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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Condições miseráveis em Pediatria no Hospital de S. João

É de esquerda . Desde há três anos que a administração do hospital de S. João tem um protocolo assinado com a ARS para a concretização da nova ala de pediatria. Mas o ministério das finanças não abre mão do dinheiro prometido. Mais um caso miserável resultante das famosas cativações e das vitórias sucessivas históricas da política do actual governo.

Que as crianças estejam a ser sujeitas a quimioterapia nos corredores do hospital não indigna a ala esquerda do PS, nem se ouvem as exigências do PCP e do BE, mais preocupados com os aumentos salariais na função pública onde estão instaladas as suas clientelas.

Olha se com o anterior governo tivessem morrido mais de uma centena de pessoas nos incêndios e as crianças com cancro fossem tratadas desta forma miserável.

O que este governo mostra - e para quem quer ver já não é pouco -é que o que conta para os cidadãos são os resultados das políticas não são as ideologias . É por isso que o sistema de economia de mercado e a democracia singram enquanto o sistema dito socialista lambe as feridas.

O primeiro ministro não sabe de nada como habitualmente.

Marisa Martins devia respeitar a nossa inteligência

Marisa Martins acha que as mortes no Hospital de São José, por falta de equipas cirúrgicas se devem aos "cortes" na saúde. Trata-se de um atentado à inteligência das pessoas.

"Lamento, absurdo mesmo é querer reduzir o que se passou no Hospital de São José a uma questão político-financeira. Mesmo o actual ministro, Adalberto Campos Fernandes, reconheceu que não se tratou apenas de uma questão financeira, salientando que faltou organização naquele hospital. Não posso deixar de olhar para a defesa corporativa que foi feita neste caso, sem pensar que é com grande hipocrisia que muita gente faz o juramento para exercer a profissão."

O que se passou é que os interesses corporativos se sobrepuseram ao interesse do doente. E que uma deficiente organização( alicerçada em ideologias que cavam um fosso entre os vários hospitais) impediu que se esgotassem as soluções que agora já todos encontram.

Tudo o que de mau o "estado prestador de serviços" nos oferece nunca é, para os comunistas, a impossibilidade do estado oferecer bons serviços em todo o lado e a todo o tempo.

Os tribunais decidem sobre tudo mesmo que da vida não saibam nada

Decidem sobre quem (não) deve dar as injeções a diabéticos. O doente pode morrer? Poder, pode mas isso já não é assunto do tribunal. E a Maternidade Alfredo da Costa não pode encerrar e o Hospital D. Estefânia não pode operar. Podem morrer pessoas? Poder, podem mas isso já não é com os tribunais.

E os quadros do Miró passaram a ser assunto da Procuradoria Geral da República e não da cultura. E na educação entram dia sim dia não exaltadoas acções contra a administração do ministério.

Há prescrição de processos de milhões de euros nesses mesmos tribunais? Há milhares de processos que aguardam 5/6/7 anos para serem resolvidos? Isso não interessa nada agora que os tribunais descobriram a sua vocação. Constituirem-se em assembleias não eleitas que tratam dos assuntos políticos da nação. Separação de poderes ? Vemos candidaturas autárquicas impugnadas . O orçamento é sujeito a decisões que por acaso reflectem a posição política da maioria dos juízes. Na redoma de vidro em que vivem acham que podem administrar a nação à força de acórdãos desfeitos pelos seus pares que votam vencidos. O esforço adicional do desemprego exclusivo do sector privado não conta para nada? Não, isso não consta no orçamento e não há nenhuma corporação a queixar-se. Simples. Complicar para quê ?

Inovar na prática hospitalar é a forma de defender o SNS

Com a entrada do sector privado na área hospitalar a gestão tem inovado significativamente. E, só assim, é possível manter o Serviço Nacional de Saúde. Manter ou mesmo melhorar a qualidade baixando os custos. O novo operador brasileiro do grupo HPP está a introduzir em Portugal uma nova prática de acompanhamento dos doentes crónicos .

José Carlos Magalhães lembra que 2% dos clientes do sistema Amil são responsáveis por 40% dos custos e por isso "é um grupo que tem de ser acompanhado à lupa. Temos e acho possivel que se crie cá também sistemas de acompanhamento destes clientes catastróficos, que são crónicos, que demandam recursos". E nesse sistema, concretizou, um diabético custa um sexto do cliente que fica à solta e tem uma qualidade de vida melhor.

É, com estas novas abordagens que se defende o Serviço Nacional de Saúde.

A concorrênca regula

Parece que o Hospital da Cruz Vermelha tem beneficiado de condições particulares desde logo porque não são abertos concursos públicos. Os outros privados é que não gostam e já se estão a manifestar. Querem tratamento igual, quer dizer, querem ter a mesma oportunidade de concorrer. O Estado que arranjou esta tramóia veio agora queixar-se através do Tribunal de Contas.

