Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BandaLarga

as autoestradas da informação

BandaLarga

as autoestradas da informação

Mães saltam de "hospital em hospital"...públicos

Quando a Ordem dos médicos avisa para as más condições das maternidades no sul do país.Quando as mães viajam 200 kms desde o Algarve para encontrarem um hospital que as receba. Quando morrem doentes em lista de espera o que é que nos propõem?

Tudo menos encaminhar os doentes para os hospitais privados,mesmo que acessíveis e preparados. É preferível os doentes correrem riscos do que o PCP e o BE correrem o risco de ver os empresários da saúde terem lucro.

Alguém com um mínimo de senso aceita esta ideologia que troca vidas pelo ódio? Mas andam por aí a defenderem o bem do povo, o mesmo povo que deixam a sofrer em listas de espera, já que os que podem são tratados em bons hospitais privados.

Mais um inquérito, mais uma morte de um bebé aos pés da ideologia comunista.

Ninguém é obrigado a frequentar uma má escola ou um mau hospital

listas.jpg

Em apenas seis meses cresce para 132 000 o número de utentes tratados fora da área de residência.Ninguém é obrigado a aceder a um mau hospital ou a uma má escola. Ninguém é obrigado a morrer enquanto espera por uma cirurgia. Ninguém é obrigado a ficar para trás só porque frequenta uma má escola pública.

É que são os mais pobres os prejudicados.

 

O BE sabe disto ?

Novas instalações num hospital com gestão social da Misericórdia de Serpa.

A resposta a necessidades do SNS, explicou, será dada no âmbito do acordo de cooperação celebrado em 2014 e que permitiu passar em 2015 a gestão do Hospital de São Paulo da esfera pública, a cargo da Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo, integrada no SNS, para a do setor social, feita pela SCMS.

Através de uma adenda ao acordo, assinada em 2018, a abrangência do Hospital de São Paulo, que continua a ser uma reposta do SNS, mas é gerido pela SCMS, foi alargada a utentes dos hospitais e centros de saúde públicos dos distritos de Beja, Évora e Faro.

Para o BE estas parcerias são anestesias dolorosas.

Seriam necessários 5 anos para substituir os serviços prestados pelos hospitais privados

Cinco anos não é pouca coisa e penso mesmo que sendo muito está muito aquém da realidade.

Para o Serviço Nacional de Saúde (SNS) conseguir absorver o recurso aos setores privado e social teria de garantir os exames feitos em laboratórios privados, reduzir os tempos de espera de consultas, de cirurgias, acabar com o modelo das unidades hospitalares geridas por parcerias público-privadas (PPP) e investir em profissionais e equipamentos. "No mínimo estamos a falar de cinco anos", aponta o presidente da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares, Alexandre Lourenço.

Para já o que está em discussão são as PPP de gestão privada nos hospitais públicos, porque se estivéssemos a falar das PPP de concepção/construção/equipamento o prazo seria bem mais longo e o investimento está fora da capacidade financeira do Estado ( veja-se que está em curso a PPP para a concepção/construção/equipamento do novo hospital de Lisboa um investimento de 330 milhões que os privados vão realizar ).

Em Portugal existem 118 hospitais privados e 117 hospitais públicos uma oferta que, tendo em consideração as listas de espera para consultas e cirurgias, não satisfaz a procura.

Não será com menos oferta que satisfaremos uma maior procura

 

Os privados na saúde crescem porque são procurados pelos doentes

E são procurados porque os doentes não conseguem aceder aos hospitais públicos ? E a razão é qual ? O Estado não investe o suficiente na construção, equipamento e na formação de pessoal ? E não investe porquê ? Não tem dinheiro !

Então qual é a culpa dos privados ? Não investem também ? Mas então, dessa forma os doentes não são tratados nos prazos medicamente aconselhados. Aguentam a dor ou morrem sem tratamento. É isto que queremos ?

Os que exultam com os mil milhões que foram para salários e pensões são os mesmos que se queixam de o SNS estar sub-financiado. Mas então o que é que não percebem ? São os mesmos que apoiam a luta dos professores e de todas as outras carreiras de funcionários públicos que querem a reposição dos rendimentos.

Mas se isto das finanças públicas é aritmética da mais simples o que é que esperam ? Vamos aumentar o défice, aumentar a dívida e os juros que a república paga aos credores ?

É que assim o Estado já tem dinheiro para construir o maior hospital do país ( hospital de Todos os Santos) que vai ser uma parceria pública-privada com os privados a investir na construção e equipamento. Ainda não se sabe se será uma PPP na Gestão .

Então vamos deixar morrer o SNS assassinando os hospitais privados ?

Se um dia os hospitais públicos tiverem o monopólio da prestação de cuidados hospitalares

É dificil encontrar maior vergonha do que esta greve dos enfermeiros.

Ao final da tarde desta quinta-feira, a Ordem dos Médicos do Norte denunciou alguns dos métodos dos enfermeiros que participam nos piquetes de greve, que estarão a entrar nos blocos operatórios e a obrigar os médicos a suspender as cirurgias.

Euforicamente reclamam 3 000 cirurgias programadas não efectuadas que o SNS não conseguirá recuperar nos próximos dois anos. E como o PCP e o BE não autorizam que os doentes sejam intervencionados nos hospitais privados - o dinheiro é público - os doentes podem morrer .

