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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Quem ganhou no governo e nos bancos com o elevado endividamento?

É uma boa pergunta. Portugal deve investigar quem está na origem do elevado endividamento do Estado e bancos.Temos de ir aos incentivos. Quem ganhou com isto? No meu país eu sei quem puxou os cordelinhos, porque o fizeram e o que fizeram, e Portugal precisa de fazer o mesmo. De analisar porque alguém teve esse incentivo, no Governo e nos bancos, para pedirem tanto emprestado e como se pode solucionar esse problema no futuro".

Portugal beneficiou muito de estar no euro nesta altura, porque para além do apoio dos seus parceiros da união monetária, terá de resolver os seus problemas estruturais ao invés de recorrer, como muitas vezes no passado, à desvalorização da moeda.

"Talvez para Portugal estar no euro nesta altura seja uma bênção, porque apesar de não conseguir sair do problema de forma tão fácil como antes, através da depreciação [da moeda], vocês têm de lidar com os problemas estruturais que têm", disse.

O que Costa e Centeno não têm feito nem de perto nem de longe.

 

Com este governo tudo regressa à normalidade

E a normalidade são as contas certas e o PCP e o BE nas suas linhas vermelhas anti-União Europeia.

Do que tenho dúvidas é que quisessem uma solução que nos dossiês importantes não passará pelo BE ou o PCP.

Mas será que alguém, conhecendo a história do PS e dos atuais chefes socialistas, pensa que seria possível algum acordo com o BE ou o PCP, e vice-versa, em questões essenciais para a comunidade? Será que alguém é capaz de dizer uma única mudança estrutural em que o BE ou o PCP estejam de acordo com o PS? Na legislação laboral ? Na segurança social? Na educação? Na reforma do Estado? Os subscritores daquele manifesto só poderiam querer uma de duas coisas: ou que o PS deixasse de ser o que é e sempre foi ou que o BE mudasse - do PCP não deviam ter ilusões. Bom, é verdade que a líder do Bloco se afirmou social-democrata, mas se assim for digamos que é uma social-democracia muito distante da do PS.

O PCP e o BE têm que garantir a maioria absoluta ao governo que negaram ao PS

Os partidos da extrema esquerda andaram a campanha eleitoral toda a lutar contra a maioria absoluta do PS. Aqui chegados têm a responsabilidade de garantir a viabilidade do governo apoiando-o maioritariamente na Assembleia da República.Se assim não for aqueles partidos terão a enorme responsabilidade de lançar o país num processo de governação instável.

Mais uma vez PCP e BE apresentaram as suas propostas pensando nos seus interesses imediatos.Interessava-lhes enfraquecer o mais possível o PS para ganhar vantagem nas negociações da formação do governo.Mas melhor do que ninguém sabiam e sabem que as suas propostas assentam em medidas inaceitáveis para o PS.E há medidas do PS, incontornáveis, que PCP e BE nunca aceitarão.

É este estado de coisas que levaram à estagnação socialista dos últimos quatro anos e que o PS não pode manter por mais quatro anos.

É também por isto que o PSD se prepara para apoiar medidas estruturais que PCP e BE não apoiarão, mas de que o país não pode abdicar.

Por mais que se agite a água não se mistura com o azeite.

Governo PS+PCP+BE é impossível diz António Costa

É tal a diferença em matérias nucleares entre os partidos da esquerda que até para o PM é evidente a impossibilidade de formar governos à esquerda. E a geringonça mostrou bem que não é para continuar. Governar sem resolver os problemas que são essenciais para que o país se modernize e se manter no quadro da UE não se pode repetir. Serviu para salvar uma derrota nas urnas.

A geringonça permite agora que o PCP diga que nunca teve nada a ver com o governo e o BE, guloso e ambicioso, quer morder na área do PS . Que é o que o PS mais teme. Temos a geringonça de pantanas como sempre foi visível para quem quis ver.

E agora? O PS vai formar um governo minoritário de geometria variável, ora à direita ora à esquerda até que PCP e BE cravem o veneno mortal . Como o lacrau faz à formiga que carrega às costas enquanto atravessa o rio. Um morre afogado e os outros morrem do próprio veneno.

Este país pobre, onde tanta gente ainda vive mal, não pode dar-se ao luxo de fazer de conta que tem alternativa à UE e à Zona Euro.

Lá se foi a grande vitória das esquerdas. O arco da governação não alargou.

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O desplante do governo para com o desplante do Joe Berardo

O governo em 2016 conhecendo já o desplante de Joe negociou com o comendador novo contrato para a exposição das suas obras no CCB.

