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BandaLarga

as autoestradas da informação

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O que o governo de esquerda nunca fará

Há vinte anos que a economia não cresce.

Neste momento concreto de crise, flexibilizamos totalmente o Pacto de Estabilidade e Crescimento através do acionamento da cláusula geral de salvaguarda. E agora, durante a pandemia, não é altura para mudar nada neste domínio. Mas, no longo prazo, todos teremos de ser cuidadosos em relação à dívida, esta terá de descer, os países no seu conjunto terão de reduzir as suas dívidas. Mas o melhor remédio contra a dívida é uma economia forte, é o crescimento económico sustentável e ecológico. É por isso que essas são a nossas prioridades.

Pelo contrário com o governo da geringonça a economia não cresceu, a dívida não desceu e a despesa pública aumentou.

PS, PCP e BE têm a obrigação patriótica de governar

A esquerda não pode agora perante esta crise dar-se a joguinhos tácticos de ver quem ganha e quem perde. Só Portugal pode ganhar.

Costa, Catarina e Jerónimo fazem de conta que não percebem o que está em jogo. O país recebe uma ajuda financeira de grande monta e o que os partidos que têm governado deviam estar a negociar era a aplicação criteriosa desse dinheiro.

Não podemos voltar à distribuição desse dinheiro segundo os interesses dos mesmos de sempre e que apoiam os partidos no poder. Há que tomar decisões que desagradam a esses interesses instalados.

O PCP que sofreu pesadas derrotas eleitorais faz contas à vida e a posição é a habitual. Ou é uma política " patriótica e de esquerda" ( a deles) ou então não brincamos. Ora negociar é ceder.

O BE tem exigências que não são praticáveis e a que o PS não pode ceder A Lei Laboral dos bloquistas incendiaria a classe empresarial e travaria a criação de emprego. O mesmo com o salário mínimo. Não é que não seja justo aumentar o salário mínimo mas isso não ajudaria em nada a criação de emprego.

Grande parte dos nossos problemas só se resolvem com a criação de mais riqueza, aumento de produtividade e investimento. Tudo o  que a esquerda não discute.

O PS sabe de tudo isto mas precisa de uma maioria absoluta para governar. A geringonça revelou-se um esquema governativo de pouco alcance, sem capacidade de atacar os grandes problemas económicos e políticos.

É por isso que todos eles querem fugir às responsabilidades.

Para António Costa os heróis do SNS são uns cobardes nos lares

Lembram-se daquela foto em frente do Palácio de Belém, em que as mais altas figuras do governo, atribuíam a escolha do nosso país para a disputa da fase final do campeonato de futebol como um prémio aos heróis do SNS que combatiam na linha da frente o covid 19 ?

Corre por aí este vídeo :

Para Costa o que é verdade hoje é mentira amanhã estamos fartos de saber mas não deixa de surpreender. E porquê tudo isto ? Porque a Ordem dos Médicos tem criticado duramente o governo e a sua política para a Saúde e no combate à Covid 19. O que se passou no Lar de Reguengos de Monsaraz com os coronéis socialistas borrou a pintura ente governo e OM.

A pandemia tem duas faces. Uma aguenta todos as culpas da situação que já era muito frágil antes do vírus, a outra, pôs ao léu todas as misérias cuidadosamente escondidas durante este últimos 20 anos de governo do PS.

Chega ( sem ironia )

As "vantagens" de regimes autoritários e mesmo totalitários

Sem liberdade manda quem pode e obedece quem deve. Não é isso o que os regimes liberais defendem. Mas já há por aí quem evidencie as vantagens dos regimes autoritários e mesmo totalitários.

Estaria a porta escancarada para os populistas e as soluções políticas radicais que tomariam conta da contestação e teriam resultados eleitorais futuros muito perigosos para a nossa democracia liberal.

Basta, aliás, ver a simpatia com que alguns setores do nosso país analisam as medidas que a China e outras ditaduras tomaram. Os comentários que procuram evidenciar as vantagens de regimes autoritários e mesmo totalitários em "certas circunstâncias".
Aguentámos a crise de 2008 mantendo o quadro partidário relativamente estável, dificilmente esta crise o deixará da mesma forma. Um bloco central ajudaria à implosão do sistema.

Tudo isto parece secundário neste momento. Nestas alturas tudo parece distante e a urgência tende a ser o único critério, isso leva a decisões que podem ser muito gravosas no médio prazo. Não nos esqueçamos de que temos futuro.

Para os funcionários públicos a angustia não passa pelo fim do mês

No privado há já muita gente com a angustia de não ter salário ao fim do mês.

Avizinha-se o fim do mês. Para muitos, para além da chatice da quarentena e do, maior ou menor, pânico quanto aos efeitos do covid19, a angústia não passa por saber se têm salário ao fim do mês. São funcionários públicos, uma designação que ganha um sentido especial em todos os que estão diretamente (indiretamente, temos de estar todos) envolvidos na luta pela salvaguarda da saúde pública.

