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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Mais 19 hospitais privados que se juntam aos 114 existentes

Para quem quer ver, a realidade hospitalar nacional é mais que clara. Se não houvesse procura - e os portugueses procuram livremente- os privados não responderiam com mais oferta.

Para os administradores ​​​​​​​hospitalares, estes números são sinal da confiança que se vive no setor privado, em parte por causa da descrença no serviço público.

"Isto quer dizer desde logo que há aqui uma procura. Naturalmente os investimentos começaram a ser feitos nas grandes cidades, em Lisboa e depois no Porto. Mas de facto também têm sido feitos investimentos noutros pontos do país - Madeira, Açores, Vila Real, Viseu", refere o presidente da Associação da Portuguesa de Hospitalização Privada.

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Se o doente for a prioridade maior todos entendem

O que se pode esperar de um Serviço Nacional de Saúde que acumula listas de espera de meses ? Que resposta dar a um utente do SNS que se vê forçado a esperar meses (ou anos) por uma cirurgia num hospital público quando ela poderia realizar-se, de pronto, numa instituição não-estatal a preço equivalente?

É esta a questão que não tem refúgio porque há que escolher entre a ideologia que privilegia a relação entre o público e o privado e a prioridade a que o doente tem direito. 

E, sim, o preço é equivalente como não pode deixar de ser . O argumento que o dinheiro dos impostos é público e, como tal, não deve ser usado na privada, é de uma hipocrisia sem nome só possível em radicalismos ideológicos cegos.

Usam o benevolente desejo de não quererem extinguir o sector privado desde que os doentes o paguem, assim deixando quem não pode pagar a morrer nas listas de espera. 

É estúpido, inaceitável e desumano .

O Prof Louçã está a perder qualidades

Eu gosto do Prof Louçã. Não concordo com ele em muitas coisas mas reconheço-lhe inteligência, coerência e conhecimento. Mas com a aproximação ao poder o Professor está a perder qualidades.

O presente texto é disso bem elucidativo.

A gestão privada de um hospital público baseia-se num orçamento negociado entre o estado e a entidade privada, objectivos a concretizar mensuráveis e no exercício da exploração  com aplicação das regras e Leis aplicáveis nas organizações privadas.

É preciso fazer uma compra de elevado montante de medicamentos ? Os privados negoceiam com os dois ou três fornecedores que lhes asseguram qualidade e prazos de entrega e escolhem o melhor preço. No público faz-se um concurso público e ganha quem cumpre as regras do concurso o que nem de perto nem de longe assegura o melhor preço/qualidade.

A gestão privada tem uma flexibilidade que a gestão pública não tem. Se a mesma equipa de gestão trabalhar num ambiente privado consegue melhores resultados que num ambiente público. Só quem está preso em ideologias é que não reconhece o que é evidente.

Quando Louçã fala em milhões de euros que são entregues aos privados está a empurrar-nos para uma mentirinha. Os milhões são para aplicar no pagamento dos custos do exercício, não são para remunerar a gestão.

É por estas razões que as universidades há muito que exigem autonomia na gestão, aplicação dos princípios administrativos da  gestão privada e responsabilidade para responder perante os resultados segundo os objectivos negociados.

O Prof Louçã que estudou estes assuntos na mesma universidade em que eu estudei e onde é professor ( eu só fui aluno) sabe bem que é assim. Outra coisa bem diferente é o Estado onde o prof vê todas as qualidades e méritos para gerir os nossos impostos se comporta como um facínora e oferece contratos aos privados que são autênticos roubos ( energia, comunicações, água, pontes sobre o Rio Tejo, transportes...)

São más as PPPs ? A responsabilidade é da gestão pública que aceita os respectivos termos .

A actividade dos hospitais privados cresceu acima da dos hospitais públicos

Em 2017 a actividade dos hospitais privados cresceu acima da dos hospitais públicos. Porque será ?

Com a degradação dos serviços hospitalares públicos é muito natural que os doentes fujam das listas de espera de meses e das urgências a abarrotar de gente. O que fica para reflectir ( para quem está de boa fé) é o que aconteceria se o SNS fosse um monopólio do Estado. Sem opção o que seria dos doentes sem os milhões de consultas e de cirurgias realizadas nos hospitais privados ?

Mais uma prova de que para o BE e para o PCP as pessoas não contam no altar da ideologia.

Um seguro público pago por todos para salvar o SNS

A oferta de saúde pública, social e privada instalada já não é suficiente para a procura. As listas de espera de mil dias para uma consulta não deixa lugar a dúvidas.

Há muitas experiências internacionais que podem ser replicadas, como é o caso da Holanda, dos Países Nórdicos, da Bélgica, da Alemanha ou da França. Em Portugal, no estado em que está a assistência pública, ninguém poderá ficar isento de contribuir para o seguro público, mesmo que tenha adquirido um seguro privado. O seguro privado, mesmo que tenha vantagens momentaneamente aparentes, nunca poderá garantir os níveis de cobertura e duração que um seguro público – semelhante à ADSE que teria de se converter para este modelo mais expandido – terá de garantir.

