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BandaLarga

as autoestradas da informação

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PME exportadoras - a chave para ultrapassar a pobreza

Já vamos em 43,7% do PIB mas precisamos de chegar a 50%/PIB para tirar o país dos crescimentos medíocres.

Recordando que as exportações têm sido o motor da recuperação económica, sendo que nos últimos dez anos o peso no PIB aumentou de cerca de 30% para 43,7% (1.º semestre de 2019), sublinha que a aposta em mercados externos é uma realidade com tendência de crescimento.

E foi precisamente a pensar nas metas do crescimento e da diversificação que o PE aponta o foco para três mercados, apostando em concreto em Espanha, Alemanha e Angola (que representam 34% das exportações); e para três setores estratégicos, o agroalimentar, metalomecânica e e-commerce. “Temas como a alimentação saudável (aposta em produtos com menos sal, gorduras ou açúcar) ou a economia circular, fazem parte da equação do futuro do comércio mundial e os especialistas convidados são atores importantes que darão pistas às PME para se posicionarem na vanguarda destas tendências

Finalmente, diversificar porque esta é a mais fácil e mais saudável forma de crescer. Dois terços das exportadoras (cerca de 33 mil) exportam apenas para um país e que os cinco principais países de destino representam cerca de 61% do nosso mercado”, conclui. Em seu entender, “se conseguirmos consolidar, crescer e diversificar estamos no bom caminho para continuarmos a aumentar o peso das exportações no PIB. Estamos a evoluir neste sentido sendo que as exportações já representam 44% do PIB, mas os outros países europeus da nossa dimensão têm valores superiores a 50% e a média europeia é de 46%”.

Então o primeiro ministro não diz que crescer se faz pela procura interna ?

Exportações crescem menos do que as importações durante os três anos da geringonça

Outro sinal assustador. As exportações travam a fundo e as importações crescem. O défice comercial dispara. Cá estamos como sempre a pagar os salários dos trabalhadores dos países a quem compramos.

As exportações estão a crescer menos do que as importações há três anos consecutivos (ver gráfico), o que se tem traduzido num aumento do défice comercial durante a atual legislatura. Este efeito é mais intenso porque o montante de importações é superior ao das exportações (75 mil milhões face a 57,9 mil milhões, respetivamente).

E o défice da balança comercial de bens vai-se agravando

Aumentam as exportações mas as importações crescem mais. Temos o 4º maior défice.. Não é bom longe disso.

A diferença entre as importações e exportações de bens em Portugal atingiu 13,8 mil milhões de euros no ano passado, o que representa um agravamento do défice comercial face aos 11,2 mil milhões de euros de 2016.

As exportações crescem mas as importações crescem mais

E, claro, a balança comercial de bens e serviços aumenta o défice .Muito mau .

Com as importações a crescerem acima das exportações (o que acontece pelo segundo ano consecutivo), o défice da balança comercial subiu para 13.843 milhões de euros em 2017, o que representa o valor mais elevado desde 2011 (16.723 milhões de euros). Uma evolução que ditou o decréscimo da taxa de cobertura (peso das exportações no total das importações) em 1,8 pontos percentuais, para 79,9%. 2017 é assim o primeiro ano desde 2012 em que a taxa de cobertura se situa abaixo dos 80%.

Faltam os serviços que abrange o turismo e a coisa melhora .

O maior avanço em 2017 - o governo não exporta pernil

Quem anda minimamente atento sabe que o governo não exporta nada e não produz nada de bens e serviços transaccionáveis ( os que dão caroço com que se pagam os melões ). Mas o presidente Maduro da Venezuela, como bom socialista que é, julgava que cá é como lá. Deve-lhe ter ficado a ideia depois daqueles negócios que fez com um grupo de empresas lideradas por um primeiro ministro português.

O nosso ministro dos negócios estrangeiros teve que lhe recordar que o governo português não exporta pernil. Isto dito assim, por um governante socialista, devia ser devidamente sublinhado e até, quiçá, nomeado como a revelação política do ano.

