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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Professores - sem avaliação não há férias

As escolas é que decidem se há ou não condições para os professores gozarem as férias num dado período. Se esta decisão estivesse centralizada no ministério ...

Os diretores pedem ao Ministério da Educação que esclareça as escolas sobre o que devem fazer, nomeadamente se podem convocar os docentes para atribuir as notas durante as suas férias, exemplificou o presidente Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas, Filinto Lima, em declarações à Lusa.

E o Ministério já respondeu . Os professores só podem entrar de férias depois de entregarem as notas

Os professores que fazem greve, à partida não podem ir de férias, porque a greve é uma suspensão da relação laboral. Agora têm é que manifestar a sua adesão à greve, obviamente. O reporte que temos das escolas é que o que se está a passar e a dificuldade que está a haver na realização dos conselhos de turma prende-se com o exercício do direito a férias e é por isso que agora fizemos essa nota. Os professores que estão em greve, até pela suspensão do vínculo laboral, não podem pela natureza das coisas ir de férias”.

Ao contrário de António Costa Marcelo interrompeu as férias

Ao contrário de António Costa, Marcelo interrompeu as férias . É um sinal claríssimo de afastamento político .

Perante a tragédia diária o governo não toma decisão nenhuma desde logo demitir os responsáveis. E porque será ?

O actual primeiro ministro foi ministro da Administração Interna, logo responsável pelas políticas do governo de Sócrates para a floresta. É realmente difícil demitir alguém sem em primeiro lugar demitir-se a si próprio.

É que o que temos na floresta, no essencial, é obra de Costa. Os aviões Kamov e os helicópteros, o SIRESP , a organização dos meios e a falta deles, e o afastamento dos vigilantes e dos proprietários. 

Jorge Coelho demitiu-se após a derrocada da Ponte de Entre-os Rios. Sabemos hoje que o então ministro tinha numa das gavetas um relatório técnico a avisá-lo dos estado da ponte. A que não ligou nenhuma.

António Costa perante a tragédia que não há como esconder, vem agora dizer que a "culpa não morrerá solteira" . E descobriu também que as calhas técnicas por onde deviam passar os cabos ópticos foi dinheiro deitado à rua. Ninguém sabia ou quem comprou o SIRESP e negociou contratos e os assinou, fechou os olhos aos postes de madeira muito mais baratos mas que ardem com os fogos ?

António Costa que negociou o SIRESP e os meios aéreos se levar a peito a sua declaração, não tem refúgio possível. É que não lhe faltam relatórios técnicos metios na gaveta.

Marcelo anda a fazer-lhe a cama onde se irá deitar.

 

 

António Costa não esteve de férias

Estou convencido que o primeiro ministro não esteve de férias tão desajeitadas são as explicações para a sua ausência do país num momento tão grave. E quem é que nunca teve de ajustar o calendário das suas férias por razões familiares ou profissionais ?

Ver Costa no terreno com a tragédia ainda a desenvolver-se e depois desaparecer é inaceitável. Um enigma como lhe chamou Manuela Ferreira Leite.

O que veio a público sobre a sua participação na compra do SIRESP e da sua entrega à gestão privada explica em muito o inusitado desaparecimento. Covardia ? É curto .

Trata-se com toda a evidência de um movimento táctico com o objectivo de retirar toda a carga possível de responsabilidade ao primeiro ministro. Que o seu rosto não se identifique com a tragédia nem com o ridículo roubo de Tancos.

A preocupação com a sua popularidade mandando efectuar uma sondagem mostra isso mesmo.

E a seguir à tragédia do fogo e do roubo vieram as cativações que mostraram como é falso o défice mais baixo de sempre. E a ligação que logo se fez entre a falta de meios resultantes das cativações e o descalabro dos serviços.

Não, António Costa não esteve de férias e se esteve ainda é pior. O comandante do navio a afundar é o último a abandonar o convés . Mesmo que, como no caso do Titanic, os "metais" continuem a tocar .

 

As férias do primeiro ministro são mesmo um enigma ?

Serão mesmo um enigma as férias do primeiro ministro ? É claro que António Costa por esta altura não terá um momento de sossego. Passa o dia agarrado ao telemóvel. Anda tão agitado que o PS a primeira coisa que fez foi pagar uma sondagem para perceber como estavam os fogos e o roubo de Tancos a minar a popularidade do seu secretário geral.

Se não descansa porque está Costa longe dos centros de poder ? A explicação é deixar que os seus ministros sejam minados com perguntas a que não sabem responder e a responsabilizarem-se por decisões que foram tomadas por Costa ou com a sua autorização.

