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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Um lar para os estudantes filhos de funcionários públicos

Enquanto milhares de trabalhadores do privado ficam sem emprego e outros com cortes no rendimento, há sindicatos a reivindicar aumentos salariais para a função pública.

É inacreditável que numa situação como a que estamos a atravessar alguém coloque seriamente essa exigência. Revela uma visão distorcida de quem trabalha, sustentando um fosso que já é profundo entre o sector público e o sector privado.

Mais uma vez a cegueira ideológica não é boa conselheira

Esta é a visão de quem tem na função pública a maioria dos seus votantes e no Estado o berço de uma sociedade estatista .

E hoje soubemos que a Ministra Alexandra Leitão vai construir um lar para estudantes filhos de funcionários públicos que venham estudar para Lisboa. Ficam de fora os filhos dos que pagam impostos e que já pagam os salários dos pais destes estudantes. Esta senhora agora ministra é a ex - Secretária de Estado da Educação que rasgou inúmeros contratos com colégios privados mas que tem duas filhas a frequentar o selecto Colégio Alemão.

Ainda gostava de saber quantos filhos de políticos frequentam a Escola Pública.

A máquina do estado que carregamos ao pescoço

Na administração pública não há medo do desemprego nem das consequências da crise.

Mas existe uma classe, sempre protestante e sempre reivindicativa e sempre queixosa, que não tem medo de perder o emprego. A Função Pública. Onde existem muitos e bons e escrupulosos servidores da causa pública, bons prestadores de serviços. E onde existem também preguiçosos, privilegiados, arrogantes e amoralistas, sentados na sinecura e na certeza de que venha sol ou chuva, o emprego e as mil alcavalas do salário, sempre disfarçado por essas alcavalas e nunca um salário real, estão seguros. Carregado de compensações, escalões, subsídios, diuturnidades, apoios e promoções arbitrárias e inexplicáveis que fazem do Estado e da máquina do Estado em Portugal um albatroz que todos nós, contribuintes, carregamos ao pescoço.

Função pública leva 800 milhões

De um lado Centeno a defender o equilíbrio das contas públicas do outro PCP e BE a defenderem as suas clientelas na administração pública. Os partidos piscam o olho fazendo crer que o que está em discussão são 50 milhões, Centeno mostra que o acumulado vai em 800 milhões . E se os professores conseguirem o que pretendem são mais 600 milhões.

Não há dinheiro o que é que não percebem ?

Em declarações ao jornal Público, Mário Centeno recupera ainda 750 milhões de euros de custo que passa para 2019 de medidas que foram tomadas e adotadas em anos passados, como as progressões na Função Pública e as 35 horas, para mostrar que o bolo para a Função Pública é maior.

“Não há margem visível, estamos a debater um adicional de 50 milhões de euros em cima dos 750 milhões de euros que já vão estar no Orçamento do Estado para despesas com pessoal”, disse Mário Centeno em declarações ao jornal Público.

Para bem do país é preciso afastar PCP e BE das decisões orçamentais.

Um país à parte em greve

O governo e a função pública em circuito fechado o resto do país trabalha e não precisa do governo para nada. O programa de festas :

O Negócios fez um ponto de situação sobre as negociações entre governo e professores, médicos, enfermeiros, justiça e polícias.

Apesar das reversões de salários e pensões, ou por isso mesmo, é agora a fase das reivindicações sindicais. Generosos, os sindicatos admitem um escalonamento mas, é claro, o que reivindicam é despesa permanente, paga-se com mais impostos já que a economia cresce poucochinho e vai definhar nos próximos dois anos.

 

O contribuinte privado paga .

 

 

Que função tem a Caixa Geral de Depósitos ?

Que função tem a Caixa que os outros bancos não têm ?

A sua função? Mas que função? Este é o surrealismo de tudo isto. Além da titularidade do capital, não se conhece o que distingue a Caixa dos restantes bancos. O seu carácter supostamente distintivo de “banco público” ou de “banco do Estado” não tem qualquer expressão nos serviços que são prestados pela Caixa. Não há nada que a Caixa faça que a concorrência não faça também em condições e preços semelhantes.

Minto. Durante algum tempo, na década passada, nos consulados que incluíram Armando Vara e Francisco Bandeira, a Caixa tinha um sistema “Via Verde” para empréstimos e participações em empresas e projectos amigos do regime, muitos deles ruinosos. Não há responsáveis indiciados mas sabe-se que a conta ascende a alguns milhares de milhões. Mas para além desta nobre missão, que se espera tenha ficado bem enterrada no passado, não se conhece outra que distinga a Caixa dos seus pares.

Claro que o cidadão contribuinte a quem acabaram de ir ao bolso para pagar o “buraco” da Caixa no meio de juras sobre a diferença que é ter um banco público só pode irritar-se com a hipocrisia de quem, logo a seguir, permite que se feche o balcão da terra.

