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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Destruir a ADSE por razões ideológicas

Para esclarecer um equívoco.
Se a ADSE deixar de dar vantagens comparativas aos seus associados, por exemplo, o acesso aos prestadores privados de saúde, isso não significará mais dinheiro disponível para os prestadores estatais de saúde.
A ADSE é um sistema voluntário em que os seus associados aceitam descontar 3,5% do seu ordenado para poderem escolher usar os serviços estatais quando querem (e que pagam via impostos) ou os serviços privados quando querem (e que pagam via contribuição voluntária).
Se esse acesso diferenciado deixar de existir, deixa de existir razão para manter o desconto de 3,5% do ordenado e esse dinheiro deixa de estar disponível para os sistemas de saúde (privados ou estatais) porque passou a estar no bolso dos funcionários, que mantêm o acesso aos prestadores de serviços estatais.
Não é líquido que os gestores da ADSE não estejam a promover o suicídio da ADSE por razões ideológicas.

PS : privados suspendem contrato com ADSE ( Um milhão de doentes que irão sobrecarregar os já

exaustos hospitais públicos)

Não, Portugal não foi a maior potência esclavagista

Por razões ideológicas há uma recorrente necessidade de apontar o dedo ao passado histórico português.

Ou seja, Portugal não foi nem de longe nem de perto "a maior potência esclavagista". De qualquer modo, a questão mais interessante no actual contexto não é a de saber quem teve mais ou menos escravos e quando e em que circunstâncias, mas a de saber por que razão se assiste presentemente em Portugal a esta sanha acusatória. Por que razão há este afã em apontar o dedo e em agravar e tornar artificialmente mais pesado o que já pesa na história do país. Por que razão, como perguntava Eduardo Lourenço, há esta necessidade de crucificar o passado português. A razão é ideológica e política. Por isso, e ainda que o que escrevi atrás sejam verdades facilmente comprováveis, não tenho ilusões acerca da capacidade de penetração dessas verdades em certos sectores onde, como tem sido manifesto, a informação não entra nem passa. Há pessoas, dentro e fora da academia, que são impenetráveis a um conhecimento actualizado sobre história da escravatura porque usam uma couraça chamada ideologia. Ideologicamente falando, e no que se reporta especificamente a esta área da História, essas pessoas habitam um edifício rígido, estanque, feito de dogmas e de certezas absolutas. Se se lhes mostra, com conhecimento apoiado num conjunto ponderado de documentos e numa bibliografia extensa, que estão enganadas e que o seu rei vai nu, o edifício pura e simplesmente desmorona-se. Daí que prefiram não ver, não ouvir nem reconhecer. Há, ainda assim, que continuar a tentar mostrar o que aconteceu e como aconteceu, mais para esclarecer a opinião pública do que para tentar convencer quem não quer ser convencido. É inútil mostrar a história a quem está barricado na ideologia.

No tempo de Salazar a propaganda do regime fazia dos antigos portugueses os melhores do mundo, heróis sem defeito nem mácula. Agora, os combates ideológicos da extrema esquerda politicamente correcta empurraram-nos para o lado oposto e os nossos antepassados passaram a ser os piores do mundo, os facínoras por excelência, os inventores da pior das escravaturas. As criaturas que, seguindo o terrível exemplo de Afonso de Albuquerque, queimaram metade da terra e capitanearam metade dos tumbeiros (navios negreiros). Será possível termos uma visão equilibrada e sobretudo contextualizada do passado?

Fechar boas escolas é um crime sejam públicas sejam privadas

Dezasseis mil famílias com a vida virada do avesso e 2 000 profissionais no desemprego por puro capricho ideológico....

"na esmagadora maioria dos casos, a nível local, os partidos que suportam o governo reconhecem que são decisões iníquas e que não serviram seguramente as populações".

"O senhor primeiro-ministro, em várias ocasiões, proferiu afirmações públicas de que encontraria soluções alternativas ao problema que estava a ser criado a estas instituições", afirmou, lembrando que estes colégios funcionam, a nível local, como grandes empregadores."Segundo o 'vice' social-democrata, até hoje essas soluções "não aconteceram".

