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BandaLarga

as autoestradas da informação

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A grande baixa de impostos vai ser só em 2021. Quando as galinhas tiverem dentes

O governo atento ao Focus Group e horrorizado por a sua clientela estar a afastar-se iniciou uma campanha de promessas. A última é uma grande baixa de impostos em 2021 ano de eleições. Feitas as contas são para aí uns 200 milhões. É para cumprir ?

No IVA da electricidade que aí, sim, a baixa seria notória e beneficiava toda a gente, ( 800 milhões) o governo teve que enfrentar a realidade. Não há dinheiro e logo ensaiou uma demissão pela boca desse estadista envolto em nevoeiro, o César, que é pago para fazer estes números.

A austeridade que tinha acabado não aguenta a redução do IVA e começa a ser prometida para o ano que vem. O mesmo governo que lança obras todos os dias, que investe no SNS como nunca, que vê milhares de alunos sem aulas. E Centeno já disse que não há gestão de Orçamento sem cativações. A mesma austeridade portanto mas que Costa insiste em dizer que já acabou. 

Há quem não acredite : “Ouvi essa declaração com algum espanto. Não há margem de manobra para uma redução significativa da carga fiscal nos próximos anos. A economia não vai crescer de uma forma extraordinária, as despesas são muito rígidas, a necessidade de investimento público é até maior do que há algum tempo porque, entretanto, houve degradação de alguns serviços públicos, nomeadamente no sector da saúde. ( Francisco Assis)

“Se o Governo quer fazer redução de carga fiscal, não sei porque anuncia com ano e meio de antecedência. Isto não tem pés nem cabeça. Se o Governo quer fazer, faz. Ainda não aprovou este Orçamento e já está a anunciar a redução que vai fazer no próximo, quando neste não o faz. Isto é demagogia barata. ( Rui Rangel)

E é assim que se governa um país. Com promessas nunca cumpridas.

E a origem das pensões dos europeus também pode ser suja ?

Há os Vistos Gold que na opinião da extrema esquerda são uma forma de lavar dinheiro. Há pois que acabar com eles. Com o bizarro argumento de poderemm ser contaminados quando se trata de Lisboa e Porto mas já não quando se orientam para o interior.

A extrema esquerda que assim pensa exige agora que se faça a taxação das pensões dos reformados europeus que vivem entre nós. É claro que só por cegueira ideológica é que se pode dizer que as pensões também podem estar contaminadas por dinheiro sujo. Então por quê dificultar a atracção dessas pessoas pelo país que lhes oferece sol, paz e um óptimo nível de vida ?

Tudo o que cheire a uma sociedade civil independente que não precise do estado é uma pedra no sapato reaccionário da esquerda. Se mexe,  pisa!

Um país de gente pobre, com baixos salários e baixas pensões ( estamos na cauda da UE) permanece sob pressão daqueles para quem a ideologia, um estado sufocante e um país pobre são garantias de continuarem a manter o poder.

Só come quem anda distraído.

 

Considerando a brutal carga fiscal patrões já pensam em fazer greve aos impostos

Quem verdadeiramente ganha com o aumento do salário mínimo é o estado. Uns 120 milhões.

Os 700 000 trabalhadores que ganham salário mínimo ...“uma batotice que só favorece o Estado”. Porquê? “Porque em vez de aumentar o rendimento efetivo dos trabalhadores, o Governo optou por uma medida em que acaba por aparecer como o principal beneficiário. Na prática, quem lucra verdadeiramente é o Estado” .

E se o salário mínimo se traduz num ganho mensal liquido de 31 euros por trabalhador (sobre o salário bruto de 635 euros brutos é preciso descontar 11% para a segurança social, o que significa que os trabalhadores recebem 565,15 euros líquidos), o Estado, no final, vai arrecadar mais de 120 milhões”, diz o presidente da ANIVEC com base na estimativa oficial de que há mais de 700 mil trabalhadores a ganhar o salário mínimo

E o Estado não negociou, impôs administrativamente

Queremos o nosso dinheiro de volta

«No dia em que o PS tiver de depender dos votos do PSD ou do CDS-PP para aprovar alguma matéria que seja importante, eu espero é que o doutor António Costa peça desculpa ao país e se demita», disse Pedro Passos Coelho em entrevista à RTP.

Queremos o nosso dinheiro de volta, nós os que fomos para o desemprego, emigramos ou antecipamos a reforma. E que pagamos os impostos, os da privada.

Mas o pior é a medida concreta. Os professores têm até razão quando exigem que o tempo congelado conte para a carreira. Mas todos os funcionários públicos a têm: desde ontem, não é uma questão de os sindicatos terem direito a reivindicá-la para todas as profissões, passa a ser uma obrigação dos mesmos quatro partidos a aprovarem. Mas, e os privados? E como pagar? Com mais impostos, claro. E escusam de comparar salários com essa infâmia das injeções na banca, porque os salários são um pagamento perpétuo. Despesas perpétuas são impostos perpétuos. A direita sagrou-se canhota: quer mais impostos.

É preciso taxar os mais ricos

Os mais ricos não são justamente taxados e são também os que mais beneficiam da evasão fiscal.

A raiz da desigualdade reside na incapacidade dos governos de aumentarem os impostos dos mais ricos. “Os ricos não pagam a sua parte justa de impostos. Vejo que se fala em igualdade, participação, justiça e transparência, mas quase ninguém vai direto ao verdadeiro problema, a evasão fiscal”

No futuro devíamos trabalhar apenas naquilo que gostaríamos e termos todos mais poder de negociação. “É extraordinário que agora somos mais ricos do que nunca, temos trabalhos com cada vez menos sentido. Subestimamos a extraordinária capacidade do capitalismo de produzir empregos inúteis”

Ser pobre não é um fatalismo nem é uma falta de ética é apenas falta de dinheiro .

