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BandaLarga

as autoestradas da informação

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O Euro, a modernização do país e a dívida

Portugal modernizou-se com a entrada no Euro. Cento e trinta mil milhões de Euros entraram no país em condições de que nunca o país beneficiaria fora do Euro.

Com excessos resultantes de decisões políticas erradas a dívida cresceu demasiado mas a culpa não é do Euro. Mesmo assim a dívida ( de que resultou a modernização do país) é paga em condições extraordinariamente favoráveis graças a juros baixíssimos e ao programa de compra de dívida do BCE.

A alternativa, com moeda própria, seria um país atrasado, sem as estruturas necessárias a uma economia sólida e sem a qualidade de vida que o povo tem hoje como nunca teve antes.

O actual governo cortou como nunca no investimento favorecendo a despesa com pessoal. Espera-se o quê na economia nos próximos anos ? Que tenha um crescimento forte sem investimento ?

Diz-se que há países com cujas economias nos comparamos que crescem muito mais do que nós estando no Euro e outros fora do Euro.  Porque não crescemos nós se o Euro não impede o crescimento nesses países também eles integrados no Euro ? Más decisões de investimento e esse espírito anti-empreendedorismo que desgraçam o país.

É, claro, que há vantagens e desvantagens em pertencer ao Euro em conjunto com economias em situações de desenvolvimento muito diferentes. Mas ter moeda própria para a desvalorizar empobrecendo o país como aconteceu desde sempre não parece ser uma alternativa inteligente.

O Euro e as suas vantagens

O Euro já é a segunda moeda mundial a par com o dólar americano. Cerca de 60 países usam a nossa moeda ou indexam as suas moedas à nossa.

- o euro apresenta muitas vantagens práticas, nomeadamente para as empresas de média dimensão orientadas para a exportação: permite estabelecer cadeias de valor transfronteiras e internacionais sem custos de transação cambial e oferece proteção contra os riscos cambiais, tornando os pagamentos transfronteiras tão fáceis como os pagamentos nacionais.

O euro já é a segunda moeda de reserva mais utilizada no mundo, depois do dólar americano. As duas moedas encontram-se em pé de igualdade em matéria de pagamentos internacionais. Se aproveitarmos esta situação para reforçar o papel internacional do euro, poderemos também a reforçar a nossa própria soberania.

Os benefícios são múltiplos: um euro internacional mais forte pode tornar a economia mundial menos dependente de uma só moeda e menos vulnerável a choques. As empresas europeias poderão mais facilmente realizar transações internacionais em euros reduzindo riscos e custos reduzindo a vulnerabilidade face a interferências políticas de países terceiros. Por último, mas não menos importante, um euro forte permite-nos ser mais independentes a nível internacional e proteger melhor os nossos cidadãos e empresas.

 

Para um Euro cada vez mais forte

A União Europeia ainda tem muito a fazer para tornar a moeda única ainda mais forte. Para dar ainda mais prosperidade aos europeus.

“O euro nunca foi um fim em si, é apenas um instrumento para reforçar a estabilidade e a prosperidade europeia, tornando a união mais inclusiva”, uma forma de reduzir “as desigualdades que ainda existem entre estados membros e dentro dos estados membros”. E desejou “longa vida a um euro forte”.
 
No entanto, o ministro português admitiu que, apesar de ser “uma ideia muito popular” junto das 340 milhões de pessoas que usam a moeda e de esta ser “a segunda mais importante” a seguir ao dólar, também é verdade que “os últimos 20 anos não foram fáceis”.
 
Mas as instituições sabem o que fazer após esta crise .

As razões para ficar ou sair do Euro

Para sair do euro as razões são defendidas pelo economista João Ferreira do Amaral .Basicamente, o economista que sempre apontou o Euro como um erro, diz que a moeda única, por ser única, não serve economias tão diferenciadas e retira ao estado a capacidade de implementar a política monetária mais conducente com a situação das contas públicas . E o Estado perde a autonomia para emitir moeda.

