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BandaLarga

as autoestradas da informação

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O caminho perfeito para o consenso e para o desperdício

As trinta obras prioritárias de infraestruturas passaram para cinquenta e nove após  discussão pública. A ideia é mais uma vez contentar todos. Cada um vai ter a sua obra lá no bairro. Em anos de eleições não há como tornar a juntar Governo, banqueiros, empresários, gabinetes de advogados e consultores. É verdade que o eixo de actuação mudou das autoestradas, novo aeroporto, TGV e nova ponte sobre o Tejo para os portos marítimos e ferrovia mas também há rodovia. Em primeiro lugar, a análise dos eixos de investimento deste mega-plano de infra-estruturas permite perceber que há linhas e tracejados espalhados por todos os cantos do País. Serão seis corredores que cortam o País e que até são desenhados com base no Programa Nacional de Políticas de Ordenamento do Território... de José Sócrates, em 2006. Os 59 projectos não deixarão, portanto, ninguém de fora, todos os autarcas, todos os deputados, todas as distritais partidárias dos partidos do Governo e da Oposição serão servidos por investimento público.

Já há estudos de custo/benefício para cada um dos investimentos? E quem paga?  A conversa é que não há custos para o contribuinte, que é a treta do costume.  Vamos lá ver se o resto do dinheiro (que é a parte gorda) vai ser mesmo encaminhado para o sector exportador.

Infraestruturas que não servem para nada

Não é possível continuar a construir infraestruturas que não servem para nada.

“Temos de ter noção que investimento não é despesa. É despesa com retorno. Os problemas não se resolvem com dinheiro, mas com eficiência. Não é possível continuar a fazer infra-estruturas que não servem para nada. Não é possível fazer investimentos sem ter dinheiro para os manter”, frisou o economista que aproveitou as notícias sobre o estado do tempo para gracejar: "felizmente o Verão não vai ser muito quente, caso contrário não haveria dinheiro para abrir metade das piscinas do País”.