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BandaLarga

as autoestradas da informação

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A habitação mexeu o BE pisou

Redução de 20% nas casas para arrendar :

A situação vai piorar em consequência destas medidas, e vamos voltar ao que aconteceu nos anos 70 e 80, em que os contratos de arrendamento quase desapareceram”, sustenta Luís Menezes Leitão, presidente da Associação Lisbonense de Proprietários, prevendo para 2019 uma redução de 20% na oferta de imóveis para arrendamento com as restrições impostas, à semelhança da queda já verificada no ano passado. “Vai haver mais aumentos nas rendas e a crise na habitação vai agravar-se.”

Voltamos aos tempos da ocupação de casas

É uma política habitacional alucinada na base de ocupação das casas das pessoas. Voltamos aos tempos dos "okupas"

Sobre a proposta que pretende reformular o conceito de habitação devoluta, a comentadora da TVI disse que se pretende “tomar decisões sobre as habitações de cada um, já não só na base de uma politica de reabilitação urbana”.

Estamos um pouco naquela fase em que havia uma ocupação de casas, em que as casas eram ocupadas se as pessoas não estavam a habitar lá”, disse, indignada, a ex-ministra. "A política habitacional é feita à custa das casas das pessoas?", questionou.

Na habitação o PS não conta com PCP e BE para as reformas necessárias

Políticas para a habitação vindas do PCP e do BE são o saque fiscal habitual. O PS não enjeita o apoio dos outros partidos . O governo não pode contar com os apoios parlamentares à esquerda para implementar reformas estruturais. E sem elas o país empobrece e diverge da UE .

Uma das vozes que veio recentemente fazer um apelo semelhante foi precisamente o presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina. No discurso do 5 de outubro, Medina desafiou os partidos que compõem a “‘geringonça”, mas o PS parece já ter desistido desta via.

Fernando Medina considera “inaceitável que o direito à habitação na cidade por parte de milhares de jovens e famílias continue refém de duas visões extremas que se degladiam”. Com esta frase, responsabiliza direita e esquerda pela abordagem “casuística” e “ineficaz” que não tem permitido “aumentar a oferta e fazer baixar os preços das casas”. Mas o foco maior é mesmo para quem apoia o PS no Parlamento.

Os socialistas estão, assim, “disponíveis para qualquer tipo de entendimento” com “outras forças políticas, que não o PCP ou o Bloco de Esquerda”, disse o deputado depois da reunião da bancada parlamentar.

O PS arrasa PCP e BE

No último mês o PS iniciou o movimento de alijar a carga da extrema esquerda. Primeiro foi António Costa " dá para ser amigos mas não para casar" . Depois Carlos César " para PCP e BE irem para o governo há que rever o que pensam sobre a NATO e a União Europeia ".

Hoje o Presidente da Câmara de Lisboa, no seu discurso do 5 de Outubro, criticou severamente a política com que PCP e BE impedem as iniciativas parlamentares do PS sobre a habitação.

O PS quer aumentar a oferta de habitação para assim baixar o preço, colocando no mercado os milhares de fogos de que é proprietário bem como as propriedades da câmara e da misericórdia . Contra esse aumento de oferta os apoios parlamentares do governo seguem a política habitual do saque fiscal sobre a propriedade privada.

...lamentando que a discussão sobre o problema da habitação esteja entre “aqueles que acham que nada deve mudar. Que um mercado totalmente liberalizado, com contratos precários e de preço livre responde às necessidades das famílias” e a outra frente, a mais à esquerda, dos “que no fundo rejeitam a existência de um próprio mercado da habitação” e que “defendem a fixação administrativa dos preços, a transferência para os senhorios de responsabilidades que só ao estado social competem”. Nesta esquerda mais radical — que Medina não referiu assim — apontou até “violações grosseiras aos direitos de propriedade.

