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BandaLarga

as autoestradas da informação

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A esquerda entre dois whiskies e um arroto

Eram dois jovens engenheiros ucranianos que numa manhã apareceram aqui no largo . Vi-os descer ao inferno. Não tinham emprego e as ajudas eram poucas e estavam a terminar. No mínimo ajudá-los a voltar à terra natal mas nem isso.

Estes dois jovens foram os que mais me marcaram mas tive outras experiências igualmente desoladoras . Falei com eles, ajudei-os no possível mas os chineses têm razão. Sem cana de pesca  não se apanham peixes. 

Deixar entrar gente no país sem cuidar de lhes assegurar condições de uma vida digna é criminoso .Sabemos o que se passa na agricultura no Alentejo e no Algarve onde centenas de imigrantes são explorados. Nas ruas de Lisboa sem abrigos imigrantes é um ver se te avias. E sabemos como o país nunca conseguiu tirar da pobreza 10% de portugueses. E pior, há portugueses que trabalham mas nunca conseguiram sair da pobreza.

Os serviços públicos estão pior que nunca miseravelmente às mãos da frente de esquerda . Mas é esta mesma geringonça que untada de bondade abre a porta aos pobres que nos procuram descuidando o pequeno pormenor de lhes proporcionar oportunidade de usufruírem uma vida decente.

Entre dois whiskies e um arroto a esquerda dorme descansada.

A extrema direita ao colo da extrema esquerda

Se aparecesse um partido a falar alto contra a imigração e a corrupção 27% dos portugueses votariam nesse partido . É a extrema direita a crescer ao colo da extrema esquerda.

O partido dos absentistas anda pelos 33% o quer dizer que praticamente todos votam ou estão dispostos a votar num novo partido com aquelas bandeiras .

A contestação social em curso mostra bem que a governação actual convence poucos e que muitos, tal como noutros países da Europa, estão dispostos a enfrentar as verdadeiras ameaças . Cresce a contestação inorgânica que escapa ao controlo dos partidos e dos sindicatos. Se a rua está vazia alguém a ocupa.

A esquerda está a fazer o que melhor sabe. A levar ao colo a extrema direita ao poder .

A Europa precisa de lidar melhor com a imigração

O Brexit é em grande parte filho da falta de gestão da imigração. É dos USA que vem o aviso explícito sobre uma matéria que é mais que óbvia. Os imigrantes entrar, entram, mas depois são abandonados à sua sorte. O resultado são os populismos .

Os líderes europeus devem enviar um sinal mais forte de que não conseguirão “continuar a fornecer refúgio e apoio”, disse a ex-candidata democrata à presidência dos EUA.

Clinton elogiou “as abordagens muito generosas e compassivas” de líderes como a chanceler alemã, Angela Merkel, mas sugeriu que a imigração está a inflamar os eleitores e contribuiu para a eleição de Donald Trump nos Estados Unidos e para o Brexit.

“Penso que é justo dizer que a Europa fez a sua parte e deve enviar uma mensagem muito clara porque se não lidarmos com a questão da imigração, ela continuará a agitar o corpo político”,

Após o Brexit imigração baseada nas competências dos trabalhadores

No Reino Unido, após o brexit, a imigração vai basear-se nas competências dos trabalhadores e não na sua origem.

"Pela primeira vez em décadas vai ser este país a controlar e a escolher quem queremos que venha. Durante demasiado tempo as pessoas sentiram-se ignoradas no que toca à imigração e os políticos não levaram as suas preocupações de forma suficientemente séria", escreveu Theresa May num comunicado.

"Quando sairmos [da UE] vamos instaurar um sistema de imigração que vai pôr fim, de uma vez por todas, à livre circulação", anunciou. "Vai ser um sistema baseado nas competências dos trabalhadores e não na suas origens. Este novo sistema vai contribuir para a redução da imigração de pessoas pouco qualificadas. Vai colocar o Reino Unido na via de uma imigração restrita a níveis viáveis, como foi prometido", concluiu

O Reino Unido quer baixar para 100 000 pessoas por ano a entrar no país. No ano passado entraram mais de 200 000.

Isto sempre foi fatal como o destino e podem-lhe chamar imigração " by demand" que vai ser mesmo como tem que ser. E este sistema de imigração vai ser plautinamente implementado em toda a Europa.

Livre circulação sim mas para os que vivem para cá das fronteiras europeias e que tenham trabalho.

África não precisa de caridade precisa de parceria

É a solução para a imigração, tratar os problemas da miséria onde eles existem.

Quanto ao problema da imigração, que tem também contaminado a política interna de muitos estados-membros, Juncker fez o anúncio de 10 mil novos polícias para a agência Frontex (Guarda de Fronteiras e Costeira) até 2020, com o objetivo de reforçar a proteção das fronteiras europeias. Juncker diz, no entanto, que quer atuar diretamente nos locais de origem dos imigrantes clandestinos. Para isso, propôs avançar com uma parceria Europa-Africa, que o presidente da Comissão Europeia espera possa ajudar a criar cerca de 10 milhões de empregos e atrair mais investimento para o continente. “África não precisa de caridade, precisa de uma parceria equilibrada”.

