Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BandaLarga

as autoestradas da informação

BandaLarga

as autoestradas da informação

O SNS não respondeu nem podia responder sózinho

A meio da pandemia ao SNS faltavam médicos e enfermeiros, máscaras e luvas, camas de cuidados intensivos e ventiladores.

A estratégia foi impedir que os doentes com coronavírus entupissem os hospitais do SNS. Para isso, o SNS mobilizou todos os recursos para combater a epidemia deixando para trás milhares de doentes sem cirurgias, sem consultas e sem exames e análises.

Para estes doentes - cancro, cardíacos, diabéticos e tantos outros- a DGS não chamou, numa estratégica concertada, os hospitais privados e sociais. Preferiu aumentar as listas de espera que saltaram dos 150 000 doentes habituais para os 400 000 ou mais do que isso.

Esta decisão é puramente ideológica, preferindo deixar sem tratamento milhares de doentes para dar a evidência toda aos hospitais públicos.

A para disto temos os médicos e enfermeiros a trabalhar 24 horas sobre 24 horas, exaustos e sem serem pagos pelas horas extras a que têm direito.

Quando há uma solução para os doentes e não se acciona essa solução por razões ideológicas e economicistas é nosso dever indignarmo-nos.

Lembram-se daqueles medicamentos que salvam vidas mas que por serem caros há doentes que morrem sem terem acesso ao tratamento ?

As situações são iguais. Só que num caso está o SNS no outro estão as milionárias farmacêuticas.

Cinco hospitais privados com 330 camas e 80 camas com ventilador

Mal seria que a oferta privada instalada no país não fosse aproveitada para responder à procura na luta contra o Covid-19.

"Se nós temos os recursos que temos em Portugal este é o momento de facto para todos contribuirmos para a luta contra a covid-19 e, portanto, havendo hospitais privados e hospitais do setor social que podem fazer face a uma série de necessidades é importante que os recursos estejam ao dispor de todos"

Para o presidente da APHP, a norma da Direção-Geral da Saúde sobre a fase de mitigação da pandemia da covid-19, que envolve todo o sistema de saúde, público e privado, "é muito clara", "positiva e certeira. Aquilo que se pretende é uma articulação de todo o sistema de saúde, os portugueses não compreenderiam que fosse de outra forma".

Cinco hospitais privados de Lisboa, Porto e Algarve, com 330 lugares disponíveis e 80 camas de cuidados intensivos ( com ventiladores), podem a partir desta quinta-feira receber doentes com covid-19

Além destes, há "uma série de dezenas de outros hospitais" privados que vão articular-se com as Administrações Regionais de Saúde (ARS) ou com os hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) no sentido de terem internamentos, fazerem cirurgias ou outro tipo de episódios clínicos que não possam ser feitos nos hospitais públicos.

Estudo da Ordem dos Médicos denuncia graves carências de material médico

Bloco de Esquerda prefere a lista de espera para os doentes aos hospitais privados

E os doentes que se quilhem como se diz na minha terra. Enquanto os hospitais públicos estão assoberbados com a pandemia mais doentes "normais" serão empurrados para a lista de espera de consultas e cirurgias. Mas isso, o sofrimento dos doentes, interessa pouco ao BE.

Investir no SNS para tratar estes doentes que estão fora dos cuidados hospitalares, mesmo que possível( que o Estado tivesse dinheiro) só traria resultados daqui a uns largos meses. Pois se até faltam coisas tão simples como máscaras e luvas passados quatro meses !

Mas isso importa pouco, a oferta instalada e em funcionamento pronta para continuar a salvar vidas, sendo privada, não serve. Antes morrer.

O problema é que um médico intensivista demora 12 anos a formar. Era bom que o BE soubesse alguma coisa sobre hospitais e tivesse respeito pelos doentes.

O Estado totalitário - a seguir à emergência a requisição civil

A extrema esquerda não consegue conter-se e já fala na requisição civil dos hospitais privados. A seguir ao estado de emergência a requisição civil . Para quem acha que PCP e BE são partidos democráticos o canto da sereia mostra como estão enganados.

E também já apareceu " Um gabinete de monitorização" uma espécie de "economia planificada" tipo ex-URSS . O assalto dos mesmos de sempre está à vista.

Os inimigos da Democracia não perdem tempo nem a oportunidade .

