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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Um governo de gestão que não serve o país.

As diferenças ideológicas dos partidos do governo não deixam efectuar qualquer reforma. Como se vê no orçamento para 2018, tal como se viu nos orçamentos anteriores, esgotadas as reversões e a distribuição do que não há, o governo não tem mais nada para oferecer ao país.

E como se vê pelos altos índices de deterioração dos serviços públicos - hoje é um surto de legionella que assola um hospital da capital - após as mortes dos incêndios e da ópera bufa de Tancos, o SNS deixa morrer doentes por não terem sido operados em tempo útil.

E que o facto de as empresas não estarem a ser propriamente incentivadas e o investimento permanecer praticamente inexistente não incomoda a maioria das pessoas - infelizmente e com consequências bem graves no futuro, diga-se.

E tudo o que pode abrir brechas entre os partidos do governo é empurrado com a barriga para a frente .

Este orçamento grita isso, está bem à vista que os entendimentos em aspetos fulcrais para o país são impossíveis com esta solução governativa. Mudanças na Segurança Social, prioridades para o investimento público, reformas no ordenamento do território, acordos para reformar a Justiça, entre outros, são impossíveis de obter no quadro da geringonça. O facto é que as diferenças ideológicas e programáticas do PS com o BE e o PCP são inultrapassáveis.

Perde o país e perdemos todos.

 

 

 

A crise de ansiedade que assola o PS

Passos Coelho deixou escapar que "vamos ter novo governo dentro de duas semanas" ao falar com um dirigente europeu, o que foi apanhado pelos microfones da TVI . Propositado ou nem por isso ?

A verdade é que cresce a ansiedade entre os socialistas . Queres ver que não vamos formar governo ? Cavaco Silva já veio dizer que ele próprio liderou um governo de gestão por cinco meses. Como quem diz, poucos sabem tanto como eu sobre governos de gestão. Não vale a pena dramatizar .

Claro que os socialistas já vieram dizer que as circunstâncias não eram as mesmas. É o mesmo argumento  que usam sempre. Quando deixam o país em bancarrota as condições em que governaram também não eram as mesmas. São sempre mais difíceis .

Lá fora fazem-se apostas coisa que por cá é proibido. Para já o governo de gestão leva a dianteira sobre o governo de Costa.

Eu aposto o aumento da minha pensão ( que Costa prometeu) em como há uma ansiedade nas hostes socialistas fácil de explicar. Ou não sabem nada sobre as intenções do presidente da república ou já sabem tudo.

Num caso ou noutro a crise de ansiedade está explicada.

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Cavaco esteve cinco meses a chefiar governo de gestão

Tudo normal ao contrário do que diz Sampaio da Nóvoa. Cavaco Silva diz aos jornalistas para olharem para a história. E é isso que tanta ansiedade causa no candidato apoiado pelas esquerdas. É que Cavaco Silva como primeiro ministro esteve cinco meses em gestão.

Ora, se tal calendário se repetisse e Passos tivesse essa longevidade em gestão, o Presidente nunca daria posse a Costa, deixando a decisão para o próximo chefe de Estado.

Claro que o PS anda ansioso, sabe bem que nada disto é original e deixa para o candidato a presidente da república a dramatização . O candidato às eleições presidenciais alertou que "o arrastar desta situação pode trazer uma degradação da situação política e até da situação social, pode trazer tensões, crispações, agressividades".

No auge da crise e da austeridade também estavam aí à esquina a degradação social e a agressividade . O papão habitual que se agita sempre nestas ocasiões. Mas por norma não há nem uma coisa nem outra. Para além, claro, das "grândoladas" e das manifestações espontâneas da CGTP.

Quem é que está entalado ?

Não há acordo. Há acordo mas são dois acordos. E agora Passos Coelho vem dizer que aceita chefiar um governo de gestão até que se chegue a uma situação credível e sólida, leia-se eleições antecipadas. Quem é que está entalado ?

Catarina Martins segue o sonho de fazer parte do arco da governação, que é uma inspiração syrizianasyriziana. Jerónimo terá lá as suas razões para fazer parte disso, talvez porque, no caso de entendimento PS-BEBE, seria muito difícil viabilizar um governo da coligação Portugal à Frente. Nem com a mão a tapar os olhos, como foram aconselhados a fazer noutros tempos. Portanto, está entalado. E, em relação a António Costa, o que diria é que às vezes somos tão inteligentes que somos capazes de nos enganar a nós próprios. Gostava que ele pensasse nisso.

E quanto a Passos Coelho o que é que o fez mudar de opinião quanto a ser frito em lume brando num governo de gestão ? Cavaco não deve hesitar : Sendo péssimo, o governo de gestão tem esta inestimável vantagem: garante eleições daqui a cinco meses. Se o acordo da esquerda for apenas um logro e uma palhaçada para português ver, António Costa não pode ser primeiro-ministro.

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Catorze deputados do PS não votaram em Carlos César

O governo de Passos Coelho não está disponível para se manter em gestão. O PS+PC+BE devem ser chamados e assumir as suas responsabilidades.

Há já evidentes diferenças entre os partidos e os sindicatos. O que era para ser devolvido em dois anos pelo PS passou  a ser devolvido totalmente em 2016 pela mão do BE e a CGTP já fala num aumento de salário mínimo de 600 euros. Os patrões agitam-se com semelhante hipótese chamando-lhe "utopias ".

Recordando que houve 14 deputados do PS que não votaram pela eleição de Carlos César como líder parlamentar do PS, afirma que "se o acordo à esquerda tiver uma amplitude de tal modo perigosa para o país, quero pensar que esses deputados pensem duas vezes antes de votar a queda do governo" afirma Fernando Negrão.

E as medidas que exigem tratamento legal autónomo do orçamento separa socialistas e bloquistas. Pode ser a primeira guerra.  Do PCP não se ouve falar na altura própria apresenta a factura e a CGTP vai abrindo caminho.

Vamos pagar tudo isto com um segundo resgate.

É menos prejudicial um governo de gestão do que um governo anti-Europa

É menos prejudicial um governo de gestão ou de iniciativa presidencial do que um governo antinatura PS+PCP+BE . Os dois partidos anti-União Europeia iriam esmifrar o orçamento logo nos primeiros tempos fazendo mais despesa na ordem dos 3,5 mil milhões. E depois disso vão à vida e voltam ao protesto . 

Para já ninguém lhes arranca acordo nenhum e muito menos para quatro anos. Dizem que vão analisando o orçamento ano a ano, sempre com o PS na mão. Sem hipóteses de cumprir o Tratado Orçamental que PCP e BE tanto odeiam. O desespero de António Costa é tal que não se importa de desfazer o PS para salvar a pele.

O PS é importante demais para servir de pasto a ambições pessoais. Vejam no estado em que as ambições de Sócrates o deixou.

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