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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Costa, Centeno e Galamba tão amigos que eles são da Grécia

Costa congratula-se com o fim do programa de ajustamento na Crécia, Centeno dá as boas vindas à Grécia livre do programa e Galamba diz que o discurso de Centeno é miserável.

Do BE não se ouve opinião eles que já foram os grandes admiradores do Tirysa . Bem me lembro como Louçã, Catarina e o próprio Costa voavam para Atenas para ficarem na fotografia. O PCP continua a dizer que é um desastre Portugal pagar a dívida, cinco mil milhões por ano, não diz é como se faz. Mas nós sabemos o que é que os comunistas querem. Sair da União Europeia e do Euro.

Ao fim destes dez anos de crise o que vemos é que a Grécia passou as passas do Algarve para conseguir ficar na tão odiada União Europeia.

A Grécia recebeu 250 mil milhões de Euros de empréstimos para conseguir dar de comer aos seus cidadãos. Portugal ficou-se pelos 75 mil milhões.

Nós cá já vimos tudo isto que se passa na Grécia

O governo Grego está a salvar as contas públicas e a manutenção do país na UE . Mas os serviços públicos degradam-se, a floresta arde e a população morre. Tal como em Portugal.  

...vamos apresentar uma queixa-crime contra as autoridades regionais [governo de Ática] e o governo grego [liderado por Alexis Tsipras] pelas mortes causadas. Estamos a fazê-lo porque é um facto estabelecido que estas pessoas morreram por razão nenhuma, ficaram encurraladas nas casas, sem informação, nos carros, nas ruas. Ninguém as informou do perigo, não houve um plano de evacuação da área, as autoridades tiveram algumas horas para reagir, mas não o fizeram. Deixaram as pessoas indefesas à morte. Até tinham bloqueado a estrada principal através da qual as pessoas poderiam sair de Mati. E direcionaram toda a gente através de estradas mais pequenas. Foi como mandá-las para ratoeiras.

Mas por cá não aconteceu nada além das mortes .

Portugal é a Grécia

Governos fracos e administrações incompetentes incapazes de planear a longo prazo levam ao desespero e à morte . Maus serviços públicos apesar da elevada carga fiscal.

Está a acontecer no sul quente e seco. Está a acontecer onde os Estados são falhos, governados à vista desarmada e tomados por administrações públicas lideradas por incompetentes promovidos por cunhas e cartões partidários, incluindo nas suas proteções civis. Portugal e Grécia são casos diferentes mas ambos estão há anos tomados por governos com total incapacidade estratégica de longo prazo (o que nos incêndios se vê na floresta e no ordenamento do território), por comportamentos sociais desvinculados e por uma sujeição orçamental a que chamamos austeridade: impostos muito elevados para pagar despesa pública e corte de meios e serviços públicos por exaustão (o que nos incêndios se vê na falta de recursos de combate).

Esta combinação de incompetência na estratégia e na ação, de falta de planeamento e de falta de meios, leva perfidamente à resignação inaceitável: a da fatalidade. Como se morrêssemos nos incêndios porque a natureza está assim e vida é isto.

Finalmente, o terceiro traço, o de que Portugal e Grécia são países da União Europeia resgatados por uma austeridade então necessária mas disparatada na profundidade com que se espetou a faca na ferida, pelo experimentalismo económico e pela raiva vingativa de políticos e países do Norte. Quiseram fazer uma purga. Criaram um purgatório. 

Embora o que Portugal passou não se possa comparar ao que passou ( está a passar) a Grécia.

A brutal limitação da Lei da Greve na Grécia

Um social-democrata tem que repudiar a brutal limitação da Lei da greve imposta por Tsipras de quem agora se diz que não há ninguém a aplicar medidas mais de direita do que ele.

Os que o aplaudiram em 2015 estão agora a esquecer o homem que merece uma certa consideração por se ter transformado num social-democrata de direita.

Mas se olharmos para a Europa quase todos os países governam ao centro. A esquerda está acantonada em pequenos partidos, principalmente no que diz respeito a parte económica.

 

A Grécia também está a ser salva pelo turismo

Quinze pacotes de austeridade depois a Grécia do Syriza está a ser salva pelo turismo . Fazem turismo aqueles que têm as contas públicas equilibradas, défices controlados, dívidas pagáveis e economias fortes .

Foi decidida mais uma renegociação da dívida grega . A extrema esquerda na Grécia está a fazer o mesmo que Passos Coelho e António Costa . Recuperar as contas, ganhar credibilidade e tempo .

Sem investimento e sem uma economia a crescer 3% a 4% não conseguimos pagar a dívida .É verdade na Grécia e é verdade em Portugal . Não vale a pena enganarmo-nos a nós mesmos.

