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BandaLarga

as autoestradas da informação

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A ideologia ( SNS) não chega para vencer o coronavírus

Só agora a tutela marcou uma reunião com a Associação dos Hospitais Privados. Porquê só agora ? Deixar de fora o sector privado, o social e o militar não é racional, é ideológico e mostra bem como em Portugal a ideologia se sobrepoem a tudo. Mesmo ao interesse dos doentes.

Apesar disso os hospitais privados já deram público testemunho da sua total disponibilidade para libertar ventiladores e respectivas equipas, bem como preparar instalações para receber doentes.

E nós? Estaremos preparados? Dispomos dos kits de diagnóstico em número suficiente para as necessidades? Temos o material de protecção para todos os profissionais de Saúde? Camas de cuidados Intensivos apetrechadas e em número suficiente? Há uma cadeia de comando operacional que chegue a todo o lado e saiba dizer o que e como agir?

As declarações dos responsáveis focaram quase exclusivamente o SNS, como se este combate fosse só uma batalha do serviço público, ou dela tivéssemos que retirar dividendos duma opção política em detrimento de outras. Foi um erro, não ter logo e publicamente, convocado todos, do sector privado ao social, à organização militar, a todos, para este combate global.

É indispensável que os nossos responsáveis na Saúde ultrapassem as fronteiras do SNS e se assumam na abrangência global da sua responsabilidade nacional na Saúde. Esta atitude não serviu nenhum propósito, empobreceu-nos a todos, impediu diálogo construtivo e extremou posições. Só agora haverá uma reunião com a Associação que representa os prestadores privados. Porque não desde o início? O SNS português, como qualquer outro, não pode vencer sozinho esta batalha, cujo impacto é enorme e se prolongará no tempo, nomeadamente para todos aqueles que necessariamente necessitam de tratamento e vêm essa oportunidade adiada.

A fusão dos hospitais militares

Quarenta anos passaram desde o fim da guerra colonial para que fosse possível encerrar quatro velhos e ineficazes hospitais num só hospital militar novo e com capacidade para prestar serviços de qualidade. Calcule-se quanto custou ao país esta teimosia de manter operacionais velhos hospitais sem condições. Tal como acontece com os velhos hospitais centrais de Lisboa. Elevados custos de manutenção, ineficiências a todos os níveis e prestação de maus serviços. Se fizermos uma conta simples percebemos a verdadeira dimensão do problema. O país tem cerca de 30 000 militares. Se multiplicarmos por três ( elementos do agregado familiar em média) chegamos a 90 000 potenciais doentes. Ora 90 000 doentes não chegam para constituir a "massa crítica" de procura de um hospital por forma a manter elevados níveis de qualidade e de aproveitamento dos equipamentos e recursos humanos existentes. Mas parece que há por aí "tropa" zangada. Querem ser ouvidos.