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BandaLarga

as autoestradas da informação

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O Estado está a criar um Big Brother para toda a sociedade

Na ânsia de tudo controlar o Estado “Através das bases de dados de contabilidade de empresas, empresários em nome individual e, em princípio, também dos bancos e das seguradoras, o Estado vai ter toda, toda, toda a informação financeira de todos nós. E até muito das nossas relações económicas e sociais”, diz à Renascença Vítor Vicente, presidente da Associação Nacional de Contabilistas. “Se o Estado ficar com estas bases de dados todas, passará a ter acesso a toda a movimentação bancária de todas as pessoas e todos os movimentos neste país.”

De mansinho o Estado gerido pela geringonça vai deitando-se na cama connosco mesmo sem ser convidado.

Um Estado centralista que se mete em tudo mas não sabe de nada

Bom seria que o Estado grande e anafado deixasse da mão o que não sabe e não pode fazer e fizesse bem o que só ele pode fazer.

O que se passou na estrada de Borba é, de facto, um problema do Estado e das suas múltiplas incapacidades. Um Estado que dá emprego a imensos “especialistas em coisa nenhuma” mas não tem nos seus quadros quem garanta a segurança das populações ou não meta na gaveta os alertas que lhes vão chegando.

Os incêndios do ano passado acordaram os portugueses para a realidade de o seu país estar dividido em dois. A tragédia de Borba — que só por acaso não teve mais vítimas — vem mais uma vez provar a imensa incapacidade do país centralista, que abandonou o interior à sua sorte, que se autoglorifica na Web Summit com um enorme desprezo (a palavra é “desprezo”, não há outra) para o terceiro-mundismo que ainda marca Portugal.

Ao contrário do que diz o primeiro-ministro, as evidências da responsabilidade do Estado na tragédia de Borba são demasiado claras e chocantes.

Um dos resultados da captura do Estado pelos sindicatos dos professores

Os salários dos professores portugueses são francamente abaixo dos alemães e holandeses, estão pouco abaixo abaixo dos finlandeses, são iguais aos franceses e aos espanhóis e superiores aos italianos, quatro países com níveis de PIB e de rendimento per capita bem acima do nosso.

É um dos resultados da captura do Estado português pelos sindicatos dos professores. Com um salário que é cerca de 40% do finlandês, 45% do francês, 50% do italiano e 60% do espanhol, o português médio paga de impostos tanto como os cidadãos destes países para que os salários do seus professores sejam iguais aos praticados nestes países.

PS - Daniel Bessa - Expresso

O que o Estado tem que fazer é colocar as suas casas no mercado

E ninguém acusará o Estado de dumping se colocar as suas casas vagas com preços mais baixos . Não é a tabelar preços que baixa as rendas.

Mas sobretudo, para que o Estado assuma as suas responsabilidades nesta matéria, o que tem de fazer não é limitar preços. É colocar casas no mercado, aumentando a oferta. Basta isso para (se a procura não aumentar mais que proporcionalmente) provocar a descida do preço. Mas até pode oferecê-las a preço abaixo do de equilíbrio, concorrendo “deslealmente” com os privados, apresentar-se como um senhorio alternativo, que pratica rendas acessíveis. E pode começar já com os vários imóveis que detém e que estão desocupados. Depois, vá reabilitando os que estão devolutos e até adquirindo novas propriedades, que o país tem mais casas que famílias. Tenho quase, quase a certeza de que a Autoridade da Concorrência não o acusa de dumping

O comboio apitou três vezes

Estações degradadas, horários do terceiro mundo, condições mínimas. É a fotografia do serviço público da ferrovia

Estações destruídas, composições vandalizadas, material obsoleto, cancelamento de ligações, horários deslocados, atrasos terceiro-mundistas, degradação e incúria. Como foi possível chegar-se aqui? É que os constrangimentos financeiros não explicam tudo. Houve má gestão na planificação de recursos, na programação de actividades operacionais e na condução de empreitadas. Sendo o Estado o detentor da quase-totalidade dos meios de rede e operação, é a ele que devem ser assacadas responsabilidades.