 

A proposta disparatada do BE para a habitação

Em Entre - Campos há os terrenos da antiga Feira Popular onde a CML já anunciou que vai construir 70% de escritórios e apenas 30% de habitação. E logo a seguir há os terrenos em frente do ISCTE sem qualquer construção. Porque é que a CML não constrói ali residências para estudantes ?

Anos e anos ao abandono, a dimensão destes terrenos permite a construção de milhares de metros quadrados de habitação e, assim, fixar população, aumentar a oferta e reduzir os preços. 

Também a Colina de Santana onde vários hospitais vão ser encerrados e substituídos com a construção do novo hospital de Todos-os Santos, na zona oriental da cidade, vai libertar milhares de metros quadrados de terrenos, estratégicamente posicionados perto da baixa de Lisboa e muito bem servidos por transportes.

Quando os partidos e a CMLisboa falam em falta de habitação escondem estes terrenos "fillet mignon", que vão dar fortunas a quem ali construir e à própria câmara e ao estado.

Se não se cria habitação na cidade, isto é um estímulo a mais pessoas viverem fora de Lisboa e mais carros a entrar na capital para o trabalho.

O que é que a esquerda tem a dizer sobre este absurdo? Vai ficar calada a ver esta oportunidade de ouro de aumentar o número de habitações em Lisboa ser escandalosamente desaproveitada?

E os “bem-pensantes” comentadores não têm nada a dizer? Não se indignam com este absurdo que está a ser perpetrado à vista de todos?

É bem mais fácil aumentar impostos, taxas e taxinhas que os contribuintes pagam.

À atenção do Bloco de Esquerda o das taxas, taxinhas e impostos

Manuel Salgado, vereador da Câmara de Lisboa, quer reverter diversos prédios públicos em Lisboa em oferta de habitação para assim baixar os preços e beneficiar a classe média.

Em Paris, na França em geral, têm um problema idêntico. E o que fizeram? Em cada operação urbanística a partir de um certo número de fogos, 25 % dos fogos têm de ter características para serem arrendados para habitação acessível. Esses fogos são comprados pela administração pública a preços mais baixos. Em Inglaterra fizeram o livro branco da habitação porque há também, concretamente em Londres, um problema crítico de custo das rendas. Em várias outras cidades este problema está a colocar-se. O chamado problema da affordable housing existe em praticamente todas as cidades europeias e nos Estados Unidos.

Mas o BE resolve tudo - não dá para mais - com o aumento de impostos e mais taxas e taxinhas. Enfim ir buscar o dinheiro onde ele está.

Lisboa e Porto ganharam moradores em 2017

Helena Roseta já veio dizer que o INE está enganado. É sempre assim quando a realidade não bate certo com o que estas senhoras pensam. O BE não muge nem tuge. 

https://www.publico.pt/…/lisboa-e-porto-terao-ganho-1600-mo…

Como costumo dizer, uma certa esquerda vive de soundbytes. Soundbytes que duram até aparecerem as estatísticas e os números. O problema é que esses soundbytes ficam na cabeça de muitos, porque chegam sempre antes das estatísticas e duram dias a fio.

O Bloco de Esquerda cansou-se de gritar contra "o esvaziamento das cidades" "os fundos abutres que expulsavam os moradores para especular", etc. etc..

O que realmente aconteceu?! Desde que a Assunção Cristas liberalizou (ainda que ligeiramente) o arrendamento e afins, as cidades tem ganho uma outra vida, tem-se apostado na reabilitação urbana e imagine-se, estão a ganhar moradores, pela primeira vez em muitos anos, ao contrário do que afirmavam PCP e BE!

Os problemas da habitação não se resolvem com mais ou menos impostos

Resolvem-se com mais oferta de casas no mercado. A Catarina Martins devia perguntar ao Prof Francisco Louçã que ele dizia-lhe.

