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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Um género de autonomia das escolas

Tratar o assunto do género no quadro da autonomia das escolas é algo que se faz já todos os dias.

Os alunos em transição de género usam o balneário dos professores diz o director de uma escola. E outras haverá com solução igual ou outras.

Mas o "estado" e "os" e "as" que nos querem colocar umas palas ideológicas vieram com o papelinho suficientemente ambiguo para abrir portas ao que pretendem. Tudo ao monte e fé em Deus como já se vê naqueles acampamentos de verão do BE em que a fotografia mais famosa nos mostra uns meninos e umas meninas muito progressistas a fazerem um círculo com o nariz metido no traseiro do(a) camarada da frente. Coisa de género que ambicionam para aqueles lados.

Nos últimos dias já veio imensa gente arrepiar caminho, que não, a ideia é só chamar a atenção para esses jovens que estão em evolução de género, não vamos ter um galifão metido na casa de banho das raparigas. Ou coisa do género.

Uma coisa do género sabemos nós. Esta gente que quer impor a sua ideia de sociedade aos outros não vai desistir de meter o nariz no cú do(a)s camaradas. E no nosso se para isso estivermos virados.

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É uma coisa deste "género"...

Árvore Genealógica - Luiz Fernando Veríssimo

- Mãe, vou casar!

- Jura, meu filho ?! Estou tão feliz ! Quem é a moça ?

- Não é moça. Vou casar com um moço. O nome dele é Murilo.

- Você falou Murilo... Ou foi meu cérebro que sofreu um pequeno surto psicótico?

- Eu falei Murilo. Por que, mãe? Tá acontecendo alguma coisa?

-  Nada, não.. Só minha visão que está um pouco turva. E meu  coração, que talvez dê uma parada. No mais, tá tudo ótimo.

- Se você tiver algum problema em relação a isto, melhor  falar logo...

- Problema ? Problema nenhum. Só pensei que algum dia ia  ter uma nora... Ou isso.

- Você vai ter uma nora. Só que uma nora... Meio macho. Ou  um genro meio fêmea. Resumindo: uma nora quase macho, tendendo a um  genro quase fêmea...

- E quando eu vou conhecer o meu. A minha... O Murilo ?

- Pode chamar ele de Biscoito. É o apelido.

- Tá ! Biscoito... Já gostei dele... Alguém com esse  apelido só pode ser uma pessoa bacana. Quando o Biscoito vem aqui ?

- Por quê ?

- Por nada. Só pra eu poder desacordar seu pai com antecedência.

- Você acha que o Papai não vai aceitar ?

- Claro que vai aceitar! Lógico que vai. Só não sei se ele  vai sobreviver... Mas isso também é uma bobagem. Ele morre sabendo que  você achou sua cara-metade... E olha que espetáculo: as duas metade  com bigode.

- Mãe, que besteira ... Hoje em dia ... Praticamente todos  os meus amigos são gays.

- Só espero que tenha sobrado algum que não seja... Pra poder apresentar pra tua irmã.

- A Bel já tá namorando.

- A Bel? Namorando ?! Ela não me falou nada... Quem é?

- Uma tal de Veruska.

- Como ?

- Veruska...

- Ah !, bom! Que susto! Pensei que você tivesse falado Veruska.

- Mãe !!!...

- Tá..., tá..., tudo bem... Se vocês são felizes. Só fico  triste porque não vou ter um neto...

-  Por que não ? Eu e o Biscoito queremos dois filhos. Eu  vou doar os espermatozóides. E a ex-namorada do Biscoito vai doar os  óvulos.

-  Ex-namorada? O Biscoito tem ex-namorada?

- Quando ele era hétero... A Veruska.

- Que Veruska ?

- Namorada da Bel...

- "Peraí". A ex-namorada do teu atual namorado... E a atual  namorada da tua irmã. Que é minha filha também... Que se chama Bel. É  isso? Porque eu me perdi um pouco...

- É isso. Pois é... A Veruska doou os óvulos. E nós vamos  alugar um útero.

-  De quem ?

- Da Bel.

- Mas . Logo da Bel ?! Quer dizer então... Que a Bel vai  gerar um filho teu e do Biscoito. Com o teu espermatozóide e com o  óvulo da namorada dela, que é a Veruska...

-  Isso.

- Essa criança, de uma certa forma, vai ser tua filha,  filha do Biscoito, filha da Veruska e filha da Bel.

- Em termos...

- A criança vai ter duas mães : você e o Biscoito.E dois  pais: a Veruska e a Bel.

- Por aí...

- Por outro lado, a Bel...,além de mãe, é tia... Ou tio....  Porque é tua irmã.

- Exato. E ano que vem vamos ter um segundo filho. Aí o   Biscoito é que entra com o espermatozóide. Que dessa vez vai ser  gerado no ventre da Veruska... Com o óvulo da Bel. A gente só vai  trocar.

- Só trocar, né ? Agora o óvulo vai ser da Bel. E o ventre  da Veruska.

- Exato!

- Agora eu entendi! Agora eu realmente entendi...

- Entendeu o quê?

- Entendi que é uma espécie de swing dos tempos modernos!

- Que swing, mãe?!!....

- É swing, sim! Uma troca de casais... Com os óvulos e os  espermatozóides, uma hora no útero de uma, outra hora no útero de  outra...

- Mas..

- Mas uns tomates! Isso é um bacanal de última geração! E  pior... Com incesto no meio...

- A Bel e a Veruska só vão ajudar na concepção do nosso  filho, só isso...

- Sei!!!... E quando elas quiserem ter filhos...

- Nós ajudamos.

- Quer saber? No final das contas não entendi mais nada.  Não entendi quem vai ser mãe de quem, quem vai ser pai de quem, de quem vai ser o útero, o espermatozóide... A única coisa que eu entendi  é que...

- Que.. ?

- Fazer árvore genealógica daqui pra frente... vai ser  XXXLLL..

LUÍS F. VERISSIMO