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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Peniche exige que o estado pague a memória

São precisos mais de cinco milhões de euros para que a memória não se apague. Se não for o turismo tem que ser o estado . É esta a posição da câmara de Peniche.

Ao abandono e a caminhar para a ruína que já se antevê em grande parte do Forte, há quem ainda acredite que o estado fará agora o que não fez em 40 anos. Mas não é o povo de Peniche que acredita e assim sendo não pode ser ele a pagar.

A memória só não se apaga se alguém pagar a reabilitação agora e a manutenção no futuro . Isso faz-se dando vida ao Forte, com actividades comerciais e culturais. O resto são apenas boas intenções e mais uma ruína a prazo.

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Fortaleza de Peniche, estação de São Bento a mesma luta

O PCP está contra . No forte de Peniche para que não se apague a memória na estação de S.Bento para que não se destruam os azulejos. Num caso e noutro a verdadeira razão é que a iniciativa privada não possa desenvolver iniciativas lucrativas.

Impedir a iniciativa privada é o alfa e o ómega do PCP . Quanto menos iniciativa da sociedade civil mais estado . Mas como é que os impostos crescem e a riqueza não chega aos pobres, sobre isso o PCP não tem nada a dizer. Na próxima manifestação vai gritar contra o desemprego e contra o trabalho precário. 

Como se pode ler aqui os naturais da terra estão de acordo com o projecto de o estado entregar a exploração do espaço aos privados, assegurando os lugares históricos. Eles já estão fartos de promessas e o que vêm é a Fortaleza degradar-se e os 20 000 visitantes/ano não perderem mais de 5 minutos na visita.

E em São Bento e de acordo com o grupo Time Out, que dá o projeto como certo, o mercado terá 2.200 metros quadrados, com 15 restaurantes, quatro bares, quatro lojas, uma cafetaria e uma galeria de arte. “Tudo alicerçado em negócios locais”, garantiu em comunicado o grupo, que detém as revistas Time Out Lisboa e Time Out Porto. De acordo com a planta, o amplo espaço ficará do lado da Rua do Loureiro.

 

Prender os privados no Forte de Peniche

É óbvio que num espaço de 20 000 m2 é possível preservar os lugares históricos conjuntamente com um bonito e rentável espaço de hotelaria e lazer. O problema é que nesta frase simples está lá a palavra  "rentável" e  implícita a palavra "privada". Temos o caldo entornado.

Em Portugal há vários anos que frequento a cadeia de pousadas nacionais todas elas a funcionar em espaços com história. Lindíssimas, bem conservadas e melhor frequentadas. E, no estrangeiro, é frequentíssimo. Já dei o exemplo de uma parte do Palácio onde ainda vive a família real inglesa está aberta ao público . Não consta que os parentes de suas altezas tenham caído na lama. Mas o estado magnifico do palácio e dos seus jardins mostram bem que tem financiamento assegurado pelas visitas e estadias do público.

Como se pode ler aqui os naturais da terra estão de acordo com o projecto de o estado entregar a exploração do espaço aos privados, assegurando os lugares históricos. Eles já estão fartos de promessas e o que vêm é a Fortaleza degradar-se e os 20 000 visitantes/ano não perderem mais de 5 minutos na visita.

Já hoje uma parte do Forte alberga museus e oficinas de artistas plásticos que obviamente podem e devem coexistir com a pousada e com os lugares históricos.

Pede-se agora aos peticionários de sempre, que deixem a Fortaleza ser uma fonte de financiamento para manter lugares históricos que de outra forma acabarão no esquecimento. É assim que "não se apaga a memória".

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O Forte de Peniche e os sítios históricos de um lugar

Só um cego em gestão é que não tirava partido dos factos e sítios históricos existentes no forte. Esses sítios são para serem visitados e constituem uma mais valia na exploração hoteleira do monumento.

Já em 2008 a Câmara de Peniche colocava em cima da mesa a criação de uma pousada no forte, ideia imediatamente repudiada pela auto denominada comissão " não apaguem a memória".

Apagar a memória do forte de Peniche era tirar-lhe uma parte importante que faz dele um potencial lugar turístico e hoteleiro. Basta lembrar que o Palácio em que vive a rainha de Inglaterra tem uma parte das suas instalações abertas ao público e podem ser visitadas a troco de um bilhete. Nada que incomode a Rainha e sua família.

O que parece certo é que o Forte de Peniche ou avança para a exploração comercial e turístico do lugar ou, irremediavelmente, cairá em ruína.

O presidente da Câmara de Peniche ( independente eleito pela CDU) afirma que toda a vereação da Câmara está de acordo quanto à instalação no forte de uma pousada e que já foram apresentadas duas maquetas de arquitectura - uma de Siza Vieira e outra do Grupo Pestana que não avançaram.

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