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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Queremos o nosso dinheiro de volta

«No dia em que o PS tiver de depender dos votos do PSD ou do CDS-PP para aprovar alguma matéria que seja importante, eu espero é que o doutor António Costa peça desculpa ao país e se demita», disse Pedro Passos Coelho em entrevista à RTP.

Queremos o nosso dinheiro de volta, nós os que fomos para o desemprego, emigramos ou antecipamos a reforma. E que pagamos os impostos, os da privada.

Mas o pior é a medida concreta. Os professores têm até razão quando exigem que o tempo congelado conte para a carreira. Mas todos os funcionários públicos a têm: desde ontem, não é uma questão de os sindicatos terem direito a reivindicá-la para todas as profissões, passa a ser uma obrigação dos mesmos quatro partidos a aprovarem. Mas, e os privados? E como pagar? Com mais impostos, claro. E escusam de comparar salários com essa infâmia das injeções na banca, porque os salários são um pagamento perpétuo. Despesas perpétuas são impostos perpétuos. A direita sagrou-se canhota: quer mais impostos.

É preciso taxar os mais ricos

Os mais ricos não são justamente taxados e são também os que mais beneficiam da evasão fiscal.

A raiz da desigualdade reside na incapacidade dos governos de aumentarem os impostos dos mais ricos. “Os ricos não pagam a sua parte justa de impostos. Vejo que se fala em igualdade, participação, justiça e transparência, mas quase ninguém vai direto ao verdadeiro problema, a evasão fiscal”

No futuro devíamos trabalhar apenas naquilo que gostaríamos e termos todos mais poder de negociação. “É extraordinário que agora somos mais ricos do que nunca, temos trabalhos com cada vez menos sentido. Subestimamos a extraordinária capacidade do capitalismo de produzir empregos inúteis”

Ser pobre não é um fatalismo nem é uma falta de ética é apenas falta de dinheiro .

Rutger Bregman defende três ideias-chave: o rendimento básico incondicional, a semana de trabalho de 15 horas e a livre circulação de pessoas.

Imposto atrás de imposto o governo vai buscar o dinheiro onde ele está

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 A carga fiscal já é a mais alta de sempre mas o governo não para. Agora é no sector das energias renováveis.

Vai buscar o dinheiro onde ele está para distribuir pelas clientelas eleitorais .

"O actual governo. com uma profunda influência da extrema esquerda, em vez de manter a disciplina económica, promovendo a melhoria do rendimento das famílias, através da criação de emprego produtivo, optou por distribuir o stock de recursos financeiros que encontrou, seguindo os passos dos dirigentes venezuelanos." ( Luis Todo Bom)

Os problemas da habitação não se resolvem com mais ou menos impostos

Resolvem-se com mais oferta de casas no mercado. A Catarina Martins devia perguntar ao Prof Francisco Louçã que ele dizia-lhe.

Marques Mendes foi mais longe e disse mesmo que Rui Rio devia ter sido mais social-democrata. “O que Rui Rio devia ter dito disto é “temos ou não um problema em Portugal na habitação. Qual é esse problema? Falta de casas para vender ou para arrendar e por isso os preços sobem.

Marques Mendes defende que este problema não se resolve com mais ou menos impostos. “Temos é que colocar mais casas no mercado. Mais impostos ou novos impostos têm efeito contrário – fazem retirar ainda mais casas do mercado, porque os investidores se retraem.
O que temos é de aprovar incentivos para ter maior oferta de casas no mercado e assim fazer baixar preços”, disse.

“Rui Rio foi populista e deixou o eleitorado do PSD com os cabelos em pé”, acusou o comentador.

O problema não é fiscal. É de oferta de habitação.

A habilidade do governo ao ir indirectamente aos bolsos dos portugueses

Rui Rio diz que é preciso baixar a carga de impostos e reduzir a dívida.

