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BandaLarga

as autoestradas da informação

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O partido rico que é defensor dos pobres

O PCP é como os outros partidos. Tem as suas debilidades tão humanas como todos os outros e não aguenta o escrutínio da imprensa sem revelar as suas fraquezas.

É o partido que tem maior e mais rico imobiliário e é o que vai pagar mais IMI. Tem duas quintas à beira Tejo plantadas que servem, aparentemente, para três dias da Festa do Avante. E nos outros 362 dias estão ao abandono. Será razão para reverterem para o estado ? Tenho a certeza que virá uma lei na altura própria apropriada ao assunto.

Mas o PCP que tanto se insurge com a pobreza dos trabalhadores podia avançar com acções de cariz capitalista para dar trabalho aos desempregados. Até podia avançar com acções colectivas que ninguém leva a mal. Por exemplo, como é que o PCP vai pagar tão elevados impostos sobre o sol e as vistas das quintas na Atalaia ? Vem aí outra lei a isentar o partido ?

"Se fosse escrutinado de forma exigente pela comunicação social, alguém indagaria como conseguiram os comunistas reunir um património imobiliário equivalente ao dos outros partidos todos somados e valorizá-lo em dois milhões de euros entre 2012 e 2015, ampliando-o de 13 milhões para 15 milhões no apogeu nacional da “crise do sistema capitalista” que tanto dizem combater mas de que aproveitam como nenhum outro, percorrendo sem rebates de consciência as alamedas do lucro. Assim talvez ninguém se espantasse por saber, como há dias se soube, que os comunistas pagarão em 2017 cerca de 50 mil euros em IMI, apesar de os edifícios adstritos à actividade partidária estarem isentos deste imposto."

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Só os tótós é que pagam o imposto sobre o imobiliário

Ainda as meninas do BE não eram nascidas e já quem tinha responsabilidades na gestão das empresas (  e que garantiam pessoalmente as operações bancárias) se divorciavam e passavam o imobiliário das famílias para a ex- mulher. Agora com este inteligente imposto sobre o imobiliário o estado não arrecadará receita dos imóveis mas vai atafulhar os tribunais de processos de divórcio.

O mesmo governo que concede e convida os "Gold" para comprar imobiliário no país é o mesmo que muda as regras a meio do jogo. Toma que é para não seres parvo, acumulador de dinheiro.

Para Vasco Valdez, este "fetichismo" de tributar os ricos "é uma coisa perfeitamente absurda", até porque "o património está arrendado" e as rendas daqui provenientes são tributadas em sede de IRS ou de IRC ou então "não está arrendado" e as pessoas "podem ter um grande património mas podem não ter dinheiro para pagar aquele imposto".

"Disseram-nos em tempos, designadamente este Governo, que o que era bom era comprar casinhas para pôr no mercado de arrendamento. As pessoas que compraram as casinhas e agora levam com o imposto de sobreposição [em relação ao IMI]?", afirmou, recordando ainda que este novo imposto poderá também incidir sobre "casas recebidas de herança com rendas relativamente baixas mas com valor patrimonial tributário hoje em dia já alto".

 

As contas da Mariana não podem estar certas

Já há quem tenha feito as contas, aqui.

Ora se for assim, cada proprietário vai pagar cerca de 2 000 euros/mês. Já estou a ver os proprietários a venderem as casas por metade do preço para fugirem ao imposto ( e ao país) ou, então, a arrendarem-nas ao primeiro sem abrigo que encontrarem .

O efeito negativo será de tal monta que só um governo desesperado para encontrar outras formas de cobrar receita se lembraria de tal medida.

Se o novo imposto recaísse no imobiliário abandonado ou não explorado ( segundas habitações, quintas que não produzem) e, com o imposto, o proprietário fosse empurrado a arrendar ou a vender a propriedade para que dela se extraísse riqueza ainda vá que não vá. Mas com uma medida tão mal desenhada não se percebe a vantagem. Talvez a ideia seja mesmo que os ricos abandonem o país e levem o dinheiro acumulado. E acabava-se a desigualdade. Todos pobres mas com uma casa portuguesa com certeza.

 

Para comprar uma casa pagam-se cinco impostos

Já é conhecido pelo " saque da Mortágua" o novo imposto sobre o imobiliário .

