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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Mais uma vitória, temos o futebol europeu maravilhado

Temos a melhor pandemia do mundo, a austeridade mais doce, o desemprego menos doloroso, a pobreza menos envergonhada . Merecemos a final europeia de futebol.

Somos os melhores do mundo como bem diz o nosso querido presidente. A Federação Portuguesa de Futebol foi a primeira a oferecer-se para receber a final europeia. O Primeiro Ministro deu toda a cobertura, bem como o ministro da Economia, a ministra da Saúde e o ministro da Educação .

Milhões em todo o mundo vão poder ver Lisboa engalanada, sem vírus, sem turistas, sem lojas, sem cafés e sem escolas. Parques sem crianças. Tudo à vista e transparente como diz o nosso querido Presidente.

Uma vitória de todo o povo português que deve estar agradecido a estes estadistas que nos governam. Uma festa !

Quem é que perde tempo para pensar no dinheiro que falta na Saúde, nos idosos que morrem nos lares e nos trabalhadores que perderam 30% do seu rendimento ?

Somos tão bons, tão bons, que até o orçamento rectificativo se passou a chamar supletivo. Embrulha e vai-te curar.

Portugal está cada vez mais parecido com um aristocrata falido que para camuflar a catástrofe das suas finanças aumenta o tamanho das festas.

A imagem é prova da enorme felicidade dos nossos maiores

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A vacina europeia contra o covid -19

Há uma coligação de alguns países europeus que garante financiamento à investigação e produção de uma vacina. Coligação aberta a outros países europeus.

Já era conhecida esta parceria entre os quatro países e a empresa, que garantiu que não seria exclusiva e estava aberta a outras entradas, mas agora foi divulgado o valor do montante total.

Para além dos 300 milhões de doses, os países têm opção de adquirir mais 100 milhões no futuro. Para já, sabe-se que Itália vai pagar 185 milhões de euros por 75 milhões de doses da vacina, que está a ser administrada pela AstraZeneca e desenvolvida pela Universidade de Oxford. 

O anúncio deste acordo foi feito pelo governo holandês, no passado sábado, que revelou que o plano inclui também a Alemanha, França e Itália e poderá ser extensível aos outros países da União Europeia.

A AstraZeneca também anunciou o acordo, revelando que as primeiras doses devem ser entregues aos países europeus no final do ano e que a companhia não terá qualquer lucro com o negócio durante a pandemia, com os custos de produção a serem financiados pelos países.

Costa com a sua aliança progressista quer separar os pró União Europeia

Não está fácil conseguir maiorias para apoiar os vários candidatos aos lugares de chefia na UE. A maioria que sempre funcionou de socialistas e PPE já não faz maioria. Há que juntar outras forças.

A questão é que o essencial não é a separação entre esquerda/direita mas a separação entre grupos pró UE e grupos anti UE. E isso muda tudo no que diz respeito a alianças.

Cada vez mais as eleições nacionais têm que ser condicionadas com o que vão resultar em termos europeus. A extrema direita e a extrema esquerda vão ter que escolher sob pena de caminharem para a perda de influência a nível europeu. Essa não é uma questão da Democracia é uma questão dos eleitores.  

Em todo o caso, Timmermans não fecha a porta a acordos com o PPE. A única coligação que exclui é com a extrema-direita. E aqui está em sintonia com Weber, que deixou a mesma garantia este domingo. “Não há hipótese de qualquer cooperação com os extremistas da esquerda e da direita”, disse em Bruxelas.

PS : Timmermans é apoiado por Costa e Macron. Weber é apoiado por Merkel

Costa e César estão preocupados com as eleições - PSD sobe dez pontos

António Costa já veio dizer que " há quem queira que o PS tenha um mau resultado" e César regista " que governar com o apoio do BE e PC foi "penoso".  Nesta segunda feira uma sondagem no Negócios e no CM aponta para um crescimento do PSD em dez pontos nos últimos três meses . Em política não há coincidências .

O PS é tão europeísta como o PSD -até  reivindica maior europeísmo- pelo que o essencial está assegurado mas como se sabe as europeias podem influenciar as legislativas . E até Outubro as notícias não vão ser boas com excepção da medida relativa aos passes dos transportes públicos de Lisboa e Porto. E o BE também muda o discurso sobre o Euro .

Rangel revela-se assim um excelente cabeça de lista, com notoriedade pública e com larga vantagem sobre um apagado Pedro Marques que carrega uma má prestação ministerial

Quem não acredita nos valores europeus deve deixar-nos

Limpinho, limpinho, Carlos Moedas dá dois exemplos saborosos : Aquilo que eu tenho visto de mudança para melhor tem sido na parte das empresas e nessa ligação das empresas às universidades. Isso no meu tempo, quando eu era estudante no Técnico, nós acabávamos no Técnico e queríamos arranjar um emprego, não tínhamos a ideia de fazer a nossa própria empresa, e isso mudou completamente. E penso que isso acelerou com este fenómeno do Web Summit, das start-ups e das empresas, é realmente extraordinário de observar, um país em que um estudante de engenharia queria ir trabalhar para uma grande empresa e em que hoje quer fazer a sua própria empresa.

 A Europa tem esta grande vantagem de sermos realmente os melhores na ciência fundamental. Somos 7% da população e produzimos mais de um terço de todos os papers científicos do mundo. E nos últimos cinco anos, e aí eu tenho algum orgulho nisso, a Europa conseguiu pela primeira vez ultrapassar os EUA naquilo que se chamam as citações, ou seja, nos melhores 10% de artigos já estamos à frente dos Estados Unidos e no top 1%, ou seja, aqueles mesmo muito bons também. Aquilo que não temos feito bem é a transformação dessa ciência fundamental em produtos.