Ainda sobre a carga fiscal, já à margem do encontro e em declarações aos jornalistas, Rui Rio disse que em caso de não haver condições para baixar, “o Governo tinha a obrigação de não aumentar a carga fiscal”. O presidente do PSD denuncia que este “nível brutal de impostos” não é cobrado diretamente no salário, mas vai aos “bolsos dos portugueses”, por exemplo, quando na gasolina. O facto da cobrança de impostos ser indireta é, para Rui Rio, uma “habilidade do Governo”.

Acabou a austeridade mas há mais um aumento de imposto

Desta vez é a derrama do IRC de 7% para 9% nas empresas com lucros acima de 35 milhões. Abrange um universo de 76 empresas e o Estado vai arrecadar mais 70 milhões. Mais do que insignificante é escusado porque mostra o ataque ideológico que esta maioria mantém relação às empresas.

E depois, como se trata de grandes empresas com consultores bem preparados vai ser-lhes razoavelmente fácil evitar o aumento do imposto através do planeamento fiscal. Mas o ódio cega e PCP e BE obrigam o PS a votar um aumento de imposto que António Costa tinha jurado não acontecer.

A austeridade acabou mas os impostos continuam a aumentar.

Esta taxa aplica-se às sociedades com lucros tributáveis acima de 35 milhões de euros, o que abrange um universo residual de entidades, mas que, do lado dos patrões, vem sendo interpretado como um ataque ideológico ao meio empresarial.

O Governo nunca viu a medida com bons olhos - aliás, ela vem ao arrepio da promessa de que este ano não há subida de impostos para ninguém - mas acabou por comprometer-se com o PCP e o Bloco, que, aliás, há  muito já tinham dado a subida da derrama como certa. 

É que no ano passado PCP e BE apoiaram a reavaliação de activos e só descobriram mais tarde que essa medida só beneficiava as grandes empresas. Agora com o aumento do IRC estão a ver se alcançam a redenção.

O IRC devia descer

Contrariamente ao defendido por PCP e BE, o IRC devia descer para atrair investimento. Mas o que vem do lado daqueles partidos da extrema esquerda é que é preciso aumentar impostos e que no IRC há margem para arrecadar mais receita para o estado.

Claro que as empresas reagem, contendo investimento e deslocando as sedes para países onde o IRC é metade do que pagam aqui. Quem não o faria ?

Em Portugal um dos principais problemas para além do elevado nível de impostos que não tem nenhuma correspondência com a qualidade dos serviços prestados pelo estado, há a elevada instabilidade fiscal que muito dificulta as decisões e o planeamento fiscal das empresas.

Aumentar impostos, sejam das empresas sejam dos cidadãos, é uma forma de engordar o estado e de reduzir a sociedade civil . Quem não ganha eleições pode obter os mesmos resultados via fiscalidade e assim influenciar de forma decisiva o de sistema da governação.

O que temos visto nestes dois anos de governação da Geringonça é, criticar o "enorme aumento de impostos" de Vitor Gaspar mas nada fazer para o reduzir antes, aumentando-o via impostos indirectos e distribuí-lo pelas suas clientelas eleitorais.

Esta bateria de opiniões ( Carvalho da Silva, Honório Novo, João Oliveira) que não por acaso ( orçamento oblige) apareceram nos últimos dias a exigir maior carga fiscal. Percebe-se, a despesa para aumentar necessita que a receita também cresça. Não é preciso ser catedrático no assunto.

 

 

Ex-secretário geral da CGTP : não é possível baixar impostos

Carvalho da Silva é agora investigador. Como muitos milhares o seu salário é pago com o dinheiro dos contribuintes. Mal seria se dissesse que se devia baixar os impostos. Porque ao baixar impostos o estado está a ir ao bolso de todos os que vivem à conta do estado, ao contrário, se subir impostos, o estado está a ir ao bolso dos que trabalham e criam riqueza ( é este o raciocínio, confira). Tal como Mariana Mortágua disse" é preciso ir buscar o dinheiro onde ele está ).

Não vale a pena lembrar a Carvalho da Silva que a partir de um certo nível de taxação a arrecadação começa a diminuir. Os que pagam, perguntam-se.  Mas para quê trabalhar mais ? Arriscar nos negócios, investir ? Não vale a pena.