Em 2016, já depois de ser pública a penhora de 75% dos títulos da ação Coleção Berardo por três bancos, o Ministério da Cultura renovou o protocolo com a Coleção, afirmando publicamente que não tinha conhecimento de qualquer penhora sobre as obras. Pela mesma altura, José Berardo e o seu advogado punham em prática um golpe jurídico para chamar novos acionistas (por si controlados, suponho) à Associação Coleção Berardo, diluindo a posição dos bancos credores. E como se tudo isto não fosse mau demais, o Estado ainda aceitou perder a opção que tinha de comprar a Coleção a um preço fixo determinado em 2006, tendo agora que se sujeitar à chantagem de Berardo e ao preço de mercado de obras que valorizam graças ao CCB e ao investimento do Estado.

Quem é que quer ser representado por um Estado que dá a mão a salteadores ?

António Costa já não consegue esconder mais a austeridade

A haver reposição aos professores é preciso que também a haja para os restantes sectores. Ora isto é orçamentalmente insustentável e mostra o que o governo andou estes quatro anos a esconder com a ajuda do PCP e BE. A austeridade não acabou .

António Costa ainda manteve o congelamento, mas com um défice próximo de 0% e com toda a retórica construída pela atual maioria de que se virou a página da austeridade foi perdendo argumentos para o fazer. Assim, em dezembro de 2017 e antes da entrada em vigor do Orçamento do Estado de 2018, o PS, PCP e Bloco de Esquerda, aprovaram na Assembleia da Republica uma resolução bastante semelhante à que foi aprovada na passada quinta feira.

Ora, à medida que se torna mais evidente que não se virou a pagina da austeridade – algo que será ainda mais evidente à medida que a atividade económica for abrandando, também se torna mais evidente que a geringonça não serve para os próximos quatro anos. Não só as exigências do BE e do PCP serão cada vez maiores como também o espaço para mais cedências será cada vez menor.

Posto isto, quais a opções do PS? Tenta ter o apoio da direita, ou governar com maioria absoluta? Como a primeira hipótese parece cada vez menos provável e com as sondagens a apertarem, António Costa viu no tema dos professores a hipótese ideal para chegar ao eleitorado de centro e à maioria absoluta. Assim, o PS voltou atrás na posição que já tinha assumido em 2017 e adotou uma postura “responsável”.

Um governo homeopático

Um governo poucochinho que governa para uma parte da população, os funcionários públicos e os pensionistas que vivem, maioritariamente, em  Lisboa e Porto.

Os serviços mínimos aplicam-se a Lisboa e Porto onde estão os eleitores o resto arde como em Pedrogão, Tancos, Borba/Vila Viçosa. Um país preso por arames onde falta o essencial por falta de investimento e das medidas difíceis de que este governo foge como o diabo da cruz. E os que correram a comprar os novos passes de transporte estão nas filas de espera nas bombas de gasolina . E as listas de espera na saúde perduram ( 47% do total dos serviços foram assegurados pelo SNS o restante pela saúde privada e social) .

A sociedade civil agita-se . Aparecem sindicatos independentes que fogem ao controlo dos sindicatos partidários. Na saúde ( enfermeiros). Na educação. Nos transportes. Nos portos (estivadores).

António Costa como uma barata tonta fingiu que o pré-aviso de greve não era com ele( como habitualmente faz) e em menos de 24 horas vê o país parado por uma greve de poucas centenas de pessoas. O culpado deve ser o governo anterior.

Com os professores está cercado pelos partidos apoiantes que , segundo nos vendeu, garantem uma governação estável. Mas tudo aponta para que até a estabilidade financeira das contas públicas se rompa por aqueles que sempre desejaram que o governo evite a subordinação aos ditames de Bruxelas. Verga aos professores e aos sectores que se seguirem e o défice aumenta .

Com a dívida em alta, um PIB poucochinho, contas externas degradadas, sobra a taxa de juro mínima que o BCE ofereceu. Houve gente que sonhou com mais deste governo homeopático.

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Governo pondera demitir-se por causa dos professores

Não há combustível para manter a economia a circular e não há dinheiro para satisfazer os professores . O governo pondera demitir-se . É que a requisição civil não é boa para as eleições e a aprovação em sede parlamentar para pagar aos professores ainda menos. O governo está esgotado,  sem ideias e sem dinheiro.

O montante necessário para responder aos professores é financeiramente insustentável com a agravante que abriria a porta a idêntica reinvindicação de pelo menos mais quatro sectores da Administração Pública.

Mas o BE e o PCP não largam apertando o governo. PSD atira a responsabilidade para negociação entre o governo e os sindicatos e o PS não apoia os professores.

Ao fim de quatro anos a situação do país está como habitualmente está quando o PS é governo. Ou à beira de um pântano ou à beira da bancarrota.