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BandaLarga

as autoestradas da informação

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PCP e BE cairão na armadilha ?

Estar por fora estando dentro é bem confortável o problema é que as sondagens não correspondem . PCP e BE - anti-UE e Zona Euro - estão longe de ser um parceiro governamental que António Costa deseje.

A maioria absoluta está longe mas a maioria parlamentar pode ser obtida por geometria variável. E que efeito terá nos votantes essa possibilidade ? É que a geringonça chegou lá nas costas dos portugueses.

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Desde 1995 o PS governou 70% do tempo

E, claro, o PSD/CDS governaram 30%. Como é que a situação actual do país é atribuída ao PSD/CDS se até o pedido de ajuda financeira foi assinado por José Sócrates e Teixeira dos Santos ?

A propósito disso, há quem, sobretudo nas redes sociais, mas também na opinião escrita, queira convencer-nos que o programa de ajustamento com a “troika” terá sido negociado e da responsabilidade de Passos e Catroga. O problema desta mentira é que têm mesmo perna curta. Mas se fosse verdade, seria ainda mais grave. Então, o primeiro-ministro Sócrates e o ministro das Finanças Teixeira dos Santos assinaram um acordo que vinculou a República a um programa extremamente doloroso e que foi negociado por duas pessoas que à data de 3 de maio de 2011 não tinham qualquer cargo público eleito?

E nos três casos, o governo em funções é do Partido Socialista. O que não é propriamente coincidência, pois desde 1995, em 24 anos, o PS governou cerca de 17 anos (entre final de 1995 e meados de 2002 com Guterres; entre meados de 2005 e meados de 2011 com Sócrates e desde novembro de 2015 com António Costa). O PSD, sempre em coligação com o CDS, governou pouco mais de sete anos (entre meados de 2002 e 2005 com Barroso e Santana e entre meados de 2011 e novembro de 2015 com Passos Coelho). Ou seja, o PS governou, desde 1995, cerca de 70% do tempo e a coligação PSD/CDS cerca de 30% do tempo.

Já reparou na mudança de discurso do governo ?

“Já reparou na mudança de discurso do governo nas últimas semanas? Acabaram-se as promessas de facilidades, a bazófia generalizada e até o excesso de confiança. O discurso agora é mais cauteloso, mais contido, mais realista. E onde havia margem para tudo e mais alguma coisa passou a haver contenção. Ainda ontem se viu isso com a nega que o Ministério da Educação deu à FENPROF no caso da contagem do tempo para efeito da carreira: ou os sindicatos aceitam o que o governo tem para oferecer, ou o acordo cai por terra. Tudo isto ganha um significado especial porque o ultimatum foi feito por um dos ministros mais à esquerda deste governo (a propósito, a austeridade não tinha acabado?).
O que mudou? O crescimento económico desacelerou, o ambiente externo está a mudar (petróleo em alta, juros a subir, perspetiva de crise em Espanha e Itália) e com isso receios de que o contágio à economia portuguesa seja rápido.
Nada está perdido? Não. A economia pode recuperar. Mas as coisas também podem dar para o torto. É este receio que começa a tomar conta do governo. Com razão, porque a economia está muito dependente do que se passa nos principais mercados para onde vendemos bens e serviços. Só foi pena que nos últimos dois anos e meio nos tenham andado a vender amanhãs que cantam em vez de terem feito as reformas de que o país precisava para crescer de forma saudável”
Camilo Lourenço in Jornal de negócios

O "governo de Sócrates" é o grande problema para António Costa

A transformação do "problema Sócrates" no " problema do "governo de Sócrates" é o grande problema de António Costa. E o caso de Pinho mostra-o à evidência .

À medida que o processo avança mais gente das empresas do regime e do governo de Sócrates ( alguns dos quais são hoje ministros incluindo o primeiro ministro) serão chamados à responsabilidade nem que seja por inacção. Estavam no governo de Sócrates quando tudo aconteceu e não viram nada ?

António Costa foi o número dois de Sócrates é difícil perceber que não tenha percebido nada. Não que tenha estado envolvido mas que tenha contribuído com o silêncio. Vai chegar um momento que a inacção lhe vai custar caro.

Ana Gomes já percebeu isso mesmo e empurra o PS para se antecipar e branquear o problema. É que se não for o PS a fazê-lo outros o farão.

Um governo de esquerda com sucesso por não ser de esquerda

O PCP , o BE e uma parte do PS andam furiosos porque a política do governo de António Costa não é de esquerda . Hoje o primeiro ministro já veio confirmar Centeno. O equilíbrio das contas públicas é a prioridade.

A revista económica, uma das mais lidas por políticos, empresários e investidores de todo o mundo, escreve que “para já, o Governo está concentrado no défice e na dívida, e não em investimento ou serviços públicos. Um governo de centro-direita estaria a fazer mais ou menos a mesma coisa”.