Marques Mendes foi mais longe e disse mesmo que Rui Rio devia ter sido mais social-democrata. “O que Rui Rio devia ter dito disto é “temos ou não um problema em Portugal na habitação. Qual é esse problema? Falta de casas para vender ou para arrendar e por isso os preços sobem.

Marques Mendes defende que este problema não se resolve com mais ou menos impostos. “Temos é que colocar mais casas no mercado. Mais impostos ou novos impostos têm efeito contrário – fazem retirar ainda mais casas do mercado, porque os investidores se retraem.
O que temos é de aprovar incentivos para ter maior oferta de casas no mercado e assim fazer baixar preços”, disse.

“Rui Rio foi populista e deixou o eleitorado do PSD com os cabelos em pé”, acusou o comentador.

O problema não é fiscal. É de oferta de habitação.

O BE quer destruir o mercado da habitação

O BE não sabe propor mais nada que não taxas, taxinhas e impostos. Agora, et pour cause, é na habitação.

O facto é que os problemas graves nos preços das habitações nos centros das duas nossas grandes cidades não são só consequência do turismo e do crescimento do alojamento local que este criou, foram décadas e décadas de políticas erradas. Claro está que as motivações do BE são, ao menos, coerentes. Já sabemos que lucro e BE (para alguns do BE, bem entendido) não rimam. O BE quer uma sociedade em que o lucro, essa fonte de todos os males, seja extinto. Esse terrível conceito que está na base do período mais próspero e com maior distribuição de riqueza da nossa civilização. O que custa perceber é que quem acredita no capitalismo possa alinhar com essas posições, e, infelizmente, não é de agora e tem cabido a todos os partidos que não defendem o paraíso bloquista onde o lucro estará extinto.

Dir-me-ão que o mercado da habitação mexe com um aspeto fundamental da vida das pessoas. Sem dúvida. Há interferências do Estado, políticas públicas, que são necessárias, neste e noutros mercados. Por exemplo, tem de ser garantida uma estabilidade contratual maior do que na maioria dos contratos. Mas não só. Incentivos estatais ao aumento da oferta, na forma da redução de restrições à construção, na colocação direta de casas de habitação no mercado (basta ver o património imobiliário do Estado, das autarquias e de outras entidades ligadas públicas e perceber o que se podia fazer), no alargamento de zonas urbanizáveis. Como do lado da procura não pode deixar de existir a ajuda a pessoas em situações de carência na forma de diversos tipos de apoio.

 

 

 

Cinco soluções para a habitação sem aumento de impostos

Para controlar a especulação ( para usar o soundbyte do PCP e do BE ) é preciso aumentar a oferta de casas para vender e arrendar. Aqui estão cinco maneiras de aumentar a oferta sem ser necessário "ir buscar o dinheiro onde ele está" ( ao nosso bolso )

1 - Via verde do licenciamento de habitação. É essencial começar por fazer um levantamento de quantos (milhares de) fogos aguardam licenciamento de construção e reabilitação e qual o prazo médio .

2- Urbanizar os “baldios”. É totalmente absurdo a quantidade de terrenos desocupados dentro do concelho de Lisboa (sobretudo na zona oriental), ainda hoje, quando há mais de meio século que as pessoas têm sido empurradas para longe do centro.

3 - Reabilitar as ruínas e gavetos. Continua a haver um número absurdamente elevado de prédios em ruínas há décadas, para além de espaços vazios onde antes havia edifícios, entretanto demolidos.

4 - Realojar quarteis.Há hoje ainda demasiados quartéis em zonas demasiado nobres da cidade, que não desempenham qualquer função militar relevante (poderiam estar ali ou noutra zona qualquer do distrito) e sem grande valor arquitectónico.

5 - Realojar serviços públicos. Há imensos serviços públicos que ocupam espaços desnecessariamente caros, que poderiam perfeitamente, e com enorme vantagem, mudar-se para outras localizações dentro da área metropolitana de Lisboa, poupando milhões aos cofres do Estado e disponibilizando espaços para habitação dentro da cidade.