 

Os principais agentes do sistema de valor ferroviário são a Infraestruturas de Portugal (IP), a CP e a EMEF (a que se juntaria a Sorefame, barbaramente assassinada em 2003), mas o primeiro responsável, o que superintende as diferentes administrações e, sobretudo, gere os recursos disponíveis é o Governo. Quando se afirma que o sector deve manter-se nas mãos do Estado e se refutam modelos de concessionamento a privados, tem de se demonstrar no terreno que o serviço público é capaz.

De que serve o Estado se não nos protege ?

Era bom se o Estado se dedicasse apenas ao que faz bem . Querendo chegar a todo o lado não chega bem a lado nenhum.

E de novo o Estado que não nos protege

O que se passou com seis jovens em Estremoz, a ser verdade o que relata o Observador, é um escândalo e uma vergonha. A verem chegar as chamas, os jovens telefonaram em pânico para o 112, a resposta foi que não sabiam como os localizar, deram as suas coordenadas de GPS e responderam-lhes que não tinham meios para o usar, não reencaminharam a mensagem para lado nenhum onde os pudessem ajudar, e despediram-se a desejar-lhe boa sorte.

Talvez se o Estado fosse competente se evitassem danos gravíssimos, se não irreversíveis, em alguns jovens com menos de 25 anos. Para que serve o Estado se não serve para nos proteger?

112.jpg

 

Uma gigantesca máquina de desperdício

O Estado-patrão é uma fonte de problemas. O boletim Imformativo do Sector Empresarial do Estado mostra que em 2017 das 83 empresas públicas aí analisadas resulta um dívida de 29,7 mil milhões de euros, sendo que só o sector dos transportes é responsável por 18,9 mil milhões do total.

Este monstro administrativo, burocrático e empresarial não para de crescer à custa das famílias que, via impostos, o têm de pagar. A coisa aguenta enquanto a conjuntura externa for favorável. Quando deixar de o ser ( já começou) o que ocorrerá mais tarde ou mais cedo, o monstro vai-nos engolir e os velhos problemas renascerão das cinzas.

PS : Expresso - Luis Marques

A corrupção só existe porque o Estado decide em certos negócios

Na verdade, a promiscuidade entre Estado e empresas só existe porque o Estado tem poder para decidir negócios, detém a última palavra relativamente a certos negócios.

É interessante, para não dizermos que tem graça, que a interferência do Estado nos negócios por via de um ministro da Economia leve a que se conclua que o problema são os negócios, e não a dita interferência estatal. O problema é que, apesar de absurda, a conclusão do PCP e do BE, que dão ênfase à perversidade intrínseca dos negócios e das empresas privadas (ao gosto pelo lucro), ao invés da interveniência do Estado em assuntos que não são da sua lavra, continua incólume – absurdidade que não choca se nos recordarmos do que o PCP ainda pensa de personagens como Estaline e do gosto disfarçado que o BE nutre por políticas que, em nome de uma liberdade geral e abstrata, limitam a pessoal e concreta.

Habitação. O Estado nunca está saciado

Estado e as Misericórdias bem como as Câmaras são os maiores proprietários de casas mas agora querem expropriar as casas dos privados. Para o Estado nunca chega .Claro que a intenção é por os privados a apoiar aqueles que por definição deviam ser apoiados pelo estado social. 

"Porque razão o Governo não promove rendas acessíveis para os jovens nos milhares de prédios que o Estado detém um pouco por toda a Lisboa  e pelo Porto, reabilitando tais edifícios e contribuindo assim para a reabilitação da cidade? Porque razão não utiliza a sua influência e poder sobre a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e do Porto e das respetivas autarquias — os maiores proprietários, juntamente com o Estado — para fazer um levantamento de todos os edifícios que poderiam entrar nesse programa de rendas acessíveis? Ou porque não cumpre a ideia do subsídio social de arrendamento, previsto na lei de 2012, para os inquilinos com mais de 65 anos ou, independentemente da idade, com dificuldades financeiras devidamente comprovadas, que não conseguem pagar uma renda com valores de mercado?"