Rutger Bregman defende três ideias-chave: o rendimento básico incondicional, a semana de trabalho de 15 horas e a livre circulação de pessoas.

Imposto atrás de imposto o governo vai buscar o dinheiro onde ele está

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 A carga fiscal já é a mais alta de sempre mas o governo não para. Agora é no sector das energias renováveis.

Vai buscar o dinheiro onde ele está para distribuir pelas clientelas eleitorais .

"O actual governo. com uma profunda influência da extrema esquerda, em vez de manter a disciplina económica, promovendo a melhoria do rendimento das famílias, através da criação de emprego produtivo, optou por distribuir o stock de recursos financeiros que encontrou, seguindo os passos dos dirigentes venezuelanos." ( Luis Todo Bom)

Os problemas da habitação não se resolvem com mais ou menos impostos

Resolvem-se com mais oferta de casas no mercado. A Catarina Martins devia perguntar ao Prof Francisco Louçã que ele dizia-lhe.

Marques Mendes foi mais longe e disse mesmo que Rui Rio devia ter sido mais social-democrata. “O que Rui Rio devia ter dito disto é “temos ou não um problema em Portugal na habitação. Qual é esse problema? Falta de casas para vender ou para arrendar e por isso os preços sobem.

Marques Mendes defende que este problema não se resolve com mais ou menos impostos. “Temos é que colocar mais casas no mercado. Mais impostos ou novos impostos têm efeito contrário – fazem retirar ainda mais casas do mercado, porque os investidores se retraem.
O que temos é de aprovar incentivos para ter maior oferta de casas no mercado e assim fazer baixar preços”, disse.

“Rui Rio foi populista e deixou o eleitorado do PSD com os cabelos em pé”, acusou o comentador.

O problema não é fiscal. É de oferta de habitação.

A habilidade do governo ao ir indirectamente aos bolsos dos portugueses

Rui Rio diz que é preciso baixar a carga de impostos e reduzir a dívida.

Ainda sobre a carga fiscal, já à margem do encontro e em declarações aos jornalistas, Rui Rio disse que em caso de não haver condições para baixar, “o Governo tinha a obrigação de não aumentar a carga fiscal”. O presidente do PSD denuncia que este “nível brutal de impostos” não é cobrado diretamente no salário, mas vai aos “bolsos dos portugueses”, por exemplo, quando na gasolina. O facto da cobrança de impostos ser indireta é, para Rui Rio, uma “habilidade do Governo”.

Acabou a austeridade mas há mais um aumento de imposto

Desta vez é a derrama do IRC de 7% para 9% nas empresas com lucros acima de 35 milhões. Abrange um universo de 76 empresas e o Estado vai arrecadar mais 70 milhões. Mais do que insignificante é escusado porque mostra o ataque ideológico que esta maioria mantém relação às empresas.

E depois, como se trata de grandes empresas com consultores bem preparados vai ser-lhes razoavelmente fácil evitar o aumento do imposto através do planeamento fiscal. Mas o ódio cega e PCP e BE obrigam o PS a votar um aumento de imposto que António Costa tinha jurado não acontecer.

A austeridade acabou mas os impostos continuam a aumentar.

Esta taxa aplica-se às sociedades com lucros tributáveis acima de 35 milhões de euros, o que abrange um universo residual de entidades, mas que, do lado dos patrões, vem sendo interpretado como um ataque ideológico ao meio empresarial.

O Governo nunca viu a medida com bons olhos - aliás, ela vem ao arrepio da promessa de que este ano não há subida de impostos para ninguém - mas acabou por comprometer-se com o PCP e o Bloco, que, aliás, há  muito já tinham dado a subida da derrama como certa. 

É que no ano passado PCP e BE apoiaram a reavaliação de activos e só descobriram mais tarde que essa medida só beneficiava as grandes empresas. Agora com o aumento do IRC estão a ver se alcançam a redenção.

O IRC devia descer

Contrariamente ao defendido por PCP e BE, o IRC devia descer para atrair investimento. Mas o que vem do lado daqueles partidos da extrema esquerda é que é preciso aumentar impostos e que no IRC há margem para arrecadar mais receita para o estado.

Claro que as empresas reagem, contendo investimento e deslocando as sedes para países onde o IRC é metade do que pagam aqui. Quem não o faria ?

Em Portugal um dos principais problemas para além do elevado nível de impostos que não tem nenhuma correspondência com a qualidade dos serviços prestados pelo estado, há a elevada instabilidade fiscal que muito dificulta as decisões e o planeamento fiscal das empresas.

Aumentar impostos, sejam das empresas sejam dos cidadãos, é uma forma de engordar o estado e de reduzir a sociedade civil . Quem não ganha eleições pode obter os mesmos resultados via fiscalidade e assim influenciar de forma decisiva o de sistema da governação.

O que temos visto nestes dois anos de governação da Geringonça é, criticar o "enorme aumento de impostos" de Vitor Gaspar mas nada fazer para o reduzir antes, aumentando-o via impostos indirectos e distribuí-lo pelas suas clientelas eleitorais.

Esta bateria de opiniões ( Carvalho da Silva, Honório Novo, João Oliveira) que não por acaso ( orçamento oblige) apareceram nos últimos dias a exigir maior carga fiscal. Percebe-se, a despesa para aumentar necessita que a receita também cresça. Não é preciso ser catedrático no assunto.