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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Depois desta greve quem quer uma saúde pública monopolista ?

Há cada vez mais doentes a recorrer aos privados e ao sector social. E até aqui a razão principal era a incapacidade do SNS responder á procura. Listas de espera em consultas e em cirurgias que atingem mil dias . Urgências a transbordar .

Mas agora com a greve dos enfermeiros atingimos um novo patamar. Doentes oncológicos não são operados e suspendem o tratamento. Ultrapassou-se a barreira vermelha . A margem que separa a vida da morte .

A Associação Sindical Portuguesa dos Enfermeiros avisa o Governo para o risco de surgirem formas de luta “mais incontroláveis” que não sejam suportadas por sindicatos, considerando que os enfermeiros não ficarão serenos face à decisão de requisição civil.

A presidente da ASPE, Lúcia Leite, rejeita os fundamentos para a requisição civil decidida hoje em Conselho de Ministros e considera que o Governo “optou por um caminho que parece fácil, mas que lhe pode trazer dificuldades bem maiores no futuro”.

“Não acredito que os enfermeiros, depois de verem como os governantes os desrespeitam, vão ficar serenos com esta decisão”,

Quem é que a partir de agora ainda defende o monopólio da prestação de cuidados hospitalares públicos ?

Entre os serviços mínimos e a requisição civil

Entre os serviços mínimos e a requisição civil

A vaga de greves que afecta os cidadãos e a economia deve fazer-nos pensar.
Vemos um Governo quase inactivo a deixar apodrecer as situações até ao limite, como no caso da Autoeuropa , e questionamos se tinha de ser assim.
Vemos que uma centena de estivadores prejudica durante mais de um mês a imagem de Portugal como país acolhedor para o Investimento directo estrangeiro e questionamos se tinha de ser assim.
Vemos uma greve dos enfermeiros que testa os limites da proporcionalidade e questionamos se tinha de ser assim.
Vemos uma constelação de greves sem razões compreensíveis para a generalidade das pessoas que são afectadas e questionamos se tinha de ser assim.
Não tinha de ser assim se entre os mínimos serviços (raramente respeitados e razoavelmente definidos) e a "bomba atómica " da requisição civil , existisse uma regulamentação sensata do direito à greve.
Não existe . A greve é um direito quase sem restrições . Não se exige um pre-aviso devidamente publicitado para que os afectados possam preparar-se .
Não se exige que os motivos sejam transparentes e bem definidos para que sejam percebidos .
Não se exige que a greve não seja a primeira solução e que tenha de haver gradualismo e tentativas de conciliação.
Não se exige a proporcionalidade entre os interesses defendidos e os ofendidos , designadamente quando estão em causa direitos básicos dos cidadãos ( saúde, educação, segurança , transportes ).
Não se proibem formas abusivas de greve como as " "trombose" , " rotativas" ou " intermitentes" .
Em suma, a falta de uma regulamentação gera um ambiente de " Far West " laboral que prejudica os cidadãos , as empresa e o país, em benefício de grupos sociais mais organizados e políticamente mais apoiados .
A tudo isto acresce um Governo que preferiu ( até agora) subestimar este problema para não prejudicar a sua imagem de esquerda . Até quando ?

Quem é que paga aos enfermeiros grevistas ?

Há um segundo pedido de apoio financeiro para as greves dos enfermeiros no montante de 400 000 euros. O primeiro pedido andou também pelo mesmo montante ao perto disso.

Quem paga ?

Os enfermeiros pagam a si próprios ? Os enfermeiros não grevistas ( que recebem o salário normal) pagam aos seus colegas em greve que não recebem salário ? E os montantes tão elevados não assustam ninguém ? Estranho, no mínimo...

Seria bom que a bastonária dos enfermeiros explicasse de onde vem o dinheiro . É que pescadores de águas turvas é o que há mais por aí...

É preciso que os direitos dos doentes sejam respeitados

Milhares de cirurgias foram canceladas com óbvio prejuízo dos doentes senão mesmo com mortes à mistura. Os direitos dos doentes têm que ser respeitados como muito bem diz a ministra da Saúde. Não se encontrando solução nos hospitais públicos o  SNS está a recorrer aos hospitais privados. É para isso que servem os protocolos existentes entre o público e o privado.

Se alguém considera que os direitos corporativos dos enfermeiros  estão acima dos direitos dos doentes tem na presente greve uma boa reflexão. Deixam-se morrer doentes atrasando-se cirurgias há muito programadas ?

Atrevam-se com aquele argumento estúpido que o estado não deve pagar aos privados porque o dinheiro é "público". A morte e o sofrimento também são públicos ?