Comentando as conclusões de uma auditoria do Tribunal de Contas (TC), divulgada nesta segunda-feira, o presidente da APHP, Artur Osório, lembra que em Março do ano passado a associação “já havia alertado para o facto de estarem a ser celebrados acordos de cooperação entre o Estado e o  HCV sem que se tivessem realizado quaisquer análises de custo-benefício e sem garantias de gestão racional dos dinheiros públicos”. E volta a reclamar a realização de concursos públicos.

Não há nada contra este óptimo Hospital da Cruz Vermelha, bem pelo contrário, mas as regras têm que ser iguais para todos. O Estado é que passa a vida a esquercer-se disso.

 

 


O loteamento dos Hospitais Centrais de Lisboa - São José

Tal como para o Hospital Miguel Bombarda já corre o projecto imobiliário para ser construído em substituição do actual Hospital de S. José. Muito betão (habitação e hotéis) e uma só biblioteca. A ganância imobiliária não recua perante a História. (...) Nos últimos anos o Hospital tem vindo a modernizar-se com os limites decorrentes da sua origem conventual. Tal como em todos os outros hospitais do grupo nele se pratica uma medicina moderna em edifícios velhos e reconstruídos. Juntando ciência e arte naquele que é um dos mais importantes monumentos de Lisboa."

 

O loteamento dos quatro hospitais da Colina de Santana - Miguel Bombarda

Os chamados Hospitais Centrais de Lisboa vão ser fechados e substituídos pelo Novo Hospital de Todos os Santos ( parece que não poderá chamar-se assim porque o nome já foi registado). Até aqui tudo bem. São velhos hospitais que já cumpriram mas que já não estão em condições para prestarem os cuidados médicos oferecidos por uma medicina assente em alta tecnologia.

Particularmente, os quatro hospitais da Colina de Santana têm uma situação soberba para serem objecto de cobiça imobiliária. E, pé ante pé, já apareceram uns projectos de arquitectura . Sem concurso público e sem discussão pública. E, claro, os projectos deitam abaixo tudo o que podem para construir o máximo possível de habitação e hotelaria.

É o caso especifico do Hospital Miguel Bombarda (...) "Não existe em Portugal, e talvez em nenhum outro país, um conjunto como este, íntegro em todas as suas valências" .

É preciso reforçar as urgências da Psiquiatria

Num dia difícil para mim e doloroso para o meu filho, tivemos que ser socorridos no hospital Garcia da Horta. Após umas horas havia a suspeita que o meu filho teria fracturado o maxilar. A cirurgia maxilo-facial  apenas existia nas urgências nocturnas no Hospital de S. José. Lá fomos para S. José às tantas da manhã. Felizmente que não se confirmou a fractura. Lembro-me que tivemos que esperar algumas horas porque a equipa de cirurgiões estava a operar uma emergência.

Não pode deixar de ser assim. Mas os neoconservadores falam do que não sabem e só lhes interessa causador problemas. O programa em curso das urgências nocturnas hospitalares não vai fechar nenhuma urgência. Vai, isso sim, concentrar nos dois hospitais Universitários de Lisboa, certas valências que, pela sua complexidade e menor procura, não justificam estarem dispersas por várias urgências.

Sempre foi assim e não há nada que possa mudar isto por mais imprecisões e mentiras que se inventem. Por exemplo, a Psiquiatria, face às posições tomadas pelos neoconservadores, vai ter trabalho a dobrar. Mais cedo que tarde!

E, há, naturalmente, o interesse das corporações que não querem mudar.

A cada quatro devoluções um hospital sem custo para o estado

O governo prepara-se para devolver uma série de hospitais às Misericórdias que foram nacionalizados após o 25 de Abril. Um dos critérios exigidos é que as Misericórdias assegurem uma poupança de 25% face ao que o estado gasta actualmente. O nível de qualidade dos hospitais entregues às Misericórdias dá plena garantia ao estado. São três dezenas de hospitais que serão objecto de contratos a cinco anos renováveis. Com investimentos a desenvolver e os níveis quantitativos e de qualidade a cumprir. Estes contratos serão efectuados em "pacotes de três ou quatro" por forma a que a transição se faça sem atropelos, começando pelos mais pequenos e terminando nos mais complexos como é o caso do Hospital de Santo António no Porto ( que pertence à Misericórdia do Porto e é um hospital central e universitário).

A Associação Portuguesa de Hospitalização Privada já reagiu exigindo um concurso público internacional com caderno de encargos devidamente elaborado.

O que não se duvida é que a experiência das Misericórdias na gestão dos hospitais garante um resultado que muito beneficiará doentes e contribuintes.