Em muitos mais lares de trabalhadores do setor privado, a angústia domina. E muitos, como os trabalhadores dos supermercados, mercearias e de todas as empresas que trabalham para garantir o abastecimento público, merecem ser incluídos naqueles que, às 22 horas, aplaudimos. Também eles prestam um serviço público. E, no entanto, mesmo entre eles haverá os que, na melhor das hipóteses, verão o seu salário reduzido pela via do lay-off, enquanto outros terão no desemprego o seu destino imediato e no respectivo subsídio a sua fonte de rendimento.

A morte assistida do governo

Gente morre nos hospitais, a Educação está em pé de guerra, a administração pública carimba como ofensa um aumento de 0,3%, os reformados são aumentados entre 7 e 10 euros.

Mas alguém discute o verdadeiro problema do país que é a estrutural incapacidade da economia crescer, única forma de o país sair da pobreza ? Não por acaso discute-se a Eutanásia. 

Ora bem, os mesmos que se calam perante os joguinhos que nos vão mantendo na cauda da UE, estão agora possessos a discutir esse problema que tanto incomoda os portugueses. A Eutanásia.

Já vieram todos à liça. A Ordem dos Médicos, a Igreja Católica e as igrejas de todos os credos, o Presidente da República, o Primeiro Ministro. Uma farturinha. Todos, mas todos têm opinião.

Esconder os verdadeiros problemas do país e do povo atrás de falsos problemas, é um talento mil vezes repetido. 

 

Apoiar propostas desde que sejam boas para o país

As boas propostas não são de esquerda nem de direita, são as que são boas para o maior número de cidadãos. Descer o IVA da electricidade seria bom para as famílias e para as empresas mas seria mau para as contas certas. É uma opção política.

Mas o que vemos é que PCP, BE e PSD estão do mesmo lado da barricada na luta contra o PS. O governo não tem onde ir buscar 600 milhões de euros. Baixar a despesa ? Onde ? Aumentar impostos ? Quais ?

O país está a viver com uma dívida muito elevada, uma carga fiscal pesada e mesmo assim uma parte importante de quem trabalha ganha a miséria de 635 euros. Então qual é a medida boa nestas circunstâncias ?

O PS ganhou as eleições com um discurso centrista, ou seja, de centro. Contas certas (austeridade dita de maneira mais delicada), autoridade com ordens profissionais e sindicatos, sem aceder a pedidos de nacionalizações e disparates similares e colados à Presidência da República.

A colaboração para reformas. Ou até algo mais singelo, votar a favor propostas de onde quer que venham desde que se pense serem boas para o país. A cegueira de quem vive dentro do partido chega a causar espanto. A conversa de que do outro lado estão os inimigos será boa para eleições internas mas não para as que decidem o futuro do país. As pessoas querem boas políticas e elogiarão quem as aprova e criticarão quem as reprova.

E há os países europeus mais avançados que devem ser o espelho das medidas que resultam. está tudo inventado.

Quem ganhou no governo e nos bancos com o elevado endividamento?

É uma boa pergunta. Portugal deve investigar quem está na origem do elevado endividamento do Estado e bancos.Temos de ir aos incentivos. Quem ganhou com isto? No meu país eu sei quem puxou os cordelinhos, porque o fizeram e o que fizeram, e Portugal precisa de fazer o mesmo. De analisar porque alguém teve esse incentivo, no Governo e nos bancos, para pedirem tanto emprestado e como se pode solucionar esse problema no futuro".

Portugal beneficiou muito de estar no euro nesta altura, porque para além do apoio dos seus parceiros da união monetária, terá de resolver os seus problemas estruturais ao invés de recorrer, como muitas vezes no passado, à desvalorização da moeda.

"Talvez para Portugal estar no euro nesta altura seja uma bênção, porque apesar de não conseguir sair do problema de forma tão fácil como antes, através da depreciação [da moeda], vocês têm de lidar com os problemas estruturais que têm", disse.

O que Costa e Centeno não têm feito nem de perto nem de longe.

 

Com este governo tudo regressa à normalidade

E a normalidade são as contas certas e o PCP e o BE nas suas linhas vermelhas anti-União Europeia.

Do que tenho dúvidas é que quisessem uma solução que nos dossiês importantes não passará pelo BE ou o PCP.

Mas será que alguém, conhecendo a história do PS e dos atuais chefes socialistas, pensa que seria possível algum acordo com o BE ou o PCP, e vice-versa, em questões essenciais para a comunidade? Será que alguém é capaz de dizer uma única mudança estrutural em que o BE ou o PCP estejam de acordo com o PS? Na legislação laboral ? Na segurança social? Na educação? Na reforma do Estado? Os subscritores daquele manifesto só poderiam querer uma de duas coisas: ou que o PS deixasse de ser o que é e sempre foi ou que o BE mudasse - do PCP não deviam ter ilusões. Bom, é verdade que a líder do Bloco se afirmou social-democrata, mas se assim for digamos que é uma social-democracia muito distante da do PS.