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BandaLarga

as autoestradas da informação

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A Festa do Avante ! não é uma festa

É o que os comunistas quiserem. O PCP diz que "" é uma grande realização político-cultural " surgida "muitos anos antes da existência" de festivais de música. O que é verdade mas que no contexto da crise não vem a propósito.

A questão, tal como aconteceu com o 1 de Maio na Alameda, é que a sua realização implica não cumprir com as regras emanadas pelo governo no que diz respeito ao confinamento por concelhos e ao ajuntamento de pessoas.

O governo após o comunicado do PCP já veio modificar a medida alargando para "festas e outras manifestações" mas o partido deixou tudo preparado para o combate em Setembro.

A luta continua!

 

Afinal o coronavírus é anticomunista primário

Segundo o PCP toda esta pandemia não é mais do que uma manobra para exacerbar o "individual" contra o "colectivo".

Leia-se, é preciso justificar o 1 de Maio e o atropelo às decisões do Presidente e do governo quanto à mobilidade (curiosamente reduzem os direitos individuais) e vem aí a festa do " Avante" que como se sabe "não há festa como esta". E lá vamos ter mais uma vez uma multidão junta. E no caso sem máscara.

Mas a posição de fundo do partido tem raízes mais profundas. Num artigo de opinião no “Avante!”, Jorge Cordeiro, membro da comissão política, explora a ideia de que existe um “agigantamento do medo, para lá do racional” e um “clima geral de intimidação social” com o objetivo de “exacerbar” o individual. Por isso, e assegurando que não existe “qualquer desvalorização” que toca ao combate e à prevenção, os comunistas veem na crise da covid-19 o “inaugurar” de uma “nova fase mais intensa e mais perigosa de difusão dessas ideias” — as ideias que privilegiam o individual por oposição ao coletivo.

E é isto, depois ficamos muito admirados que não se encontre vacina contra o coronavírus .

A empresa " Festa do Avante " pode passar a sede para a Holanda

O  PCP e o BE atiraram-se ao ar quando souberam que algumas empresas portuguesas transferiram as respectivas sedes para a Holanda onde a carga fiscal é muito menor.

Ainda há cerca de um ano uma das maiores empresas de supermercados transferiu a sua sede para aquele país com esse intuito. Foi um fartar de impropérios, rasgar as vestes, traições e vilanagem. Traidores !

Agora os partidos pela calada da falta de vergonha juntaram-se para legislar em causa própria para fugirem aos impostos. Face à reacção popular foi vê-los a recuar, que não, não foi essa a intenção. E aceitaram e concordaram com o veto presidencial .

Mas o PCP que tem a Festa do Avante como fonte maior das suas receitas e é um potentado imobiliário insurgiu-se contra a ingerência do presidente na vida interna dos partidos. O PCP quer ser beneficiário de isenção de impostos e do IVA.  Não há bifana como esta, sem IVA, na festa.

Mas se não convencer o povo ( o seu povo) pode sempre ir para um paraíso fiscal que tanto odeia. É mais transparente do que criar dentro da Lei portuguesa uma vilanagem pretensamente legal . 

O partido rico que é defensor dos pobres

O PCP é como os outros partidos. Tem as suas debilidades tão humanas como todos os outros e não aguenta o escrutínio da imprensa sem revelar as suas fraquezas.

É o partido que tem maior e mais rico imobiliário e é o que vai pagar mais IMI. Tem duas quintas à beira Tejo plantadas que servem, aparentemente, para três dias da Festa do Avante. E nos outros 362 dias estão ao abandono. Será razão para reverterem para o estado ? Tenho a certeza que virá uma lei na altura própria apropriada ao assunto.

Mas o PCP que tanto se insurge com a pobreza dos trabalhadores podia avançar com acções de cariz capitalista para dar trabalho aos desempregados. Até podia avançar com acções colectivas que ninguém leva a mal. Por exemplo, como é que o PCP vai pagar tão elevados impostos sobre o sol e as vistas das quintas na Atalaia ? Vem aí outra lei a isentar o partido ?

"Se fosse escrutinado de forma exigente pela comunicação social, alguém indagaria como conseguiram os comunistas reunir um património imobiliário equivalente ao dos outros partidos todos somados e valorizá-lo em dois milhões de euros entre 2012 e 2015, ampliando-o de 13 milhões para 15 milhões no apogeu nacional da “crise do sistema capitalista” que tanto dizem combater mas de que aproveitam como nenhum outro, percorrendo sem rebates de consciência as alamedas do lucro. Assim talvez ninguém se espantasse por saber, como há dias se soube, que os comunistas pagarão em 2017 cerca de 50 mil euros em IMI, apesar de os edifícios adstritos à actividade partidária estarem isentos deste imposto."

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