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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Os privados na saúde crescem porque são procurados pelos doentes

E são procurados porque os doentes não conseguem aceder aos hospitais públicos ? E a razão é qual ? O Estado não investe o suficiente na construção, equipamento e na formação de pessoal ? E não investe porquê ? Não tem dinheiro !

Então qual é a culpa dos privados ? Não investem também ? Mas então, dessa forma os doentes não são tratados nos prazos medicamente aconselhados. Aguentam a dor ou morrem sem tratamento. É isto que queremos ?

Os que exultam com os mil milhões que foram para salários e pensões são os mesmos que se queixam de o SNS estar sub-financiado. Mas então o que é que não percebem ? São os mesmos que apoiam a luta dos professores e de todas as outras carreiras de funcionários públicos que querem a reposição dos rendimentos.

Mas se isto das finanças públicas é aritmética da mais simples o que é que esperam ? Vamos aumentar o défice, aumentar a dívida e os juros que a república paga aos credores ?

É que assim o Estado já tem dinheiro para construir o maior hospital do país ( hospital de Todos os Santos) que vai ser uma parceria pública-privada com os privados a investir na construção e equipamento. Ainda não se sabe se será uma PPP na Gestão .

Então vamos deixar morrer o SNS assassinando os hospitais privados ?

Se um dia os hospitais públicos tiverem o monopólio da prestação de cuidados hospitalares

É dificil encontrar maior vergonha do que esta greve dos enfermeiros.

Ao final da tarde desta quinta-feira, a Ordem dos Médicos do Norte denunciou alguns dos métodos dos enfermeiros que participam nos piquetes de greve, que estarão a entrar nos blocos operatórios e a obrigar os médicos a suspender as cirurgias.

Euforicamente reclamam 3 000 cirurgias programadas não efectuadas que o SNS não conseguirá recuperar nos próximos dois anos. E como o PCP e o BE não autorizam que os doentes sejam intervencionados nos hospitais privados - o dinheiro é público - os doentes podem morrer .

É nisto no que dá os extremismos e a ideologia cega. Uma greve de terror

 

O diabo chegou perguntem ao PCP e ao BE

Parece-me claro que haverá legislativas, antecipadas, em Junho de 2019. O PC não está disponível para "aprovar" mais nenhum esboço orçamental (leia-se: programa de estabilidade em Abril de 2019) após Outubro deste ano. O BE, hoje ridicularizado por Carlos César, está na condição de "idiota útil" do PS.

Marcelo lá terá de dissolver o Parlamento. Castigo.

Chegamos a isto: O PS, de César e Costa, o segundo partido mais votado, porta-se como governo de maioria absoluta. Trata a Catarina e as Mortáguas "abaixo de cão", impõe o défice e lembra que não há "ultimatos", antes "um preço a pagar" se "esticarem a corda"... Chantagem política, portanto.
É chato, mas a verdade que elas, as cínicas "manas", gulosas para serem ministeriáveis, merecem o canino tratamento.
Mas isto não é a Política; é a perversão da democracia...

Recordo bem, em 2015 e 2016, quando Centeno (e Costa) garantia que era possível pagar salários e Saúde, Educação, Investimento, tudo ao mesmo tempo: esse era, afinal, o significado de "virar a página da austeridade".
Pois, parece que não. Agora, "é preciso fazer escolhas", diz Centeno ao BE e PC.
Ah... e por ele, já escolheu: as contas públicas estão primeiro!

Para muita gente que anda nos hospitais, o diabo chegou.

A presente austeridade afunda contas dos hospitais

Só três hospitais apresentam contas equilibradas . O governo diz que os culpados são os gestores mas estes dizem que o culpado é o governo.

"Os hospitais têm de pedir autorização caso a caso para contratar, o que pode gerar situações em que a falta de profissionais leva ao adiamento de procedimentos, o que gera desperdício. Quando temos de fazer uma compra, o processo demora meses e muitas vezes recorre-se a ajustes diretos, que também não é o método mais eficiente." Argumentos partilhados pelos médicos, com o bastonário a questionar se o ministro "se refere à castração imposta pelo poder central na flexibilidade da gestão que poderia permitir uma resposta mais adequada das administrações hospitalares às necessidades das populações que servem". Para Miguel Guimarães, "o problema da falência técnica dos hospitais e o descontrolo das dívidas hospitalares é da responsabilidade dos ministros das Finanças e da Saúde" .

Alexandre Lourenço lembra que 2018 é, desde 2010, "o ano com as transferências mais baixas do Orçamento do Estado para a Saúde em percentagem do PIB, isto quando os hospitais são confrontados com reposicionamentos salariais, com a lei das 35 horas de trabalho". Isto apesar de o orçamento da área ter aumentado mais de 4%, para 10,2 mil milhões de euros. "Vai haver sempre derrapagem enquanto o orçamento não for real, quando temos mais produção sem mais investimento",

 

O Estado subsidia os doentes não os hospitais privados

Catarina Martins diz que o Estado transfere para os hospitais privados 30% do total orçamentado ( 8 600 milhões de euros ) o que é uma redonda mentira.

O que o estado faz é pagar aos privados o que o SNS não é capaz de fazer. Tratar a tempo e horas todos os doentes. A não ser que ao BE não interesse que os cerca de 2 milhões de doentes que se dirigem ao privado engrossem as listas de espera do SNS . São umas centenas de milhar em consultas e em cirurgias.