Mas o que move o autor não é a Saúde, a Educação ou a melhoria dos serviços do estado, nem sequer a desigualdade ( Portugal é um bom exemplo ), é a ideologia comunista que professa. Subjugar a iniciativa da sociedade civil e transformá-la numa tropa fandanga de funcionários.

E para que ninguém tenha dúvidas lá vem a solução : Para Carvalho da Silva, "o IRC [Imposto Sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas] é um espaço da fiscalidade em que o futuro apresenta muito mais exigências do que o IRS [Imposto sobre o Rendimento das pessoas Singulares]" e lamenta que "se fale pouco disso".

Tinha que ser as empresas a pagar mais, depois de pagarem salários, impostos directos e indirectos, taxas, segurança social...

Nos países onde a governação é amigável da iniciativa empresarial, não há desemprego, nem emigração, pelo contrário há imigração, a desigualdade é muito menor, países ricos que não experimentam bancarrotas, mas nada disto interessa a Carvalho da Silva.

Estamos perante um investigador que antes de investigar já chegou às conclusões. Contribuintes paguem mais impostos é bom para vocês. Tudo o que pagam ao estado é vos devolvido em serviços .Trabalhem que o estado toma conta de tudo e de todos.

Onde é que já vimos e ouvimos tais promessas concretizadas ?

Uma austeridade disfarçada

O governo não fez o que disse que ia fazer . A austeridade é a mesma do governo de Passos Coelho mudou o método . E tem sido na verdade um milagre . Agora com o Programa de Estabilidade e Crescimento está aí sem disfarces.

Controlar o "monstro estatal" fazendo crer que estamos melhor do que estávamos . Olha para o que eu digo não olhes para o que eu faço . Devolver salários e pensões ao mesmo tempo que aumenta os impostos indirectos que demoram mais tempo a serem percepcionados pelo contribuinte . E não olhes para o teu poder de compra nem para as análises e estatísticas.

Portugal já tinha sido um caso de estudo pela resistência que os cidadãos revelaram perante a dose de austeridade a que foram submetidos especialmente em 2012. Volta agora a ser um caso de estudo, para economistas e políticos, que queiram investigar como se aplica uma política de austeridade financeira, com o apoio da esquerda tradicional e moderna, e convencendo a população em geral que a sua vida está e vai ficar muito melhor do que de facto está. É de se lhe tirar o chapéu.

Tudo reafirmando o empenho na União Europeia e na Zona Euro . Voilá .

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Taxar os robôs ou pagar um salário a quem ficar desempregado ?

Não vale a pena tentar parar as águas de um rio com as palmas das mãos . Da mesma forma não vale a pena tentar parar a robotização do trabalho porque ela é inexorável. Quando o primeiro tear mecânico chegou a Inglaterra a Rainha Vitória vetou a sua utilização . E sabe-se a luta que os trabalhadores travaram para impedir a industrialização da economia.

Mas se a robôtização vai tirar postos de trabalho é preciso desde já preparar os trabalhadores para as novas tarefas que os esperam. Porque serão criados novos sectores em que a presença humana será necessária ( tomar conta de crianças e idosos por exemplo ) libertar "massa cinzenta" que só o ser humano possui . Acelerar a investigação e a inovação, criar novos produtos cada vez mais inovadores e mais baratos que chegarão a todos.

E, quanto aos problemas da taxação dos impostos para o estado e para a Segurança Social ? Taxar os robôs, ou seja, taxar os postos de trabalho seja a função exercida por robôs  ou por seres humanos ? Ou pagar um salário universal a todos os trabalhadores sem trabalho ?

A produtividade continuará a crescer em flecha , a riqueza produzida será muito maior, com muito menos custos . Acredito que no curto prazo este caminho possa ser controlado até certo ponto mas, a médio e longo prazo estaremos perante "uma crise de transição" bem mais profunda do que a que vivemos actualmente.

É preciso começar a pensar ( o que exige mais gente a investigar e a formar-se) para fazer o que só o homem pode fazer. E isso, não há robô que o faça.

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