Foi, em grande parte, graças a “uma boa dose de ótima sorte” que António Costa conseguiu estabelecer-se no Governo, apesar da derrota nas eleições. O Governo entrou em funções precisamente na altura em que “a retoma estava a descolar, graças ao crescimento nos mercados europeus que recebem 70% das suas exportações, e partindo das medidas tomadas pelo governo anterior”.

Só não vê quem não quer.

Um governo em estado de negação

O relatório sobre os incêndios veio mostrar que o governo continua em estado de negação.

É ouvir o que vários membros do governo e do PS têm dito sobre o relatório independente. A falta de humildade é patente. Todos têm culpa menos o governo até porque as propostas e as conclusões do relatório ou estão no terreno ou estão prestes a lá chegar. Ninguém ensina nada a António Costa e companhia.

Um país à parte em greve

O governo e a função pública em circuito fechado o resto do país trabalha e não precisa do governo para nada. O programa de festas :

O Negócios fez um ponto de situação sobre as negociações entre governo e professores, médicos, enfermeiros, justiça e polícias.

Apesar das reversões de salários e pensões, ou por isso mesmo, é agora a fase das reivindicações sindicais. Generosos, os sindicatos admitem um escalonamento mas, é claro, o que reivindicam é despesa permanente, paga-se com mais impostos já que a economia cresce poucochinho e vai definhar nos próximos dois anos.

 

O contribuinte privado paga .

 

 

Rio garante que tudo fará para impedir o governo das esquerdas

A leitura é simples mas a sua comunicação e a sua implementação exigem uma lucidez e coragem assinaláveis. Impedir a continuação do governo das esquerdas é suficientemente importante para o país e resume todo um programa partidário se mais não for possível. Ganhar as eleições legislativas com maioria absoluta.

É que o actual governo é apoiado por dois partidos anti-União Europeia e anti-Zona Euro, e a sua natureza mais profunda é visceralmente diferente do PS europeu, democrático e pró-economia social de mercado.

É, por isso, que a sua acção governativa está esgotada com a devolução parcial dos rendimentos, que exigiu um aumento brutal da carga fiscal em impostos indirectos, e não foi capaz de efectuar qualquer reforma estrutural sem as quais Portugal não sairá do fundo da tabela e não lançará o crescimento do PIB para 3%-4% , condição indispensável para reduzir a dívida para 60%- 90% e eliminar a pobreza ainda existente.

"Há uma pessoa que explicaria melhor isso ao doutor Santana Lopes do que eu, que é o professor Marcelo Rebelo de Sousa. Quando o engenheiro Guterres teve um Governo minoritário, o PSD liderado pelo doutor Marcelo Rebelo de Sousa e eu, na altura secretário-geral, permitiu que aquele primeiro-ministro, que teve mais votos, governasse que foi o caso do engenheiro António Guterres", adiantou.

Já sobre as sondagens para as eleições diretas do PSD, que se realizam no sábado, o ex-presidente da Câmara do Porto sublinhou: "as indicações que o doutor Santana Lopes tem são as mesmas que eu, ambos sabemos que estou francamente à frente e é precisamente por estar francamente à frente que ele, entretanto, teve de mudar de discurso, de agudizar o discurso. Quem vai atrás tem de inventar qualquer coisa".

Deixar o PS com um único cenário que é o de ficar eternamente amarrado à extrema esquerda não é do interesse superior do país.

 

O erro que nos mantém na cauda da Europa

Por termos um governo que não implementa as reformas necessárias por limitação das esquerdas ; que obriga o PS a  fazer uma política de mínimos ; e uma economia que produz em 2017 o que produzia em 2008 ; eis as razões que suportam as conclusões que o Prof Ricardo Paes Mamede evidencia. E o desastre( que o Prof confirma ao contrário do que quer transmitir) está aí à vista de todos.

Duas mensagens a reter do Boletim Económico de Inverno do Banco de Portugal:

1ª) A economia e o emprego vão continuar a crescer em Portugal até o final de 2020, puxados pela recuperação do investimento e por uma procura externa favorável.

2ª) No final de 2020 a distância entre o rendimento médio dos portugueses e a média da zona euro será superior à que era no início do século.

Traduzindo: quem esperava o desastre por termos um governo apoiado pelas esquerdas, enganou-se; quem esperava que participar na zona euro nos aproximaria dos níveis médios de vida dos países mais ricos da Europa, também.

PS: as previsões de médio-prazo do BdP, juntamente com a revisão da notação da dívida portuguesa pela Fitch, são o tema do Choque de Ideias, no Tudo é Economia desta noite. Às 23h30, na RTP3.

Sondagem - governo com nota negativa

O PS anda nos 40,2% longe da maioria absoluta e o PSD nos 27,9% . Os restantes partidos andam ao nível habitual abaixo dos 10%.

Mas o mais importante e significativo é que o governo já está com nota negativa. É óbvio que está esgotado e os eleitores já perceberam .

Comprende-se a guerra que por aí anda entre os partidos da coligação com comentários que roçam o básico. Querem desfazer a geringonça mas vão ter que aguentar mais dois anos período em que se vão anular uns aos outros.