Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BandaLarga

as autoestradas da informação

BandaLarga

as autoestradas da informação

ADSE para todos tal como na Holanda

Liberdade de escolha como na Holanda e a funcionar muito bem. Por cá a bulha é a de sempre. Não deixar os privados entrar no sistema e impedir a liberdade de escolha.

Quando o leitor ouve falar de “ADSE para todos, o que é que imagina? Escolher o seu médico, a um valor tendencialmente gratuito.

Pois bem, é exatamente essa a proposta do Iniciativa Liberal – reorganizar o SNS em subsistemas de saúde de forma que cada utente tenha a sua ADSE. Para que esta seja uma operação exequível, pretende-se transformar as diferentes Administrações Regionais de Saúde em subsistemas de saúde concorrenciais. Cada residente terá de escolher o seu subsistema, de acordo com a sua preferência.

Mas os sindicatos de cá , sagazes, não estão para isso : A Frente Comum considera que o Governo do PS quer a mutualização e fazer da ADSE um Serviço Nacional de Saúde privado ao lado do Serviço Nacional de Saúde”.

Ter liberdade de escolha é que não.

Na Holanda ganhou a Europa

No auge da crise o partido da extrema direita na Holanda chegou a juntar 37% das intenções dos votos. Hoje nas eleições legislativas ficou-se pelos 12% sendo que votaram mais de 80% dos holandeses.

O povo holandês, com esta magnifica participação quis mostrar que é esmagadoramente a favor da União Europeia . Os partidos mais votados são pró-União Europeia .

Qual será o efeito vaso comunicante com as eleições próximas noutros países europeus ?

Na Alemanha o primeiro lugar está a ser disputado pela democrata cristã Merkel e pelo social democrata Martin Schultz ambos pró-europeus. Não haverá surpresas embora em democracia seja realmente o povo que vota e vota sempre bem. Em ditadura é que não.

Na França, a extrema direita, muito tempo dada como favorita, já foi ultrapassada pelo independente, ex-ministro socialista, Emmanuel Macron. Mesmo que Le Pen fosse a mais votada não conseguiria formar governo com apoio maioritário na Assembleia da República. Mas seria sempre um golpe profundo .

Tudo aponta para que os países continuem a ser governados por governos pró-União Europeia, numa altura em que a crise ainda não está definitivamente para trás. Com a economia a crescer e o emprego a recuperar estamos a iniciar um novo ciclo na Europa.

Com toda a experiência da dura prova dos últimos anos. É extraordinário prolongar um período de 70 anos em paz, e muitos milhões de pessoas ter uma qualidade de vida como nunca se viu .

Vender ilusões e fracassos oferecendo o que não se pode dar é muito mais fácil. É o que fazem as extremas seja a direita seja a esquerda.

holanda.jpg

 

 

 

 

 

Escrutínio prévio dos programas eleitorais

Não há originalidade nenhuma na proposta que o PSD fez ao PS para que este envie à UTAO o seu programa de governo para análise prévia. Para além de ser uma proposta que parece ser positiva, países há, como a Holanda, onde tal comportamento é habitual.

Tal análise é depois colocada à disposição dos eleitores para que possam avaliar da sua justeza e dos seus efeitos. Ai, do partido que não se disponha a esta análise prévia.

Tal comportamento só tem vantagens para todos. Para os partidos porque os ajuda a apresentar propostas credíveis, para os eleitores porque os ajuda a perceberem os objectivos  dos partidos. Mas por cá a primeira reação do PS foi recusar lançando mão de uma hipotética ilegalidade. Isto é, uma instituição pública como a UTAO não pode prestar esse serviço.

Ou seja, o PSD está disposto a empurrar o PS para a UTAO; os socialistas já disseram que tal é legalmente impossível; e os economistas consultados pelo PS? Bem, a equipa de Mário Centeno já disse não recear o escrutínio da UTAO e do Conselho das Finanças Públicas.

É, claro, que uma vez colocada a questão o PS não tem outro caminho que aceder à sujestão. Trata-se da credibilidade do documento. E mais uma vez percebemos que os partidos portugueses e o nosso sistema político têm muito a aprender com quem tem mais experiência e obtem melhores resultados

A oposição cá do burgo já sabe?

OS 'SEGUROS' DA HOLANDA
Governo de centro-esquerda abraça austeridade para 2014 e prepara os holandeses para o fim da sociedade do bem-estar.
A boa ou má nova foi dada esta semana aos holandeses pelo novo rei Guilherme no parlamento. O Estado social acabou. A sociedade do bem-estar da segunda metade do século xx vai ser substituída pela "sociedade participativa", como frisou o monarca no discurso de abertura do ano político. Guilherme, como é tradição das monarquias, estava a apresentar o programa do governo de centro- -esquerda, formado por liberais e sociais--democratas, para 2014. Esta nova sociedade participativa do século xxi vai, obviamente, ter reflexos importantes na segurança social e nos apoios aos que mais necessitam de ajuda. O sistema actual, o Estado social nascido no pós-guerra, criou mecanismos que são insustentáveis para a economia actual. E a Holanda, um dos países mais ricos da Europa, quer resolver a crise quanto antes e preparar o Estado para os novos desafios.

