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BandaLarga

as autoestradas da informação

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O governo não avança para eleições antecipadas ?

Com a derrota numa matéria que tem tremendas consequências a nivel orçamental o governo vai aceitar a exigência dos sindicatos de professores e abrir uma Caixa de Pândora com a restante administração pública ? Ou vai atirar a despesa ( fixa, para sempre) para os anos seguintes sem ter a certeza que a pode pagar ? Quando a economia está a entrar numa fase de arrefecimento ?

António Costa é um grande "empurra com a barriga" vamos ver como se safa desta.

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Porque travar a Operação Marquês é vital para a esquerda

Estamos preparados para ir para o governo dizem os bloquistas:

Ora “O problema é que, por muito que mudem a sua imagem de partido de protesto para partido mais respeitável, por muito azul que coloquem como enquadramento do palco para as televisões, o extremismo natural do Bloco está sempre presente”, notou Luís Rosa, ainda no Observador, em “Rui Rio” é a password para o sucesso (ou insucesso) do Bloco de Esquerda.                                    

Destaco neste texto sobretudo as passagens em que o autor nota a forma como os dirigentes do BE, e Louçã em particular, têm sido selectivos nos casos de corrupção que apontam a dedo, algo que não farão por acaso, sobretudo por omitirem regularmente o mais importante de todos: “Porque Louçã sempre soube que a Operação Marquês colocaria em xeque o PS. O ex-líder do BE sabe que um PS eleitoralmente fragilizado e marcado pela corrupção (como o PT no Brasil), pode beneficiar o Bloco mas beneficiaria muito mais o centro/direita e catapultaria o PSD e o CDS para muitos anos no Governo.”

Não há dinheiro o que é que os professores não percebem ?

O alucinado Nogueira declara guerra ao governo . A mãe de todas as guerras está em preparação com os professores em mais uma grandiosa manifestação.

Estará o governo como aquele ministro da propaganda do Iraque que não viu, não ouviu e não percebeu ?

O problema do governo é bem mais comezinho . O montante em milhões de euros para satisfazer a exigência dos sindicatos dos professores não cabe no orçamento. Ponto !

Bem podem os sindicatos rasgar as vestes e ameaçarem com manifestações que o problema não desaparece para mal do governo .

É, claro, que os sindicatos estão a fazer a cena que lhes é exigida e, o BE, já veio hoje pela voz de Joana Mortágua, anunciar que o partido vai abrir um processo parlamentar para travar o decreto . Vai ser giro ver quem é que apoiará o BE. O PCP vai estar contra os "seus" sindicatos ? Votará contra o governo ? E o PSD e o CDS vão dar a mão ao governo ?

E o Presidente da República assinará o decreto do governo, enviá-lo-á para o Tribunal Constitucional ou devolvê-lo-á Assembleia ? Tudo a condicionar a aprovação do orçamento ?

Queres ver que a carreira triunfal vai esbarrar em quem menos se esperava ?

Catarina, a oferecida, foi rejeitada

Não dá para casar, diz o noivo, e assim acabou antes de começar o romance e o sonho do Bloco de Esquerda de ir para o altar, desculpem, para o governo.

O PCP e o BE serviram para António Costa salvar a face após a derrota eleitoral mas, como não há almoços grátis, os dois partidos da extrema esquerda estão a fazer-se pagar caros.

O governo toma medidas de curto prazo, vai gerindo o dia a dia para não desagradar aos parceiros parlamentares . Distribuindo poucochinho, 50 milhões para aumentar os funcionários públicos não dá para aumentar ninguém. Vai distribuindo pelas clientelas eleitorais e depois tira aumentado ou criando impostos indirectos.

Jerónimo, sem se rir, diz que é preciso outra política ( a do PCP, claro) e Catarina sozinha não chega para convencer Costa. Os eleitores agora já sabem o que antes não sabiam. O PS, vai juntar-se ao PSD de Rui Rio para implementar as medidas sem as quais o país vai ficar para trás. Não se casam mas vão viver em união de facto.

O primeiro sinal foi dado quando Centeno foi para Bruxelas. Por mais habilidade que Costa tenha não é possível estar em Lisboa com PC e BE e em Bruxelas com a União Europeia e a Zona Euro.

Sempre foi claro desde o principio. Quatro anos perdidos. Estamos onde estávamos em 2011.  

PCP e BE cairão na armadilha ?

Estar por fora estando dentro é bem confortável o problema é que as sondagens não correspondem . PCP e BE - anti-UE e Zona Euro - estão longe de ser um parceiro governamental que António Costa deseje.

A maioria absoluta está longe mas a maioria parlamentar pode ser obtida por geometria variável. E que efeito terá nos votantes essa possibilidade ? É que a geringonça chegou lá nas costas dos portugueses.

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Desde 1995 o PS governou 70% do tempo

E, claro, o PSD/CDS governaram 30%. Como é que a situação actual do país é atribuída ao PSD/CDS se até o pedido de ajuda financeira foi assinado por José Sócrates e Teixeira dos Santos ?