Ainda atarantados por tão surpreendente notícia viemos a saber que o pernil só não chegou à Venezuela por falta de caroço .É que o pernil da festa anterior anda não tinha sido pago e, o também socialista empresário que passou das obras públicas "jamais" para as exportações mandou às urtigas a solidariedade socialista internacionalista e atracou o pernil na Colômbia

Isto está tudo ligado, a Colômbia mudou a embaixada para Jerusalém, os israelitas não comem porco . Não sei se estão a perceber a tramóia . Maduro já percebeu tudo.

Agora aquela dos governos não exportarem só será compreendida no dia em que muitos deles esticarem o pernil. Desde computadores "Magalhães" até às 2 000 casas para construir e ao pernil que não chegou a tempo de matar a fome ao povo venezuelano, tudo é riqueza criada pelas empresas.

O primeiro ministro ainda vai a tempo ( espero eu) de dizer isto ao camarada Arménio que anda a ver se substitui as exportações da AutoEuropa por desemprego sindical.

Não enganem o(s) maduro(s) .

 

 

A procura interna é o caminho ideal para chamar a Troika

INE diz que a economia cresce graças à procura interna. O Forum para a Competitividade diz que as exportações é que são o motor da economia e que a procura interna é o caminho mas curto para trazer até nós o FMI/Troika.

Por mim desde que ouvi o Arménio Carlos desenrolar a sua teoria sobre o salário mínimo deixei de ter dúvidas se é que alguma vez as tive. A procura interna pode ter uma pequena influência na economia mas os países ( com uma população muito maior que a nossa logo, uma procura interna muito mais influente na economia) que têm uma economia mais robusta têm exportações que chegam a 50% do PIB. Ora nós andamos pelos 40% e é agora nestes últimos tempos porque já foi bem pior.

Ao expurgar a componente importada das diferentes componentes do produto, explica o gabinete de estudos, verifica-se que “a procura interna nem sequer contribui para metade do crescimento do PIB, que depende sobretudo do andamento das exportações”.

O documento do Forum revela um “total desacordo com a forma como o INE apresenta os dados do PIB” e considera que estes “dão uma imagem muito enganadora do que se está a passar”. Pior: “levam os decisores políticos a cometer erros muito graves”, alerta a nota de conjuntura, que desafia o INE “a rever a forma como apresenta estes dados, em linha aliás, com a forma como o Banco de Portugal os divulga”.

Nem sequer concordam com as análises dos dados eles que andaram todos na mesma escola. É a mentira à medida. 

O défice da balança comercial vai de mal a pior

As exportações travaram a fundo em Setembro agravando o défice da balança comercial que já vai em 1,18 mil milhões de euros. As importações também travaram mas menos.

Em termos acumulados, o terceiro trimestre de 2017 foi o pior desde os três meses terminados em Dezembro de 2016, no que se refere às exportações.
As vendas de bens para o exterior cresceram 7,6% no trimestre terminado em Setembro, registando assim um abrandamento do ritmo de crescimento trimestral pelo segundo mês consecutivo. Este é mesmo o ritmo de aumento das exportações mais brando desde o final do ano passado, período em que cresceu 4,9%, mas em que as exportações vinham a recuperar.

Foi sempre pelo défice das contas externas que Portugal teve que pedir ajuda externa primeiramente pela dívida e depois por programas de intervenção.

Até Setembro o país já tinha importado 200 000 carros através de crédito bancário e a compra de casas com recurso aos bancos também já despertou a tal ponto que os preços dispararam e já há quem fale em bolha.

As mesmas medidas dão o mesmo resultado e agora só falta que alguma coisa corra mal lá fora. Já nem sequer está nas nossas mãos. 

Teodora Cardoso :   "E não é esse o único problema: “Por outro lado, o turismo tem estado a produzir um efeito que tem de ser tido em conta com grande prudência, que é o aumento dos preços do imobiliário, que como sabemos foi um dos motivos da grande crise de 2011”.

