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BandaLarga

as autoestradas da informação

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As "vantagens" de regimes autoritários e mesmo totalitários

Sem liberdade manda quem pode e obedece quem deve. Não é isso o que os regimes liberais defendem. Mas já há por aí quem evidencie as vantagens dos regimes autoritários e mesmo totalitários.

Estaria a porta escancarada para os populistas e as soluções políticas radicais que tomariam conta da contestação e teriam resultados eleitorais futuros muito perigosos para a nossa democracia liberal.

Basta, aliás, ver a simpatia com que alguns setores do nosso país analisam as medidas que a China e outras ditaduras tomaram. Os comentários que procuram evidenciar as vantagens de regimes autoritários e mesmo totalitários em "certas circunstâncias".
Aguentámos a crise de 2008 mantendo o quadro partidário relativamente estável, dificilmente esta crise o deixará da mesma forma. Um bloco central ajudaria à implosão do sistema.

Tudo isto parece secundário neste momento. Nestas alturas tudo parece distante e a urgência tende a ser o único critério, isso leva a decisões que podem ser muito gravosas no médio prazo. Não nos esqueçamos de que temos futuro.

Para os funcionários públicos a angustia não passa pelo fim do mês

No privado há já muita gente com a angustia de não ter salário ao fim do mês.

Avizinha-se o fim do mês. Para muitos, para além da chatice da quarentena e do, maior ou menor, pânico quanto aos efeitos do covid19, a angústia não passa por saber se têm salário ao fim do mês. São funcionários públicos, uma designação que ganha um sentido especial em todos os que estão diretamente (indiretamente, temos de estar todos) envolvidos na luta pela salvaguarda da saúde pública.

Em muitos mais lares de trabalhadores do setor privado, a angústia domina. E muitos, como os trabalhadores dos supermercados, mercearias e de todas as empresas que trabalham para garantir o abastecimento público, merecem ser incluídos naqueles que, às 22 horas, aplaudimos. Também eles prestam um serviço público. E, no entanto, mesmo entre eles haverá os que, na melhor das hipóteses, verão o seu salário reduzido pela via do lay-off, enquanto outros terão no desemprego o seu destino imediato e no respectivo subsídio a sua fonte de rendimento.

A morte assistida do governo

Gente morre nos hospitais, a Educação está em pé de guerra, a administração pública carimba como ofensa um aumento de 0,3%, os reformados são aumentados entre 7 e 10 euros.

Mas alguém discute o verdadeiro problema do país que é a estrutural incapacidade da economia crescer, única forma de o país sair da pobreza ? Não por acaso discute-se a Eutanásia. 

Ora bem, os mesmos que se calam perante os joguinhos que nos vão mantendo na cauda da UE, estão agora possessos a discutir esse problema que tanto incomoda os portugueses. A Eutanásia.

Já vieram todos à liça. A Ordem dos Médicos, a Igreja Católica e as igrejas de todos os credos, o Presidente da República, o Primeiro Ministro. Uma farturinha. Todos, mas todos têm opinião.

Esconder os verdadeiros problemas do país e do povo atrás de falsos problemas, é um talento mil vezes repetido. 

 

Apoiar propostas desde que sejam boas para o país

As boas propostas não são de esquerda nem de direita, são as que são boas para o maior número de cidadãos. Descer o IVA da electricidade seria bom para as famílias e para as empresas mas seria mau para as contas certas. É uma opção política.

Mas o que vemos é que PCP, BE e PSD estão do mesmo lado da barricada na luta contra o PS. O governo não tem onde ir buscar 600 milhões de euros. Baixar a despesa ? Onde ? Aumentar impostos ? Quais ?

O país está a viver com uma dívida muito elevada, uma carga fiscal pesada e mesmo assim uma parte importante de quem trabalha ganha a miséria de 635 euros. Então qual é a medida boa nestas circunstâncias ?

O PS ganhou as eleições com um discurso centrista, ou seja, de centro. Contas certas (austeridade dita de maneira mais delicada), autoridade com ordens profissionais e sindicatos, sem aceder a pedidos de nacionalizações e disparates similares e colados à Presidência da República.

A colaboração para reformas. Ou até algo mais singelo, votar a favor propostas de onde quer que venham desde que se pense serem boas para o país. A cegueira de quem vive dentro do partido chega a causar espanto. A conversa de que do outro lado estão os inimigos será boa para eleições internas mas não para as que decidem o futuro do país. As pessoas querem boas políticas e elogiarão quem as aprova e criticarão quem as reprova.

E há os países europeus mais avançados que devem ser o espelho das medidas que resultam. está tudo inventado.

Quem ganhou no governo e nos bancos com o elevado endividamento?

É uma boa pergunta. Portugal deve investigar quem está na origem do elevado endividamento do Estado e bancos.Temos de ir aos incentivos. Quem ganhou com isto? No meu país eu sei quem puxou os cordelinhos, porque o fizeram e o que fizeram, e Portugal precisa de fazer o mesmo. De analisar porque alguém teve esse incentivo, no Governo e nos bancos, para pedirem tanto emprestado e como se pode solucionar esse problema no futuro".

