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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Nova época de incêndios está a ser preparada ( não é gralha)

Não, não é engano. É mesmo a nova época de incêndios que está a ser preparada quando se esperava que se preparassem os  meios de combate e a limpeza dos terrenos para a evitar.

Os meios aéreos, já se sabe, não levantam voo e a organização dos meios terrenos está pelas ruas da amargura.  De tal forma que Marcelo já veio avisar que em caso de repetição do desastre não terá condições de se recandidatar. Ora, o presidente é quem anda no terreno a ouvir as pessoas e as organizações e, se, coloca essa possibilidade é porque ela não só é possível como provável. E, assim sendo, acontece mesmo.

Agora no meio de Maio o comandante da Protecção Civil demitiu-se por razões pessoais , leia-se , no meio desta barafunda vou-me embora a tempo. Logo lhe saltaram à perna uns tantos ( os mesmos de sempre) a confirmarem que o que se passa longe do nosso conhecimento é mesmo mau .

O governo de imediato nomeou um novo comandante para encurtar o tempo de debate não curando de nos explicar as causas da demissão, é bem de ver.

E já há quem lembre que estas nomeações em pleno período de incêndios não se recomendam como se verificou nos desastres do ano passado. Tudo isto cheira a debandada.

Ficam os que vivem nas zonas que ardem e os operacionais .

O ex-secretário de Estado dos incêndios não presta declarações

Cinco dias antes dos grandes incêndios os operacionais no terreno pediram ao governo reforço de meios humanos e aéreos. A resposta foi uma mão cheia de nada. O resultado foi uma catástrofe com 112 mortos e outros tantos feridos.

O ex-secretário de estado que perante o relatório independente logo veio publicamente negar as falhas de que o Estado era acusado diz agora que não presta declarações. O que se compreende pois a fonte da notícia é o documento em que o pedido é feito. Não há como negar.

Responsáveis não há. António Costa já veio dizer que perante novo desastre não se demite . Depois de umas férias, passada a indignação, lá estará com as televisões a tiracolo a jurar que é preciso tomar medidas. Ó minha senhora não me faça rir , dirá entre o divertido e o preocupado depois de analisar as sondagens.

“Face à previsibilidade da manutenção de risco elevado de incêndios florestais, com base nas previsões meteorológicas que apontam para a manutenção de temperaturas acima da média e considerando a significativa redução de dispositivos de bombeiros, submete-se à consideração um reforço desse dispositivo”, refere o documento em causa, citado pelo matutino."

 

 

Um governo em estado de negação

O relatório sobre os incêndios veio mostrar que o governo continua em estado de negação.

É ouvir o que vários membros do governo e do PS têm dito sobre o relatório independente. A falta de humildade é patente. Todos têm culpa menos o governo até porque as propostas e as conclusões do relatório ou estão no terreno ou estão prestes a lá chegar. Ninguém ensina nada a António Costa e companhia.

MP vai usar relatório dos incêndios para acusar responsáveis

Não pode ser de outra forma perante o relatório que foi publicado pela Comissão Independente aos fogos de Outubro tais são as óbvias responsabilidades do governo.

O Ministério Publico tem que investigar as falhas apontadas, os meios humanos e técnicos recusados, os avisos não escutados.

Há uns meses atrás a ministra da Justiça, inopinadamente, veio falar da não renovação do mandato à PGR . Afastar uma magistrada com provas de independência e que corta a direito. Calculo o que será agora com a publicação deste relatório.

É, claro, que tudo vai ser resumido em mais uma campanha contra o PS e seus apoiantes.

Pois se a pré-bancarrota a que Sócrates levou o país é culpa do PEC IV que esperar de um processo que envolveu mortes de pessoas inocentes ?

Só pode ser uma campanha.

O governo é culpado na morte de 112 pessoas nos incêndios

O relatório diz que o governo retirou meios humanos e técnicos do teatro operacional apesar das previsões da meteorologia. A Protecção Civil pediu reiteradamente ao governo o reforço de meios e em nenhum caso foi ouvida.

