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BandaLarga

as autoestradas da informação

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O condicionamento industrial de Salazar

As vozes que se fazem ouvir contra o turismo, o alojamento local e os "tuk tuk " são a cultura do condicionamento industrial de Salazar que perdura 40 após o 25 de Abril. Amordaçar, acorrentar a liberdade de iniciativa da sociedade civil que só os que têm muito dinheiro e poder conseguem contornar.

Ora, se há alguma certeza é que Portugal nunca sairá da sua apagada e vil tristeza enquanto perdurar este ódio feito bandeira "pública" aos empreendedores. Já não serve dizer que a culpa é do Euro ou dos mercados porque os outros países com os mesmos " constrangimentos e chantagens , no típico linguarejar do PCP e BE, crescem, criam postos de trabalho, e até absorvem a mão de obra portuguesa que aqui não encontra trabalho.

Por outro lado os patrões portugueses, na sua maioria, têm como objectivo enriquecer depressa deixando para segunda preocupação o investimento em novos equipamentos, na inovação e na formação dos seus trabalhadores.

O crescimento da economia é a chave para a resolução de todos os problemas macro-económicos nacionais. Portugal nunca foi capaz de produzir o suficiente para que o seu povo tivesse uma vida digna e é por isso, e não por ser um povo aventureiro, que procurou novos mundos e que continua a emigrar às centenas de milhar.

E, a verdade, é que mais uma vez a economia não cresce , a emigração continua, o SNS soçobra e a educação continua nas mãos de quem a cobriu, ano após ano, de um manto de mediocridade.

Bem pode a extrema esquerda lançar poeira para os olhos e não perder oportunidade de manifestar o seu ódio a quem cria riqueza e postos de trabalho . E o "Babush ", feito primeiro ministro, lá anda pela longínqua Índia a atrair investimento que não consegue captar aqui no ocidente. Como se as condições que Portugal oferece para atrair investimento e empresários fossem más para os ocidentais mas boas para os orientais.

A China anda por cá a comprar empresas públicas "rentistas " que não encontra em mais país nenhum. Ou acham mesmo que os chineses andam por cá por terem "os olhos em bico "?

PS :

Esta lei foi publicada em 1931 pelo decreto lei nº 19354, define que compete ao Ministro do Comércio e Comunicações depois de consultado o Conselho Superior Técnico das Industrias autorizar:

 

A instalação de novos estabelecimentos industriais e a reabertura no caso de paragens por tempo igual ou superior a dois anos.

                                  

A montagem ou substituição de tecnologia nas empresas de que resulte aumento de produção;

A transferência de licenças de exploração, arrendamento ou alienação de estabelecimentos a estrangeiros ou a empresas estrangeiras                              

              

            A lei do Condicionamento Industrial serviu para eliminar a concorrência interna das empresas já existentes em cada ramo , mas ao mesmo tempo , contribuiu para a estagnação tecnológica, a criação de monopólios e a fraca qualidade dos bens e serviços comercializados.

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A despesa na saúde não é despesa é investir nas pessoas

A não ser que a despesa seja no privado está bem de ver. Aí é uma despesa maldita que até pode dar lucro por isso é bem melhor mandar as pessoas para as listas de espera onde morrem sem tratamento.

"A palavra-chave é medir porque se financiarmos o sistema de saúde com base nos benefícios alcançados para o doente, e não apenas no número de interações com os profissionais de saúde, estaremos a diferenciar as opções que trazem mais benefício para os doentes"

Como referiu Filipa Mota e Costa, "o problema dos labirintos não é o de se encontrar a saída, é o tempo que se demora até encontrar essa saída, que no caso do doente significa que devia ser tratado no momento em que mais precisa de ser tratado".

É ter no centro do sistema o doente e não outra razão qualquer ditada por ideologias idiotas.

E a culpa do PIB não crescer é do Euro ?

Se se corta no investimento para fazer crescer a despesa pública pode esperar-se que a economia cresça ? O que está a acontecer é que o aumento do rendimento dos portugueses está a fazer crescer as importações três vezes mais que as exportações logo, o défice externo cresce. E este défice da balança comercial vai ser pago - como sempre - pelos subsídios europeus e pelas remessas dos emigrantes.

O PIB portou-se melhor do que o esperado no primeiro trimestre de 2019 devido à importação dos aviões da TAP .  Conta-me histórias, António...

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Sem poupança não há investimento e sem investimento não há crescimento

Estamos alegremente a empobrecer enquanto o governo anda maldosamente a enganar-nos. Infelizmente estes gráficos não mentem. E a ratoeira em que este governo meteu o país está bem explicado no texto . Há sempre quem não queira ver apesar da experiência recente com Sócrates.

O crescimento é medíocre e está a descer como não pode deixar de ser com o alarve corte no investimento. E a pergunta que já se impõe é : como sair disto ?

Até 2023, as nossas taxas de crescimento andarão na casa dos 1,5%. É difícil imaginar um cenário mais medíocre. 

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700 mil milhões para investimento na União Europeia

O Parlamento Europeu já deu o aval.

Em causa estão investimentos em “infraestruturas sustentáveis”, para “investigação, inovação e digitalização”, de apoio a “pequenas e médias empresas” e que promovam o “investimento social e competências”.

