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as autoestradas da informação

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HOMOSEXUALIDADE - por Prof Raul Iturra

 

Lia hoje a opinião do Presidente da Juventude do PSD e percebi a sua tristeza e lhe enviei uma mensagem. A ideologia nos separa, mas a sua dor emotiva fez-nos tremer a minha mulher, filhos e netos. Lembrei-me deste texto, que endereço a Hugo Soares, quem diz: Hugo Soares "Com sociedade preparada, sou a favor da adoção gay". Ele tem poder e deve avançar porque viver não custa, o que custa é saber aprender a viver. Para o nosso rival político, que nos mata a fome, não tem que morrer de amor….. Publicado en A Página da Educação 16 de Maio de 2007, Nº 167, em http://www.apagina.pt/?aba=7&cat=167&doc=12348&mid=2 , bem como em Banda Larga e Aventar, Blogues em que colaboro. H Soares tem poder, opinamos em casa, é o seu dever avançar e largar essa subida de impostos que apoia e nos mata à fome…. Mas, pelo amor, não sofra. Portugal, por causa de vós, já não é o Galo que canta…..

O texto original é este, escrito para amigos que querem casar, mas têm medo…. Em frente, home….:

 

 

Para tod@s os que tiveram a ousadia de não esconder os seus sentimentos.

 

É preciso distinguir. A primeira distinção, é que uma atividade, substantivo ou adjetivo, deve começar por um verbo, como o verbo ser ou não ser. Esta frase de Shakespeare, é um segundo dilema, que remete para a vida ou a morte, solucionada pelo autor com a morte de todas as personagens.

O terceiro dilema, central, é ser ou não homossexual. É um desejo, um sentimento, um atracão passageira, espontânea, calculada, de nascimento ou aprendida? Parte deste dilema consiste em não se saber definir nem sentimentos nem ação. Hoje em dia, dizem, estar na moda ser homossexual, ou seja, sentir atração por pessoas do mesmo sexo. Nunca esqueço a frase do filme Retornar a Brides'Head mencionada pela atriz em Veneza, quando fala sobre a amizade entre dois adolescentes: é melhor que dois jovens se amem em tenra idade, assim sabem depois o que fazer na sua vida adulta. Também não esqueço o texto de Didier Ansieur, de 1958, ao referir o amor que Freud sentia pelo seu cunhado e por seu discípulo Karl Jung: o primeiro, casa e tem um filho, ao qual Freud envia uma carta de parabéns e diz finalmente somos pais, enquanto o segundo se retira da sua companhia devido ao amor que o célebre médico demonstra por ele, que até o levava ao desmaio quando o via. Contudo, Freud denomina de aberração a homossexualidade nos seus textos de 1906 e 1917 e ainda na Revista de Filosofia de 1910, numa entrevista ou entretienne, repudia o que tem de repudiar, devido aos seus sentimentos divididos entre uma mulher que não quer mais intimidade com ele, por não desejar ter mais filhos: quatro eram suficientes.

Mas, não vamos pensar que é falta ou culpa da mulher o facto de um homem endereçar os seus sentimentos para outro, ou uma mulher para outra. O Relatório de Alfred Kinsey de 1958, relata a felicidade das mulheres lésbicas, que amam e vivem juntas. E dos homens que amam a masculinidade e procuram o ser humano que os atrai. Torna-se necessário fazer uma nova distinção: existe o prazer sexual que pode durar meia hora, e findar. Existe também o ocultar dos sentimentos, quando entram, em segredo, em casas fechadas para fazer amor com pessoas do mesmo sexo.