No dilema entre segurança e liberdade é necessário manter uma certa desconfiança em relação ao exercício do poder por parte do governo e mais ainda na ausência de travões constitucionais. A este respeito, seria importante que o intervencionismo estatal, anunciado para os próximos meses, não resultasse em ainda maior intervenção do Estado.

Deste modo, o apoio estatal,  deveria incidir essencialmente no pagamento dos salários das pessoas colocadas em “lay-off”, no alargamento do âmbito e das condições de atribuição do subsídio de desemprego, e no alívio da tesouraria das empresas através da redução da carga fiscal.

O Estado deveria também facilitar o financiamento da economia através do reforço do sistema bancário de garantias mútuas, mas sem impor condições irrealistas quer às empresas quer aos bancos. Tudo o mais levará à criação de outros problemas.

António Costa esteve bem ao opor-se às propostas do PCP e do BE . Eu sou um social-democrata disse o primeiro ministro na Assembleia da República.

 

Sob as orientações da DGS hospitais privados recebem infectados

Os hospitais privados entram agora na linha da frente para combater o coronavírus.

“Se, até ao momento, e sempre de acordo com as orientações da DGS, os doentes covid-19 recebidos nos hospitais privados tinham que ser encaminhados para hospitais do SNS [Serviço Nacional de Saúde] se necessitassem de internamento, a partir de agora, e ‘dentro das possibilidades de cada hospital, os hospitais privados assegurarão o internamento dos seus doentes diagnosticados com covid-19 e cujo internamento se justifique clinicamente. O mesmo acontecerá com os cuidados intensivos’”, lê-se num comunicado da Associação Portuguesa de Hospitalização Privada (APHP), que cita o seu presidente, Óscar Gaspar.

Os hospitais privados ‘estão também disponíveis para receber, cuidar e internar utentes que libertem os hospitais do SNS para o tratamento das pessoas infetadas com covid-19, quer no que respeita a espaço, quer no que respeita a meios humanos e técnicos. Os hospitais privados participam incondicionalmente no esforço de saúde e farão a necessária articulação com o SNS, tal como é do conhecimento da DGS e da ACSS’”, lê-se no comunicado.

Como é racional e do interesse dos doentes.

A ideologia ( SNS) não chega para vencer o coronavírus

Só agora a tutela marcou uma reunião com a Associação dos Hospitais Privados. Porquê só agora ? Deixar de fora o sector privado, o social e o militar não é racional, é ideológico e mostra bem como em Portugal a ideologia se sobrepoem a tudo. Mesmo ao interesse dos doentes.

Apesar disso os hospitais privados já deram público testemunho da sua total disponibilidade para libertar ventiladores e respectivas equipas, bem como preparar instalações para receber doentes.

E nós? Estaremos preparados? Dispomos dos kits de diagnóstico em número suficiente para as necessidades? Temos o material de protecção para todos os profissionais de Saúde? Camas de cuidados Intensivos apetrechadas e em número suficiente? Há uma cadeia de comando operacional que chegue a todo o lado e saiba dizer o que e como agir?

As declarações dos responsáveis focaram quase exclusivamente o SNS, como se este combate fosse só uma batalha do serviço público, ou dela tivéssemos que retirar dividendos duma opção política em detrimento de outras. Foi um erro, não ter logo e publicamente, convocado todos, do sector privado ao social, à organização militar, a todos, para este combate global.

É indispensável que os nossos responsáveis na Saúde ultrapassem as fronteiras do SNS e se assumam na abrangência global da sua responsabilidade nacional na Saúde. Esta atitude não serviu nenhum propósito, empobreceu-nos a todos, impediu diálogo construtivo e extremou posições. Só agora haverá uma reunião com a Associação que representa os prestadores privados. Porque não desde o início? O SNS português, como qualquer outro, não pode vencer sozinho esta batalha, cujo impacto é enorme e se prolongará no tempo, nomeadamente para todos aqueles que necessariamente necessitam de tratamento e vêm essa oportunidade adiada.

Matar a ADSE que leva funcionários públicos a usar hospitais privados

Num país socialista, pobre e envelhecido, o objectivo em curso é matar a ADSE. Porque comete um pecado capital. Leva funcionários públicos a serem tratados em hospitais privados.É a isto que chegamos no único pais socialista da Europa.