É nisto no que dá os extremismos e a ideologia cega. Uma greve de terror

 

O diabo chegou perguntem ao PCP e ao BE

Parece-me claro que haverá legislativas, antecipadas, em Junho de 2019. O PC não está disponível para "aprovar" mais nenhum esboço orçamental (leia-se: programa de estabilidade em Abril de 2019) após Outubro deste ano. O BE, hoje ridicularizado por Carlos César, está na condição de "idiota útil" do PS.

Marcelo lá terá de dissolver o Parlamento. Castigo.

Chegamos a isto: O PS, de César e Costa, o segundo partido mais votado, porta-se como governo de maioria absoluta. Trata a Catarina e as Mortáguas "abaixo de cão", impõe o défice e lembra que não há "ultimatos", antes "um preço a pagar" se "esticarem a corda"... Chantagem política, portanto.
É chato, mas a verdade que elas, as cínicas "manas", gulosas para serem ministeriáveis, merecem o canino tratamento.
Mas isto não é a Política; é a perversão da democracia...

Recordo bem, em 2015 e 2016, quando Centeno (e Costa) garantia que era possível pagar salários e Saúde, Educação, Investimento, tudo ao mesmo tempo: esse era, afinal, o significado de "virar a página da austeridade".
Pois, parece que não. Agora, "é preciso fazer escolhas", diz Centeno ao BE e PC.
Ah... e por ele, já escolheu: as contas públicas estão primeiro!

Para muita gente que anda nos hospitais, o diabo chegou.

A presente austeridade afunda contas dos hospitais

Só três hospitais apresentam contas equilibradas . O governo diz que os culpados são os gestores mas estes dizem que o culpado é o governo.

"Os hospitais têm de pedir autorização caso a caso para contratar, o que pode gerar situações em que a falta de profissionais leva ao adiamento de procedimentos, o que gera desperdício. Quando temos de fazer uma compra, o processo demora meses e muitas vezes recorre-se a ajustes diretos, que também não é o método mais eficiente." Argumentos partilhados pelos médicos, com o bastonário a questionar se o ministro "se refere à castração imposta pelo poder central na flexibilidade da gestão que poderia permitir uma resposta mais adequada das administrações hospitalares às necessidades das populações que servem". Para Miguel Guimarães, "o problema da falência técnica dos hospitais e o descontrolo das dívidas hospitalares é da responsabilidade dos ministros das Finanças e da Saúde" .

Alexandre Lourenço lembra que 2018 é, desde 2010, "o ano com as transferências mais baixas do Orçamento do Estado para a Saúde em percentagem do PIB, isto quando os hospitais são confrontados com reposicionamentos salariais, com a lei das 35 horas de trabalho". Isto apesar de o orçamento da área ter aumentado mais de 4%, para 10,2 mil milhões de euros. "Vai haver sempre derrapagem enquanto o orçamento não for real, quando temos mais produção sem mais investimento",

 

O Estado subsidia os doentes não os hospitais privados

Catarina Martins diz que o Estado transfere para os hospitais privados 30% do total orçamentado ( 8 600 milhões de euros ) o que é uma redonda mentira.

O que o estado faz é pagar aos privados o que o SNS não é capaz de fazer. Tratar a tempo e horas todos os doentes. A não ser que ao BE não interesse que os cerca de 2 milhões de doentes que se dirigem ao privado engrossem as listas de espera do SNS . São umas centenas de milhar em consultas e em cirurgias.

A líder do BE fala como se o dinheiro dos impostos fosse propriedade do Estado e se possa gastar conforme a ideologia de quem governa. Nada mais errado. O dinheiro é para ser aplicado nos melhores serviços que se podem oferecer aos cidadãos sejam eles públicos ou privados.

É assim na Saúde e na Educação e em todos os serviços que são prestados. Os serviços só são públicos porque são pagos com os impostos dos contribuintes .Sejam os prestadores públicos ou privados.

Não se fecham boas escolas privadas e bons hospitais privados para manter más escolas públicas e maus hospitais públicos.

Mas a Catarina Martins não passa de uma actriz que na boca de cena sabe fazer a pontuação. O que diz é-lhe transmitido pela caixa de ressonância 

Há tantos nascimentos nos hospitais privados como nos públicos.

É a pressão e o esgotamento que se fazem sentir nos hospitais públicos. 

Isto porque, lembra João Bernardes, quando um hospital tem falhas na dotação das equipas tem de transferir as grávidas, desencadeando pressão noutras unidades.

Esta situação ficou patente no verão, durante o protesto dos enfermeiros especialistas em saúde materna, que deixaram de exercer as funções especializadas pelas quais não recebiam acréscimo de remuneração.

O hospital Santa Maria, por exemplo, já assumiu a carência de enfermeiros especialistas em saúde materna e obstetrícia, não só porque houve profissionais que foram para o privado, mas também porque outros preferiram ir trabalhar para os cuidados de saúde primários.

Contudo, o presidente do colégio da especialidade admite que possam ocorrer problemas idênticos noutras unidades.

João Bernardes refere que as equipas dos hospitais têm dotações de profissionais definidas, que estão no momento a "trabalhar no limite, sem folga nenhuma".

"Temos que, junto das hierarquias e da tutela, alertar para que se resolvam os problemas porque rapidamente se pode transformar num problema maior", afirmou.

As cativações de Centeno em todo o seu esplendor mas lá andam a aumentar os salários e pensões e arrebanhar votos.

As vitórias do século de António Costa.