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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Ao contrário do que exige a esquerda o ensino de Medicina não é gratuito

Há sempre forma de fazer pagar aquilo que a esquerda apresenta como gratuito. As propinas para os alunos de Medicina passam a ser os dois ou três anos em que terão de  trabalhar para o SNS depois da especialidade.

O retrato da política prosseguida pela esquerda no poder tem um espelho dramático no SNS. Urgências que fecham, serviços que encerram, médicos que não aderem às condições propostas, enfermeiros que emigram, listas de espera, medicamentos que não chegam aos doentes...

Neste caos em que se ameaça transformar o SNS aparecem as medidas draconianas. Não há estado sem dinheiro que possa sustentar um SNS gratuito e universal. Não há aqui nem em lugar nenhum .

É por isso que o serviço privado hospitalar não deixa de crescer.

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O resultado do neoliberalismo? O maior declínio da pobreza mundial da história

Qual foi o resultado destas políticas neoliberais? O maior declínio da pobreza mundial da história. Milhares de milhões de pessoas na China, na Índia, ou em África que deixaram de estar a uma má colheita ou a uma tempestade de distância da morte.

Em Portugal nos anos 80 os programas de austeridade externa do FMI e a perda de soberania com a entrada na CEE (hoje União Europeia) eram uma concessão liberal. Hoje, olhamos para este período da histórica da democracia portuguesa como o de maior progresso económico e social.

Não é uma opinião são os dados que o dizem.

PS : Expresso - Ricardo Reis

O SNS que o BE e PCP defendem é uma vergonha

Um SNS exclusivamente público é uma impossibilidade num país pobre, a não ser que a população aceite listas de espera onde se morre à espera de cirurgia ou à espera de medicamentos inovadores. Para aqueles partidos comunistas ter um SNS que afasta a parceria com o privado é mais importante do que o bem estar das pessoas.

Acima de todas as ideologias está o ser humano.

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Sócrates diz que António Costa é insuportável

António Costa fez parte do governo de maioria de Sócrates.

Para dizer a verdade nunca pensei que as coisas chegassem a este ponto. Nunca me ocorreu vir a encontrar-me na desconfortável situação de ter de recordar a alguém que o Governo que agora maldiz foi, afinal, um Governo no qual participou. Também nunca imaginei que alguém pudesse conceber como estratégia para ter maioria absoluta desacreditá-la enquanto solução política. No fundo, o que parece querer dizer é que todas elas são horríveis — com exceção daquela que ele próprio obterá e que se diferenciará das outras justamente por ter sido obtida escondendo essa ambição e até negando esse propósito. É talvez a isto que chamam estratégia.

Costa já percebeu de que lado está a maioria da sociedade civil

É claro que não ter dinheiro ajuda muito. Não havendo dinheiro não há palhaço e Centeno diz o que Costa não pode dizer. Mas o Primeiro Ministro também sabe de que lado está a opinião pública.

Só o PC e o BE e aquela ala esquerda do PS é que não se importariam de estragar todo o trabalho orçamental realizado e aumentar a despesa pública . Mas como não há dinheiro, o défice não pode aumentar, a dívida não pode crescer, a carga dos impostos não pode ser maior e a economia já está em trajectória descendente, resta a coragem de dizer "não" aos sindicatos.

Mário Centeno: “Não há margem para mais despesa”

Ministro das Finanças recusa, em declarações ao Expresso, gastar mais com enfermeiros e professores. Como António Costa vai gerir o ano eleitoral sem mais dinheiro. Empresários pedem estabilidade política. Marcelo pressionou primeiro-ministro a negociar

 

 

 

O Expresso recrutou Louçã ( porquê ? )

O OBSERVADOR É BOM PARA A DIREITA?

Para mim a resposta é claramente NÃO, não é.

A direita, ou melhor, as direitas, em Portugal são um poço de problemas, o Observador como um jornal moderno, quase que revolucionario para o ambito nacional, poderia e parecia querer ser um elemento para ajudar à resolução daqueles problemas, mas na verdade vem acontecendo precisamente o contrario, não só não ajuda à sua resolução, como parece agravar aqueles problemas.

A nossa direita tem problemas com traumas antigos e recentes que tem de encarar e ultrapassar. A nossa direita há muito deixou de pensar, preferindo ruminar as suas frustrações. Esta direita não irá a lado nenhum enquanto for a direita de alguns interesses e não a direita dos principios, só com base em principios a direita pode vir a traçar uma estrategia vencedora, até lá ela será apenas a dos leitores que se comprasem em ler Alberto Gonçalves ( que aliás afirma que não é de direita), pensando para eles proprios "somos optimos e havemos de dar cabo de todos esses comunas corruptos e incompetentes".

Porque o Observador tem culpa? Porque se a nossa direita é incapaz de ler a realidade, é pouco culta, traumatizada, não tem nem ideias, nem principios, nem projecto, o Observador ou é um instrumento de melhoria dessa direita ou é um logro. Hoje, julgo que é claramente um logro.

