiscal aumentou porque houve crescimento. O crescimento económico gera receitas fiscais sem que tal envolva aumento de taxas. Mas para a carga fiscal aumentar, tal quer dizer que as receitas fiscais aumentaram ainda mais do que o rendimento. É como se a taxa média de imposto tivesse aumentado.

O défice sem os efeitos temporários seria 2,4%

O défice sem as ajudas do momento seria de 2,4%, o dobro do apresentado (1,2%) . "O défice orçamental de 2017 deve-se ter fixado em 1,2% do PIB, mas sem os efeitos temporários e o investimento público muito abaixo do orçamentado, o défice teria sido de 2,4% do PIB", lê-se na nota publicada esta sexta-feira.

Na nota, o Fórum que é presidido por Pedro Ferraz da Costa (na foto) estima que os efeitos temporários valham 1.100 milhões de euros, contabilizando-se entre estes os dividendos do Banco de Portugal, os juros dos CoCo´s e as contribuições especiais de alguns sectores, entre outros efeitos. Isto "somado à despesa de capital não realizada de 1,2 mil milhões de euros, dá um efeito orçamental de redução do défice superior a 1,2% do PIB".

Cortar no investimento não é coisa que assegure o futuro

Descurar o futuro - não há investimento

Os projectos bons e necessários que os há, não saem do papel. O governo não quer ou não é capaz ?

O investimento público é, de longe, a área da gestão da política orçamental que tem corrido pior.

Num momento em que devíamos recuperar algum do atraso acumulado nos anos da crise e preparar a nossa Economia para melhor resistir à próxima crise – que inexoravelmente chegará um dia – estamos não apenas parados, mas a andar para trás.

Cortou-se no investimento como nunca subornando tudo ao défice e às clientelas eleitorais. . Além de trágico é irónico ser este governo a fazê-lo.

Sem investimento não criamos postos de trabalho bem pagos e sustentáveis e os que criamos no turismo são o que Louçã aqui diz :

"Problemas estruturais, Louçã concordou com César das Neves no fraco investimento, apontando também o elevado desemprego jovem.

Por fim, o professor ISEG considerou que o turismo não é modelo de desenvolvimento da economia, porque não traz valor acrescentado e assenta, maioritariamente, em empregos de baixa formação."

Estamos a perder o futuro e não nos estamos a preparar para os mesmos problemas que sempre nos mergulharam em crises.

É como correr atrás da própria cauda.

 

30 milhões de toneladas de lítio podem devolver a população ao interior do país

Portugal figura entre os dez maiores detentores de jazidas de lítio no norte e centro do país. É usado na indústria da cerâmica mas tem características para ser utilizado nas baterias para as viaturas eléctricas.

Não faltam investidores interessados mas é necessário que o governo defina os termos dos contratos por forma a prolongar no país a cadeia de valor atraindo fábricas de transformação e mesmo de produto acabado para além da extração da matéria prima .

No mapa global do lítio - a base para as baterias eléctricas e que faz soar as campainhas dos investidores -, o país "pisca" já como um dos 10 maiores produtores globais. A popularidade crescente deste mineral acompanha a revolução em curso na área da energia, que faz antever a necessidade de matérias-primas para a construção de baterias de iões-lítio para usos que vão do sector automóvel aos dispositivos electrónicos portáteis, passando pelos sistemas de armazenamento de electricidade.

Vamos lá ver se a burocracia e os mesmos de sempre que estão contra o desenvolvimento não estragam a exploração desta riqueza mineral.

O que está em risco na AutoEuropa é uma parte de 40 mil milhões de investimento

investimento das grandes empresas de automóveis em todo o mundo para lançar e construir os novos modelos de viaturas eléctricas é gigantesco. É justamente nesta altura que os sindicatos na AutoEuropa destroem a paz social que sempre existiu na fábrica de Palmela .

A Volkswagen é a fabricante com o maior volume de investimento projectado – 40 mil milhões de dólares até 2030. A Daimler tem planeado um investimento de 11,7 mil milhões de dólares para lançar 10 carros totalmente eléctricos e 40 híbridos.

Fontes das marcas automóveis disseram à agência de notícias que uma fatia considerável deste investimento tem o mercado chinês como destino, pois o Governo deste país impôs quotas para os automóveis eléctricos a partir de 2019.

É, claro, que estas decisões de investimento fogem à esfera de influência dos governos dos países onde se encontram instaladas as fábricas periféricas dos Grupos. As fábricas são escolhidas segundo factores bem definidos e que a AutoEuropa conhece muito bem o que a levou a ganhar a produção do actual modelo em linha de produção. Após vinte anos de qualidade, cumprimento de prazos e competitividade.

O actual braço de ferro da CGTP com a administração da fábrica está a deitar tudo fora pelo esgoto.

A própria UGT também já avisou

 

Diga lá senhor contente para onde vai este país...

