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BandaLarga

as autoestradas da informação

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O desplante do governo para com o desplante do Joe Berardo

O governo em 2016 conhecendo já o desplante de Joe negociou com o comendador novo contrato para a exposição das suas obras no CCB.

Em 2016, já depois de ser pública a penhora de 75% dos títulos da ação Coleção Berardo por três bancos, o Ministério da Cultura renovou o protocolo com a Coleção, afirmando publicamente que não tinha conhecimento de qualquer penhora sobre as obras. Pela mesma altura, José Berardo e o seu advogado punham em prática um golpe jurídico para chamar novos acionistas (por si controlados, suponho) à Associação Coleção Berardo, diluindo a posição dos bancos credores. E como se tudo isto não fosse mau demais, o Estado ainda aceitou perder a opção que tinha de comprar a Coleção a um preço fixo determinado em 2006, tendo agora que se sujeitar à chantagem de Berardo e ao preço de mercado de obras que valorizam graças ao CCB e ao investimento do Estado.

Quem é que quer ser representado por um Estado que dá a mão a salteadores ?

António Costa já não consegue esconder mais a austeridade

A haver reposição aos professores é preciso que também a haja para os restantes sectores. Ora isto é orçamentalmente insustentável e mostra o que o governo andou estes quatro anos a esconder com a ajuda do PCP e BE. A austeridade não acabou .

António Costa ainda manteve o congelamento, mas com um défice próximo de 0% e com toda a retórica construída pela atual maioria de que se virou a página da austeridade foi perdendo argumentos para o fazer. Assim, em dezembro de 2017 e antes da entrada em vigor do Orçamento do Estado de 2018, o PS, PCP e Bloco de Esquerda, aprovaram na Assembleia da Republica uma resolução bastante semelhante à que foi aprovada na passada quinta feira.

Ora, à medida que se torna mais evidente que não se virou a pagina da austeridade – algo que será ainda mais evidente à medida que a atividade económica for abrandando, também se torna mais evidente que a geringonça não serve para os próximos quatro anos. Não só as exigências do BE e do PCP serão cada vez maiores como também o espaço para mais cedências será cada vez menor.

Posto isto, quais a opções do PS? Tenta ter o apoio da direita, ou governar com maioria absoluta? Como a primeira hipótese parece cada vez menos provável e com as sondagens a apertarem, António Costa viu no tema dos professores a hipótese ideal para chegar ao eleitorado de centro e à maioria absoluta. Assim, o PS voltou atrás na posição que já tinha assumido em 2017 e adotou uma postura “responsável”.

Um governo homeopático

Um governo poucochinho que governa para uma parte da população, os funcionários públicos e os pensionistas que vivem, maioritariamente, em  Lisboa e Porto.

Os serviços mínimos aplicam-se a Lisboa e Porto onde estão os eleitores o resto arde como em Pedrogão, Tancos, Borba/Vila Viçosa. Um país preso por arames onde falta o essencial por falta de investimento e das medidas difíceis de que este governo foge como o diabo da cruz. E os que correram a comprar os novos passes de transporte estão nas filas de espera nas bombas de gasolina . E as listas de espera na saúde perduram ( 47% do total dos serviços foram assegurados pelo SNS o restante pela saúde privada e social) .

A sociedade civil agita-se . Aparecem sindicatos independentes que fogem ao controlo dos sindicatos partidários. Na saúde ( enfermeiros). Na educação. Nos transportes. Nos portos (estivadores).

António Costa como uma barata tonta fingiu que o pré-aviso de greve não era com ele( como habitualmente faz) e em menos de 24 horas vê o país parado por uma greve de poucas centenas de pessoas. O culpado deve ser o governo anterior.

Com os professores está cercado pelos partidos apoiantes que , segundo nos vendeu, garantem uma governação estável. Mas tudo aponta para que até a estabilidade financeira das contas públicas se rompa por aqueles que sempre desejaram que o governo evite a subordinação aos ditames de Bruxelas. Verga aos professores e aos sectores que se seguirem e o défice aumenta .

Com a dívida em alta, um PIB poucochinho, contas externas degradadas, sobra a taxa de juro mínima que o BCE ofereceu. Houve gente que sonhou com mais deste governo homeopático.

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Governo pondera demitir-se por causa dos professores

Não há combustível para manter a economia a circular e não há dinheiro para satisfazer os professores . O governo pondera demitir-se . É que a requisição civil não é boa para as eleições e a aprovação em sede parlamentar para pagar aos professores ainda menos. O governo está esgotado,  sem ideias e sem dinheiro.

O montante necessário para responder aos professores é financeiramente insustentável com a agravante que abriria a porta a idêntica reinvindicação de pelo menos mais quatro sectores da Administração Pública.

Mas o BE e o PCP não largam apertando o governo. PSD atira a responsabilidade para negociação entre o governo e os sindicatos e o PS não apoia os professores.