Se eu fosse dado a teorias da conspiração, diria até que um jornal "cheio" de gente que vem da extrema esquerda, até mesmo daquele partido que se dizia estar ao serviço da CIA, um jornal assim, tem tudo para ser um "infiltrado" ao serviço da Internacional Socialista, ou de outros projectos de esquerda mais radicais.

Claro que não acredito naquela conspiração, o que até certo ponto é ainda mais grave, porque não sendo assim, resulta que o Observador trabalha para a esquerda mas de graça, ou melhor, pago pelos seus acionistas e assinantes.

Esta "radicalização verbal" tem vindo a crescer de uma forma lenta, quase imperceptivel, ao longo da curta vida do Observador. O Passismo terá tido grande culpa neste processo, não intencionalmente, mas pela mentalidade que foi criando.

Para o Observador ser útil à direita teria de a ensinar a pensar, em lugar de dar prioridade a insultar a esquerda, apenas porque isso é mais facil e vende. Teria que discutir ideias e projectos, para depois ajudar a traçar as estrategias e a as desenvolver. A simples masturbação de equivocos auto-congratulatorios, pode ser comoda mas não leva a lado nenhum, para além do crescimento da esquerda.

É neste quadro que o Observador acaba por ser negativo para a nossa direita, porque como tem fama de ser radical, sem o ser de facto, tudo quanto defenda é logo considerado pelo mundo exterior como "inaproveitavel", mas, ao mesmo tempo, abre as portas a reportagens e artigos de opinião de esquerda (estes, muitas vezes os mais ponderados do jornal, juntamente com os de Espada). Ou seja, não "educa" a direita, e com o seu tom-radical não atrai e até afasta o centro, tornando assim impossivel a construção de uma imagem credivel do jornal fora da sua área de influencia directa.

Li recentemente o livro de Nuno Garoupa sobre a direita portuguesa, subscrevo quase tudo o que nele é dito, e é muito e muito polemico, só que sou menos pessimista do que ele, não porque pense que a nossa direita é melhor do que ele diz, mas apenas porque ela é tão má, tão má, que lhe bastaria ser razoavel para poder ter sucesso e isso talvez seja possivel a medio prazo.

O país precisa de ter direitas, que consigam ver a realidade, que tenham ideias e ideais e que a partir daí construam projectos mobilizadores. Até agora o que fez o Observador por isso?

Tudo isto é tanto mais grave quanto acontece na mesma altura em que o Expresso, tradicionalmente um jornal do centro, virou claramente à esquerda. Não foi apenas o recrutamento de Louçã (porquê??), nem só os artigos de Santos Guerreiro, quase tudo no jornal virou à esquerda, com a honrosa excepção de Ricardo Costa, que mantem a sua posição ao centro, agora isolado.

Os tempos continuam dificeis para a direita em Portugal, mas continuo a pensar que pelo menos 90% da culpa é apenas dela mesma.

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O assalto a Tancos é gravíssimo para a Democracia e para o país

Há muita gente há muito tempo a decretar arrumado o assalto a Tancos. E percebe-se porquê . Roubar armas de guerra de um paiol militar é um acto gravíssimo que diz muito da cultura de segurança que falta ao país.

Como é que as armas saíram do quartel e foram escondidas sem que ninguém visse sendo certo que pesam pelo menos uma tonelada. Saíram por cumplicidade de elementos internos ao quartel . E a sua movimentação fora do quartel exigiu uma estrutura logística não negligenciável.

A prisão de um alto dirigente da Polícia Judiciária Militar é uma afronta aos militares ( veja-se o Expresso da Meia Noite de hoje e a posição do general convidado). O presidente do Observatório Nacional da Segurança afirmou que este caso está a ser discutido por todas as instituições de segurança do mundo.

É um assunto que arrasa a credibilidade das Forças Armadas e das Instituições de Segurança da Democracia portuguesa.

E como é que Rui Rio dois dias antes das notícias já sabia " mais ou menos" o que ia acontecer ? E o Presidente da República também esperava mais ou menos o mesmo ?

E não há responsabilidades políticas ? Quando Jorge Coelho se demitiu no seguimento da queda da ponte de Entre-os-Rios também era obrigado a servir de pilar ? E o ministro da Defesa como diz António Costa só será responsável se estiver de plantão ?

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As baixas fraudulentas dos professores

Das cerca de seis mil baixas atribuídas ao sector da educação, mais de metade revelaram-se fraudulentas, levando estes profissionais de volta ao trabalho. É uma notícia perturbadora. Quantas destas baixas são intencionalmente fraudulentas ?

A verificarem-se situações intencionalmente fraudulentas e havendo um excesso de oferta de professores, porque é que temos de aceitar que professores desmotivados, que prologam baixas médicas para evitar trabalhar, regressem ao trabalho quando há muitos professores sem colocação ? Uma coisa é valorizar a antiguidade em vez do mérito, outra é aceitar a imoralidade e falta de ética.

E os outros profissionais garantem a integração dos faltosos sem aumentar o ambiente de desmotivação ?

Quais as razões para tão elevado absentismo ? A luta contra o absentismo tem que ser feita.

PS : Sandra Maximiano - Expresso