Para os alunos e suas famílias não há escolas públicas e escolas privadas. Há boas e más escolas. O estado deve financiar as boas e fechar as más. Tudo o resto é ideologia que tem como objectivo manter a escola pública nas mãos do ministério e dos sindicatos comunistas.

Há tanta escola má que precisa de atenção e meios que não se percebe porque o governo se preocupa em fechar as escolas que as famílias escolheram.

 

A pobreza ideológica do PCP

De um lado estão os bons - Rússia e países ditos socialista. Do outro lado os maus - Estados Unidos e países ocidentais . Para o PCP ainda não saímos da guerra fria pese o desmoronar da União Soviética.

Voto de condenação pela perseguição da população LGBT na Chechénia? Abstenção do PCP, isolado no Parlamento, a 21 de abril de 2017. Condenação de ataque com armas químicas na Síria? Voto contra do PCP, juntamente com o Partido Ecologista Os Verdes(PEV), a 7 de abril de 2017. Condenação da situação de 17 ativistas angolanos sentenciados a penas de prisão efetiva, “por co-autoria de atos preparatórios para uma rebelião,“ consubstanciada na leitura de um livro proibido? Voto contra do PCP, ao lado do PSD e do CDS-PP, a 31 de março de 2016. Entre outros exemplos.

Mais, o PCP não aceita “ingerências nos assuntos internos de estados soberanos” – exceto quando envolvem a Rússia, como as intervenções militares na Geórgia (2008) e na Ucrânia (2014) – e defende os regimes que se auto-proclamam como socialistas, comunistas ou bolivaristas (China, Coreia do Norte, Angola, Cuba, Venezuela, etc).
Como no tempo da Guerra Fria, antes da queda do muro de Berlim e subsequente dissolução da URSS. Não mudou nada? “O PCP é um partido comunista clássico e mantém as suas posições em política externa, mesmo após o fim da Guerra Fria, com grandes elementos de continuidade: os EUA são a principal potência imperialista; os regimes ditatoriais, quer formalmente socialistas como a China, ou mesmo ainda socialistas como Cuba, são aliados; as chamadas ditaduras ‘não alinhadas’, como a Síria ou o antigo Iraque, são regimes anti-imperialistas soberanos; e por aí fora. Ou seja, para resumir, o velho quadro de alinhamento internacional mantém-se vivo no PCP, embora o mundo tenha mudado,“ salienta António Costa Pinto, politólogo e professor do ICS da Universidade de Lisboa.

A escola pública ao serviço da ideologia política do PCP e do BE

O monopólio do estado na prestação do serviço educativo é o grande objectivo da extrema esquerda. O controlo ideológico e não a qualidade do ensino prestado aos alunos.

Os contratos da associação tentam dar a pessoas “que não tinham acesso ao ensino de qualidade” uma possibilidade de passarem a ter esse acesso, mas que a extrema-esquerda não aceita esse princípio e defende o monopólio do Estado.

A visão comunista do ensino pode resumir-se assim : bons colégios privados cheios de alunos ricos ; boas escolas públicas cheias de alunos remediados; más escolas públicas cheias de alunos pobres e sem oportunidade de frequentar uma boa escola. Resta o inferno cheio de boas intenções.

O Ministério da Educação tem 5,5 mil milhões de euros, o contrato de associação todo junto são 150 milhões. Não é defensável que seja uma questão financeira. Do que ouvimos hoje aqui [na comissão de educação] é claramente ideológico.

Os problemas do ensino são ideológicos

Formatar ideologicamente os alunos é o objectivoDoidos, sem-vergonha, irresponsáveis. Os deputados que, em euforia intempestiva de quem voltou a “mandar nisto tudo”, puseram fim aos exames nacionais a Português e Matemática no quarto ano de escolaridade. Numa penada, de ânimo leve, sem vacilar, sem engulhos de consciência. Ilustração mais-que-perfeita da génese da desregulação do sistema de ensino nas últimas décadas: a sua instrumentalização pelo jogo político-partidário-ideológico.