A nova política aparece pela mão de um governo de centro-esquerda e tem números para 2014. A despesa do Estado leva um corte de seis mil milhões de euros, medida indispensável para o défice das contas públicas baixar para os 3,3% do PIB, três décimas acima do limite imposto aos países da moeda única. Os cortes vão ter efeitos no desemprego, que subirá para os 7,5%, e no poder de compra dos holandeses, que cairá 0,5% no próximo ano.

A Holanda declara o fim do estado social

Isto ultrapassa todos os limites. A culpa é dos que acham que o estado social não tem limites e dos que vivem em "condomínios" fechados onde não entra a solidariedade. O estado social é o maior feito social do homem, é o que distingue a Europa do resto do mundo. Seria bom que os que defendem o estado social, mesmo que por vias diferentes percebam que o que há a defender é comum e está muito acima dos interesses particulares e ideológicos pessoais.

Nestes casos é melhor não saber inglês.

Também tu, Holanda?

Holanda pode provocar o colapso do euro

A bolha imobiliária estourou, o país está em recessão, o desemprego sobe e a dívida dos consumidores é 250% do rendimento disponível. O grande aliado da Alemanha na imposição da austeridade por todo o continente começa a provar o amargo da sua própria receita. Por Matthew Lynn, El Economista

ARTIGO | 13 MAIO, 2013 - 20:57

 

Que país da zona euro está mais endividado? Os gregos esbanjadores, com as suas generosas pensões estatais? Os cipriotas e os seus bancos repletos de dinheiro sujo russo? Os espanhóis tocados pela recessão ou os irlandeses em falência? Pois curiosamente são os holandeses sóbrios e responsáveis. A dívida dos consumidores nos Países Baixos atingiu 250% do rendimento disponível e é uma das mais altas do mundo. Em comparação, a Espanha nunca superou os 125%.

A Holanda é um dos países mais endividados do mundo. Está mergulhada na recessão e demonstra poucos sinais de estar a sair dela. A crise do euro arrasta-se há três anos e até agora só tinha infetado os países periféricos da moeda única. A Holanda, no entanto, é um membro central tanto da UE quanto do euro. Se não puder sobreviver na zona euro, estará tudo acabado.

O país sempre foi um dos mais prósperos e estáveis de Europa, além de um dos maiores defensores da UE. Foi membro fundador da união e um dos partidários mais entusiastas do lançamento da moeda única. Com uma economia rica, orientada para as exportações e um grande número de multinacionais de sucesso, supunha-se que tinha tudo a ganhar com a criação da economia única que nasceria com a introdução satisfatória do euro. Em vez disso, começou a interpretar um guião tristemente conhecido. Está a estourar do mesmo modo que a Irlanda, a Grécia e Portugal, salvo que o rastilho é um pouco mais longo.

 

 

 

Berlim culpa novamente Bruxelas pela austeridade

No espaço de um mês é a segunda vez que Merkel deixa escapar que os programas de austeridade são culpa de Bruxelas. A própria Alemanha está a contas com um crescimento do PIB débil e há outros países como a França e a Holanda que começam a sentir os efeitos do veneno.

A este volte-face não será alheio o facto de a chanceler alemã, que ainda mantém um alto índice de popularidade, ter pela frente uma terceira reeleição, pelo que a posição agora assumida pode inserir-se na sua próxima batalha eleitoral, depois de várias derrotas consecutivas da CDU em eleições regionais.

A mudança para uma política global mais virada para o crescimento da economia parece estar a ganhar adeptos à medida que se percebe que se foi longe demais. No entanto, a contenção orçamental deverá continuar mais suavemente a par com o crescimento económico.

Em Amesterdão de bicicleta sem travões

O meu filho trabalhava em Roterdão e eu aproveitava para visitar a Holanda. A partir dali visitam-se os países à volta. De comboio é uma maravilha. Pontuais, cómodos, limpos e rápidos.

Mas o que eu vos quero contar é a minha aventura no centro de Amesterdão. Fomos visitar o parque onde se situa o estádio do jogo de hoje. Também se praticam desportos radicais e o meu filho levou-me para lá. De bicicleta. Tínhamos acabado de arrancar quando após alguns metros me aparece pela frente o primeiro eléctrico. O Hugo parou com toda a calma, eu que ia atrás dele, fui andando e só accionei os travões mesmo em cima do carro eléctrico. Aí é que descobri que a bicicleta ( que tinha alugado na rua) não tinha travões. Bem, não estavam no sítio do costume. Tive que saltar da bicicleta abaixo porque de outra maneira colidia com o eléctrico. Vim a saber depois que se travava rodando os pedais para trás.

Não ganhei para o susto. Mas lá fomos para o frondoso parque , onde adolescentes, completamente passados da cabeça faziam piruetas e saltos em bicicletas e skates.

Foi muito mais interessante do que a tarde que passei a visitar o "bairro vermelho". Às escondidas do meu filho que, nesse dia, tinha ido em trabalho para Haia. Não gostei nada de ver aquelas pobres mulheres( quase todas asiáticas) nas montras a oferecerem-se a quem passava.

No pior pano cai a nódoa. Muito interessante é encontrar várias ruas com nomes portugueses, de judeus que fugiram de Portugal no reinado de D. Manuel l se não me falha a memória. Contribuiram para a riqueza da Holanda e bem falta fizeram a Portugal