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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Não, Portugal não foi a maior potência esclavagista

Por razões ideológicas há uma recorrente necessidade de apontar o dedo ao passado histórico português.

Ou seja, Portugal não foi nem de longe nem de perto "a maior potência esclavagista". De qualquer modo, a questão mais interessante no actual contexto não é a de saber quem teve mais ou menos escravos e quando e em que circunstâncias, mas a de saber por que razão se assiste presentemente em Portugal a esta sanha acusatória. Por que razão há este afã em apontar o dedo e em agravar e tornar artificialmente mais pesado o que já pesa na história do país. Por que razão, como perguntava Eduardo Lourenço, há esta necessidade de crucificar o passado português. A razão é ideológica e política. Por isso, e ainda que o que escrevi atrás sejam verdades facilmente comprováveis, não tenho ilusões acerca da capacidade de penetração dessas verdades em certos sectores onde, como tem sido manifesto, a informação não entra nem passa. Há pessoas, dentro e fora da academia, que são impenetráveis a um conhecimento actualizado sobre história da escravatura porque usam uma couraça chamada ideologia. Ideologicamente falando, e no que se reporta especificamente a esta área da História, essas pessoas habitam um edifício rígido, estanque, feito de dogmas e de certezas absolutas. Se se lhes mostra, com conhecimento apoiado num conjunto ponderado de documentos e numa bibliografia extensa, que estão enganadas e que o seu rei vai nu, o edifício pura e simplesmente desmorona-se. Daí que prefiram não ver, não ouvir nem reconhecer. Há, ainda assim, que continuar a tentar mostrar o que aconteceu e como aconteceu, mais para esclarecer a opinião pública do que para tentar convencer quem não quer ser convencido. É inútil mostrar a história a quem está barricado na ideologia.

No tempo de Salazar a propaganda do regime fazia dos antigos portugueses os melhores do mundo, heróis sem defeito nem mácula. Agora, os combates ideológicos da extrema esquerda politicamente correcta empurraram-nos para o lado oposto e os nossos antepassados passaram a ser os piores do mundo, os facínoras por excelência, os inventores da pior das escravaturas. As criaturas que, seguindo o terrível exemplo de Afonso de Albuquerque, queimaram metade da terra e capitanearam metade dos tumbeiros (navios negreiros). Será possível termos uma visão equilibrada e sobretudo contextualizada do passado?

Escravatura na apanha da azeitona

Brasileiros, Romenos , Ucranianos são explorados no Alentejo. Vivem em condições infames e ganham pouco mais de três euros/hora. Não é a primeira vez nem será a última que a GNR desarticula uma rede mafiosa de exploração de seres humanos.

Há quem defenda que quem nos procura seja recebido tenha ou não trabalho. Ainda há bem pouco tempo a desbocada deputada Ana Gomes dizia que "sentia vergonha por o país não aceitar o grupo de sírios que viajaram clandestinamente da Guiné  num avião da TAP". Hoje já ninguém sabe onde andam os sírios.

Ser generoso, para depois não mexer um dedo para ajudar as pessoas que, sem trabalho, são exploradas infamemente, é vergonhoso. Fazer crer a estes trabalhadores  que encontrarão em Portugal trabalho para, depois, os abandonar à sua sorte é deixá-los à mercê de redes organizadas do crime.

E isto num país que tem 900 000 desempregados.

O Filme Django libertado

Quem vê nos filmes de Tarantino violência gratuita está a perder o seu tempo e o seu dinheiro. Porque Tarantino trata um após outro os grandes temas que dividiram e formataram a sociedade americana. Neste caso põe Alemães ( nazistas/nazismo) a caçar os brancos "maus" e a libertar os negros da escravatura. Na guerra que se travou entre Norte/Sul ( um alemão a libertar um grupo de negros), indicando-lhe o norte " sigam aquela estrela", a escravatura foi abolida com a vitória do norte ( o norte industrializado não precisava de alimentar famílias , ficava mais barato pagar um salário por 14 horas de trabalho). E a literatura alemã no nome de uma jovem negra a remeter para o amor que tanto pode ser sentido por um negro como por um loiro.

E a referencia à literatura francesa ( Alexandre Dumas era negro). A não perder