Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BandaLarga

as autoestradas da informação

BandaLarga

as autoestradas da informação

"Saiam de casa". Cumpram as normas de segurança, mas saiam !

Os Britânicos criaram um programa de apoio à restauração em que cada cidadão pode ter a sua conta de refeição paga em 50% com um limite de 10 libras por pessoa. É uma medida direccionada à procura, porque se percebeu que após o estímulo ao confinamento e depois de proteger a oferta é necessário incentivar a procura.

A hotelaria, o alojamento e a restauração nacionais estão a necessitar de estímulos destes. Trata-se de ocupar o espaço, dar uso ao capital instalado, ocupar e dignificar as pessoas, dando o poder de decisão ao cliente/consumidor.

O mesmo se deveria ter feito no apoio à comunicação social : deixar na mão do leitor, espectador, ouvinte o direito a dirigir o seu apoio através da sua escolha.

Claro que isto tem um grande inconveniente ; repõe na mão do povo os impostos que lhe são cobrados e retira da mão do governante a moeda com que compra votos.

PS : Expresso - João Duque

Emprego e desemprego - com este governo como podia ser diferente ?

Primeiro vem a notícia que o emprego cresceu depois vem a análise. E lá se vai a queda do desemprego.

Que empregos e que desemprego?

Eis a resposta. Empregos no alojamento e restauração. Esses crescem substancialmente. Que níveis de produtividade e de salários têm? Não é difícil dizer. São sectores da economia de serviços de baixo valor acrescentado. Por conseguinte a generalidade desses novos empregos não deve ter grande durabilidade temporal nem estar muito além do salário mínimo. Por isso também a taxa de desemprego jovem, que terão mais qualificações, está a aumentar. Como poderia ser diferente? Podia, mas não com as políticas públicas deste governo.

Até parece que a grande hotelaria tem representantes na AR

É preciso acabar com o alojamento local. Quem ganha ? A grande indústria hoteleira . E quem se apressou a defender esse interesse ? O grupo parlamentar do PS .

Contrariamente ao que nos querem vender o alojamento local está regulamentado, viu o imposto sobre a actividade crescer de 15% para 35% . Em vez de se deixar a actividade funcionar livremente, baixando custos e melhorando a qualidade dos serviços prestados, o que se faz é tentar acabar com um dos players . Não por acaso o que representa os mais débeis, milhares de pessoas que investiram o pouco que tinham ( e que não tinham).

Começaram com aquela história que os bairros de Lisboa estavam a ser descaracterizados, os habitantes andariam fulos com os turistas, havia que salvar a capital. Logo a seguir a música passou para o Porto . Igualzinha . Mais tarde ( não muito) lá apareceu o assunto na Assembleia da República. Até dá a ideia que há um acesso privilegiado aos senhores deputados.

O diploma apresentado por dois deputados do PS foi um balão de ensaio que de tão mauzinho levantou um coro de protestos. Já recuaram todos, afinal parece que o tal alojamento local não é assim tão mau.

Num altura em que a actividade económica é sustentada pelo turismo ( que é preciso dizer que só se faz com turistas) esperava-se que o estado ajudasse, facilitasse, mas não, quer intervir para acabar com a concorrência.

E com o rendimento extra mínimo, de muitos milhares de pequenos investidores. Vamos longe.