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BandaLarga

as autoestradas da informação

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A actividade dos hospitais privados cresceu acima da dos hospitais públicos

Em 2017 a actividade dos hospitais privados cresceu acima da dos hospitais públicos. Porque será ?

Com a degradação dos serviços hospitalares públicos é muito natural que os doentes fujam das listas de espera de meses e das urgências a abarrotar de gente. O que fica para reflectir ( para quem está de boa fé) é o que aconteceria se o SNS fosse um monopólio do Estado. Sem opção o que seria dos doentes sem os milhões de consultas e de cirurgias realizadas nos hospitais privados ?

Mais uma prova de que para o BE e para o PCP as pessoas não contam no altar da ideologia.

Um seguro público pago por todos para salvar o SNS

A oferta de saúde pública, social e privada instalada já não é suficiente para a procura. As listas de espera de mil dias para uma consulta não deixa lugar a dúvidas.

Há muitas experiências internacionais que podem ser replicadas, como é o caso da Holanda, dos Países Nórdicos, da Bélgica, da Alemanha ou da França. Em Portugal, no estado em que está a assistência pública, ninguém poderá ficar isento de contribuir para o seguro público, mesmo que tenha adquirido um seguro privado. O seguro privado, mesmo que tenha vantagens momentaneamente aparentes, nunca poderá garantir os níveis de cobertura e duração que um seguro público – semelhante à ADSE que teria de se converter para este modelo mais expandido – terá de garantir.

Se deixarmos o PCP e o BE fecham este moderno e eficaz hospital

É o hospital do SAMS . Vim de lá agora com a mãe do meu filho. Moderno, limpo, sem atrasos e sem greves.

Faz centenas de milhar de consultas/ano e exames médicos com a tecnologia mais avançada e dezenas de milhar de cirurgias .

Como é propriedade e é gerido pelo sindicato dos bancários de Sul e Ilhas talvez se safasse ao zelo censor e monopolista do estado mas só por isso. Porque na cartilha cega e bafienta dos comunistas do PCP e do BE os hospitais deviam pertencer todos ao estado.

Não interessa que este e os outros hospitais privados tratem milhões de doentes assim aliviando a dor a estes e aliviando o sufoco aos hospitais do Serviço Nacional de Saúde. Analisada a questão pelo lado dos doentes este e os outros hospitais privados juntamente com os hospitais públicos fazem parte do Sistema Nacional de Saúde felizmente bem mais amplo que o SNS.

Mas o verdadeiro problema para o PCP e BE é que o bem estar dos doentes não interessa muito. O que interessa é que um qualquer sindicato dos enfermeiros consiga impedir com uma greve que 500 doentes por dias sejam operados.

A ideologia não trata doentes nem encurta filas de espera de centenas de milhar de doentes.

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Basta perceber qual é o supremo interesse dos doentes

Há cada vez mais doentes dos hospitais públicos enviados para os hospitais privados. E a razão é simples. Os hospitais públicos não têm capacidade para os tratar dentro de prazos medicamente razoáveis. O que é que não percebem ?

Já há mais hospitais privados ( 116) do que públicos ( 115) e há mais de dois milhões de portugueses que são tratados nos hospitais privados. Se mesmo assim as listas de espera no público não param de crescer o que seria se não houvesse esta capacidade instalada privada ? Sofriam e morriam os doentes .

Em julho e agosto bateram-se recordes na emissão de vales-cirurgia, adianta a Associação de Hospitalização Privada. Dados de duas unidades privadas, de Lisboa e Porto, servem de exemplo: até ao final de julho realizaram mais operações ao abrigo do Sistema Integrado de Gestão de Inscritos para Cirurgia do que em todo o ano passado.

Para certa esquerda os doentes não interessam nada .

Para ir a um hospital privado é preciso ser rico ?

Não, não é. É só preciso estar doente e não ter acesso a um hospital público. E não ter acesso a um hospital público é entrar nas listas de espera que chegam a mais de um ano. Não vale a pena embrulhar a questão.

É que o PCP defende que a saúde privada é um negócio, logo, uma coisa diabólica, mas António Filipe com a sua ida a um hospital privado mostra que para um doente o que lhe interessa mesmo é ser bem tratado da sua doença.

Tal como na Educação, ao aluno não interessa que a escola seja pública ou privada, interessa que seja boa . Ao PCP interessa que seja pública . O PCP na Saúde e na Educação não defende o interesse de doentes e alunos.

O problema do Partido Comunista é ideológico . O problema para quem defende o privado em paralelo com o público é o alargamento de oportunidades de oferta disponíveis na sociedade.

E foi só por isso, por haver vários prestadores do serviço que António Filipe escolheu um hospital privado. Não foi por ser comunista nem por ser rico .

 

Um comunista num hospital privado

Governos funcionais que tomam as medidas que interessam à maioria dos governados e não governos ideológicos que partilham uma cartilha. Foi assim que chegamos ao que se passa na China - um país dois sistemas - onde um partido único comunista segue as medidas capitalistas na economia.

