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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Robles beneficiou de um jornalismo sério de investigação

O vereador do BE Ricardo Robles beneficiou de um jornalismo sério que o ouviu e publicou a sua visão da matéria em investigação. O BE pela voz da sua coordenadora não gostou e usa para sua defesa a velha rábula da perseguição. O BE está muito incomodado, afinal a sua recorrente badalada superioridade moral é uma hipocrisia. 

O Jornal Económico não faz jornalismo sensacionalista nem “justiceiro”. Acreditamos que o jornalismo faz-se respeitando os princípios éticos da profissão, confirmando todos os factos, procurando ouvir as partes atendíveis e fazendo o contraditório. O nosso objetivo não é julgar quem quer que seja na praça pública, mas apenas fornecer aos cidadãos, da forma mais isenta, rigorosa e completa possível, as informações de que necessitam para formarem a sua própria opinião. Foi o que procuramos fazer também neste caso.

O nosso trabalho está à vista para quem o quiser avaliar. Ao longo dos últimos dois anos, investigamos casos que envolvem figuras de todos os quadrantes partidários e ideológicos, bem como do mundo dos negócios e das empresas. Estamos tranquilos, porque no JE procuramos viver de acordo com os princípios que apregoamos.

Estão cá todos até o primo

A famosa "quinta dos muros altos" não é de ninguém . É como a lua . Mas os arguidos das investigações estão cá todos.

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Nesta data o primeiro beneficiário final da Airlie é José Paulo Bernardo Pinto de Sousa, o primo de Sócrates residente em Angola e recentemente constituído arguido na Operação Marquês. Na mesma data, a Cosmatic passou uma procuração a favor de Paulo Guilherme, visado no Monte Branco e na investigação ao antigo líder do Montepio Tomás Correia e, simultaneamente, essa procuração dava poderes ao filho e sócio do construtor José Guilherme (que terá dado 14 milhões de prenda a Ricardo Salgado) para alienar a entidade ou os imóveis detidos pela mesma. Porém, chamado a depor no Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), Paulo Guilherme não reconheceu a procuração.

A história desta passagem de testemunho já está confusa mas não acaba aqui. Em Maio de 2007, José Paulo Pinto de Sousa cede a Airlie a Joaquim Barroca, patrão do grupo Lena e arguido na Operação Marquês, que assim passa a ser dono da Cosmatic e, por sua vez, da Quinta dos Muros Altos.

Com a Europa na frente científica

Uma das razões mais fortes para Portugal integrar a União Europeia é poder participar nas investigações cientificas que exigem enormes montantes de dinheiro e redes de cientistas e do conhecimento que nenhum país sozinho consegue ter .

Onde ficaria Portugal na ciência, no desenvolvimento tecnológico, na investigação, na inovação se não fizesse parte da comunidade europeia ? E tudo isto tem que ver com a capacidade da nossa economia, com as nossas universidades, as nossas empresas exportadoras, os nossos produtos. Novamente remetidos para o isolamento internacional, o regresso ao "orgulhosamente sós", ao atraso e à miséria é a alternativa .

E é este isolamento que BE e PCP exigem contra toda a evidência subordinando tudo à ideologia que defendem.

Portugal lidera consórcio de 20 países europeus para investigar as ondas gravitacionais

O português Vítor Cardoso, investigador e professor do Centro Multidisciplinar de Astrofísica do Instituto Superior Técnico (IST), vai liderar o consórcio de mais de 20 países e 100 cientistas europeus que pretende estudar nos próximos cinco anos todos os aspetos teóricos dos buracos negros e das ondas gravitacionais geradas pela sua colisão. Esta investigação vai revolucionar o nosso conhecimento sobre a origem e a evolução do Universo.

O consórcio foi formado no âmbito do programa europeu de apoio à ciência e inovação Horizonte 2020 e em Portugal, além de uma equipa do IST, envolve também uma equipa de cientistas da Universidade de Aveiro, liderada pelo professor e investigador Carlos Herdeiro.

Os mais de 100 cientistas europeus vão desenvolver o projeto GWVERSE (Gravitational Waves of the Universe),

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O rapto da menina inglesa no Algarve

Vale a pena lermos o acordão do Supremo que isenta da culpa de difamação o ex-inspector Gonçalo Amaral que chefiou a equipa que investigou o alegado rapto.

“É certo que o inquérito criminal acabou por ser arquivado, em virtude de nenhum dos indícios que levaram à constituição dos recorrentes como arguidos ter obtido confirmação. No entanto, mesmo no despacho de arquivamento são suscitadas sérias reservas quanto à verosimilhança da alegação de que Madeleine fora raptada”. Os juízes acrescentam ainda que, sobre a presunção de inocência invocada pelos pais, não se deve dizer “que os recorrentes foram inocentados por via do despacho de arquivamento do processo-crime. Tal arquivamento foi determinado por não ter sido possível  obter indícios suficientes da prática de crimes. Não parece aceitável que se considere que o referido despacho, fundado na insuficiência de indícios, deva ser equiparado à comprovação de inocentação”, concluem os juízes-conselheiros.

Para mim é um mistério indecifrável e o que sobra é tão terrível que é uma agonia pensar que seja possível . Mas a Justiça ficou longe de estar convencida.