Investimento ? O Governo revê em baixa o investimento deste ano, de tal forma que embora prevendo um crescimento de 16,4% em 2018, ainda ficará abaixo do executado no último ano de Passos Coelho e equivalerá a menos de 2% do PIB, o que é o valor mais baixo da Europa.

Aumenta a despesa em salários e pensões corta no investimento, isto é, corta no futuro, nos postos de trabalho e no crescimento da economia. É uma boa troca, não é ?

O PCP e o BE exigem mais despesa, mais aumento de impostos mas não dizem que, assim, para conseguirem o défice proposto têm que cortar no investimento.

Até quando o PS aguentará esta loucura ?

Sem resolução dos impedimentos estruturais ao investimento

Após dois anos de governação o actual governo não dá mostras de resolver os impedimentos estruturais ao investimento que teria de crescer cerca de 6,7% para que a economia se mantenha ao nível de 2%. Não o fazendo o crescimento a médio prazo tenderá para 1,2%.

Há outro indicador péssimo :

Mas há um indicador onde se fazem ajustamentos nas expectativas: a balança de conta corrente. Este indicador mostra o saldo de um determinado país face ao exterior — é o resultado da balança comercial (troca de bens e serviços), balança de rendimentos e balança de transferências (como por exemplo as remessas de emigrantes).

E em menos de um mês, o FMI ficou mais pessimista: os excedentes externos são mais curtos e em 2022 o défice já será de 1,4% (em vez dos 1,2% anteriormente estimados).

Entretanto, os portugueses andam a importar automóveis, nada menos de 200 000 até Setembro . Foi sempre por causa das débeis contas externas que Portugal já recorreu por três vezes em democracia à ajuda externa. Sempre pela mão do PS.

Mas, entretanto, com o aumento de 10 euros aos funcionários públicos e pensionistas, seu eleitorado natural, andamos todos a viver muito melhor.

A cativar o futuro

Em 2015, a economia cresceu pouco acima de 1,8% (significativa revisão em alta, face aos anteriores 1,6%). Foi aliás, a grande novidade, positiva, que esta semana o INE "deitou" cá para fora.
Ouviram Costa a dizer algo sobre isto? Não.
O INE confirma o pior: a economia portuguesa é - na Europa a 28 - a que menos cresce, uns meros 0,3% no segundo trimestre face aos primeiros três meses do ano. Babam-se dos "3% de crescimento" homólogo (quero dizer, face ao segundo trimestre de 2016). Mas vejam o ridículo... se a economia aumentasse 2,7%, o segundo trimestre deste ano seria recessivo...
Pois é, concluindo: Portugal deveria estar a crescer muito mais, pelo menos a acompanhar o ritmo da UE a 28.
Agora, outra revelação, orçamental. O Governo continua a cortar no Investimento Público, como nunca aconteceu desde 1960.
É o INE que o indica.
Isto é grave, um crime. Quer dizer que o País não está a repor a riqueza criada no passado - o material médico, a Tac no hospital, o raio x, os transportes publicos, as estradas, etc; tudo envelhece, morre - o que significa que o património público dos portugueses está a ser deitado pela janela fora!
Calculo que o desgaste dos materiais não respostos (INE) ascenda a perto de três mil milhões de euros, só para os últimos 18 meses.
Eis como, Costa, Centeno e Catarina estão a gerir o País: vivem à custa dos investimentos do passado.

As opções políticas têm consequências

A devolução de rendimentos podia ter sido feita de forma faseada mas a opção política foi acelerá-la e para isso foi preciso compensá-la cortando no investimento. As consequências estão em Pedrógão Grande e em Tancos e na fuga de informação dos exames na Educação.

Como o crescimento dos impostos não compensa o aumento da despesa, a dívida não para de crescer e o investimento bateu no fundo.

Quem tem culpa dos incêndios ? Os bombeiros e a Proteção Civil. Quem tem culpa do roubo das armas ? ( em Tancos e na PSP). As chefias militares.

Mas as chefias militares já vieram hoje insurgir-se contra a classe política que, essa sim, tomou a opção política de agradar à sua clientela eleitoral em detrimento da manutenção das infraestruturas. O que pode correr mal corre mesmo mal ( Lei de Murphy) e as consequências estão à vista.

Aumentar entre 6 e 10 euros os pensionistas não tira ninguém das dificuldades financeiras mas o seu montante total chega aos 200 milhões mais que o suficiente para fazer a manutenção do SIRESP, dos aviões e instalar a vídeo vigilância . E encurtar a lista de espera dos doentes para cirurgia .

Este governo já fez aprovar dois orçamentos e está a preparar o terceiro não pode sacudir a água do capote. Fez uma opção política para o bem e para o mal

Quando muitos apontavam o perigo nos cortes no investimento para acomodar os défices era destas consequências de que tinham medo. E a longo prazo o prejuízo ainda será maior no crescimento do PIB e na criação de emprego.( não tão trágico)

Não há almoços grátis.