Os que apresentam o Euro como um enorme sucesso são muitos mais como vemos aqui . Teríamos uma moeda fraca, desvalorizações contínuas e baixos salários. Empobrecimento .

O Euro nunca foi tão popular

Ao contrário do que nos querem fazer crer a moeda europeia nunca foi tão popular.

Nascido em 1 de janeiro de 1999, e materializado em 1 de janeiro de 2002, o euro nunca foi tão popular : segundo um barómetro publicado pela Comissão Europeia em novembro, 74% dos cidadãos da zona euro estimam que a moeda única beneficia a UE, enquanto 64% defendem que é positiva para a economia do seu próprio país.

Uma moeda usada por 340 milhões de pessoas e que é a segunda mais forte do mundo mas que alguns, por razões ideológicas, querem substituir por uma moeda nacional necessariamente fraca. Dizem eles, à falta de melhor, que se trata de "recuperar a independência nacional..."

Mas as vantagens de pertencer ao Euro são bem conhecidas :

“estou convencido de que a existência do euro permite uma afirmação da economia europeia face ao crescimento de blocos, como o chinês, que ainda não tem uma divisa forte no contexto internacional”,

“a introdução de uma divisa europeia que cada vez mais se afirma no espaço dos mercados financeiros globais é muito importante para a dimensão europeia, fortaleceu imenso aquilo que é a aventura da União Europeia (UE)”

“a redução dos custos de financiamento que os países membros têm obtido”, e “não só os países membros como também os próprios cidadãos, porque as taxas de juro convergiram de forma bastante significativa, desde o início da moeda única”.

Questionado sobre eventuais impactos da não adesão de Portugal ao euro, Ricardo Ferreira Reis alerta que o país teria tido desvalorizações contínuas do escudo, teria sido competitivo em termos monetários porque a moeda seria mais fraca do que o resto das moedas europeias e teria empregos de baixos salários no contexto europeu.

“Se já é assim com o euro, imagine o que seria com o escudo”, alerta, acrescentando que, sem o euro, haveria “contas públicas perfeitamente desregradas”, o que se aplicaria a todos os países do sul da Europa.

“Esta incapacidade que temos de contenção das contas públicas seria ainda mais complicada com uma moeda própria”, frisa o professor da Católica, acrescentando que, “em Portugal, teria sido um desastre maior do que por momentos foram estes 20 anos de finanças públicas”.

Mas também a própria Grécia, “apesar de todo o sofrimento”, beneficiou muito do euro e “seria ainda muito pior se estivesse estado fora”, aplicando-se o mesmo a Itália e Espanha.

Temos que ler mais opiniões informadas .

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A compatibilidade fundamental entre a pertença ao Euro e a viabilidade da economia portuguesa

No “Público”, Rui Tavares refere o sucesso económico da ‘geringonça’ como prova da compatibilidade fundamental entre a pertença ao euro e a viabilidade da economia portuguesa. No “Observador”, Luís Aguiar-Conraria projecta uma evolução da dívida pública portuguesa até perto de 60% em 2035 assumindo para tal défice zero, crescimento de 2% e inflação de 2%.

Sempre é verdade que Portugal vive bem integrado na União Europeia crescendo economicamente, controlando contas públicas equilibradas e pagando a elevada dívida. Assim não nos deixemos embalar pelos cantos de sereia do "não pagamos" e da "obsessão do défice".

Foi exagerado prever o fim do Euro

O brexit tem vindo a mostrar que foi exagerado prever o fim do euro. Quem anda em bolandas é o Reino Unido enquanto a Zona Euro cresce:

"Considerando que “os eurocéticos britânicos têm vindo a prever o fim do euro desde que a moeda foi lançada”, “avisando que está condenado ao falhanço, que é ‘uma ponte a arder sem saída”, o jornal contraria o determinismo com o facto de “um dos elos mais fracos da Zona Euro parecer cada vez mais seguro”. Com a libra a afundar e o país a tentar mostrar resultados num período conturbado, os valores económicos defendidos pelos britânicos são a lição errada. "

Então a economia cresce apesar do Euro ?