E os sentimentos? Ao ver uma pessoa dos nossos sonhos, porque com esse desejo também se nasce, muito embora existam receitas terapêuticas para curar "essa doença". As crianças, de forma natural, brincam entre elas a fingir ser marido e mulher, na pré-puberdade ou ainda, na puberdade, até decidirem a sua orientação sexual. O interessante é a direção do sentimento e como se tem resolvido recentemente, excepto em Portugal. O homossexual equivalia a prisão, hoje em dia, equivale a casamento, vida pública a dois, com ou sem adoção de crianças para substituir a falta de óvulo para receber o espermatozoide, como acontece na Europa do Norte. E há os que vivem juntos, apenas pelo prazer de se amarem. O sentimento endereçado ao mesmo sexo, é um sentimento respeitável, do qual ninguém pode fazer troça. Porque o amor é uma força da natureza. E contra ela, ninguém se pode opor, é mais forte que a vida social, ocupada em punir a homossexualidade para salvar a reprodução humana e bater na vergonha pelos que assim decidiram.

Hoje em dia, a imposição da vergonha parece ter acabado, excepto em religiões que recomendam um comportamento puro e casto, como o derradeiro Catecismo de Karol Wojtila, que retira a falta, mas solicita apenas sentimento à distancia.... como se a natureza pudesse resistir.

Diferente, do que escrevi no jornal anterior, amigos e companheiros: há também amor, mas um amor que não procura homossexualidade por se ter optado pela heterossexualidade. Talvez, cada vez menos. A porta foi aberta, e a maré embriaga boa parte do mundo.... ainda que queiram ocultar, o pecado aí é a mentira, o engano e a traição à pessoa companheira. Isso sim é inadmissível. Ou se ama e se é fiel ou se vive na prostituída mentira.

Raul Iturra

25 de Janeiro de 2014

lautaro@netcabo.pt

 

HOMOSSEXUAL

 

Homossexual

 

Escrevi este texto para o Jornal A Página da Educação, no ano 1997, tempo em que se lutava para e pelas pessoas que amavam seres do seu mesmo sexo. Com Ana Paula lutamos por elas. Mas, apesar de ser lei, o conceito de homossexualidade continua a ser um tabu social. Toro, porém, para essa defessa dos incompreendidos socialmente, especialmente na época em que há tráfico de meninos e meninas, vendidos para o estrangeiro. O meio usado tem sido a internet e vamos batalhar contra isso.

 

Para tod@s os que tiveram a ousadia de não esconder os seus sentimentos.

 

É preciso distinguir. A primeira distinção, é que uma atividade, substantivo ou adjetivo, deve começar por um verbo, como o verbo ser ou não ser. Esta frase de Shakespeare, é um segundo dilema, que remete para a vida ou a morte, solucionada pelo autor com a morte de todas as personagens.

O terceiro dilema, central, é ser ou não homossexual. É um desejo, um sentimento, uma atração passageira, espontânea, calculada, de nascimento ou aprendida? Parte deste dilema consiste em não se saber definir nem sentimentos nem ação. Hoje em dia, dizem, estar na moda ser homossexual, ou seja, sentir atração por pessoas do mesmo sexo. Nunca esqueço a frase do filme Retornar a Brides’ Head mencionada pela atriz em Veneza, quando fala sobre a amizade entre dois adolescentes: "é melhor que dois jovens se amem em tenra idade, assim sabem depois o que fazer na sua vida adulta".

 

 

Também não esqueço o texto de Didier Anzieu, de 1958, ao referir o amor que Freud sentia pelo seu cunhado e por seu discípulo Karl Jung: o primeiro, casa e tem um filho, ao qual Freud envia uma carta de parabéns e diz "finalmente somos pais", enquanto o segundo se retira da sua companhia devido ao amor que o célebre médico demonstra por ele, que até o levava ao desmaio quando o via. Contudo, Freud denomina de aberração a homossexualidade nos seus textos de 1906 e 1917 e ainda na Revista de Filosofia de 1910, numa entrevista ou «entretienne», repudia o que tem de repudiar, devido aos seus sentimentos divididos entre uma mulher que não quer mais intimidade com ele, por não desejar ter mais filhos: quatro eram suficientes.

