Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BandaLarga

as autoestradas da informação

BandaLarga

as autoestradas da informação

É dever da sociedade ajudar quem não consegue ter uma vida digna apesar de trabalhar

O mais triste é haver pessoas que trabalham e não ganham o suficiente para ter uma habitação condigna.Pessoas que trabalham sem contrato, sem férias, sem subsídio de férias e sem subsídio de Natal. Com um salário base a rondar os seiscentos euros como é que podem pagar rendas de 300/400 euros mensais ? 

Querem convencer-nos que prioritário é baixar a carga horário das 40h para as 35 horas aos funcionários públicos que ganham mais que os 600 euros, têm férias e subsídios. Comparados com os trabalhadores sem direitos são uns privilegiados, mas claro representam muitos votos, estão organizados em sindicatos e partidos. Tudo de esquerda, como não pode deixar de ser.

Mas quem não tem partido, nem sindicato, nem contrato de trabalho e não ganha o suficiente para ter uma vida digna? Destes ninguém fala e a esquerda boazinha não tem tempo para eles embora se preocupe muito com o folclore dos activistas que nunca trabalharam nem têm intenções de alguma vez trabalhar.

 

Na habitação o governo estimula o conto do vigário

Aumentou imenso a procura o que fez subir os preços. A solução como bem se sabe seria aumentar a oferta. Mas como o estado não tem dinheiro incentivou os privados a investir o que fez aumentar os preços. Não perceberam? Eu explico.

Em vez de incentivarem o aumento da oferta, os anúncios e as iniciativas legislativas do governo e desta maioria tiveram um efeito perverso. Afastaram investidores, retraíram proprietários e consequentemente criaram a tempestade perfeita: escassez de casas e explosão nos preços.

Desde 2013 que António Costa promete o arrendamento acessível. O programa eleitoral do PS à Câmara Municipal de Lisboa nesse ano falava de “novos programas de habitação que permitem reabilitar casas vazias para arrendamento acessível”. E quando chegou ao governo em finais de 2015, repetiu essa promessa, anunciando a “oferta alargada de habitação acessível para arrendamento”. Dois anos depois, em 2017, o governo anunciava que no ano seguinte, queria “um em cada cinco novos contratos com renda acessível”. O governo “queria”… mas não surgiu um único! Agora, mais dois anos volvidos, avança um novo desejo: “Gostaríamos que daqui a um ano 20% dos contratos tivesse renda acessível”.

Após seis anos de promessas, anúncios e “desejos”, não existe qualquer casa com renda acessível. Nem em Lisboa, nem em qualquer outra cidade do país.

Os arrendamentos ditos "acessíveis" são simplesmente escandalosos

A habitação mexeu o BE pisou

Redução de 20% nas casas para arrendar :

A situação vai piorar em consequência destas medidas, e vamos voltar ao que aconteceu nos anos 70 e 80, em que os contratos de arrendamento quase desapareceram”, sustenta Luís Menezes Leitão, presidente da Associação Lisbonense de Proprietários, prevendo para 2019 uma redução de 20% na oferta de imóveis para arrendamento com as restrições impostas, à semelhança da queda já verificada no ano passado. “Vai haver mais aumentos nas rendas e a crise na habitação vai agravar-se.”

Voltamos aos tempos da ocupação de casas

É uma política habitacional alucinada na base de ocupação das casas das pessoas. Voltamos aos tempos dos "okupas"

Sobre a proposta que pretende reformular o conceito de habitação devoluta, a comentadora da TVI disse que se pretende “tomar decisões sobre as habitações de cada um, já não só na base de uma politica de reabilitação urbana”.

Estamos um pouco naquela fase em que havia uma ocupação de casas, em que as casas eram ocupadas se as pessoas não estavam a habitar lá”, disse, indignada, a ex-ministra. "A política habitacional é feita à custa das casas das pessoas?", questionou.

Na habitação o PS não conta com PCP e BE para as reformas necessárias

Políticas para a habitação vindas do PCP e do BE são o saque fiscal habitual. O PS não enjeita o apoio dos outros partidos . O governo não pode contar com os apoios parlamentares à esquerda para implementar reformas estruturais. E sem elas o país empobrece e diverge da UE .

Uma das vozes que veio recentemente fazer um apelo semelhante foi precisamente o presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina. No discurso do 5 de outubro, Medina desafiou os partidos que compõem a “‘geringonça”, mas o PS parece já ter desistido desta via.

Fernando Medina considera “inaceitável que o direito à habitação na cidade por parte de milhares de jovens e famílias continue refém de duas visões extremas que se degladiam”. Com esta frase, responsabiliza direita e esquerda pela abordagem “casuística” e “ineficaz” que não tem permitido “aumentar a oferta e fazer baixar os preços das casas”. Mas o foco maior é mesmo para quem apoia o PS no Parlamento.

Os socialistas estão, assim, “disponíveis para qualquer tipo de entendimento” com “outras forças políticas, que não o PCP ou o Bloco de Esquerda”, disse o deputado depois da reunião da bancada parlamentar.

O PS arrasa PCP e BE

No último mês o PS iniciou o movimento de alijar a carga da extrema esquerda. Primeiro foi António Costa " dá para ser amigos mas não para casar" . Depois Carlos César " para PCP e BE irem para o governo há que rever o que pensam sobre a NATO e a União Europeia ".

Hoje o Presidente da Câmara de Lisboa, no seu discurso do 5 de Outubro, criticou severamente a política com que PCP e BE impedem as iniciativas parlamentares do PS sobre a habitação.