O colapso da ADSE é o melhor exemplo do fracasso deste Governo e da nossa esquerda: ou não fazem nada, deixam andar, outros que resolvam; ou atacam os maléficos “privados”. Acabaram com os colégios que faziam serviço público, estão a acabar com as PPP na saúde, querem destruir a ADSE que leva os funcionários públicos a usar hospitais privados. Chegará a altura em que Portugal será o único país socialista à face da terra. Mas o resultado habitual do socialismo já está aí: somos uma das sociedades mais envelhecidas e estagnadas do mundo.

Os hospitais públicos estão neste estado. Hospital Garcia de Orta - urgências em iminente colapso.

Mais 19 hospitais privados que se juntam aos 114 existentes

Para quem quer ver, a realidade hospitalar nacional é mais que clara. Se não houvesse procura - e os portugueses procuram livremente- os privados não responderiam com mais oferta.

Para os administradores ​​​​​​​hospitalares, estes números são sinal da confiança que se vive no setor privado, em parte por causa da descrença no serviço público.

"Isto quer dizer desde logo que há aqui uma procura. Naturalmente os investimentos começaram a ser feitos nas grandes cidades, em Lisboa e depois no Porto. Mas de facto também têm sido feitos investimentos noutros pontos do país - Madeira, Açores, Vila Real, Viseu", refere o presidente da Associação da Portuguesa de Hospitalização Privada.

hprivados.jpg

 

 

Se o doente for a prioridade maior todos entendem

O que se pode esperar de um Serviço Nacional de Saúde que acumula listas de espera de meses ? Que resposta dar a um utente do SNS que se vê forçado a esperar meses (ou anos) por uma cirurgia num hospital público quando ela poderia realizar-se, de pronto, numa instituição não-estatal a preço equivalente?

É esta a questão que não tem refúgio porque há que escolher entre a ideologia que privilegia a relação entre o público e o privado e a prioridade a que o doente tem direito. 

E, sim, o preço é equivalente como não pode deixar de ser . O argumento que o dinheiro dos impostos é público e, como tal, não deve ser usado na privada, é de uma hipocrisia sem nome só possível em radicalismos ideológicos cegos.

Usam o benevolente desejo de não quererem extinguir o sector privado desde que os doentes o paguem, assim deixando quem não pode pagar a morrer nas listas de espera. 

É estúpido, inaceitável e desumano .

O Prof Louçã está a perder qualidades

Eu gosto do Prof Louçã. Não concordo com ele em muitas coisas mas reconheço-lhe inteligência, coerência e conhecimento. Mas com a aproximação ao poder o Professor está a perder qualidades.

O presente texto é disso bem elucidativo.

A gestão privada de um hospital público baseia-se num orçamento negociado entre o estado e a entidade privada, objectivos a concretizar mensuráveis e no exercício da exploração  com aplicação das regras e Leis aplicáveis nas organizações privadas.

É preciso fazer uma compra de elevado montante de medicamentos ? Os privados negoceiam com os dois ou três fornecedores que lhes asseguram qualidade e prazos de entrega e escolhem o melhor preço. No público faz-se um concurso público e ganha quem cumpre as regras do concurso o que nem de perto nem de longe assegura o melhor preço/qualidade.

A gestão privada tem uma flexibilidade que a gestão pública não tem. Se a mesma equipa de gestão trabalhar num ambiente privado consegue melhores resultados que num ambiente público. Só quem está preso em ideologias é que não reconhece o que é evidente.

Quando Louçã fala em milhões de euros que são entregues aos privados está a empurrar-nos para uma mentirinha. Os milhões são para aplicar no pagamento dos custos do exercício, não são para remunerar a gestão.

É por estas razões que as universidades há muito que exigem autonomia na gestão, aplicação dos princípios administrativos da  gestão privada e responsabilidade para responder perante os resultados segundo os objectivos negociados.

O Prof Louçã que estudou estes assuntos na mesma universidade em que eu estudei e onde é professor ( eu só fui aluno) sabe bem que é assim. Outra coisa bem diferente é o Estado onde o prof vê todas as qualidades e méritos para gerir os nossos impostos se comporta como um facínora e oferece contratos aos privados que são autênticos roubos ( energia, comunicações, água, pontes sobre o Rio Tejo, transportes...)

São más as PPPs ? A responsabilidade é da gestão pública que aceita os respectivos termos .