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A Grécia também já saiu do Procedimento dos Défices Excessivos

Escassos meses após Portugal a Grécia também já saiu do Procedimento dos Défices Excessivos. O que mostra bem que a boa situação da Zona Euro está a contribuir de forma decisiva para as boas notícias . E há mais países que já saíram ou estão a sair.

É a evolução natural de uma situação que após tratamento apresenta resultados positivos.

Não há razões para Portugal embandeirar em arco após dezassete anos de não crescimento da economia, há reformas a fazer tal como na Grécia. Aliás, é bom não esquecer que duas das maiores agências de notação financeira ainda nos mantêm na classificação do "lixo".

É preciso ainda cerca de um ano para sabermos se a actual evolução é fruto da conjuntura ou se trata mesmo de uma evolução que veio para ficar. O que para já é certo é que a situação melhora de forma global em toda a Zona Euro o que, há bem pouco tempo era dado como altamente improvável senão mesmo impossível .

A evolução da Grécia e de Portugal é a prova que sem contas públicas equilibradas a economia não cresce, e os povos vivem esmagados por elevadas cargas fiscais .

E há a dívida que teremos que pagar ao longo dos próximos trinta anos.

 

 

A Grécia regressa três anos depois de Portugal

Foi uma romaria de políticos da extrema esquerda à Grécia . Ia ser, confrontar a UE, negociar a dívida com "hair-cut", com as pernas dos alemães a tremer...

Depois veio a realidade. Três resgates depois e muitos milhões de empréstimos a Grécia voltou aos mercados com sucesso, cumprindo rigorosas medidas de contenção orçamental .

E a sua economia já está a crescer arrastada pelo crescimento da economia da Zona Euro.

Claro que ainda há muito caminho a percorrer, o mesmo caminho que Portugal tem percorrido nos últimos três anos .

Cumprir o programa da troika, fomentar investimento e crescimento e preparar a saída, com novas emissões e uma almofada financeira. As viúvas do BE calaram-se há muito, zangaram-se mesmo com o seu ídolo Tsipras mas, agora estão a apoiar o governo PS que controla o défice e executa os termos do Tratado Orçamental.

Verdade seja dita que o PCP não alinhou na romaria antes lançou um manifesto para "uma saída de Portugal do Euro" que morreu à nascença.

Até à próxima crise ficamos assim. Uma UE mais coesa, uma Zona Euro com as suas conhecidas fragilidades corrigidas e podemos esperar mais vinte anos de paz e progresso.

Entretanto na Venezuela tida como o "novo sol" do socialismo os cidadãos morrem à fome ou às mãos da polícia.

Sair da Europa e ir para onde...para outra galáxia ?

primeiro ministro Grego também já é pró-europeu . Perto de sair do Procedimento do Défices Excessivos, a Grécia continua a receber os empréstimos europeus . Tsypas converteu-se, numa forma diferente da conversão do BE, e o PCP deixou de falar em submissão.

O primeiro-ministro acredita, no entanto, que a economia que lidera está a crescer. “Lentamente, lentamente. Mas o que ninguém acreditava que poderia acontecer, vai acontecer. Vamos tirar o país da crise”, disse.

As previsões de Tsipras, que identifica como prioridade a recuperação da soberania económica, é que “após oito anos, a Grécia saia do programa de assistência e da supervisão internacional”, em Agosto de 2018.

Tal como cá o modelo de assistência exigiu sacrifícios, talvez até em demasia, mas os resultados estão à vista. Com muitos erros à mistura como reconhece o próprio primeiro ministro.

A UE e a Zona Euro estão a atravessar uma boa fase com a economia e o emprego a crescer e o FMI prevê que a economia na Zona Euro cresça mais que nos USA.

Tudo vale a pena se a alma não é pequena sentenciava Pessoa.

 
 
 

No investimento só a Grécia e a Letónia fazem pior

Sem investimento não há crescimento da economia que se veja nem criação de postos de trabalho. E fica-se para trás na investigação e na inovação . Sete anos abaixo da linha de água.

A implicação mais imediata foi a redução do stock total de capital do país de 2012 a 2016. Os trabalhadores portugueses trabalham hoje com menos capital, o que reduz a sua produtividade e torna mais difícil os aumentos salariais.

E apesar de as projecções actuais apontaram para um crescimento do Investimento em 2017 e 2018, o aumento ainda não chega para inverter a tendência. Na Zona Euro, só a Grécia e a Letónia fazem pior. As duas foram das economias mais afectadas pela crise económica de 2009 .

Um desastre que continua .

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