Por cá sorte a de António Filipe que tem alternativa e ADSE. Azar dos utentes do público que encontram hospitais do Estado a rebentar pelas costuras, com gigantescas listas de espera, sem meios e com falta de pessoal. E, quem sabe, com uma manifestação da CGTP à porta que grita contra o orçamento de austeridade que, imagine-se, foi também aprovado pelo PCP.

Diz o PCP e o BE que a saúde não é um negócio é um direito mas, o que estes partidos nunca perceberão é que, ao doente, o que interessa mesmo é ser bem tratado.

As 35 horas nos hospitais públicos e as 40 horas nos hospitais privados

Há cada vez mais utentes na saúde privada. Até já há mais hospitais privados e com a implementação das 35 horas nos hospitais públicos o custo vai subir ( são precisos mais profissionais ), as listas de espera vão crescer e, naturalmente, haverá mais procura nos privados.

Depois queixam-se que a saúde não é um negócio sem perguntar nada aos doentes que esperam meses ou mesmo anos para serem operados.

O líder social-democrata diz que a medida de redução da carga horária semanal, que se aplica ao setor da saúde a partir de domingo, foi tomada “por necessidade político-partidária e não por estratégia de gestão da administração pública”.

O custo político da solução parlamentar encontrada é muito cara . Esta medida das 35 horas é uma exigência do PCP e do BE.

Já há mais hospitais privados do que públicos

Se há cada vez mais atrasos e filas de espera para consultas e cirurgias nos hospitais públicos havia de ser bonito se não existissem os hospitais privados.

Era uma ultrapassagem esperada há já algum tempo. Pela primeira vez, o número de unidades de saúde privadas em Portugal ultrapassou as públicas. Em 2016, existiam, segundo os dados agora divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), 225 hospitais no nosso país, sendo que 114 eram privados e 111 pertenciam ao Serviço Nacional de Saúde.

Ao longo dos 10 anos em análise “os hospitais privados ganharam importância na prestação destes cuidados, com um valor (1,2 milhões de atendimentos) que duplica o de 2006 (cerca de 600 mil atendimentos)”, refere o INE.

Segundo o INE, o aumento no número de consultas médicas ocorreu principalmente nos hospitais privados.

O número de consultas médicas na unidade de consulta externa dos hospitais aumentou 2,8% entre 2015 e 2016, de forma mais expressiva nos hospitais privados (+7,9%) do que nos hospitais públicos ou em parceria público-privada.

Em 2016, os hospitais privados foram responsáveis por 34% do total de consultas (mais 484 mil consultas face ao ano anterior, o que representa 90,7% do aumento total de consultas).

E à medida que a prestação do serviço no SNS se degrada aumenta a procura nos hospitais privados. A bem dos doentes

 

Cuidado que os hospitais privados podem ter lucro

Milhares de doentes necessitados de cirurgia esperam muito para além do prazo considerado seguro. Entretanto os hospitais privados que podem fazer estas cirurgias estão com capacidade não utilizada. Importa a saúde dos doentes ? Não, o problema mesmo é que os hospitais privados possam ter lucro.

No CTHS estão cerca de 13 mil doentes em lista de espera para a primeira consulta, quatro mil que aguardam cirurgia e mais de 500 com processos pendentes. Também no Centro Hospitalar do Baixo Vouga foram detetados agendamentos falsos para contornar os prazos máximos impostos por lei.

Já existe a possibilidade de estes doentes serem transferidos para os privados ao abrigo do "cheque-cirurgia" mas nem assim. A ideologia fala mais alto que as necessidades e a saúde dos doentes. O estado único prestador de cuidados médicos dá nisto em que os únicos prejudicados são os doentes

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Sem os hospitais privados o SNS colapsava

Em 2015 os hospitais privados fizeram mais um milhão de consultas e urgências relativamente a 2014. No total 8,6 milhões de consultas e urgências.

Os utentes da ADSE recorrem cada vez mais aos privados e há cada vez mais seguros de saúde. Mais e melhor acessibilidade, menor espera e qualidade são os atributos que levam os doentes ao sector privado. Calcule-se o pandemónio no SNS se tivesse que acomodar mais este nível de procura. Colapsava.

Em 2014, 2,2 milhões tinham um seguro, refere a Associação Portuguesa de Seguradores.

O contínuo crescimento dos grupos privados, que passaram de uma faturação de 750 milhões de euros para 1855 em 2015 (valores estimados), deve-se em parte a uma maior procura da parte de beneficiários da ADSE. O DN noticiou ontem que a despesa média por utente cresceu 46% em cinco anos porque quem tem ADSE opta cada vez mais pelo setor privado. Um sistema que deverá ser alargado.

Constantino Sakellarides, consultor do Ministério da Saúde, disse ao DN que é urgente a mudança na ADSE, que tem de ser "bem gerida, devidamente remunerada e ter em conta que não se pode alargar a um ponto em que passe a haver um SNS dos pobres". O SNS deverá ser transformado para que as pessoas, em particular a classe média que o sustenta, o apreciem e o reconheçam como algo deles".

A existência de dois sistemas em complementariedade relança a inovação e a qualidade.