"Se surgir o Novo imposto sobre o património, poderá ser o primeiro grande erro estratégico de António Costa", diz Marques Mendes que considera que "se este imposto for por diante provavelmente vamos ter menos investimento e menos IMI".

"Para comprar uma casa uma pessoa paga cinco impostos: IRS pelos rendimentos que permitem comprar uma casa. A seguir para a compra da casa paga IMT (antiga Sisa) e imposto de selo. Depois para ter a casa paga IMI, todos os anos, e se este for por diante, paga um novo IMI mas ao Estado e não às autarquias. Isto é um assalto fiscal, não é justiça fiscal", diz Marques Mendes que apelida de violência.

Depois dos vistos Gold, mais um imposto. Depois de incentivos ao investimento de estrangeiros na compra de casa em Portugal, (investimento mínimo de 500 mil euros) e agora aplica-lhes mais um imposto, lembra Marques Mendes.

Vai afastar investidores nacionais e estrangeiros, diz.

O principal problema das nossas finanças públicas é a dívida

. Taxar tudo o que mexe para conseguir pagar a despesa que vai fazendo crescer. Mesmo que vá matando as várias galinhas de ovos de ouro. Desta vez é sobre a poupança convertida em imobiliário, uma dupla tributação.

Porque a poupança - seja ela aplicada em imobiliário ou outra qualquer aplicação - é o que sobra depois de os cidadãos e as famílias pagarem todas as suas despesas e impostos.

A dívida que não para de crescer a par da taxa de juros que também não para de crescer. E uma dívida gigantesca como a nossa só se consegue pagar com a economia que, no nosso caso, não cresce. Não vale a pena continuar com esta história governamental da carochinha.

Esta dívida consome os nossos escassos recursos que se abate sobre os portugueses sobre a forma de impostos, taxas e taxinhas. Está provado que dívidas públicas elevadas implicam corte nas despesas futuras ou aumento de impostos. Não há volta a dar.

Um país que tem uma dívida superior a 130% do seu PIB não pode falar em finanças controladas. E tudo isto se nota no desespero do governo que agora vai taxar o património . A partir de agora tributar o património é voltar a tributar o que já foi tributado antes de pouparmos para obtê-lo.

Mas para PCP e BE não há mais nada para além do estado ladrão.

O BANIF também foi saqueado

Ninguém sabe de nada, ninguém viu nada, ninguém assinou nada. Onde é que já ouvimos isto ? Daqui a uns anos um qualquer governo faz uma lei " à la minute" para que os capitais no estrangeiro regressem a Portugal a troco de um impostozinho. Grande parte dos três mil milhões em falta que os contribuintes vão pagar regressam nessa altura.

Há muito investimento que nunca saiu do papel, muito imobiliário deixado ao abandono, muito crédito concedido aos amigos . Como no BNP, no BES, no BPP, na CGD, no BCP e menos nos que conseguiram fugir ao naufrágio. Mas a técnica é a mesma em todos.

"E, um dia desses, um qualquer governo há de aprovar um regime extraordinário de exceção para que empresários, administradores, intermediários, e outros, cá coloquem o dinheiro que literalmente saquearam com uns projetos imobiliários que ou não saíram do papel ou nunca lá estiveram. Há muito disso no Banif. Alguém os aprovou. Alguém os financiou. Alguém os assinou. E alguém os devia ter vigiado.

E dizem que o Pai Natal não existe. Existe, pois, mas só para alguns."

Não se macem só ficarão mais preocupados e indignados e não resolvem nada.

 

 

De batota em batota até à derrota final

Rapar tudo o que há a rapar, é uma política como outra qualquer. Não resolve nada, empurra os problemas para cima de quem vem e adeus até ao meu regresso. É esta a política. O governo vende imóveis a uma empresa do Estado que vai pedir dinheiro à banca...

Estes negócios, efectuados em nome de uma gestão optimizada do património do Estado, serviram para obter receitas extraordinárias com impacto nas contas públicas. Segundo o Tribunal de Contas, revela o i, a esmagadora maioria das receitas, correspondente a 96% do total ou 1381 milhões de euros, foi recebida de empresas públicas, nomeadamente da Estamo, do Grupo Parpública, que pediu dinheiro à banca para comprar este património.

Felizmente que há sempre uns prémios à mão para dar valor a quem o tem.