As compras de Espanha e o Turismo

São os dois factores que mais influenciam o actual bom comportamento da economia. A economia de Espanha cresce desde há três anos acima dos 3% e o "boom" do turismo deve-se à fuga dos turistas de paragens menos recomendáveis em termos de terrorismo.

O governo tem pouco a ver com estas duas componentes filhas da actual situação externa. " Tem sorte, António Costa " disse-lhe António Lobo Xavier . "E porque não hei-de ter ?" respondeu-lhe o primeiro ministro.

Mas sem as reformas estruturais os problemas do país mantêm-se, o futuro é sombrio. O jornal compara o percurso luso ao irlandês, que também foi alvo de um resgate. Dublin manteve os impostos em baixa (12,5% face à média europeia de 21,5%) e criou um “banco mau” para ajudar com os ativos tóxicos. O resultado é um crescimento de 5,2% no ano passado e expectativas de crescimento de 3% em 2019, segundo o FMI.

Portugal anda pela metade em crescimento este ano e até 2019 previsões do governo.  Apesar dos elogios feitos à economia portuguesa, o WSJ ressalva que não é certo que “esta recuperação surpresa tenha vindo para ficar”, baseando a sua afirmação nas perspetivas do FMI de que o crescimento luso regrida, a médio prazo, para uns menos apetecíveis 1,2%. E cita Teodora Cardoso, responsável do Conselho das Finanças Públicas: “Não há dúvida de que a economia está muito bem atualmente. (…) A questão principal é se o estado atual é sustentável a longo prazo”.

Nunca ninguém perdeu eleições quando o ciclo económico é positivo. É o que está a acontecer na Europa e no mundo. Mas mais tarde ou mais cedo se o país não se prepara agora, vem a fase menos boa e a crise é inevitável como sempre acontece no nosso país.

E Portugal mais uma vez não está a fazer o que tem que ser feito.

Isto assim não vai longe

Se as exportações não estivessem a crescer, o PIB tinha aumentado 0,5% em 2016 e 0.9% em 2017. Deixem-se de ilusões. E se assim fosse adeus controlo do défice.

E são exclusivamente as empresa e o sector privado que exporta, incluindo aqui o turismo e a entrada de não-residentes permanentes, incluindo os vistos gold que tem induzido muito do investimento em construção via reabilitação urbanística.

Por isso, quando vejo tantos a querer distribuir o crescimento que as empresas e o sector privado exportador está a gerar sem se preocuparem primeiro com a sua defesa e florescimento sei uma coisa : isto assim não vai longe.

PS: João Duque- Expresso

 

O que se temia - balança comercial a degradar-se fortemente

As importações aumentaram quase três vezes mais do que as exportações, assim degradando ainda mais a balança comercial. Numa palavra estamos a gastar mais do que o que produzimos..

Foram avisados que as reversões deviam ser feitas à medida da produtividade, de forma escalonada, mas o populismo é sempre mais forte.

Não tarda vamos ter os que agora incentivam a gastar mais a exigirem que não se pague e a dívida que não para de crescer é para gerir. Os défices sim são para reverter mas esses nem tanto. Se não descem quando o PIB cresce... 

E já vem de longe :

O INE também deu conta esta sexta-feira de uma revisão nos dados de 2016 para o comércio internacional e o resultado é pior que o assumido.

Segundo o Instituto, as exportações da economia portuguesa terão sido inferiores em quase 300 milhões de euros ao estimado nos resultados preliminares. As importações também foram revistas, mas em alta, em mais de 100 milhões de euros.

No total, as novas contas demonstram que o défice comercial – saldo entre o que foi vendido e o que foi comprado ao exterior pela economia portuguesa – terá sido superior em 401 milhões de euros ao que se pensava.

As contas de 2015 também sofreram uma revisão, com o INE a dar conta que as exportações terão sido inferiores em 175 milhões de euros nesse ano em comparação com os números que eram conhecidos.

António Costa vai encontrar um culpado.