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A lista do BES é potencialmente o maior escândalo de sempre em Portugal

Mais de cem nomes de políticos, gestores, jornalistas que terão recebido luvas do BES. Por estes dias há muita gente a dormir mal. Mas se a investigação continuar nas mãos destes jornalistas estou convicto que um dia saberemos quem consta na lista. As pressões serão muitas para abafar o caso.

A existência de “mais de uma centena de nomes que constam nessa lista de várias páginas”, que “incluem várias pessoas influentes”, “políticos”, “pagamentos durante vários anos a gestores do BES e da Portugal Telecom”, “ex-gestores, autarcas, funcionários públicos, gestores, empresários e jornalistas” que receberiam compensações regulares ou avenças pagas pela ES Enteprise, empresa do GES que tem sido investigada pela justiça portuguesa por suspeitas de funcionar como um saco azul.

E nós andamos a ver passar os comboios como se a influência do então "dono disto tudo" fosse tão natural que não precisasse de comprar ninguém.

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A Democracia trouxe os papéis do Panamá à luz do dia

Só uma sociedade civil livre e a exercer os direitos que lhe são reconhecidos em estados de direito é que é possível que um consórcio de jornalistas investigue e traga à luz do dia os papéis do Panamá. Mais tarde ou mais cedo a liberdade encontra formas de atacar o crime e a corrupção e vencê-los. E esta é a mais importante conclusão que se pode tirar desta investigação.

Não por acaso, entre os milhares de criminosos encontram-se poderosos de países onde não há liberdade. E também não por acaso nesses países, a que alguns cantam loas, não há limpezas destas . Nada ficará como dantes.

É que no Panamá há uma certa empresa, a Mossack Fonseca, que faz do seu ramo de negócios abrir outras empresas. O azar é ela ter sido agora alvo da maior fuga de documentos da história do jornalismo.

Também há países ocidentais, é claro, representados neste furo coordenado pelo Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação.

A dimensão é extraordinária: se nos Luxleaks, que nos revelaram como algumas multinacionais fogem ao impostos através de acordos privilegiados com o Luxemburgo, tínhamos um monte de informação, aqui não temos uma montanha, mas uma cordilheira. São mais de 200 mil as empresas fictícias cuja documentação é revelada.

E não se espere que os Estados acabem com estas práticas. É necessário que a sociedade civil apoie a Justiça a levar até às ultimas consequências todo o processo. E meter os poderosos na prisão.

Serão todos maluquinhos da cabeça ?

Há algum tempo num canal televisivo ouvi Maria José Morgado perguntar aos seus interlocutores : mas acham que toda a gente que está envolvida na investigação Operação Marquês é maluca ? Sendo magistrada do Ministério Público ela sabe o que é que isto quer dizer.  

A Operação Marquês, que investiga José Sócrates por suspeitas de corrupção, fraude fiscal e branqueamento de capitais, é composta de um vasto acervo documental. Ao todo, foram analisadas 1.900 pastas de documentos em papel, 5 milhões de ficheiros informáticos e 135 mil registos bancários. À contabilidade junta-se ainda uma centena de buscas e a audição de 60 testemunhas.

 

O balanço foi feito à agência Lusa por Amadeu Guerra, director do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), que dirige as investigações ao ex-primeiro ministro, para garantir que o organismo está a fazer "tudo o que está ao seu alcance", para concluir a investigação da Operação Marquês e proferir o despacho final, "no mais curto espaço de tempo".

Ou tal como no Brasil isto é o tal imperialismo ?

Uma escala só possível dentro da União Europeia

Um mercado de 400 milhões de consumidores. Uma das fortes e competitivas economias do mundo. Á frente na capacidade de investigação e investimento. Com uma população a gozar níveis de qualidade de vida sem paralelo . Um mercado de trabalho cheio de oportunidades. Democracia, liberdade e mérito.

É tudo isto o que os nossos arrebatados revolucionários querem deitar borda fora.

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Quem está a morrer que custo está disposto a suportar para se salvar ?

É a esta pergunta que as farmacêuticas respondem quando estabelecem um preço a um medicamento de que têm o monopólio. Interessa pouco o custo que muitas vezes não é assim tão alto. Mas o sistema de patentes leva ao monopólio e ao preço proibitivo.

A resposta a esta questão tem que ser tomada também em monopólio dos compradores. Todos os países compradores devem ser representados por uma comissão única por forma a chegarem a um preço justo e razoável. Por um lado temos a capacidade das farmacêuticas investigarem - o que custa muito dinheiro, anos de investigação para chegarem a uma molécula - e por outro lado a vida dos doentes.

“Nenhuma vida deve ser considerada demasiado cara, mas nem todas as medidas médicas têm um custo aceitável para o benefício que proporcionam” .

Se o monopólio é proibido em outras actividades mal se compreende que se aceite na actividade farmacêutica.

 

Mais um investigador português a brilhar

Detecção precoce do cancro.  Para Tiago Rodrigues, “se se comprovar que a técnica é segura e eficaz em pacientes oncológicos, esta pode tornar-se uma ferramenta crucial para detectar mais cedo, não só a doença, mas também a resposta ao tratamento, poupando o doente e oferecendo assim, numa fase precoce, a possibilidade de mudança de estratégia terapêutica e diminuição da carga psicológica e física dos doentes expostos a este tipo de tratamentos (quimioterapia)”.

“Também no plano económico”, prosseguiu, “esta técnica poderá oferecer benefícios, pela redução de custos em tratamentos ineficazes”.