Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BandaLarga

as autoestradas da informação

BandaLarga

as autoestradas da informação

Austeridade trava inovação de medicamentos

Mais um exemplo de austeridade que vai direitinha à saúde dos portugueses. Infarmed trava autorização de medicamentos alguns dos quais são "medicamentos órfãos" isto é, não têm alternativa.

Todos temos bem presente a questão que colocou doentes contra o governo anterior, o inovador medicamento que cura a hepatite C . Nessa altura foi possível encontrar uma solução ( o SNS só paga por doente curado) e hoje há milhares de doentes já curados e outros a receberem o tratamento.

O Ministério da Saúde demora, em média, 598 dias – quase um ano e oito meses – a decidir sobre a comparticipação de novos fármacos, um período de tempo e que é, praticamente, sete vezes mais do que os 90 dias úteis definidos na Lei para os medicamentos não genéricos (o prazo para os genéricos é de 75 dias úteis), segundo um estudo da Apifarma – Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica, a que o SaúdeOnline teve acesso.

Esta também é uma forma de cativação feita à custa da saúde dos portugueses . Mas o que era no governo anterior um prejuízo inconcebível neste não é mais que uma cativação.

Morre gente ? Morrer, morre, mas o défice baixa e a governação é apresentada como um retumbante sucesso.

A sustentabilidade dos sistemas de saúde europeus

Doze países europeus juntaram-se em La Valetta e acordaram em constituir uma central de compras e de inovação na área do medicamento.

Comprar em conjunto permite uma poupança em cadeia desde a indústria, passando pela distribuição e o consumidor final. Parar máquinas para as limpar e retomar a produção de outro medicamento representa  cerca de 30% do custo total.

A investigação de medicamentos inovadores exige montantes elevadíssimos de investimento e vários anos de pesquisa o que se traduz em preços de mercado no consumidor fora do alcance da maioria da população. Também aqui a reunião desse investimento e a sua amortização serão largamente facilitados com acordos multilaterais.

Um mercado de 600 milhões de pessoas permite enormes ganhos de escala e o consumidor final só tem a ganhar com isso. Não só na indústria farmacêutica.

A verdade é que a União Europeia é a resposta certa para no futuro a Europa continuar a liderar a investigação e a tecnologia .

Só a cegueira ideológica é que não vê tal evidência.

Com a Europa na frente científica

Uma das razões mais fortes para Portugal integrar a União Europeia é poder participar nas investigações cientificas que exigem enormes montantes de dinheiro e redes de cientistas e do conhecimento que nenhum país sozinho consegue ter .

Onde ficaria Portugal na ciência, no desenvolvimento tecnológico, na investigação, na inovação se não fizesse parte da comunidade europeia ? E tudo isto tem que ver com a capacidade da nossa economia, com as nossas universidades, as nossas empresas exportadoras, os nossos produtos. Novamente remetidos para o isolamento internacional, o regresso ao "orgulhosamente sós", ao atraso e à miséria é a alternativa .

E é este isolamento que BE e PCP exigem contra toda a evidência subordinando tudo à ideologia que defendem.

Portugal lidera consórcio de 20 países europeus para investigar as ondas gravitacionais

O português Vítor Cardoso, investigador e professor do Centro Multidisciplinar de Astrofísica do Instituto Superior Técnico (IST), vai liderar o consórcio de mais de 20 países e 100 cientistas europeus que pretende estudar nos próximos cinco anos todos os aspetos teóricos dos buracos negros e das ondas gravitacionais geradas pela sua colisão. Esta investigação vai revolucionar o nosso conhecimento sobre a origem e a evolução do Universo.

O consórcio foi formado no âmbito do programa europeu de apoio à ciência e inovação Horizonte 2020 e em Portugal, além de uma equipa do IST, envolve também uma equipa de cientistas da Universidade de Aveiro, liderada pelo professor e investigador Carlos Herdeiro.

Os mais de 100 cientistas europeus vão desenvolver o projeto GWVERSE (Gravitational Waves of the Universe),

ciencia-2..png

 

O declínio da sindicalização

Em Portugal os sindicalistas exercem a função por dezenas de anos. Apesar de os trabalhadores sindicalizados serem cada vez menos, não passa pela cabeça dos dirigentes sindicais que uma das razões mais fortes para esse movimento de recuo é a falta de inovação . E a falta de inovação vem justamente da falta de renovação dos quadros sindicais.

Nem é preciso mencionar aqui nomes tão conhecidos são. Nunca mudaram a forma do exercício nem a sua substância. E o pior de tudo é terem deixado transformar-se em correntes de transmissão de partidos dos quais são, paralelamente, dirigentes nacionais. O declínio é inevitável também porque a economia mudou e hoje temos milhões de trabalhadores no sector dos serviços e não só nos sectores tradicionais.