Ao fim de quatro anos a situação do país está como habitualmente está quando o PS é governo. Ou à beira de um pântano ou à beira da bancarrota.

Um pequeno grupo urbano ( socialista/bloquista/comunista) controla o Estado

 O governo mais à esquerda . Os sintomas já se detectavam há algum tempo. Ironicamente, o Governo classificado como sendo o mais de esquerda, nos anos mais recentes em Portugal, é exactamente aquele que mais controlado é por um pequeno grupo urbano chame-se ele socialista, bloquista ou até comunista.

A própria estratégia orçamental de controlo do défice público orientou os recursos para a recuperação dos rendimentos da população urbana, directa ou indirectamente dependente do Orçamento, e sacrificou as pessoas que precisam dos serviços públicos. Sim, todos precisam de serviços público, como Saúde e Educação, mas há uns que precisam mais do que outros, quer por terem rendimentos mais baixos quer porque vivem em sítios onde não há escolha.

 

O cartão de família do Largo do Rato

Como se explica esta anormalidade de se reunirem tantos familiares no Estado e no Governo ?

"É a primeira vez que se vê um número tão razoável de membros da mesma família na elite ministerial", frisou Costa Pinto, que acredita no "despertar da vocação política em termos familiares", que depois criam dinastias.

Mas o que acontece neste Governo vai muito além das dinastias políticas, como acontece nos Estados Unidos com os apelidos Bush e Clinton. "O que se passa com o PS é diferente. Não falamos apenas de dinastias nos cargos cimeiros da governação; falamos da captura do governo e do Estado por famílias inteiras que têm como currículo um cartão do Largo do Rato", explica Pereira Coutinho.

António Costa ou perdeu a vergonha ou perdeu o controlo dos boys e girls.

O Bloco de Esquerda é uma espécie de noiva oferecida

Catarina Martins diz que nunca o BE aceitará ir para o governo se o PS continuar a defender o seu programa de governo. Ao contrário da Mariana que no congresso do partido gritava "estamos preparados, camaradas ".

É uma forma como outra qualquer de se pôr à janela da cozinha. Quem quer casar com com a carochinha ?

Felizmente que não há noivo à vista e o PS ainda menos. Pois se pode continuar em mancebia ganhava o quê o noivo PS com o casamento ? O BE não vai para o governo mas vai continuar a apoiar o PS não lhe resta outra solução.

"Numa entrevista à Notícias Magazine (do Jornal de Notícias), a líder do BE, Catarina Martins, afirmou enfaticamente que «nunca faremos parte de um governo por acordo com uma política que não é a nossa» [mencionando explicitamente propostas políticas tão demagógicas, e financeiramente tão ruinosas, como a renacionalização dos CTT, a reestruturação unilateral da dívida pública e a extinção das PPP em geral]."

Há reformas de que o país precisa e que o próximo governo terá que fazer que o BE nunca apoiará.

Bloquices.

O que é que o governo sabe que nós ainda não sabemos ?

Os indicadores de várias instituições nacionais e internacionais confirmam que as condições para se formar uma crise estão a reunir.

A agitação social é muita e permanente. Os sindicatos forçam o governo. O governo apressa-se a apresentar um plano de obras públicas . António Costa anda de Metro e de autocarro . Luís Montenegro dá sinais de que está disposto a avançar para a presidência do PSD. Há novos partidos na forja.

Na Saúde já há quem afirme que o sistema está a bater nas lonas. Médicos e enfermeiros em guerra. Administrações e directores demitem-se. Publica-se que a dívida do SNS cresceu enormemente .

O novo sistema aeroportuário de Lisboa avança mesmo sem estudo ambiental e Portela não sai do centro de Lisboa.

Os combustíveis descem com a redução de um imposto e no dia seguinte tornam a crescer com o aumento de outro imposto. Os professores já perceberam que não há dinheiro e suspiram por terem uma reforma mais rápida com os 9  anos, três meses e dois dias.

O que é que eles sabem que nós ainda não sabemos ?

O descontentamento social é o resultado de uma país mal governado

O governo diz que nunca estivemos a viver como agora mas, no entanto, nunca se viu tão grande descontentamento. Como se explica isto quando as circunstâncias da governação têm tudo para dar certo ?

Antes deste descontamento se ter manifestado houve índicios graves que António Costa não quis encarar de frente. A degradação dos serviços públicos . As mortes nos incêndios e em Borba . O roubo de Tancos . Por baixo do ilusionismo governamental e das selfies de Marcelo havia um país ignorado que por algum tempo se deixou embalar pelo canto da sereia. A expectativa era que o tempo do mel para todos estava a chegar. 

Hoje todos sabem que há pouco a esperar. A degradação da vida dos portugueses está para ficar. A crise está a tocar à porta e se não foi até agora menos será nos próximos anos. A economia está a travar, as cativações são as maiores de sempre . Dar a poucos e tirar a todos já foi terra que deu frutos.

Na França e na Bélgica pintam-se de amarelo. Qual será cor em Portugal ?