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BandaLarga

as autoestradas da informação

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As três crises

Não vai ser fácil nem vai ser rápido.

A Europa da união monetária precisa da união bancária e da união fiscal para poder constituir uma unidade estratégica e resolver a crise dos Estados nacionais europeus. 

Desde 2008, sabe-se que a liberdade de circulação de capitais nos processos de globalização das economias pode gerar crises sistémicas se os sistemas bancários não souberem regular esses fluxos. Desde 2010, sabe-se que a área do euro tem um risco de instabilidade porque não tem os reguladores da união bancária e da união fiscal. Desde 2011, sabe-se em Portugal que défices externos e défices orçamentais, implicando o crescimento da dívida, têm como consequência a estagnação económica e a necessidade de políticas de correcção.

Os custos da não Europa

Primeiro — Sem UE, Banco Central Europeu, fundos, medidas de emergência, etc., não teríamos, nem teria país algum na Europa, a quem recorrer. Há 30 anos, um
estudo avaliou o custo da “não-Europa”. Era enorme. Imagine-se hoje: não haver
mercado interno. Moeda única. Liberdade de circulação. Padrões regulatórios comuns. Qualquer voz europeia nos areópagos internacionais. Projectos comuns.
Ou investigação europeia. E tanto mais que nenhum artigo comporta.
Não haver nada disso, como querem populistas e políticos mal informados. E, já agora, se não houvesse Europa, e Bruxelas, e a Comissão, quem acusariam os seus inimigos de todos os males?
Segundo — Falta mais e não menos Europa. Se a UE não vai mais longe na saúde, é por não ter poderes. Se não aprova instrumentos financeiros em poucas horas (demora umas semanas...), é por essa aprovação depender da unanimidade dos 27 Estados-membros. Basta um não querer...
Terceiro — Apesar de tudo, a UE faz mais pelo conjunto dos seus membros do que qualquer outra organização, país ou conjunto de
países. Não é suficiente?

PS : Público

Mais Europa sff e depressa

Os custos da não-Europa
Caso a integração europeia cessasse, o que ficaria em seu lugar? No lugar do mercado interno, em que mercadorias, serviços e capitais circulam livremente? Do euro, uma das moedas mais influentes do mundo, que impede a armadilha da
desvalorização constante responsável pelo empobrecimento de países como Portugal antes da UE? Da regulação comum em actividades por natureza desenvolvidas além das fronteiras nacionais, como as compras
online, a concorrência internacional, a aviação ou o ambiente? E o que ficaria da livre circulação das pessoas, senão fronteiras fechadas, intransponíveis riscos traçados no mapa?
São exemplos. Talvez bastem duas palavras: Ficaria o Vazio.
Proteccionismo e guerra comercial, sendo os países mais pobres mais
prejudicados; dezenas de moedas, a custar milhões a empresas, governos e cidadãos; uma confusão de normas regulatórias, com recurso acrescido a mecanismos internacionais de resolução de litígios em detrimento do contencioso institucional ou de Estado, maná para certas profissões; e de novo um continente fechado, onde viajar voltaria a ser difícil.
Mais Europa s.f.f. — e depressa

PS : Público

A Europa é a nossa rede de salvação

A nossa dependência face à Europa é cada vez maior apesar da cantada aproximação .

A subsidiação do financiamento público da saúde em países como Portugal, por parte da União Europeia, é uma realidade que me desagrada, na medida em que ela revela a nossa debilidade e dependência face a terceiros. Mas esta é a nossa triste sina numa altura em que, depois de anos de divergência económica, e ultrapassados por um número cada vez maior de países, a dependência de Portugal face à Europa é total. Desde os fundos comunitários para financiar o investimento no nosso país, à habilidade do Banco Central Europeu para manter baixos os juros exigidos à República, a Europa tem sido a nossa rede de salvação e nos próximos anos a situação só se vai agravar. Que, ao menos, os fundos sejam dirigidos a áreas que mereçam a simpatia de quem contribui relativamente mais e que façam sentido a médio prazo.

 

Merkel : mais Europa, uma Europa mais forte e que funcione bem

A chanceler alemã está onde sempre esteve. Ao lado da Europa.

"Estamos perante um grande desafio para a saúde da nossa população", sublinhou a política alemã, lembrando que, mesmo em níveis diferentes, todos os países foram atingidos pela pandemia. "É por isso que é do interesse de todos, e também da Alemanha, que a Europa saía mais forte deste teste", frisou.