"

A investigadora explica que “a imagem do sindicalismo continua muito ligada ao operário — àquela conceção do sindicalismo do século XIX e início do século XX, do operário das linhas de montagem, da produção homogeneizada de base industrial operária” e eterniza a “conceção de luta e de organização”. No entanto, essa ideia está desatualizada tendo em conta a nova realidade social.

Dora Fonseca salienta que nos dias de hoje “o trabalho precário é cada vez mais a norma do que a exceção” pelo que há uma necessidade eminente de reinventar “por completo” as organizações sindicais “organizadas em pirâmide, centralizadas, burocráticas e rígidas” ou ficarão “sem filiados”.

Mas há sempre o funcionalismo público . Haverá ? Eis a dúvida existencial dos partidos radicais de esquerda.

 

Garantir alunos nas escolas públicas

inovação é a chave do crescimento económico. Sociedades envelhecidas perdem capacidade de inovar. O crescimento económico está cada vez mais ligado à demografia, ao aumento de jovens.

Mas Portugal não tem nenhum incentivo ao incremento da natalidade e na Educação toma medidas para que os alunos não possam escolher as melhores escolas por forma a garantir alunos nas escolas públicas que as famílias rejeitam. Os alunos pobres não têm nenhuma forma de escaparem às más escolas públicas.

É assim que o país já está a perder o futuro enquanto os países mais avançados há anos que se preocupam com estes assuntos. Incentivando fiscalmente a natalidade e garantindo liberdade de escolha.

Será que assim vamos produzir adultos inovadores? Outro grande problema é que aqueles que ainda produzimos estão a ir todos para o estrangeiro. A continuarmos assim podemos anunciar que, de facto, em Portugal o crescimento parou.

O SNS também depende do nosso envolvimento com a UE

Inovação é a palavra chave também na saúde. Sem inovação o SNS tem mais dez anos de vida e sem envolvimento com a UE perdemos o comboio.

“Nem sempre investir mais dinheiro aumenta os ganhos em Saúde.” Sobretudo quando faltam boas ideias. E o sector dos medicamentos inovadores é um dos que habitualmente está sob crítica. “Coloca-se uma grande questão, se o custo do medicamento está adequado à efetividade do tratamento”.

A necessidade de portugueses mais informados sobre a saúde é premente quando se sucedem novas tecnologias que, obviamente, trarão ganhos a quem melhor as conhecer ou utilizar, sejam medicamentos inovadores, dispositivos médicos, aplicações móveis ou outros. É o início de uma Era de Saúde Digital que, mal aproveitada, aumentará o fosso entre quem tem capacidade de tomar decisões e quem não está a apto a fazê-lo. E isso também é verdade ao nível dos países.

“Estamos envolvidos em diálogos na UE para que possamos conseguir um bem maior: que nenhum cidadão europeu fique afastado da boa inovação, da inovação que é disruptiva, por razões de natureza económica.”

Tudo isto resultou de uma reflexão conjunta de profissionais da saúde. Quando ouvimos os radicais falar de saúde percebemos que o SNS não pode estar entregue a políticos.

 

 

Os móveis Olaio eram demasiado bons

Ainda hoje tenho e uso móveis Olaio . Novos, tal como os trouxe para casa nos já longínquos anos 80 . A humidade não os ataca, o caruncho não entra, a cor não muda. Trinta anos depois não preciso de comprar móveis. E até o seu design não deve nada aos mais modernos. Não há fábrica que aguente produzindo móveis desta qualidade.

Fui administrador da empresa quando Motta Marques comprou a fábrica de Sacavém à família Olaio. Já nessa altura o mercado estava inundado de móveis feitos para durarem um par de anos . Com custos muito mais baixos o que permitia uma rotação muito maior . Não foi só a indústria de móveis que passou por essa inovação. Os automóveis que duravam uma vida foram substituídos por outros que duram cinco anos. Com custos muito mais baixos. E com inovação e incorporação de factores de segurança e fiabilidade. O que permite às fábricas produzirem e venderem . Usar e mudar cada cinco anos.

Já antes tinha passado pela Metalúrgica da Longra, onde se produziam os móveis Longra. Com uma qualidade ímpar, ainda hoje são utilizados em escritórios e até no CCB . Também neste caso o mercado foi inundado por móveis de baixo custo . Usar e deitar fora.

Muitas vezes fui confrontado com as críticas dos clientes. O tampo da secretária não era igual ao móvel de parede. Pois não, não há duas árvores iguais. Mas os novo móveis são pintados, iguaizinhos na sua falta de qualidade.  