Se deixarmos o PCP e o BE fecham este moderno e eficaz hospital

É o hospital do SAMS . Vim de lá agora com a mãe do meu filho. Moderno, limpo, sem atrasos e sem greves.

Faz centenas de milhar de consultas/ano e exames médicos com a tecnologia mais avançada e dezenas de milhar de cirurgias .

Como é propriedade e é gerido pelo sindicato dos bancários de Sul e Ilhas talvez se safasse ao zelo censor e monopolista do estado mas só por isso. Porque na cartilha cega e bafienta dos comunistas do PCP e do BE os hospitais deviam pertencer todos ao estado.

Não interessa que este e os outros hospitais privados tratem milhões de doentes assim aliviando a dor a estes e aliviando o sufoco aos hospitais do Serviço Nacional de Saúde. Analisada a questão pelo lado dos doentes este e os outros hospitais privados juntamente com os hospitais públicos fazem parte do Sistema Nacional de Saúde felizmente bem mais amplo que o SNS.

Mas o verdadeiro problema para o PCP e BE é que o bem estar dos doentes não interessa muito. O que interessa é que um qualquer sindicato dos enfermeiros consiga impedir com uma greve que 500 doentes por dias sejam operados.

A ideologia não trata doentes nem encurta filas de espera de centenas de milhar de doentes.

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Basta perceber qual é o supremo interesse dos doentes

Há cada vez mais doentes dos hospitais públicos enviados para os hospitais privados. E a razão é simples. Os hospitais públicos não têm capacidade para os tratar dentro de prazos medicamente razoáveis. O que é que não percebem ?

Já há mais hospitais privados ( 116) do que públicos ( 115) e há mais de dois milhões de portugueses que são tratados nos hospitais privados. Se mesmo assim as listas de espera no público não param de crescer o que seria se não houvesse esta capacidade instalada privada ? Sofriam e morriam os doentes .

Em julho e agosto bateram-se recordes na emissão de vales-cirurgia, adianta a Associação de Hospitalização Privada. Dados de duas unidades privadas, de Lisboa e Porto, servem de exemplo: até ao final de julho realizaram mais operações ao abrigo do Sistema Integrado de Gestão de Inscritos para Cirurgia do que em todo o ano passado.

Para certa esquerda os doentes não interessam nada .

Para ir a um hospital privado é preciso ser rico ?

Não, não é. É só preciso estar doente e não ter acesso a um hospital público. E não ter acesso a um hospital público é entrar nas listas de espera que chegam a mais de um ano. Não vale a pena embrulhar a questão.

É que o PCP defende que a saúde privada é um negócio, logo, uma coisa diabólica, mas António Filipe com a sua ida a um hospital privado mostra que para um doente o que lhe interessa mesmo é ser bem tratado da sua doença.

Tal como na Educação, ao aluno não interessa que a escola seja pública ou privada, interessa que seja boa . Ao PCP interessa que seja pública . O PCP na Saúde e na Educação não defende o interesse de doentes e alunos.

O problema do Partido Comunista é ideológico . O problema para quem defende o privado em paralelo com o público é o alargamento de oportunidades de oferta disponíveis na sociedade.

E foi só por isso, por haver vários prestadores do serviço que António Filipe escolheu um hospital privado. Não foi por ser comunista nem por ser rico .

 

Um comunista num hospital privado

Governos funcionais que tomam as medidas que interessam à maioria dos governados e não governos ideológicos que partilham uma cartilha. Foi assim que chegamos ao que se passa na China - um país dois sistemas - onde um partido único comunista segue as medidas capitalistas na economia.

Por cá sorte a de António Filipe que tem alternativa e ADSE. Azar dos utentes do público que encontram hospitais do Estado a rebentar pelas costuras, com gigantescas listas de espera, sem meios e com falta de pessoal. E, quem sabe, com uma manifestação da CGTP à porta que grita contra o orçamento de austeridade que, imagine-se, foi também aprovado pelo PCP.

Diz o PCP e o BE que a saúde não é um negócio é um direito mas, o que estes partidos nunca perceberão é que, ao doente, o que interessa mesmo é ser bem tratado.

As 35 horas nos hospitais públicos e as 40 horas nos hospitais privados

Há cada vez mais utentes na saúde privada. Até já há mais hospitais privados e com a implementação das 35 horas nos hospitais públicos o custo vai subir ( são precisos mais profissionais ), as listas de espera vão crescer e, naturalmente, haverá mais procura nos privados.

Depois queixam-se que a saúde não é um negócio sem perguntar nada aos doentes que esperam meses ou mesmo anos para serem operados.

O líder social-democrata diz que a medida de redução da carga horária semanal, que se aplica ao setor da saúde a partir de domingo, foi tomada “por necessidade político-partidária e não por estratégia de gestão da administração pública”.

O custo político da solução parlamentar encontrada é muito cara . Esta medida das 35 horas é uma exigência do PCP e do BE.