Estas declarações da líder alemã ocorrem na véspera de uma importante reunião dos ministros das Finanças europeus que será dedicada aos instrumentos económicos e financeiros a serem adotados para apoiar as economias mais afetadas pela pandemia da covid-19, que paralisou quase todo o continente europeu.

A líder conservadora alemã referiu, na mesma conferência de imprensa, que a Europa devia tornar-se mais "soberana" na produção de máscaras de proteção individual, numa altura em que a grande procura por este produto por causa da pandemia do novo coronavírus suscitou uma competição global impiedosa.

"Embora este mercado esteja atualmente localizado na Ásia, é importante que aprendamos com esta pandemia que também precisamos de uma certa soberania, ou pelo menos de um pilar, para realizar a nossa própria produção", na Alemanha ou na Europa, referiu a chanceler alemã.

 

Partilhar riqueza sem a produzir não é sustentável

Lido por aqui - não sei se é mesmo a opinião de um economista chinês, mas traduz bem a realidade actual e o caminho que há anos vejo estar a ser trilhado (há anos que o digo, apenas com a nuance de que acrescento que será cíclico, como as marés):

Opinião de um professor chinês de economia, sobre a Europa:

1. A sociedade europeia está em vias de se auto-destruir. O seu modelo social é muito exigente em meios financeiros. Mas, ao mesmo tempo, os europeus não querem trabalhar. Vivem, portanto, bem acima dos seus meios, porque é preciso pagar estes sonhos ...

2. Os industriais Europeus deslocalizam-se porque não estão disponíveis para suportar o custo de trabalho na Europa, os seus impostos e taxas para financiar a sua assistência generalizada.

3. Portanto endividam-se, vivem a crédito. Mas os seus filhos não poderão pagar 'a conta'.

4. Os europeus destruíram, assim, a sua qualidade de vida empobrecendo. Votam orçamentos sempre deficitários. Estão asfixiados pela dívida e não poderão honrá-la.

5. Mas, para além de se endividar, têm outro vício: os seus governos 'sangram' os contribuintes. A Europa detém o recorde mundial da pressão fiscal. É um verdadeiro 'inferno fiscal' para aqueles que criam riqueza.

6. Não compreenderam que não se produz riqueza dividindo e partilhando, mas sim trabalhando. Porque quanto mais se reparte esta riqueza limitada menos há para cada um. Aqueles que produzem e criam empregos são punidos por impostos e taxas e aqueles que não trabalham são encorajados por ajudas. É uma inversão de valores.

7. Portanto, o seu sistema é perverso e vai implodir por esgotamento e sufocação. A deslocalização da sua capacidade produtiva provoca o abaixamento do seu nível de vida e o aumento do... da China!

8. Dentro de uma ou duas gerações, 'nós' (chineses) iremos ultrapassá-los. Eles tornar-se-ão os nossos pobres. Dar-lhes-emos
sacos de arroz...

9. Existe um outro cancro na Europa: existem funcionários a mais, um emprego em cada cinco. Estes funcionários são sedentos de dinheiro público, são de uma grande ineficácia, querem trabalhar o menos possível e apesar das inúmeras vantagens e direitos sociais, estão muitas vezes em greve. Mas os decisores acham que vale mais um funcionário ineficaz do que um desempregado...

10. (Os europeus) vão-se desintegrar diretos a um muro e a alta velocidade...

Grande ensaio clínico em sete países da Europa

3 200 doentes estão a ser testados por quatro protocolos de tratamento diferentes. Duas semanas serão bastantes para dar respostas.

O ensaio Discorevry, lançado no domingo, deve incluir 3.200 pacientes europeus em França, na Bélgica, nos Países Baixos, no Luxemburgo, no Reino Unido, na Alemanha e em Espanha, podendo chegar a outros países

Em causa está um antiviral projetado inicialmente para o vírus Ébola, mas que tem "um alcance mais amplo", porque "interage com outros vírus e é capaz de bloquear a reprodução deste novo coronavírus", detalhou Bruno Lina. "Esperamos muito desta molécula", porque "os primeiros resultados in vitro foram muito bons", comentou o virologista.