A líder do BE fala como se o dinheiro dos impostos fosse propriedade do Estado e se possa gastar conforme a ideologia de quem governa. Nada mais errado. O dinheiro é para ser aplicado nos melhores serviços que se podem oferecer aos cidadãos sejam eles públicos ou privados.

É assim na Saúde e na Educação e em todos os serviços que são prestados. Os serviços só são públicos porque são pagos com os impostos dos contribuintes .Sejam os prestadores públicos ou privados.

Não se fecham boas escolas privadas e bons hospitais privados para manter más escolas públicas e maus hospitais públicos.

Mas a Catarina Martins não passa de uma actriz que na boca de cena sabe fazer a pontuação. O que diz é-lhe transmitido pela caixa de ressonância 

Há tantos nascimentos nos hospitais privados como nos públicos.

É a pressão e o esgotamento que se fazem sentir nos hospitais públicos. 

Isto porque, lembra João Bernardes, quando um hospital tem falhas na dotação das equipas tem de transferir as grávidas, desencadeando pressão noutras unidades.

Esta situação ficou patente no verão, durante o protesto dos enfermeiros especialistas em saúde materna, que deixaram de exercer as funções especializadas pelas quais não recebiam acréscimo de remuneração.

O hospital Santa Maria, por exemplo, já assumiu a carência de enfermeiros especialistas em saúde materna e obstetrícia, não só porque houve profissionais que foram para o privado, mas também porque outros preferiram ir trabalhar para os cuidados de saúde primários.

Contudo, o presidente do colégio da especialidade admite que possam ocorrer problemas idênticos noutras unidades.

João Bernardes refere que as equipas dos hospitais têm dotações de profissionais definidas, que estão no momento a "trabalhar no limite, sem folga nenhuma".

"Temos que, junto das hierarquias e da tutela, alertar para que se resolvam os problemas porque rapidamente se pode transformar num problema maior", afirmou.

As cativações de Centeno em todo o seu esplendor mas lá andam a aumentar os salários e pensões e arrebanhar votos.

As vitórias do século de António Costa.

Os efeitos do menor défice na saúde e na educação

Foi à custa de cativações de verbas que não chegaram aos serviços do estado que se passou para além da europa . E à custa do corte no investimento.

As escolas a meter chuva e frio com os alunos e pais à porta a exigirem mais pessoal é um efeito de curto prazo .O Nogueira da Frenprof não pia .

Morrer um bébé na Guarda com a mãe a esperar uma hora e meia para ser atendida por um médico também é um efeito de curto prazo das cativações para o défice. Seis horas na urgência passou a ser historicamente razoável . Mas a austeridade parou, virou-se a página segundo a narrativa pós-verdade .

Com o corte do investimento a economia é poucochinha, a dívida não para de crescer e os juros são insuportáveis e com tendência a aumentar . São os efeitos a longo prazo .

Enquanto o povo sofre com a nova austeridade vai-se falando na CAIXA para se desviarem as atenções . Os que têm emprego e pensões exigem ( pertencem ao estado) os desempregados (pertencem ao privado) vão sofrendo com a nova austeridade.

A "festa" na Educação não chegou aos prédios/escolas degradados (mas fecharam-se boas escolas privadas) . E a pressa na devolução de rendimentos dos funcionários públicos atinge os doentes, as crianças e os idosos .

Morreu um bébé no Hospital da Guarda por falta de assistência mas, agora , a culpa não é das cativações de verbas nem da austeridade . Porque essas ou acabaram ou nunca existiram .

 

 

PCP e BE propõem extinguir gestão de excelência nos hospitais

Para passarem à mediocridade pública. Dois hospitais classificados como de excelência sofrem o ataque ideológico cego, surdo e estúpido dos estatistas. Felizmente que o ministro da Saúde já avançou com o concurso público para manter a gestão privada . Vamos ver se António Costa recua e abre uma guerra com o Presidente da República ou se enfrenta os seus apoios comunistas.

Terminadas as reversões e o "dá com uma mão e tira com a outra", chegou a fase de tomar decisões de fundo .  Qual será a capacidade de engolir sapos do PCP e do BE ?

A Comissão de acompanhamento das PPP na Saúde dá como meritória a qualidade dos serviços prestados e custos menores em comparação com a gestão pública. Mas a ideologia cega e os doentes são colaterais.

O argumento apresentado é do mais burro que se pode conceber . Não percam .

Acabe-se com os rankings os privados estão sempre no topo

Percebe-se bem a luta de anos que os sindicatos moveram aos rankings e às avaliações .É, que, no topo dos rankings estão sempre as escolas privadas e, agora, nos hospitais também são os que têm gestão privada que estão no topo da classificação. Ora, isto está contra a teoria.

Quem avalia são Comissões independentes, uma para as escolas outra para os hospitais . Se os estatistas tivessem força para isso acabariam com os rankings como fecharam boas escolas com contratos em associação mantendo abertas más escolas públicas.

Enquanto isso, e ao contrário do Ministro da Educação, o ministro da Saúde decidiu abrir novo concurso para a gestão privada de hospitais públicos. É, que, aos hospitais vão todos, pobres e ricos , é mais dificil afivelar o eterno argumento do ambiente sócio-económico das escolas.

O ministro da Saúde não cede ao BE e ao PCP que só confiam na gestão tipo soviética.