O objetivo é, assim, aumentar a taxa de emprego no seio da UE, bem como apostar na coesão económica, territorial e social e na proteção do clima. Esta última vertente tem de representar pelo menos, 40% da dotação financeira global do programa, segundo o Parlamento Europeu.

Até dá vontade de rir que  alguns queiram Portugal fora da União Europeia e fora destes programas .

O estado come tudo e não deixa nada

Para onde vão as verbas do Programa Portugal 2020 ? Para o estado ora essa. Em vinte programas 16 são do estado e 4 dos privados. Como habitualmente.

É só uma forma de compensar a falta de investimento do orçamento . Mais programas de formação como habitualmente. Depois o pessoal formado não tem emprego e emigra . Como habitualmente.

“26 dos maiores financiamentos foram para o Estado e só quatro para empresas.” Ou seja, 87% dos recursos de topo foram canalizados para financiar projectos estatais, e apenas uns insignificantes 13% puderam ser aproveitados por empresas privadas. O Portugal 2020 é um orçamento de Estado paralelo."

Os 26 mil milhões de euros que o programa tem vindo a distribuir desde 2014 são demasiado preciosos para que o Estado não lhes meta o dente, com a voracidade própria de quem tem pouco dinheiro no bolso e muitas bocas para alimentar.

 

 

A tentação da esquerda de fazer mais despesa

Contra a opinião de Centeno e de Costa a extrema esquerda quer fazer mais despesa e não reduzir a dívida. O habitual para quem não queria pagar a dívida ou queria renegociá-la com hair cut . Até se deram ao trabalho de escreverem tratados que ninguem leu e que cairam rapidamente no esquecimento tal era o mérito das soluções apresentadas.

Na entrevista à TSF, disse que quanto mais depressa o país se colocar numa trajetória de redução da dívida pública, mais rapidamente chegará a um "porto seguro". Foi neste contexto que avisou que "quando em Portugal o sol brilha assim por três ou quatro meses há sempre uma enorme tentação de ultrapassar um conjunto de condições orçamentais".

Entre a opção do governo e as que defendem os parceiros de esquerda, o economista João Duque observa que dar mais dinheiro aos serviços públicos não é sinónimo de resolução dos problemas e acentua que, na impossibilidade de o dinheiro dar para tudo (ir mais além no investimento e, simultaneamente, na redução da dívida), o mais acertado é reduzir o endividamento público.

À custa da maior carga fiscal de sempre e da reduçao do investimento

Não podia ser pior.

Os números de 2017 ajudam a dissipar quaisquer dúvidas sobre esta alquimia das Finanças Públicas que permitiu acabar com a austeridade e reduzir o défice para níveis nunca antes vistos. As pensões, os salários e as carreiras dos funcionários públicos foram (parcialmente) repostos à custa da maior carga fiscal de sempre e de níveis de investimento público baixíssimos. Tal como o Cristiano Ronaldo do futebol não viola as leis da Física, também o Cristiano Ronaldo das Finanças não viola as leis da Economia.

É perfeitamente legítimo o argumento de que a receita fiscal aumentou porque houve crescimento. O crescimento económico gera receitas fiscais sem que tal envolva aumento de taxas. Mas para a carga fiscal aumentar, tal quer dizer que as receitas fiscais aumentaram ainda mais do que o rendimento. É como se a taxa média de imposto tivesse aumentado.

O défice sem os efeitos temporários seria 2,4%

O défice sem as ajudas do momento seria de 2,4%, o dobro do apresentado (1,2%) . "O défice orçamental de 2017 deve-se ter fixado em 1,2% do PIB, mas sem os efeitos temporários e o investimento público muito abaixo do orçamentado, o défice teria sido de 2,4% do PIB", lê-se na nota publicada esta sexta-feira.

Na nota, o Fórum que é presidido por Pedro Ferraz da Costa (na foto) estima que os efeitos temporários valham 1.100 milhões de euros, contabilizando-se entre estes os dividendos do Banco de Portugal, os juros dos CoCo´s e as contribuições especiais de alguns sectores, entre outros efeitos. Isto "somado à despesa de capital não realizada de 1,2 mil milhões de euros, dá um efeito orçamental de redução do défice superior a 1,2% do PIB".

Cortar no investimento não é coisa que assegure o futuro

Descurar o futuro - não há investimento

Os projectos bons e necessários que os há, não saem do papel. O governo não quer ou não é capaz ?

O investimento público é, de longe, a área da gestão da política orçamental que tem corrido pior.

Num momento em que devíamos recuperar algum do atraso acumulado nos anos da crise e preparar a nossa Economia para melhor resistir à próxima crise – que inexoravelmente chegará um dia – estamos não apenas parados, mas a andar para trás.

Cortou-se no investimento como nunca subornando tudo ao défice e às clientelas eleitorais. . Além de trágico é irónico ser este governo a fazê-lo.

Sem investimento não criamos postos de trabalho bem pagos e sustentáveis e os que criamos no turismo são o que Louçã aqui diz :

"Problemas estruturais, Louçã concordou com César das Neves no fraco investimento, apontando também o elevado desemprego jovem.

Por fim, o professor ISEG considerou que o turismo não é modelo de desenvolvimento da economia, porque não traz valor acrescentado e assenta, maioritariamente, em empregos de baixa formação."

Estamos a perder o futuro e não nos estamos a preparar para os mesmos problemas que sempre nos mergulharam em crises.

É como correr atrás da própria cauda.