Isto é verdade se exequível

Carta de Mário Centeno a Bruxelas :

“Nenhuma política de recursos humanos pode produzir resultados económicos eficientes se não tiver mecanismos de incentivo”, defende Mário Centeno, lembrando que a Administração Pública tem perdido capacidade de atrair os melhores pelo facto de as carreiras estarem congeladas desde 2006.

Centeno concluiu, por isso, que a política de redução salarial conduzida por Gaspar foi “economicamente ineficiente” e diz que os cortes orçamentais se devem concentrar “nos consumos intermédios” e não nos ordenados dos funcionários públicos.

E os sindicatos deixam que os funcionários públicos sejam pagos segundo o mérito ? E as centenas senão milhares de centros de custo existentes na administração pública são capazes ou estão interessados em reduzir os seus custos operacionais ?

É que seria necessário introduzir o "Orçamento Base Zero " para que o desperdício acumulado em anos e anos no orçamento fosse retirado, o que implicava a reestruturação da administração pública de que todos falam mas ninguém tem coragem de levar à prática.

Espero sentado.

 

 

 

 

 

 

 

O dia mais importante para o futuro do país

O Tribunal Constitucional vai ter que optar entre um estado pesado e privilegiado que não se deixa governar e um país governável. E terminar com o maior tabu que amordaça o país desde o 25 de Abril. Os despedimentos na função pública.

Os juízes do Constitucional vão decidir se os funcionários que entraram para a Administração Pública até ao fim de 2008, a esmagadora maioria, têm um vínculo que impede o seu despedimento devido a uma garantia contratual dada na altura. Está em cima da mesa uma questão de confiança entre o Estado e os seus funcionários. Do outro lado, está a necessidade de equilibrar as contas públicas e atacar o endividamento do Estado, o principal problema económico do País neste momento e a razão por que fomos obrigados a chamar a ‘troika'.

Sem a possibilidade de mexer nos vencimentos, tem de ser possível despedir funcionários públicos num regime semelhante ao do sector privado. Caso contrário, vai repetir-se o que tivemos pelo menos desde o Governo de Durão Barroso: Executivos a brincarem às reformas do Estado sem que nada mude estruturalmente.

É o futuro do país que está em equação.

Sem cortar salários e pensões na função pública não vamos lá...

É só somar e subtrair : Os funcionários públicos representam 2,2 mil milhões de euros dos cortes na despesa pública que o Governo pretende fazer até 2014 no âmbito da reforma do Estado, ou seja, 46% do total. Quanto às poupanças que o Governo prevê alcançar com os pensionistas, estas atingem os 1,38 mil milhões de euros, menos do que o executivo tinha previsto encaixar com a reforma do sistema de pensões em maio (1,446 mil milhões). A 3 de Maio, o Governo enviou uma carta à troika em que especificava as medidas da reforma do Estado até 2015, apontando para um corte cumulativo de 4,7 mil milhões de euros neste horizonte temporal.

As estimativas do FMI estão em linha com as do Governo até 2016, ano em que tanto o Executivo como o Fundo estimam que o PIB esteja a crescer 1,8% e que a taxa de desemprego esteja nos 17,5%. Em relação ao défice, o Fundo espera que este seja de 1,9% do PIB em 2016, mas Vítor Gaspar apresentou uma previsão mais optimista, apontando para os 1,2%.

E como a partir de 2014 não há onde ir buscar dinheiro, a não ser aos mercados, ou cumprimos o programa ou a economia tem que crescer o dobro do previsto coisa que nunca aconteceu. E como só há criação de postos de trabalho a partir dos 2% do PIB o desemprego também vai descer muito devagarinho. É claro que bem gostaria que não fosse assim!

Na CGA duas em cada três baixas são falsas

Uma das maiores chagas no funcionalismo público é a altíssima falta ao trabalho por baixa médica. Entre os professores, em seis meses,  cerca de 70 000 meteram atestado médico. Como são cerca de 150 000 isto quer dizer que cada um dos professores irá meter um atestado médico no prazo de um ano.

Claro que a explicação é que estão confrontados com uma profissão muito desgastante.

Conhecem-se casos de médicos que passaram umas dezenas de atestados e, há, os chamados "profissionais do  atestado", funcionários que metem baixa recorrentemente . É, claro, que numa empresa privada não há um exército de substitutos que possam executar o trabalho .

Aproximar as exigências entre a pública e a privada bem como as condições de remuneração e outras, é fundamental como todas as organizações mundiais do trabalho não deixam de assinalar. Foi agora o caso da OCDE, cujo relatório já foi sumariamente rejeitado pela UGT. 

PS : e, no Hospital de S. João há cerca de 200 pessoas de baixa por dia.