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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Ministro das Finanças : PCP e BE estão a mentir sobre o Novo Banco

Em entrevista Centeno diz que a "realidade é exactamente o contrário do que diz o BE". Com a nacionalização ( exigida pelo PCP e pelo BE) os contribuintes seriam chamados a pagar os créditos mal parados do Novo Banco. Com o Fundo de Resolução, o Estado faz um empréstimo ao sistema bancário por 30 anos e ao mesmo juro que o estado paga aos investidores. Os contribuintes não pagarão um euro.

Feita a venda ao fundo Lone Star, já em 2017, Centeno argumentou que “hoje, esta injeção de capital, mais uma, vai ser feita, mais uma vez, em parte, recorrendo a um empréstimo do Estado”. Mas, ressalva o ministro das Finanças, “não é o Estado que está a injetar dinheiro no Novo Banco, é o Fundo de Resolução — que, no futuro, o Fundo de Resolução vai pagar este empréstimo ao Estado, em 30 anos, com as contribuições do setor bancário”.

O PCP também anda a dizer que se o Estado paga então, a gestão deve ser do estado. Mas o ministro das Finanças diz que o estado não paga.

Há muito por explicar no Novo Banco

O crédito tóxico do Novo Banco está ligado a empresas do sector imobiliário . Não esquecer que foi a bolha imobiliária que despoletou a crise. Mas a economia está a crescer há cinco anos e também assente no sector imobiliário . Então como se explica a situação do Novo Banco ?

As empresas que entraram em incumprimento em 2008 são as mesmas que agora beneficiam da expansão do sector e como tal esperar-se-ia que corrigissem perante a banca. Mas a verdade é que o Novo Banco recorreu novamente ao Fundo de Resolução e já deixou no ar a possibilidade de voltar a necessitar de nova injecção de dinheiro.

É por ser o caminho mais fácil ? Em vez de se procurar recuperar o crédito mal parado dá-se como perdido com a certeza que no fim alguém vai pagar ?

É que acordar que o comprador pode dar como perdido um determinado montante ( milionário) assim sem mais e esperar que não use essa possibilidade não é ingenuidade, é burrice.

Face ao "falhanço" que nos vai custar cerca de 6 mil milhões de euros lá vem mais um inquérito...

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PCP e BE : Nem mais um Euro para a banca.

O governo anda a passar cheques nas costas dos contribuintes. A UTAO veio dizer que o Fundo de Resolução da Banca :

Na terça-feira, a Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO) concluiu que a revisão das condições do empréstimo do Tesouro ao Fundo de Resolução bancário piorou as condições para o Estado, traduzindo-se num valor actualizado líquido negativo de cerca de 630 milhões de euros, valor que o líder do PSD considerou ser "conservador", dizendo que poderá ser o dobro.

Tivemos vários génios políticos ao longo do tempo que mandaram passar o cheque até não haver dinheiro para pagar nada. Alguns estão hoje no Governo, na hora difícil ninguém os viu.

No projecto de resolução hoje entregue no parlamento, os sociais-democratas pedem ao Governo que renegoceie os empréstimos relativos ao Novo Banco e ao Banif acordados em 10 de Fevereiro "em termos e condições que - na conjugação do prazo do empréstimo, escalonamento dos reembolsos de capital e taxa de juro - assegurem que o valor actualizado dos pagamentos de capital e juros dos empréstimos que o Estado recebe seja pelo menos igual ao valor emprestado pelo Estado.

Nem mais um euro para a banca gritavam o PCP e o BE. Não foi há muito tempo.

O défice dispara como e para onde ?

Expliquem-me como se eu fosse muito burrinho. Se a venda do Novo Banco  não se fizer agora como é que implicará a subida do défice ? Implicaria se não existisse o Fundo de Resolução que foi criado exactamente para proteger o estado e os contribuintes.

Se o  Novo Banco  fosse nacionalizado, como pretendem o PCP e o BE, aí sim o défice seria empurrado para cima. Como se passou com a nacionalização do BPN, que começou por ser 400 milhões e já vai nos 7 mil milhões.

""Aquilo que digo é aquilo que sempre disse - e que tive oportunidade de dizer na comissão de inquérito ao BES (Banco Espírito Santo): que os contribuintes não serão chamados a cobrir qualquer prejuízo com este processo. Isso cabe ao Fundo de Resolução", disse a ministra das Finanças ."

Há a Caixa Geral de Depósitos que é um banco público e que será chamado a contribuir no caso de prejuízo na venda mas, mesmo assim, é uma contribuição indirecta. Não puxará o défice para cima.

Estes jornais são uma bosta...