Portugal beneficiou muito de estar no euro nesta altura, porque para além do apoio dos seus parceiros da união monetária, terá de resolver os seus problemas estruturais ao invés de recorrer, como muitas vezes no passado, à desvalorização da moeda.

"Talvez para Portugal estar no euro nesta altura seja uma bênção, porque apesar de não conseguir sair do problema de forma tão fácil como antes, através da depreciação [da moeda], vocês têm de lidar com os problemas estruturais que têm", disse.

O que Costa e Centeno não têm feito nem de perto nem de longe.

 

Com este governo tudo regressa à normalidade

E a normalidade são as contas certas e o PCP e o BE nas suas linhas vermelhas anti-União Europeia.

Do que tenho dúvidas é que quisessem uma solução que nos dossiês importantes não passará pelo BE ou o PCP.

Mas será que alguém, conhecendo a história do PS e dos atuais chefes socialistas, pensa que seria possível algum acordo com o BE ou o PCP, e vice-versa, em questões essenciais para a comunidade? Será que alguém é capaz de dizer uma única mudança estrutural em que o BE ou o PCP estejam de acordo com o PS? Na legislação laboral ? Na segurança social? Na educação? Na reforma do Estado? Os subscritores daquele manifesto só poderiam querer uma de duas coisas: ou que o PS deixasse de ser o que é e sempre foi ou que o BE mudasse - do PCP não deviam ter ilusões. Bom, é verdade que a líder do Bloco se afirmou social-democrata, mas se assim for digamos que é uma social-democracia muito distante da do PS.

O PCP e o BE têm que garantir a maioria absoluta ao governo que negaram ao PS

Os partidos da extrema esquerda andaram a campanha eleitoral toda a lutar contra a maioria absoluta do PS. Aqui chegados têm a responsabilidade de garantir a viabilidade do governo apoiando-o maioritariamente na Assembleia da República.Se assim não for aqueles partidos terão a enorme responsabilidade de lançar o país num processo de governação instável.

Mais uma vez PCP e BE apresentaram as suas propostas pensando nos seus interesses imediatos.Interessava-lhes enfraquecer o mais possível o PS para ganhar vantagem nas negociações da formação do governo.Mas melhor do que ninguém sabiam e sabem que as suas propostas assentam em medidas inaceitáveis para o PS.E há medidas do PS, incontornáveis, que PCP e BE nunca aceitarão.

É este estado de coisas que levaram à estagnação socialista dos últimos quatro anos e que o PS não pode manter por mais quatro anos.

É também por isto que o PSD se prepara para apoiar medidas estruturais que PCP e BE não apoiarão, mas de que o país não pode abdicar.

Por mais que se agite a água não se mistura com o azeite.

Governo PS+PCP+BE é impossível diz António Costa

É tal a diferença em matérias nucleares entre os partidos da esquerda que até para o PM é evidente a impossibilidade de formar governos à esquerda. E a geringonça mostrou bem que não é para continuar. Governar sem resolver os problemas que são essenciais para que o país se modernize e se manter no quadro da UE não se pode repetir. Serviu para salvar uma derrota nas urnas.

A geringonça permite agora que o PCP diga que nunca teve nada a ver com o governo e o BE, guloso e ambicioso, quer morder na área do PS . Que é o que o PS mais teme. Temos a geringonça de pantanas como sempre foi visível para quem quis ver.

E agora? O PS vai formar um governo minoritário de geometria variável, ora à direita ora à esquerda até que PCP e BE cravem o veneno mortal . Como o lacrau faz à formiga que carrega às costas enquanto atravessa o rio. Um morre afogado e os outros morrem do próprio veneno.

Este país pobre, onde tanta gente ainda vive mal, não pode dar-se ao luxo de fazer de conta que tem alternativa à UE e à Zona Euro.

Lá se foi a grande vitória das esquerdas. O arco da governação não alargou.

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O desplante do governo para com o desplante do Joe Berardo

O governo em 2016 conhecendo já o desplante de Joe negociou com o comendador novo contrato para a exposição das suas obras no CCB.

Em 2016, já depois de ser pública a penhora de 75% dos títulos da ação Coleção Berardo por três bancos, o Ministério da Cultura renovou o protocolo com a Coleção, afirmando publicamente que não tinha conhecimento de qualquer penhora sobre as obras. Pela mesma altura, José Berardo e o seu advogado punham em prática um golpe jurídico para chamar novos acionistas (por si controlados, suponho) à Associação Coleção Berardo, diluindo a posição dos bancos credores. E como se tudo isto não fosse mau demais, o Estado ainda aceitou perder a opção que tinha de comprar a Coleção a um preço fixo determinado em 2006, tendo agora que se sujeitar à chantagem de Berardo e ao preço de mercado de obras que valorizam graças ao CCB e ao investimento do Estado.

Quem é que quer ser representado por um Estado que dá a mão a salteadores ?