A propósito disso, há quem, sobretudo nas redes sociais, mas também na opinião escrita, queira convencer-nos que o programa de ajustamento com a “troika” terá sido negociado e da responsabilidade de Passos e Catroga. O problema desta mentira é que têm mesmo perna curta. Mas se fosse verdade, seria ainda mais grave. Então, o primeiro-ministro Sócrates e o ministro das Finanças Teixeira dos Santos assinaram um acordo que vinculou a República a um programa extremamente doloroso e que foi negociado por duas pessoas que à data de 3 de maio de 2011 não tinham qualquer cargo público eleito?

E nos três casos, o governo em funções é do Partido Socialista. O que não é propriamente coincidência, pois desde 1995, em 24 anos, o PS governou cerca de 17 anos (entre final de 1995 e meados de 2002 com Guterres; entre meados de 2005 e meados de 2011 com Sócrates e desde novembro de 2015 com António Costa). O PSD, sempre em coligação com o CDS, governou pouco mais de sete anos (entre meados de 2002 e 2005 com Barroso e Santana e entre meados de 2011 e novembro de 2015 com Passos Coelho). Ou seja, o PS governou, desde 1995, cerca de 70% do tempo e a coligação PSD/CDS cerca de 30% do tempo.

Já reparou na mudança de discurso do governo ?

“Já reparou na mudança de discurso do governo nas últimas semanas? Acabaram-se as promessas de facilidades, a bazófia generalizada e até o excesso de confiança. O discurso agora é mais cauteloso, mais contido, mais realista. E onde havia margem para tudo e mais alguma coisa passou a haver contenção. Ainda ontem se viu isso com a nega que o Ministério da Educação deu à FENPROF no caso da contagem do tempo para efeito da carreira: ou os sindicatos aceitam o que o governo tem para oferecer, ou o acordo cai por terra. Tudo isto ganha um significado especial porque o ultimatum foi feito por um dos ministros mais à esquerda deste governo (a propósito, a austeridade não tinha acabado?).
O que mudou? O crescimento económico desacelerou, o ambiente externo está a mudar (petróleo em alta, juros a subir, perspetiva de crise em Espanha e Itália) e com isso receios de que o contágio à economia portuguesa seja rápido.
Nada está perdido? Não. A economia pode recuperar. Mas as coisas também podem dar para o torto. É este receio que começa a tomar conta do governo. Com razão, porque a economia está muito dependente do que se passa nos principais mercados para onde vendemos bens e serviços. Só foi pena que nos últimos dois anos e meio nos tenham andado a vender amanhãs que cantam em vez de terem feito as reformas de que o país precisava para crescer de forma saudável”
Camilo Lourenço in Jornal de negócios

O "governo de Sócrates" é o grande problema para António Costa

A transformação do "problema Sócrates" no " problema do "governo de Sócrates" é o grande problema de António Costa. E o caso de Pinho mostra-o à evidência .

À medida que o processo avança mais gente das empresas do regime e do governo de Sócrates ( alguns dos quais são hoje ministros incluindo o primeiro ministro) serão chamados à responsabilidade nem que seja por inacção. Estavam no governo de Sócrates quando tudo aconteceu e não viram nada ?

António Costa foi o número dois de Sócrates é difícil perceber que não tenha percebido nada. Não que tenha estado envolvido mas que tenha contribuído com o silêncio. Vai chegar um momento que a inacção lhe vai custar caro.

Ana Gomes já percebeu isso mesmo e empurra o PS para se antecipar e branquear o problema. É que se não for o PS a fazê-lo outros o farão.

Um governo de esquerda com sucesso por não ser de esquerda

O PCP , o BE e uma parte do PS andam furiosos porque a política do governo de António Costa não é de esquerda . Hoje o primeiro ministro já veio confirmar Centeno. O equilíbrio das contas públicas é a prioridade.

A revista económica, uma das mais lidas por políticos, empresários e investidores de todo o mundo, escreve que “para já, o Governo está concentrado no défice e na dívida, e não em investimento ou serviços públicos. Um governo de centro-direita estaria a fazer mais ou menos a mesma coisa”.

Foi, em grande parte, graças a “uma boa dose de ótima sorte” que António Costa conseguiu estabelecer-se no Governo, apesar da derrota nas eleições. O Governo entrou em funções precisamente na altura em que “a retoma estava a descolar, graças ao crescimento nos mercados europeus que recebem 70% das suas exportações, e partindo das medidas tomadas pelo governo anterior”.

Só não vê quem não quer.

Um governo em estado de negação

O relatório sobre os incêndios veio mostrar que o governo continua em estado de negação.

É ouvir o que vários membros do governo e do PS têm dito sobre o relatório independente. A falta de humildade é patente. Todos têm culpa menos o governo até porque as propostas e as conclusões do relatório ou estão no terreno ou estão prestes a lá chegar. Ninguém ensina nada a António Costa e companhia.