É um faz de conta velho como a política. Desaparecer nos momentos difíceis e aparecer quando há boas notícias. Na espuma das notícias fica a cara de alguém que nada tem a ver com o que corre mal nos serviços do estado.

Ainda não tinha ido de férias e Costa já não suportava que se conhecesse o seu envolvimento na compra e na negociação da gestão da PPP do SIRESP . O PCP e o BE começaram a fazer perguntas sobre as cativações. Mil milhões ? Onde foram feitas ? Queres ver que foram na Administração Interna e nas Forças Armadas ? Se Centeno não responde como poderá Costa responder ? As finanças não estão entregues ao "Ronaldo das finanças" ? Não mexe no que está bem.

Entretanto o primeiro ministro vai deixando passar a tempestade, monta uma medida açucarada e um dia destes aparece aí como o verdadeiro salvador.

Fartos de viver mal vão de férias

O Algarve está cheio de turistas portugueses e os seus responsáveis, face às indicações prevêem, um ano melhor que o anterior. Os voos marcados com destino a Faro com origem na Alemanha e de França são bons indicadores. E o objectivo de passar de uma ocupação de 55% anual para 60% está nos horizontes mais próximos, assim esbatendo a sazonalidade que ainda se faz sentir na região.   Entre as razões para o crescimento na ordem dos 4% que se tem vindo a verificar de forma contínua na região desde 2013, Elidérico Viegas apontou a instabilidade social vivida em vários destinos turísticos concorrentes e o empenho dos empresários do sector na promoção e na criação de estratégicas mais agressivas, colocando à venda produtos diferentes, como estadias com uma refeição incluída.

Mas o factor mais importante é as pessoas terem dinheiro para gozarem férias e não terem medo do futuro. Para quem anda a viver muito mal não está mal de todo.

Somos danados para a brincadeira

Nos últimos meses de 2013 o turismo interno já deu mostras que o pessoal está farto de troika e de chuva. Implosão social? Qual quê? Hotéis cheios na Serra da Estrela, Madeira e Algarve. E há muito que um ano não começava de maneira tão promissora como este 2014. Os sinais de retoma chegaram ao turismo. Razões psicológicas dizem os responsáveis. A classe média alta e alguma classse média baixa reduziram muito o consumo nos últimos três anos, não por razões financeiras, mas por precaução. Andavam fastasmas no ar. Agora retomaram o consumo nomeadamente as férias fora de casa. Está a passar a ideia que o pior já lá vai, as pessoas estão fartas de narrativas miserabilistas.

E as termas, os solares e casas de turismo de habitação está tudo cheio ou para lá caminha. "Há um crescimento do número de reservas de portugueses para este carnaval e as perspectivas para a Páscoa são também animadoras." Cuida-te, Seguro!

Uma sexta feira inesquecível

Uma sexta feira inesquecível. Vamos ter governo pelo menos até Julho de 2014. Foi libertada a 8ª fatia do empréstimo da troika. Sem estes 2 500 milhões não havia subsídio nem sequer em Novembro. A poupança dos portugueses bate recordes e o governo vai lançar dívida para absorver essa poupança a retalho. O PS, enfim, apresentou um conjunto de medidas concretas para ajudar a economia e a criação de emprego. Os funcionários públicos vão ter o mesmo número de dias de férias que os trabalhadores da privada. E os funcionários "trabalho zero" vão ter que se deslocar para merecerem o salário. 

E, last but not the least, a ajuda europeia ao programa está garantida. Também o presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, afirmara que poderão vir a ser consideradas medidas de apoio complementares a Portugal e Irlanda para ajudar estes dois países a saírem dos programas de assistência e a regressarem aos mercados.

Dois países . O das férias e o do desemprego

Os Portugueses continuam a ir de férias cá dentro e lá fora. A taxa de ocupação dos hotéis é igual à do ano passado e a procura das belas cidades europeias não cai. Estamos perante um país em que metade dos cidadãos tem um vencimento ou uma pensão fixa e a outra metade está no desemprego ou nunca trabalhou.

Nesta Páscoa, as taxas de ocupação dos hotéis em todo o país deverão ser semelhantes às do ano passado. E nas viagens ao estrangeiro as quebras, a existirem, não serão significativas.

Ler mais: http://expresso.sapo.pt/crise-nao-trava-ferias-la-fora=f795598#ixzz2OO910Vkt
Esta é que é a verdadeira desigualdade nas sociedades modernas. Não me venham com direitos adquiridos para além do essencial, das greves por mais subsídios e dos empregos para toda a vida. Por cada um que goza estes benefícios há outro que não tem nada.