O ministro fala no que está a fazer e no que já está feito e foge continuamente às perguntas dos jornalistas acerca das falhas apontadas no relatório independente. Uma vergonha difícil de ver e ouvir.

O Presidente da República - o único que assume que leu o relatório - disfarça e foge com o rabo à seringa quando confrontado com as conclusões do relatório que apontam as falhas do governo.

Quem assume que leu não responde quem diz que não leu diz que no futuro  é que é. Como é possível o PS e o governo exibirem esta pantominice ? Sim, o PCP e o BE também dizem que houve falhas mas quem falhou foram as políticas de direita não foi o Estado.

Em qualquer país do mundo este governo seria demitido perante este relatório que aprofunda as conclusões do primeiro relatório . Aliás, bastaria que o governo fosse de centro direita para não faltarem vozes esganiçadas a cantarem "grândoladas" e a oferecerem pauladas.

A triste figura que o ministro fez agora mesmo na SIC não deixa margem para dúvidas. Se tivessem consciência não esperavam pelo próximo verão . É que eles sabem que se a Natureza se comportar como é sua natureza no período de muito calor os incêndios vão voltar.

Oxalá não morram mais pessoas inocentes.

Afinal havia outro relatório sobre os incêndios

Irresponsabilidade. Ligeireza . Virar de página da austeridade

Depois de ter entregado o relatório de conclusões na Assembleia da República, o presidente da Comissão Técnica Independente (CTI) aos incêndios de outubro, João Guerreiro, sublinhou aos jornalistas que "era possível encontrar soluções prévias" para evitar os incêndios de outubro. "Havia capacidade para antecipar os incêndios de outubro, mas isso não foi feito", apontou João Guerreiro. E concretizou: "Era possível encontrar soluções prévias de programação e de previsão que pudessem ter amenizado o que foi a expansão do incêndio."

Mas este primeiro ministro prima pela arrogância e pela mentira .

Há que arranjar desde já um bode expiatório

Há que arranjar um bode expiatório para os incêndios do próximo verão.

António Costa pressiona as câmaras para fazerem a limpeza das matas, os autarcas respondem com a impossibilidade de o fazer até Maio .

É claro que depois do desastre do verão passado ninguém compreenderá outra vaga de incêndios e António Costa sabe isso melhor que ninguém

As capas do Jornal i e do jornal Sol mostram bem a luta que se trava para fugir ao cepo em que se cortarão cabeças . E os bombeiros também estão em pé de guerra.

As cativações e a deterioração dos serviços públicos no altar da reversão dos rendimentos ainda vão sair caras .

Paralelamente PCP e BE não largam as Leis Laborais apesar do bom comportamento do emprego. E a AutoEuropa é um pesadelo com PCP a querer controlar a fábrica através da CGTP.

O governo está no fio da navalha. E o crescimento da economia nem sequer atinge a média da Zona Euro. Estamos a empobrecer .

 

As cativações de Centeno fecham serviços nos hospitais do SNS

As cativações de Centeno foram longe demais e a realidade está aí e não pode ser desmentida. Há hospitais centrais de referência a fechar serviços por falta de enfermeiros e de equipamentos. Os 600 enfermeiros em falta só entram em Março para que as contas de 2017 batam certo. A austeridade tinha acabado.

A falta de enfermeiros nos hospitais atingiu este ponto de ridículo e a razão é simples de entender: sem nada que os incentive a ficar, optam por sair para unidades privadas ou mesmo para centros de saúde, onde as condições financeiras, de trabalho ou a qualidade de vida que adquirem compensam bem mais do que ficar. É um caso sério que alguns dos maiores hospitais do país já ponderem fechar serviços fundamentais, como a ginecologia e a obstetrícia, porque não têm profissionais suficientes para os garantir. E é um problema que tem de ser resolvido rapidamente e ao mais alto nível. Não criando barreiras à mobilidade e possibilidade de escolha destes profissionais, mas antes garantindo-lhes condições que assegurem que compensa ficar. O que inclui dar prioridade à contratação de meios suficientes para que todo o sistema não torne a colapsar daqui por um par de meses.