Ao mesmo tempo pediu mais rotas legais para a entrada de imigrantes, dizendo que a Europa precisa de imigrantes qualificados, também assumiu o compromisso de acelerar a repatriação dos imigrantes ilegais. “Não podemos procurar soluções ad-hoc de cada vez que chega um novo barco. A solidariedade temporária não chega.”

A extrema esquerda leva ao colo a extrema direita

Agora também na Suécia. É claro que a reacção do povo europeu é a que se podia prever face à imigração sem controlo e sem limites.

Não só cresceu a violência do terrorismo como as exigências dos imigrados na Europa não param de crescer. Na área social exigem mais subsídios e a implementação dos seus costumes religiosos e hábitos familiares e pessoais. Poucos aceitam as ofertas de emprego que lhes são apresentadas sem exigerem condições que batem frontalmente com as necessidades de quem está disposto a pagar-lhes .

É a extrema esquerda que tal como eles tem como objectivo desconstruir a União Europeia, que lhes aplana o caminho, com um discurso aparentemente "bonzinho". Parece que tudo é possível e sustentável . Depois o povo que partilha com eles a vida nas ruas e no trabalho aguenta e paga.

É, claro, que este movimento de fortalecimento da extrema direita só parará quando os cidadãos considerarem ter razões para acreditar que o bom senso voltará a reinar. Na Alemanha Merkel já foi obrigada a recuar ( é verdade a " bruxa má " também  acreditou que a imigração podia ser de qualquer maneira. )

Os cidadãos não vão deixar de votar nas ideias que norteiam a União Europeia e a Zona Euro ( O ex-presidente Mujica diz : quem me dera ter a UE na América do Sul. OBS : quem não sabe quem é Mujica procure na Internet ). É que hoje também é claro que o desastre humanitário da América do Sul só seria contido com os países integrados numa união social e económica .

Os que apoiam as ditaduras da América do Sul são os mesmos que alimentam o " choradinho" da imigração sem controlo e sem limites com o objectivo de liquidarem " o capitalismo".

Evitar o Brexit com novas regras para a imigração

Dá muitas voltas, passa muito tempo e exige muitas negociações mas a seguir vem o que tem que ser. No caso manter o Reino Unido na União Europeia e apertar as regras da imigração. Evitar o brexit.

É bem verdade que os que têm razão têm também que ter paciência e esperar pelo tempo certo. Ter razão antes do tempo normalmente é um drama.  

O antigo chefe do Governo britânico frisa que, existindo uma renegociação com Bruxelas, bem como mudanças na política nacional, se alcançaria o duplo objetivo de acautelar as preocupações dos britânicos e a permanência na União Europeia.

Entre as propostas incluídas no relatório está, por isso, a criação de um registo obrigatório para os imigrantes que cheguem ao Reino Unido, permitindo que as autoridades saibam se vão para ali trabalhar ou estudar.

Já alguns antes disseram isto mas a ideia só está a ganhar peso agora. Há uns anos quem dissesse algo parecido não era menos que um reaccionário.

Segundo o documento, esta medida já foi aplicada na Bélgica

Para crescer 3% precisamos de 900 000 imigrantes

É o presidente do CES Correia de Campos que o diz em plena Assembleia da República. Este número dá bem a ideia dos anos que ainda serão necessários para que a economia se mostre capaz de pagar a dívida. Criar emprego a este nível só com investimento, muito investimento público e privado que não há . Chamar investimento estrangeiro é cada vez mais fundamental. Mas isso faz-se com um estado amigo das empresas, com estabilidade fiscal e com baixa de impostos, tudo o que este governo não faz.

Aliás, a primeira coisa que fez foi rasgar o acordo com o governo anterior sobre a redução da taxa de IRC sobre as empresas. Depois reverteu as privatizações das empresas de transportes que tinham sido entregues ao capital privado extrangeiro. Como se vê só ajudas ao aumento do investimento estrangeiro.

Não é por acaso que as previsões para o crescimento nos próximos anos não sejam superiores a 1,4% em 2016, 1,2 % em 2017 e 1,4 % em 2018. Bem longe, portanto, dos 3%.

Cuidado está a regressar o assistencialismo

Há por aí uns pândegos que quando confrontados com a generosidade dos cidadãos se apressam a catalogar o melhor que a sociedade tem como assistencialismo. Coisa desprezível, portanto. Então não é o estado que tem a obrigação de tomar conta de nós ?

"Há um sinal de mobilização da sociedade civil. As pessoas oferecem o que podem. Umas dizem que podem receber um casal com filhos, outros que podem receber crianças não acompanhadas", disse, explicando que no último mês as ofertas têm surgido um pouco de todo o país e que "são às dezenas".

O CPR tem sido contactado por várias empresas que dizem ter empregos para oferecer e a instituição vai celebrar, em breve, um protocolo com uma empresa de organização e gestão de recursos humanos para colocar refugiados no sector da agricultura.

Santa Casa da Misericórdia, Cruz Vermelha , empresas, famílias . Assistencialismo dizem eles.