Não obstante a doutrinação marxista-leninista que há décadas corre em rédea solta nas salas de aula formatando a maioria sociológica de esquerda – evidentes em programas e manuais de história do 9º e 12º anos - há quem duvide que os problemas do ensino são essencialmente ideológicos. E gerados pela ideologia tipo Frente Popular que regressou estridente ao poder em 2015. Para nossa desgraça.

Tudo formatado a partir de um ministério irmão gémeo dos sindicatos comunistas .

O objectivo último da escola pública

Sem direito à liberdade de escolha e sem alternativa condições necessárias para prosperar a ideologia única : o objetivo é combater as crenças criadas em torno de uma herança cultural. Nada é dito sobre a substituição dessas crenças por outras. Isso fica subentendido. As primeiras crenças [que urge apagar das consciências dos indivíduos] são obscurantistas; as segundas crenças, libertadoras. As primeiras são más, as segundas naturalmente boas. Quem permanecer agarrado às primeiras é catalogado com o carimbo de reacionário (3). Quem abraçar as segundas é visto como progressista. E o “processo de libertação” fica a cargo do professor que assume o papel de intelectual transformador, instrumento ao serviço do projeto revolucionário em curso. 

Desde o 25 de Abril que a luta se desenrola à volta da unicidade sindical, da liberdade de expressão, do pluripartidarismo. Resta a escola única.

FALAMOS... de quê, quando abordamos o 25 de Abril? - V M Sousa Machado

  1. FALAMOS... de quê, quando abordamos o 25 de Abril?

De um MFA unido ideologicamente ?  Não era verdade.  Falamos dos generais ou dos capitães, dito assim genericamente?  Havia vários rumos em cada um dos grupos.
Falamos do 13 de Junho, do 28 de Setembro, do 11 de Março, do 3 de Setembro de 1975, do 25 de Novembro, datas fundamentais mas opostas muitas delas?  Do Plano Económico Melo Antunes ou das nacionalizações?
Mais visões diferentes.

Do Programa do MFA inicial, do negociado com Spínola, do PAP (Plano de Acção Política, pós 11 de Março), do Documento-Guia Povo-MFA, do Documento dos Nove? Houve vários MFA.
Falamos de Melo Antunes, Spinola, Costa Gomes, Martins Guerreiro, Rosa Coutinho, Otelo (versão um e versão dois)?
Falamos de Soares, Cunhal, Sá Carneiro, Freitas do Amaral, da Igreja Católica e da acção deles e de cada um no período de transição para a democracia?
De que falamos afinal, de qual 25 de Abril, de qual ideia de país?
De que «verdade» se fala?
Ou cada um está falando apenas da «sua verdade», num registo um pouco paranóico politicamente (e historicamente não verdadeiro), colando essa «sua verdade» ao 25 de Abril, retalhando o 25 de Abril em parcelas com proprietário?

Ou estaremos, só e por fim, mitificando o 25 de Abril, transformando-o naquilo que ele não foi e não celebrando o que ele realmente foi?


Juízes do TC influenciados pela ideologia e filiação partidárias

Estudo mostra que as decisões de inconstitucionalidade são fortemente influenciadas pelas posições ideológicas e partidárias dos juízes e pela cor política de quem está no governo. Há cada vez mais quem defenda ( e um exemplo é a Alemanha) que a interpretação da Constituição deve levar em conta o ambiente económico, social e político.

No entanto, o trabalho conclui ainda que esta aparente maior sensibilidade aos princípios da Constituição por parte dos juízes de Esquerda tende a esbater-se quando o seu partido é Governo. Os votos a favor da constitucionalidade aumentam de 35% para 75% quando os socialistas estão no poder, enquanto que não há grande variação nos votos dos juízes de Direita, estando ou não no poder.

A Constituição não pode ser um obstáculo. Afinal logo no seu 1º artigo diz que "Portugal é um país soberano". Com a assinatura do memorando Portugal continuou a ser um país soberano? Ou pelo menos tão soberano como até essa data? Seguramente que não!