A despesa não pode crescer mas não é o governo que diz que estamos a crescer no PIB como nunca ? E se tal não é verdade não há que estabelecer prioridades que afectem menos os cidadãos ?

Os incêndios e os hospitais onde se morre é que são as prioridades para efectuar cativações enquanto se aumentam salários e pensões ?

O governo a atirar a culpa dos próximos incêndios para cima dos municípios

Os autarcas estão possessos. O governo quer que limpem as matas em dois meses e meio algo que o Estado não conseguiu em quarenta anos. 

António Costa sabe que não tem margem de credibilidade para aguentar uma época de novos incêndios depois do que aconteceu no verão passado . E, bem à sua maneira manhosa de proceder começa a preparar a fuga. É realmente preciso limpar as matas e é correcto o governo castigar quem o não faça mas é necessário primeiro falar com quem conhece o terreno e transferir os meios necessários e só após tomar medidas duras.

"Tanto o presidente da Associação Nacional de Autarcas Socialistas (ANA/PS), Rui Santos, como o dos Autarcas Social-Democratas (ASD), Álvaro Amaro, mostram-se indignados em declarações ao DN contra o que qualificam como ameaça e penalização dos municípios - dezenas de milhares de euros mensais em muitos deles - por parte de um poder central que, lamentam, desconhece o território e procura desresponsabilizar-se se este ano ocorrerem incêndios trágicos como os de 2017."

O governo numa tremideira quer tirar dinheiro à accão social de apoio às populações para as encaminhar para a limpeza das matas.

Álvaro Amaro critica o governo quanto a essa opção, porque "não teve a coragem de disponibilizar, com rigor e controlo, os dinheiros para desencadear" as ações de limpeza. "É um empréstimo e toda a gente sabe que, se quero fazer algo, ou pago ou a burocracia para pedir um empréstimo atrasa tudo", lamenta o autarca da Guarda.

Rui Santos alerta ainda que a retenção das verbas do FEF pela tutela vai penalizar as populações, pois essas verbas "servem para manter as ruas limpas, destinam-se às escolas, à ação social, à cultura, etc".

 

 

As urgências hospitalares são como os incêndios - morre gente por falta de meios

“Isto é como o problema dos incêndios quando se contrata bombeiros depois de o fogo estar extinto”. O enfermeiro refere-se à contratação de mais enfermeiros até final de março anunciada recentemente pelo primeiro-ministro, António Costa. “Claro que são necessários, mas quando chegarem já será tarde”. 

A causa é a mesma. Para cumprir as vitórias do século de que Costa tanto fala é preciso  cativar a despesa e empurrá-la com a barriga para o ano seguinte, assim degradando os serviços públicos. E como isto se passa na saúde e nos incêndios é bem claro que estamos a falar de mortes.

“onde a urgência está completamente cheia, há um défice ao nível do espaço e o número de profissionais não foi reforçado”. “Mesmo no controlo de infeção, as pessoas estão em cima umas das outras, não há um intervalo suficiente entre os utentes para evitar contágios”, diz o enfermeiro, sublinhando a ausência de um “planeamento e de serviços suplementares capazes de dar resposta à afluência registada nos últimos dias”.

E no verão sabe-se há muito que há incêndios e no inverno sabe-se há muito que há epidemias de doenças respiratórias . Mas para o governo e para o PCP e o BE é mais importante ganhar os votos das suas clientelas com reversões para as quais precisa de ir buscar dinheiro "onde ele está" como diz a deputada Mortágua.

E como esta solução governamental já fez três orçamentos é dificil aceitar que a culpa é do governo anterior.