O PS quer aumentar a oferta de habitação para assim baixar o preço, colocando no mercado os milhares de fogos de que é proprietário bem como as propriedades da câmara e da misericórdia . Contra esse aumento de oferta os apoios parlamentares do governo seguem a política habitual do saque fiscal sobre a propriedade privada.

...lamentando que a discussão sobre o problema da habitação esteja entre “aqueles que acham que nada deve mudar. Que um mercado totalmente liberalizado, com contratos precários e de preço livre responde às necessidades das famílias” e a outra frente, a mais à esquerda, dos “que no fundo rejeitam a existência de um próprio mercado da habitação” e que “defendem a fixação administrativa dos preços, a transferência para os senhorios de responsabilidades que só ao estado social competem”. Nesta esquerda mais radical — que Medina não referiu assim — apontou até “violações grosseiras aos direitos de propriedade.

 

A proposta disparatada do BE para a habitação

Em Entre - Campos há os terrenos da antiga Feira Popular onde a CML já anunciou que vai construir 70% de escritórios e apenas 30% de habitação. E logo a seguir há os terrenos em frente do ISCTE sem qualquer construção. Porque é que a CML não constrói ali residências para estudantes ?

Anos e anos ao abandono, a dimensão destes terrenos permite a construção de milhares de metros quadrados de habitação e, assim, fixar população, aumentar a oferta e reduzir os preços. 

Também a Colina de Santana onde vários hospitais vão ser encerrados e substituídos com a construção do novo hospital de Todos-os Santos, na zona oriental da cidade, vai libertar milhares de metros quadrados de terrenos, estratégicamente posicionados perto da baixa de Lisboa e muito bem servidos por transportes.

Quando os partidos e a CMLisboa falam em falta de habitação escondem estes terrenos "fillet mignon", que vão dar fortunas a quem ali construir e à própria câmara e ao estado.

Se não se cria habitação na cidade, isto é um estímulo a mais pessoas viverem fora de Lisboa e mais carros a entrar na capital para o trabalho.

O que é que a esquerda tem a dizer sobre este absurdo? Vai ficar calada a ver esta oportunidade de ouro de aumentar o número de habitações em Lisboa ser escandalosamente desaproveitada?

E os “bem-pensantes” comentadores não têm nada a dizer? Não se indignam com este absurdo que está a ser perpetrado à vista de todos?

É bem mais fácil aumentar impostos, taxas e taxinhas que os contribuintes pagam.

À atenção do Bloco de Esquerda o das taxas, taxinhas e impostos

Manuel Salgado, vereador da Câmara de Lisboa, quer reverter diversos prédios públicos em Lisboa em oferta de habitação para assim baixar os preços e beneficiar a classe média.

Em Paris, na França em geral, têm um problema idêntico. E o que fizeram? Em cada operação urbanística a partir de um certo número de fogos, 25 % dos fogos têm de ter características para serem arrendados para habitação acessível. Esses fogos são comprados pela administração pública a preços mais baixos. Em Inglaterra fizeram o livro branco da habitação porque há também, concretamente em Londres, um problema crítico de custo das rendas. Em várias outras cidades este problema está a colocar-se. O chamado problema da affordable housing existe em praticamente todas as cidades europeias e nos Estados Unidos.

Mas o BE resolve tudo - não dá para mais - com o aumento de impostos e mais taxas e taxinhas. Enfim ir buscar o dinheiro onde ele está.

Lisboa e Porto ganharam moradores em 2017

Helena Roseta já veio dizer que o INE está enganado. É sempre assim quando a realidade não bate certo com o que estas senhoras pensam. O BE não muge nem tuge. 

https://www.publico.pt/…/lisboa-e-porto-terao-ganho-1600-mo…

Como costumo dizer, uma certa esquerda vive de soundbytes. Soundbytes que duram até aparecerem as estatísticas e os números. O problema é que esses soundbytes ficam na cabeça de muitos, porque chegam sempre antes das estatísticas e duram dias a fio.

O Bloco de Esquerda cansou-se de gritar contra "o esvaziamento das cidades" "os fundos abutres que expulsavam os moradores para especular", etc. etc..

O que realmente aconteceu?! Desde que a Assunção Cristas liberalizou (ainda que ligeiramente) o arrendamento e afins, as cidades tem ganho uma outra vida, tem-se apostado na reabilitação urbana e imagine-se, estão a ganhar moradores, pela primeira vez em muitos anos, ao contrário do que afirmavam PCP e BE!

Os problemas da habitação não se resolvem com mais ou menos impostos

Resolvem-se com mais oferta de casas no mercado. A Catarina Martins devia perguntar ao Prof Francisco Louçã que ele dizia-lhe.

Marques Mendes foi mais longe e disse mesmo que Rui Rio devia ter sido mais social-democrata. “O que Rui Rio devia ter dito disto é “temos ou não um problema em Portugal na habitação. Qual é esse problema? Falta de casas para vender ou para arrendar e por isso os preços sobem.

Marques Mendes defende que este problema não se resolve com mais ou menos impostos. “Temos é que colocar mais casas no mercado. Mais impostos ou novos impostos têm efeito contrário – fazem retirar ainda mais casas do mercado, porque os investidores se retraem.
O que temos é de aprovar incentivos para ter maior oferta de casas no mercado e assim fazer baixar preços”, disse.

“Rui Rio foi populista e deixou o eleitorado do PSD com os cabelos em pé”, acusou o comentador.

O problema não é fiscal. É de oferta de habitação.