A greve dos enfermeiros é o triunfo dos porcos

Vale tudo incluindo o terror. É com "absoluta certeza" que a bastonária da Ordem dos Enfermeiros (OE) afirma que as intervenções cirúrgicas adiadas devido à greve dos enfermeiros não vão ser reprogramadas em tempo útil. "Não é possível, se a greve durar até 31 de dezembro ou se se prolongar, reprogramar nos próximos anos estas cirurgias para o Serviço Nacional de Saúde (SNS) em tempo útil", diz Ana Rita Cavaco.

O triunfo dos porcos.

 

Se um dia os hospitais públicos tiverem o monopólio da prestação de cuidados hospitalares

É dificil encontrar maior vergonha do que esta greve dos enfermeiros.

Ao final da tarde desta quinta-feira, a Ordem dos Médicos do Norte denunciou alguns dos métodos dos enfermeiros que participam nos piquetes de greve, que estarão a entrar nos blocos operatórios e a obrigar os médicos a suspender as cirurgias.

Euforicamente reclamam 3 000 cirurgias programadas não efectuadas que o SNS não conseguirá recuperar nos próximos dois anos. E como o PCP e o BE não autorizam que os doentes sejam intervencionados nos hospitais privados - o dinheiro é público - os doentes podem morrer .

É nisto no que dá os extremismos e a ideologia cega. Uma greve de terror

 

A greve dos enfermeiros é a greve do terror

Parar com as cirurgias programadas nos cinco maiores hospitais do país. Cirurgias que o SNS nunca mais conseguirá recuperar a não ser que os doentes morram.

Ao limitar a greve aos cinco maiores hospitais do país o objectivo é conseguir que o dinheiro reunido para sustentar os grevistas dure indefinidamente. Nas palavras dos próprios, a greve há-de ser “até quando o governo entender”. Há nisto um elemento de calculismo brutal. A estratégia dos sindicatos é concentrar todo o impacto da greve sobre um grupo de pessoas que, sem ter poder de decisão, é particularmente vulnerável. E esperar que o sofrimento dessas pessoas leve a opinião pública e o governo a cederem – por medo. Chama-se a isto terrorismo: “o agrupamento de duas ou mais pessoas que, em actuação concertada, visem … intimidar certas pessoas, grupos de pessoas ou a população em geral”. Não interessa para o caso a razão que possam ter, ou não, os enfermeiros. A estratégia que escolheram é malévola e inaugura em Portugal um estilo perigosíssimo de fazer greve.

Serviços mínimos na greve dos professores

Ilegal, segundo os sindicatos, como seria de esperar em tudo o que seja contrário à sua vontade .Primeiro aceitam o Tribunal arbitral ( está na Lei) mas depois não aceitam se a decisão lhes for desfavorável. E a chantagem é sempre dos outros. 

"Tal como solicitado pelo Ministério da Educação, o Colégio Arbitral deliberou, por unanimidade, que os conselhos de turma relativos aos 9.º, 11.º e 12.º anos de escolaridade devem realizar-se até à data limite de 5 de Julho, a fim de emitirem a avaliação interna final. Mais deliberou que o director, ou quem o substitua, deve recolher antecipadamente todos os elementos referentes à avaliação de cada aluno que ainda não tenha nota atribuída, para que se possam tomar as melhores decisões pedagógicas", lê-se numa nota do ME.

Os pais ameaçam fazer greve a uma escola pública que os trata mal

Com este ministério da Educação centralizado, nas mãos dos sindicatos ( 23 ) os pais dos alunos só os podem defender se lutarem pela liberdade de escolha ( pública, privada, em associação).

Ano após ano o que vemos é a chantagem dos sindicatos comandados pelo sindicalista comunista Mário Nogueira a fazer o que quer com a escola pública. Greve atrás de greve seja o problema pequeno ou grande, financeiramente sustentável ou não, seja ou não razoável.

A Educação num país democrático não pode continuar à mercê de um quadro do PCP e que usa o  sindicato como braço armado do seu partido na luta política.

A defesa dos contratos de associação, considera, é a reação inevitável a formas de luta dos professores que, defende, se repetem "todos os anos" e estão "a atacar o coração do processo de aprendizagem" dos alunos.

"É para onde nos estão a empurrar", confirma. "O governo tem de rever a questão dos contratos de associação. Não vale a pena ter um sistema público de educação que está em permanente revolução. O primeiro direito é o das crianças. Não podemos estar permanentemente nesta instabilidade".

Entretanto, já foi criada por professores uma "associação fantoche de pais" que, naturalmente, se coloca ao lado dos sindicatos defendendo que a greve favorece os alunos.

Até quando este circo ?