A economia cresce mas não é com as medidas do governo que vincou bem que as suas medidas eram outras. Mas antes assim, o que interessa mesmo é crescer integrados na Zona Euro o que, segundo as iluminarias da extrema esquerda, não era possível. E cresce desde 2015, pouco mas cresce.

Não foi como nos venderam, apesar da dívida pública, que é como o algodão. O que António Costa e Mário Centeno deram em salários e pensões, tiraram em impostos e em cortes no investimento público e nas transferências para setores relevantes como a saúde por exemplo. Não subscrevo esta composição, mas pior seria que não tivessem feito nada.

Até agora, não houve reformas que aumentassem o PIB potencial da economia portuguesa. Estamos a beneficiar daquelas que foram realizadas no período da troika, especialmente no mercado de trabalho, e que não foram revertidas. Já estamos a crescer acima do nosso potencial, as empresas estão a aproveitar bem o crescimento dos principais mercados de exportação, o turismo surpreendeu tudo e todos, até o governo, mas não dá para tudo e, sobretudo, para sempre. O investimento, finalmente, começa a dar sinais de vida com os fundos comunitários.

As exportações eram uma treta e o consumo interno o milagre. Tudo ao contrário mas a economia cresce embalada pelo crescimento da Zona Euro. O que, segundo PCP e BE era impossível .

O dólar foi fácil de criar? “De modo algum”

Há uma tendência para achar que o dólar nasceu de um dia para o outro, sem nunca ter tido problemas como os do euro. A forma como alguns académicos norte-americanos falam da crise europeia, pelo menos, indica um pouco isso. O dólar foi fácil de criar?
De modo algum. Lembre-se que os EUA não tinham uma moeda nacional durante 75 anos, depois da criação da República. Tivemos um banco central no início mas acabou por perder a licença em 1816, recuperou-a e, depois, uma vez mais, perdeu-a em 1836. No crescimento veloz dos anos seguintes, não havia qualquer banco central — só voltou a haver nos primeiros anos do século XX.


 

O que havia, então?
A única moeda que circulava era moeda emitida pelos diferentes estados. Eram notas bancárias, moeda cunhada por bancos com licenças apenas estaduais. Sabia-se que um dólar emitido por um banco tinha um valor e outro, emitido por outro banco de outro estado, tinha um valor mais baixo. Se o Estado fosse fraco ou os bancos mal regulados, esse dólar valia menos. Só na Guerra Civil é que se unificou a moeda, e só houve um banco central em 1913, quase 150 anos depois de o país ter sido fundado. E essas coisas não existiam pela mesma razão que na zona euro: enormes conflitos políticos, sobre o que deveria ser feito. Havia gente nos EUA que defendia que qualquer um que quisesse imprimir dinheiro deveria poder fazê-lo. O país estava a crescer para Oeste, muito rapidamente, era preciso dinheiro, era preciso crédito, taxas de juro baixas, porque não? Por outro lado, havia gente, nos estados mais ricos, que queria uma política monetária conservadora. Estes conflitos, além de outros e, claro, a escravatura, contribuíram para a Guerra Civil. Esta mesma disputa acontece na zona euro, em termos semelhantes.

Hoje, os tempos são diferentes, mas que lições se podem tirar na Europa?
O ponto de viragem essencial nos EUA surgiu quando um número suficiente de pessoas e regiões se convenceram de que há problemas que podem ser mais bem geridos se houver uma união do que se for cada um por si. Na segunda metade do século XIX, com a criação do mercado nacional, tornou-se claro que era necessário um governo federal, para resolver os problemas dos estados. Teve de se convencer as pessoas de que o todo era maior do que a soma das partes, de que havia muito a ganhar com a união.

Tem de acontecer o mesmo cá?
Tem de haver o mesmo tipo de consciencialização. As pessoas na Alemanha têm de ter mais presente que a economia depende muito das exportações para os outros países da zona euro. Muitos empresários alemães percebem isso, e percebem que, provavelmente, a austeridade nos países do sul foi um pouco mais negativa para a economia alemã do que esperavam.