Mas, não vamos pensar que é falta ou culpa da mulher o facto de um homem endereçar os seus sentimentos para outro, ou uma mulher para outra. O Relatório de Alfred Kinsey de 1958, relata a felicidade das mulheres lésbicas, que amam e vivem juntas. E dos homens que amam a masculinidade e procuram o ser humano que os atrai. Torna-se necessário fazer uma nova distinção: existe o prazer sexual que pode durar meia hora, e findar. Existe também o ocultar dos sentimentos, quando entram, em segredo, em casas fechadas para fazer amor com pessoas do mesmo sexo.

E os sentimentos? Ao ver uma pessoa dos nossos sonhos, porque com esse desejo também se nasce, muito embora existam receitas terapêuticas para curar "essa doença". As crianças, de forma natural, brincam entre elas a fingir ser marido e mulher, na pré-puberdade ou ainda, na puberdade, até decidirem a sua orientação sexual. O interessante é a direção do sentimento e como se tem resolvido recentemente, excepto em Portugal. O homossexual equivalia a prisão, hoje em dia, equivale a casamento, vida pública a dois, com ou sem adoção de crianças para substituir a falta de óvulo para receber o espermatozoide, como acontece na Europa do Norte. E há os que vivem juntos, apenas pelo prazer de se amarem. O sentimento endereçado ao mesmo sexo, é um sentimento respeitável, do qual ninguém pode fazer troça. Porque o amor é uma força da natureza. E contra ela, ninguém se pode opor, é mais forte que a vida social, ocupada em punir a homossexualidade para salvar a reprodução humana e bater na vergonha pelos que assim decidiram.

Hoje em dia, a imposição da vergonha parece ter acabado, excepto em religiões que recomendam um comportamento puro e casto, como o derradeiro Catecismo de Karol Wojtila, que retira a falta, mas solicita apenas sentimento à distância. Como se a natureza pudesse resistir.

Diferente, do que escrevi no jornal anterior, amigos e companheiros: há também amor, mas um amor que não procura homossexualidade por se ter optado pela heterossexualidade. Talvez, cada vez menos. A porta foi aberta, e a maré embriaga boa parte do mundo, ainda que queiram ocultar, o pecado aí é a mentira, o engano e a traição à pessoa companheira. Isso sim é inadmissível. Ou se ama e se é fiel ou se vive na prostituída mentira.

Boa parte do mundo, ainda que queiram ocultar, o pecado aí é a mentira, o engano e a traição à pessoa companheira. Isso sim é inadmissível. Ou se ama e se é fiel ou se vive na prostituída mentira.

Com a colaboração impagável de Ana Paula Vieira da Silva, hoje educadora da infância

Raúl Iturra

Novembro 30, 2013

lautaro@netcabo.pt

 

Há afectos do género masculino e do género feminino

O direito dos homossexuais se juntarem e terem a sua vida é um direito inquestionável. Nas suas relações uns são "homem" e outros são "mulher" . As mulheres umas são  "homem" e outras são "mulher. Tudo bem, não há terceiros envolvidos, vivem a sua vida como lhes aprouver.

Com o envolvimento de crianças as coisas fiam mais fino. A verdade é que um homossexual "mulher" não substitui uma mulher. E muito menos uma mãe. Do mesmo modo uma lésbica "homem" não substitui um homem e muito menos um pai.

Dizem-me que é melhor esta solução do que ter as crianças em instituições. Não sei. Acho que as duas soluções são soluções menores quando comparadas com uma família estruturada.

Sou do tempo em que os funcionários públicos trabalhavam onde havia trabalho. Segui o meu pai por várias cidades médias e pequenas onde todos se conheciam. Era também o tempo das "casas de meninas". Algumas delas tinham filhos homens que eram efeminados e, outras havia, que tinham filhas que seguiam a vida das mães, prostitutas.

O ambiente onde se cresce é determinante para a estruturação do carácter das crianças. E também é verdade que um homossexual ou uma lésbica com carácter é capaz de ser melhor pai ou mãe do que um hetero "sem carácter".

