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BandaLarga

as autoestradas da informação

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O "milagre" da execução orçamental dos últimos anos

Este orçamento mostra bem a falta de margem de manobra que resulta do "milagre" da execução orçamental levada a efeito pelo governo anterior.

É por isto que a reacção orçamental portuguesa em 2020 ao impacto da actual pandemia foi tão comedida face ao que verificámos ter acontecido nos países a que agora chamamos frugais. Repetindo os erros do passado, fazemos figura na Europa usando caminhos fáceis e previsíveis que aquela fingiu não perceber. Quando a política orçamental pode ser relevante e, no imediato, útil a suprir as falhas de investimento do passado, a margem de manobra escasseia. É este, em termos gerais, o drama do Professor Leão no Orçamento para 2021. O caminho que ajudou a percorrer deixou-o agora de mãos quase atadas.

À custa da imolação das empresas públicas de transportes e Infraestruturas

A ousadia da execução orçamental de Julho deveu-se este ano à imolação das empresas públicas e em especial de transportes e infraestruturas.

Destas empresas fazem parte empresas como a CP, os Metros de Lisboa e Porto, a Transtejo, a Infraestruturas de Portugal ( que cuida das redes de estradas e ferrovia) ou a EDIA ( empresa de desenvolvimento e infraestruturas do Alqueva).

Só quem não quer ver não vê que os milagres de Centeno se fazem à custa do sofrimento dos outros.

E é esta a execução de um governo do PS apoiado parlamentarmente pelo PCP e pelo BE enfiados no bolso de António Costa.

E mesmo assim vão dizendo que a austeridade acabou.

PS: João Duque - Expresso