Sabe, eu sou muito contra essa ideia da cultura porque eu acho que um europeu aliás os melhores empreendedores no Silicon Valley são europeus, têm a cultura europeia eu acho que o problema aqui é um problema de incentivos. Ou seja, se eu souber que no meu país, se eu tiver uma dificuldade, se a minha empresa for à falência, vai demorar dez anos para liquidar e vou ficar com uma marca no sistema fiscal, com uma nódoa na minha vida, eu não vou criar nenhuma empresa. Portanto eu acho que a cultura europeia é excelente porque é uma cultura de diversidade, de vários países, de maneiras de pensar diferentes. Os incentivos é que não têm sido os melhores numa Europa que deveria estar mais unida, que deveria ser menos fragmentada.

Por cá temos uma das mais altas taxas de IRC e em 2018 vamos subir a derrama.

Forças Armadas europeias a caminho

A terceira maior reforma global europeia está a caminho - as forças armadas europeias. Portugal participa na preparação e organização mas PCP e BE estão contra como seria de esperar.

E como também estão contra a NATO ficamos sozinhos ou acompanhamos a China ou a Rússia.

É mais uma profunda divergência entre os partidos que compõem a geringonça e que não se vê como pode a habilidade de Costa anular.

Para uns, é a maior reforma europeia desde a criação do mercado único e da moeda única. Para outros, é uma antecâmara para um exército europeu. Consensual é que não é. Nem na direita, nem na esquerda

O PCP diz que se trata de transferir uma parte da independência do país para a esfera europeia e o BE diz que prefere que o dinheiro seja gasto na floresta. Ambos esquecem que Portugal fora ficará também fora do desenvolvimento e investigação quer na área civil quer na militar.

Os partidos da extrema esquerda que o PS levou para o governo estarão sempre contra a União Europeia e a Zona Euro e o PS vai ter que desatar o nó. Mais tarde ou mais cedo.

 

As europeias deixaram-nos uma última esperança

Após três anos de dura austeridade não apareceu nenhuma alternativa aos Portugueses. Os partidos da direita vão continuar a ter nas suas mãos os instrumentos que podem modificar as políticas. Aliviar a austeridade, incrementar o investimento, descer o desemprego. O PS não tem nada. Não tem sequer com quem se coligar a não ser com os partidos à sua direita se, evidentemente, estes precisarem . À sua esquerda o PCP assume a saída do euro, obstáculo intransponível para o PS. O BE falhou a função patriótica de tornar possíveis pontes à esquerda. O sectarismo de sempre da extrema esquerda espalhou os votos que já foram do bloco por uma miríade de minúsculos partidos que, durante esta semana, desaparecem.

A vitória de Pirro do PS acabou de vez com Seguro. Vamos ter oportunidade de ver cenas pouco edificantes dentro do partido. O que, no próximo ano, ( o tempo que resta para as legislativas) vai contribuir ainda mais para o descrédito. Só alguém que substitua Seguro poderá agora ensaiar uma política que devolva credibilidade ao partido. Quem julgava que o desvario de Sócrates estava esquecido teve hoje a resposta. Se nem nestas condições tão difíceis o PS consegue polarizar os votos da maioria a seu favor que esperança nos resta? Não será  o crescimento dos partidos extremistas xenófobos e anti- europa à esquerda e à direita.

Talvez o que se passou hoje em toda a Europa convença de vez os políticos que a Europa solidária socialmente, desenvolvida economicamente e disciplinada financeiramente seja a última esperança.

UM POVO LÚCIDO

Mais de sessenta por cento dos eleitores portugueses rejeitaram as propostas federalistas e comunistas ou neocomunistas, únicas submetidas ao seu sufrágio.

 

Recusaram envolvimento nas disputas dos grandes partidos ou dos aventureiros montados em grupelhos sem expressão, que passaram a campanha eleitoral a falar do que não será da competência do Parlamento Europeu.

 

Disseram que não estão dispostos a servir de cenário prazenteiro ao festim dos que irão auferir principesco ordenado e faustosas mordomias, sem a contrapartida de qualquer serviço útil, à conta de quem, nalguns casos, nem a si próprio consegue sustentar-se.

 

A abstenção é um acto positivo, de afirmação de uma vontade de refutar, porque mau, cada um dos projectos que foram presentes, de repúdio por um modelo político que gradualmente lhes foi imposto.

 

Ao contrário do que o presidente disse, a abstenção não é o abdicar de qualquer direito, mas o exercício do direito de manifestar contrariedade por tudo o que os políticos têm feito ou omitido.

 

Manifestação pacífica, ordeira, legítima e legal.

 

Os políticos candidatos e as estruturas parasitas que os suportam devem lembrar-se de que, todos juntos, representam menos de um terço do eleitorado. Portanto, o partido que ganhar, não terá merecido a aprovação de mais de dez por cento dos portugueses.

 

Se tivessem um pouco de bom senso, quando, daqui a pouco, se posicionarem em frente às câmaras, deveriam pedir desculpa aos abstencionistas.  Pedir desculpa pelo que já deveriam ter feito e ainda não fizeram. Pedir desculpa também por tanto verberar quem os sustenta lautamente.