Seria bom que os sonhos dos adultos não se concretizassem à custa dos sonhos das crianças.

A Isabel Moreira ainda vai chorar com razão

Em Paris milhares e milhares de cidadãos juntam-se nas ruas contra a legalização do casamento gay. Tantos milhares que se fosse cá em Lisboa seriam um milhão, nas contas da CGTP. Entretanto, PSD e CDS não estão muito convencidos e preparam posição para a discussão na especialidade.

Que os gays se possam juntar acho muito bem, formam um casal, e é bom enquanto dura como acontece com os hetero. Agora, envolver crianças e apresentar a questão como um direito é que me parece um exagero. Que o carácter das pessoas adoptantes seja a característica dominante para serem bons pais, concedo, mas creio que o ambiente de um casal gay tem influência negativa no desenvolvimento afectivo das crianças adoptadas.

Mas não tenho certezas. E também não tenho a certeza que uma instituição seja melhor.

Filhos de "fufas" e "paneleiros" ?

Amanhã na Assembleia da República volta a discussão sobre a adopção e coadopção de crianças por homossexuais. Há argumentos de um e outro lado a favor e contra. E fala-se em direitos. Como o título deste texto indica, os únicos direitos são os das crianças que podem ver a sua identidade natural ser desvirtuada por razões sociais, políticas e jurídicas.

Infelizmente eu sou perito no assunto. Os meus pais divorciaram-se quando eu tinha quatro anos. Fui criado pelo meu pai. A falta da presença da mãe ( como seria com a falta do pai) é determinante para estabelecer as bases sólidas de um carácter equilibrado.

As razões que são enumeradas hoje no Público ( Abel Matos Santos - Quando a adopção é um duplo trauma) colam-se-me à pele. Digo isto, porque  tenho 67 anos e já consigo encarar a questão de frente . Ninguém substitui a presença quotidiana do pai ou da mãe. Há, é claro, melhores situações alternativas que outras mas são todas incompletas.

O que posso adiantar, juntando-me aos muitos que opinam sobre o assunto, é que na falta do pai e ou da mãe, é o carácter do educador substituto que será determinante na educação da criança adoptada. Pessoas equilibradas, bondosas, com genuíno interesse pela felicidade da criança são, provavelmente, os melhores substitutos.

Mas a educação prestada será sempre incompleta!

 

É negativa para as crianças a adopção por casais homossexuais

Que os homossexuais se casem parece-me que é um assunto entre duas pessoas, terceiros nada têm a ver com isso. Não é casamento, é união de facto, é outra coisa qualquer? Seja, mas não envolve nem prejudica terceiros. Com a adopção não é assim. Como se pode ler aqui no Corta -Fitas.

Envolve terceiros e há alternativas mais razoáveis.

1 – O que deve definir a decisão é o superior interesse das crianças e NÃO o interesse dos adultos que querem adoptar. 

E no Portugal Contemporâneo .

 O ponto fundamental, que é necessário defender, é que o Estado não tem legitimidade para se imiscuir na vida das famílias. Aliás, o Estado não é ninguém e os problemas das famílias só podem ser resolvidos por alguém. Alguém da família alargada, do bairro, das IPSS, da Igreja, etc.

Os homossexuais queixaram-se do tamanho ?

O Lech Walesa, o sindicalista que abalou o comunismo na Polónia, está a entrar na idade do disparate. " "Eles [os homossexuais] têm de saber que são uma minoria e que têm de se adaptar às coisas mais pequenas". 

Já tinha notado que os homossexuais têm que se adaptar a uma sociedade que está orientada para os heterossexuais, mas nunca ao tamanho das coisas.

""Não quero que essa minoria, com a qual não estou de acordo – mas tolero e compreendo – se manifeste nas ruas e dê a volta à cabeça dos meus filhos e dos meus netos". Aqui acho que ele tem o medo de todos os pais e avós , mas se tivesse mesmo um caso destes na família ? Abandonava-o? Claro que não!