O acesso a um número cada vez maior de pessoas, a massificação, tem destas coisa. É justo, mas para os bens serem acessíveis há que inovar, baixar os preços . Os mercados e a concorrência deixam para trás quem não acompanhar as novas necessidades. 

O custo do medicamento para a Hepatite C foi só o inicio

Há um medicamento já no mercado que custa 1,1 milhões de euros por doente. Outro medicamento custa 260 mil euros por ano e tem que ser tomado toda a vida. Nos USA os médicos recusaram-se a utilizar um medicamento que custava 9,7 mil euros por mês. O laboratório reduziu o custo para metade mas mesmo assim custava o dobro do medicamento alternativo. O doente ganhava um mês e meio de vida.

O grande pico da inovação na área farmacêutica está previsto para daqui a dois anos. Só no cancro há oito mil moléculas que já estão a ser testadas em pessoas. Para outras doenças há 640 moléculas em estudo. Nenhum dos sistemas de saúde, por mais rico que seja o país, consegue suportar o arsenal terapêutico inovador. Há que mudar. O problema é que os antigos medicamentos, com provas dadas, desaparecem devido ao seu baixo preço. Por exemplo, a leucemia linfática aguda se tratada com medicamentos que existem há 50 anos, cura 80% dos casos. Mas todos vão querer aceder aos medicamentos inovadores.

Há um passo que os médicos gostavam de ver recuar. Manuel Antunes, cirurgião cardiotorácico diz : "Não podemos prolongar a vida cada vez mais, porque só tem valor quando pode ser vivida". E, actualmente, já há muitos milhares de seres humanos agarrados a máquinas que apenas lhes prolongam a morte. Não a vida! ( PS: a partir do Expresso)

Os doentes e as farmacêuticas estão em campos opostos?

Uma pergunta a que não encontro resposta. Por um lado, sem os custos elevadíssimos da investigação não é possível a descoberta de novos medicamentos. Por outro lado como fazer chegar estes novos medicamentos a todos os doentes ? Financeiramente torna-se insustentável para os sistemas de saúde. E ter o medicamento que cura e deixar morrer o doente também não é solução. Serem os estados a investir nacionalizando a indústria é uma perigosa tentação. A burocracia estatal é inimiga da inovação, da iniciativa individual,  da capacidade de  investigação.

Um novo medicamento cura 95% dos casos de cancro do fígado e uma nova geração de medicamentos que actuam estimulando o sistema imunitário, mostram-se capazes de travar os cancros da pele e do pulmão já em estados avançados.

Os doentes querem ter acesso a estes medicamentos mas os accionistas das farmacêuticas querem o seu dinheiro remunerado. Que fazer ? Para já as grandes empresas farmacêuticas andam às compras ou reforçam o outsourcing, junto de pequenas e médias empresas inovadores que chegam primeiro e com menos custos aos novos princípios activos.

Fazer chegar a um número cada vez maior de doentes os medicamentos baixa os custos unitários mas aumenta o montante global a pagar. Como tornar esta equação possível vai exigir muito talento e muita capacidade de negociação. E irá contribuir para encontrar soluções para problemas sociais que actualmente se nos apresentam como contraditórios se não mesmo insolúveis. O mundo tem futuro em liberdade!

Salvar o SNS - o estado só paga medicamentos que curem

Partilhar o risco com quem vende o medicamento. Este sistema permite dar resposta aos elevados preços dos medicamentos que aparecem no mercado rotulados como inovadores. Medicamentos para a Hepatite C ( apareceram agora uns quantos) e para o cancro. Deixa de haver aquela conversa do "racionamento", da autorização tardia e outros esquemas com vista a vender medicamentos que ainda não provaram.

Com este modelo, há uma clara poupança para os cofres do Estado, pois antes das negociações estava previsto que o Ministério da Saúde gastasse 30 milhões de euros nos tratamentos. Ou seja, em vez de pagar 27 mil euros anuais por cada doente com hepatite C, o Governo vai assim gastar 15 mil euros.

Claro que nos países mais evoluídos há muito que existe esta prática. Com vinte anos de atraso e respectivos custos, chegou enfim a Portugal uma política do medicamento com inegáveis vantagens para o doente e para o bolso do contribuinte. É preciso recordar que os "genéricos" impuseram-se há bem pouco tempo depois de uma guerra com os clínicos. As centrais de compras nos hospitais poupam milhões ao SNS e à industria.

Só com uma atitude de mudança e muita persistência é que é possível levar de vencida as corporações que se alimentam do orçamento do estado.