Trata-se também de "reciclar" um medicamento contra o VIH, que consiste em "bloquear a reprodução do vírus", de acordo com o investigador : "Percebemos que funciona no tubo de ensaio". Esta combinação foi já testada na China, mas com resultados mistos porque muitos doentes foram "incluídos muito tardiamente", por vezes além do décimo dia da doença, referiu Lina.

 

 

A crise na Europa é má mas em Portugal será muito má

É o que nos diz a matemática. Tomamos as medidas tardiamente, não são suficientes e somos os piores equipados. Tenham medo, tenham muito medo.

Não tenha o leitor a menor dúvida: está a aproximar-se de Portugal um gigantesco tsunami com um potencial de destruição humana inimaginável. Muitas pessoas ainda vivem como se estivéssemos numa calma expectativa de que talvez ele passe ao largo. Não tenha ilusões: ele está aí a rebentar, já esta semana.

Para piorar todo este cenário o tsunami do coronavírus encontra-nos muito mais impreparados do que aos nossos parceiros europeus e, portanto, em situação de muito maior fragilidade. No artigo The variability of critical care beds in Europe, os autores mostram que, em 2012, Portugal era o país da Europa com o menor números de camas de cuidados intensivos per capita da Europa, três vezes inferior ao de Itália e sete vezes inferior ao da Alemanha.

Tudo isto é bem pior do que o governo nos tem vendido . O Presidente faz de conta que o que o mantém em casa é a solidariedade e não o medo e ainda hesita em tomar as decisões que se impõem. Somos um país pobre não podemos ter um SNS rico.

Eu dormiria bem melhor se não tivesse lido este artigo.

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Uma Europa verde - 300 mil milhões de Euros para a transição

Pagar a actual dívida pública com a emissão de dívida verde . Quer acabar com os subsídios aos combustíveis fósseis e promover os incentivos necessários à expansão da economia verde. Quer garantir que os mais desfavorecidos não são prejudicados com esta transição e quer colocar o setor financeiro como instrumento catalisador de toda esta mudança de fluxos de investimento.

Para toda esta mudança será necessário investimento: privado e público. Atingir a neutralidade carbónica em 2050 na Europa implica investimentos adicionais anuais entre 175 mil milhões e 290 mil milhões de euros. Em Portugal este valor adicional anual está estimado entre 2,1 mil milhões de euros e 2,5 mil milhões de euros. Quer a nível europeu quer a nível nacional os documentos oficiais são claros ao afirmarem que a grande maioria destes investimentos serão feitos pelas empresas e pelos consumidores, ou seja pelo setor privado.

Existem vários países que já emitiram as chamadas obrigações verdes, ou seja, obrigações cujo capital levantado se destina a investimentos ou despesa pública com impactes ambientais positivos, e que são previamente identificadas e comunicadas aos potenciais investidores. Alguns desses países que já emitiram obrigações verdes são a França, a Bélgica, a Holanda, a Polónia e a Irlanda. A Alemanha comunicou ao mercado no final de 2019, que irá em 2020 emitir uma obrigação verde para promover os investimentos verdes necessários à descarbonização da economia. A Itália também fez semelhante comunicação. Ou seja, muitos Estados europeus estão a ver nas emissões verdes soberanas uma forma de incorporar questões ambientais nos investimentos necessários a realizar nos seus países de forma a alcançar a neutralidade carbónica. Os investimentos em tecnologias verdes e em energia limpa contribuem também para uma maior produtividade do país, o que terá consequências positivas a médio prazo nas contas nacionais e na criação de novos empregos.

A União Europeia baseia-se nos valores cristãos

É a natureza mais profunda da Europa. É também por isso que a UE deve deixar de fora a Turquia de Ergodan.

"Temos orgulho de este continente ter uma influência cristã" e "não é algo para os museus, isso deve guiar-nos para o futuro", disse Weber na cidade alemã de Munster, durante o comício de abertura da campanha das europeias dos partidos de centro-direita no poder na Alemanha, a CDU de Angela Merkel e a CSU da Baviera, da qual é membro."

E há fundadas razões para isso : O arcebispo de Estrasburgo, Luc Ravel, nomeado pelo Papa Francisco em fevereiro, declarou recentemente que "os muçulmanos devotos estão cansados de saber que a sua fertilidade é tal hoje, que eles a chamam de... a Grande Substituição. Eles afirmam de maneira tranquila e resoluta: "um dia, tudo isso, tudo isso, será nosso"...