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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Costa e César estão preocupados com as eleições - PSD sobe dez pontos

António Costa já veio dizer que " há quem queira que o PS tenha um mau resultado" e César regista " que governar com o apoio do BE e PC foi "penoso".  Nesta segunda feira uma sondagem no Negócios e no CM aponta para um crescimento do PSD em dez pontos nos últimos três meses . Em política não há coincidências .

O PS é tão europeísta como o PSD -até  reivindica maior europeísmo- pelo que o essencial está assegurado mas como se sabe as europeias podem influenciar as legislativas . E até Outubro as notícias não vão ser boas com excepção da medida relativa aos passes dos transportes públicos de Lisboa e Porto. E o BE também muda o discurso sobre o Euro .

Rangel revela-se assim um excelente cabeça de lista, com notoriedade pública e com larga vantagem sobre um apagado Pedro Marques que carrega uma má prestação ministerial

Quem não acredita nos valores europeus deve deixar-nos

Limpinho, limpinho, Carlos Moedas dá dois exemplos saborosos : Aquilo que eu tenho visto de mudança para melhor tem sido na parte das empresas e nessa ligação das empresas às universidades. Isso no meu tempo, quando eu era estudante no Técnico, nós acabávamos no Técnico e queríamos arranjar um emprego, não tínhamos a ideia de fazer a nossa própria empresa, e isso mudou completamente. E penso que isso acelerou com este fenómeno do Web Summit, das start-ups e das empresas, é realmente extraordinário de observar, um país em que um estudante de engenharia queria ir trabalhar para uma grande empresa e em que hoje quer fazer a sua própria empresa.

 A Europa tem esta grande vantagem de sermos realmente os melhores na ciência fundamental. Somos 7% da população e produzimos mais de um terço de todos os papers científicos do mundo. E nos últimos cinco anos, e aí eu tenho algum orgulho nisso, a Europa conseguiu pela primeira vez ultrapassar os EUA naquilo que se chamam as citações, ou seja, nos melhores 10% de artigos já estamos à frente dos Estados Unidos e no top 1%, ou seja, aqueles mesmo muito bons também. Aquilo que não temos feito bem é a transformação dessa ciência fundamental em produtos.

Sabe, eu sou muito contra essa ideia da cultura porque eu acho que um europeu aliás os melhores empreendedores no Silicon Valley são europeus, têm a cultura europeia eu acho que o problema aqui é um problema de incentivos. Ou seja, se eu souber que no meu país, se eu tiver uma dificuldade, se a minha empresa for à falência, vai demorar dez anos para liquidar e vou ficar com uma marca no sistema fiscal, com uma nódoa na minha vida, eu não vou criar nenhuma empresa. Portanto eu acho que a cultura europeia é excelente porque é uma cultura de diversidade, de vários países, de maneiras de pensar diferentes. Os incentivos é que não têm sido os melhores numa Europa que deveria estar mais unida, que deveria ser menos fragmentada.

Por cá temos uma das mais altas taxas de IRC e em 2018 vamos subir a derrama.

Forças Armadas europeias a caminho

A terceira maior reforma global europeia está a caminho - as forças armadas europeias. Portugal participa na preparação e organização mas PCP e BE estão contra como seria de esperar.

E como também estão contra a NATO ficamos sozinhos ou acompanhamos a China ou a Rússia.

É mais uma profunda divergência entre os partidos que compõem a geringonça e que não se vê como pode a habilidade de Costa anular.

Para uns, é a maior reforma europeia desde a criação do mercado único e da moeda única. Para outros, é uma antecâmara para um exército europeu. Consensual é que não é. Nem na direita, nem na esquerda

O PCP diz que se trata de transferir uma parte da independência do país para a esfera europeia e o BE diz que prefere que o dinheiro seja gasto na floresta. Ambos esquecem que Portugal fora ficará também fora do desenvolvimento e investigação quer na área civil quer na militar.

Os partidos da extrema esquerda que o PS levou para o governo estarão sempre contra a União Europeia e a Zona Euro e o PS vai ter que desatar o nó. Mais tarde ou mais cedo.

 

As europeias deixaram-nos uma última esperança

Após três anos de dura austeridade não apareceu nenhuma alternativa aos Portugueses. Os partidos da direita vão continuar a ter nas suas mãos os instrumentos que podem modificar as políticas. Aliviar a austeridade, incrementar o investimento, descer o desemprego. O PS não tem nada. Não tem sequer com quem se coligar a não ser com os partidos à sua direita se, evidentemente, estes precisarem . À sua esquerda o PCP assume a saída do euro, obstáculo intransponível para o PS. O BE falhou a função patriótica de tornar possíveis pontes à esquerda. O sectarismo de sempre da extrema esquerda espalhou os votos que já foram do bloco por uma miríade de minúsculos partidos que, durante esta semana, desaparecem.

A vitória de Pirro do PS acabou de vez com Seguro. Vamos ter oportunidade de ver cenas pouco edificantes dentro do partido. O que, no próximo ano, ( o tempo que resta para as legislativas) vai contribuir ainda mais para o descrédito. Só alguém que substitua Seguro poderá agora ensaiar uma política que devolva credibilidade ao partido. Quem julgava que o desvario de Sócrates estava esquecido teve hoje a resposta. Se nem nestas condições tão difíceis o PS consegue polarizar os votos da maioria a seu favor que esperança nos resta? Não será  o crescimento dos partidos extremistas xenófobos e anti- europa à esquerda e à direita.

Talvez o que se passou hoje em toda a Europa convença de vez os políticos que a Europa solidária socialmente, desenvolvida economicamente e disciplinada financeiramente seja a última esperança.

