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BandaLarga

as autoestradas da informação

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A indústria automóvel britânica pode ser devastada pelo Brêxit

Há mesmo duas marcas que já fecharam ou reduziram as fábricas no RU e procuram novos locais na europa.

A indústria automóvel é uma das que mais está a sofrer com o Brexit. No ano passado, o setor perdeu dois nomes, como a Honda que anunciou o fecho da fábrica de Swindon, já em 2021, e a Ford, que anunciou um corte drástico no tamanho da fábrica em Bridgen.

Ainda que os dois fabricantes não tenham confirmado que a saída se deve ao Brexit, o investimento no setor está a sofrer grandes quebras e os fabricantes já estão à procura de outros destinos na Europa para se fixarem.

“O fim da inexistência de fronteiras pode provocar grandes dificuldades para a indústria, que é baseada no modelo ‘just-in-time'”, segundo o relatório dos analistas. “O atraso no transporte de partes automóveis para a cadeia de produção mede-se em minutos, e cada minuto de atraso pode custar 50 mil libras (65 milhões de euros) em valor agregado bruto, ou mesmo 70 milhões de libras por dia, imaginando o pior cenário”, sublinham.

O investimento regressa à indústria

Esgotadas as autoestradas, as rotundas, os pavilhões e a festa na Parque Escolar, o investimento regressa à indústria. Maior produção industrial virada para a exportação e para a criação de postos de trabalho não precário. A gente sabe que este investimento de aumento de produção e de substituição de equipamentos dá retorno a curto prazo em volume de negócios e em emprego a tempo das legislativas. Chamem-lhe oportunista ou eleitoralista mas o que interessa mesmo é o seu custo/benefício. E, também como sabemos, as autoestradas estão desertas, os pavilhões com o tempo admirável de que o país goza não são necessários, as crianças preferem fazer desporto ao ar livre e as moderníssimas escolas públicas estão meio vazias (é disso que se queixam aqueles professores das Caldas da Rainha).

O estado deixará de ser o prescritor, o produtor e o cliente

Os clusters que Portugal deve promover estão há muito definidos, é só preciso apostar forte. Há mais de vinte anos que o país pagou (principescamente) um estudo a um guru de que me não lembra agora o nome, e que nos veio dizer aquilo que já sabíamos. Devíamos apostar nas actividades em que temos matérias primas e nas que temos experiência. Vinho, agricultura, pescas, têxteis, reparação naval, conservas...

Sabe-se o que aconteceu. Trocamos grande parte dessas actividades por subsídios .

Agora precisamos de retomar as actividades onde somos bons. Não é para voltar a trás, como bem diz Hollande : Não é um regresso ao passado, esclareceu o Presidente francês, na apresentação do plano no Eliseu. Longe da estratégia dos anos 1960, “onde o Estado era o prescritor, o produtor e o cliente”, disse, o Estado intervirá, sim, mas através de legislação, incentivos fiscais ou financiamento público. “França tem de relançar a sua produção, propor novos objectos, utilizando os últimos avanços tecnológicos, os últimos equipamentos, as últimas máquinas, as últimas propostas de criação industrial”, disse François Hollande, citado pela AFP.

A Italianização da nossa indústria

Nos anos 70 em Itália nascia um governo de três em três meses. Quem estava de fora tinha dificuldade em perceber como podia o país funcionar com tal instabilidade política.

Nessa altura, visitava com alguma frequência fábricas naquele país. O director comercial de uma das fábricas, Máximo de seu nome, a pergunta minha, respondeu-me. Temos um acordo mais ou menos tácito. Nós pagamos desde que eles ( os políticos) não chateiem.

É o que está a acontecer entre nós : "Os industriais já operam num ambiente de italianização, criando sinergias sectoriais sem estar à espera nem dependentes das políticas públicas" (José Manuel Fernandes - presidente da Frezite)

Às mesmas causas resultam as mesmas consequências. O estado tem que sair da frente. A burocracia e a incapacidade só prejudicam para além de custarem muito dinheiro.  

Médicos obrigados a declarar conflito de interesses

Sempre existiu um véu de suspeita sobre as relações de médicos com a indústria farmacêutica. Prémios pecuniários, congressos, normalmente acompanhados de estadias em ilhas paradisíacas...

A contrapartida seria a prescrição de medicamentos pertencentes à industria que pagava as passeatas. Finalmente , deu-se um passo importante para clarificar essas relações. É importante para todos. Há muito que esta norma está implementada noutros países. Há muitos interesses instalados que estão a ser confrontados.

Todas as entidades envolvidas no circuito do medicamento têm agora 30 dias para declarar eventuais conflitos de interesses à Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed), que os publicitará “de modo imediato e automático” na sua página de Internet.

A prática, que está instituída em vários países estrangeiros, obriga os profissionais de saúde que escolhem os medicamentos pagos com verbas públicas nos hospitais a fazer declarações públicas de conflitos de interesses, por exemplo revelando os congressos patrocinados pela indústria farmacêutica em que participem.

Oa "aparelhistas" no seu melhor

Álvaro Santos Pereira quer colocar a reindustrialização da Europa na agenda política. "O ministro considerou também que, muitas vezes, a UE, "ao impor regras extremamente difíceis às nossas empresas e incentivando a deslocalização para outras áreas do globo onde estas regras não existem, contribui, por exemplo, para o agravamento das alterações climáticas, e muitas vezes para que a proteção (social) dos trabalhadores não aconteça".
Esta posição foi imediatamente atacada por Assunção Cristas e por Jorge Moreira da Silva, dois jovens "aparelhistas" , que não tiveram a menor hesitação em desautorizar o ministro.

Oa "aparelhistas" no seu melhor

Álvaro Santos Pereira quer colocar a reindustrialização da Europa na agenda política. "O ministro considerou também que, muitas vezes, a UE, "ao impor regras extremamente difíceis às nossas empresas e incentivando a deslocalização para outras áreas do globo onde estas regras não existem, contribui, por exemplo, para o agravamento das alterações climáticas, e muitas vezes para que a proteção (social) dos trabalhadores não aconteça".
Esta posição foi imediatamente atacada por Assunção Cristas e por Jorge Moreira da Silva, dois jovens "aparelhistas" , que não tiveram a menor hesitação em desautorizar o ministro.