UM POVO LÚCIDO

Mais de sessenta por cento dos eleitores portugueses rejeitaram as propostas federalistas e comunistas ou neocomunistas, únicas submetidas ao seu sufrágio.

 

Recusaram envolvimento nas disputas dos grandes partidos ou dos aventureiros montados em grupelhos sem expressão, que passaram a campanha eleitoral a falar do que não será da competência do Parlamento Europeu.

 

Disseram que não estão dispostos a servir de cenário prazenteiro ao festim dos que irão auferir principesco ordenado e faustosas mordomias, sem a contrapartida de qualquer serviço útil, à conta de quem, nalguns casos, nem a si próprio consegue sustentar-se.

 

A abstenção é um acto positivo, de afirmação de uma vontade de refutar, porque mau, cada um dos projectos que foram presentes, de repúdio por um modelo político que gradualmente lhes foi imposto.

 

Ao contrário do que o presidente disse, a abstenção não é o abdicar de qualquer direito, mas o exercício do direito de manifestar contrariedade por tudo o que os políticos têm feito ou omitido.

 

Manifestação pacífica, ordeira, legítima e legal.

 

Os políticos candidatos e as estruturas parasitas que os suportam devem lembrar-se de que, todos juntos, representam menos de um terço do eleitorado. Portanto, o partido que ganhar, não terá merecido a aprovação de mais de dez por cento dos portugueses.

 

Se tivessem um pouco de bom senso, quando, daqui a pouco, se posicionarem em frente às câmaras, deveriam pedir desculpa aos abstencionistas.  Pedir desculpa pelo que já deveriam ter feito e ainda não fizeram. Pedir desculpa também por tanto verberar quem os sustenta lautamente.

 

PORQUE NÃO IREI VOTAR

Não sou federalista.

 

A concretizar-se como tal, a UE será, depois da URSS, a primeira federação construída a partir de uma vanguarda, sem que as pessoas sejam chamadas a pronunciar-se efectivamente acerca da sua formação. Como esta, há-de cair fragorosamente, quando os povos se derem conta de que é mero espantalho o medo com que lhes acenam.

 

Como PS, PSD e CDS são federalistas, nunca, por nunca, seriam opção.

 

Também não sou comunista.

 

Portanto, nunca votaria no PCP, BE, ou nos convenientes satélites que, em tempo de eleições, sempre enxameiam os tempos de antena e a nossa paciência.

 

Acresce que, na campanha eleitoral, falou-se de tudo menos do que pode ser tratado pelo Parlamento Europeu. É completamente irrelevante o que se fez ou deveria ter feito na política nacional. Também não será o Parlamento Europeu a decidir se Portugal permanecerá no euro. Um tema mais, completamente irrelevante, ao qual, infelizmente, também aderiu o único partido de direita concorrente.

 

Os candidatos querem o nosso voto, mas não dizem o que farão com os mandatos que obtenham.

 

Também ao contrário do que vários categoricamente proclamam, não será o Parlamento Europeu a eleger o Presidente da Comissão, nem este terá de pertencer ao partido mais votado.

 

Por falar em partidos, é bom termos em conta que os deputados que elegemos vão integrar-se em partidos europeus e obedecer às suas ordens. Portanto, não elegemos representantes nossos, mas o pessoal que há-de estar ao serviço dos directórios dos partidos europeus. É como se, em Portugal, houvesse partidos de âmbito distrital. O eleitor de Portalegre poderia votar no PS, PSD, CDS, PCP, por aí fora, locais. Que iriam constituir menos de dez por cento do parlamento nacional.

 

Será, pois, completamente irrelevante que o resultado das eleições seja o que as sondagens nos mostram ou com as mesmas percentagens distribuídas em sorteio pelas diversas candidaturas. Ou outro qualquer.

 

Claro que há sempre os que têm os partidos como clubes. Para esses, não há remédio. Como eu, que serei portista até morrer, eles serão "p qualquer coisa" até que o Criador os chame.

 

O cidadão português não federalista e não comunista deve abster-se. Porque não tem candidatos que o representem e, dos outros, nenhuns são solução menos má. É esta a única opção consciente e patriótica.

 

Resolverá alguma coisa?

 

De momento e por si só, não, inermes que o sistema nos deixou. Mas uma enorme abstenção será um sinal fortíssimo de que conhecemos estes políticos, portugueses e europeus, de ginjeira e não damos para o seu peditório. 

 

Faltemos às urnas, amanhã e da próxima. Sempre em crescendo, até que mais este muro caia.

 

  

Os padrinhos...

Marcelo fez como habitualmente. Esteve presente e ausente ao mesmo tempo. Foi ao comício mas para falar de Junker e ignorar olimpicamente Melo e Rangel. Mário Soares onde quer que vá quer ser o centrão, perdão, quer ser o centro das atenções, por isso não aceita ir a um comício onde seria olhado como a última escolha. Carvalhas tropeçou e não alinhou com Jerónimo . Louçã vai mas deixa todos a pensar porque não fica, tal é a distancia a que está da Mariza "rouca" e da Catarina "artista". Portas, é o rei do "bacalhau às postas", não faz nada mas sem ele aquilo não anda. O Marinho e Pinto anda e faz tudo sozinho, promete ser igual em Bruxelas.

A Manuela não comparece é a "madrinha má" e o Alegre foi lá, qual padrasto, atirar à cara do Assis que "socialista" mesmo tem que ser poeta. A verdade, chata para caramba, é que não nos vimos livres deles. Dos padrinhos!