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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Nada tenho contra os professores

A liberdade também passa pela escola

Ainda em 2001 foi necessária uma intervenção judicial para que os resultados globais das escolas fossem conhecidos do público. Hoje, espantamo-nos com essa concepção limitativa da liberdade : os pais não  têm o direito de conhecer os resultados das escolas onde vão colocar os filhos ou onde os seus filhos se encontram? As famílias não têm o direito de conhecer as forças e as fraquezas de uma escola?

A divulgação dos resultados globais dos estabelecimentos de ensino tornou-se uma rotina. E uma rotina muito útil. Os jornais, estudam e divulgam os resultados das escolas, deixando a informação de estar apenas disponível para alguns técnicos do ministério, passando os números a ser publicados, comentados, escrutinados, estudados, comparados e utilizados. A escola melhorou, porque se presta mais atenção aos resultados. E porque há mais e melhor avaliação.

É difícil mudar a realidade sem a conhecer. Mas de pouco serve conhecê-la se ela não puder ser modificada. As escolas têm hoje mais instrumentos para poder melhorar. ( Nuno Crato - ministro da Educação- Expresso)

Claro, que haverá sempre quem lute por uma escola monopolista, a que chamam pública, que dizem sua e onde plantam ideologia em vez de aprendizagem. Não querem resultados porque não querem comparações . Como é notório e agora público, as escolas públicas estão muito longe do que seria de esperar em função do seu contexto social. Este era o último argumento de quem não queria mudar e manter o ensino debaixo da bota cardada. Foram introduzidos os factores de correcção tendo em vista os diferentes ambientes sociais e os resultados confirmam o que sa sabia. Há escolas melhores do que outras e as privadas são as melhores de todas.

A verdade é como o azeite. Vem ao de cima. 

Professores - sem avaliação não há férias

As escolas é que decidem se há ou não condições para os professores gozarem as férias num dado período. Se esta decisão estivesse centralizada no ministério ...

Os diretores pedem ao Ministério da Educação que esclareça as escolas sobre o que devem fazer, nomeadamente se podem convocar os docentes para atribuir as notas durante as suas férias, exemplificou o presidente Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas, Filinto Lima, em declarações à Lusa.

E o Ministério já respondeu . Os professores só podem entrar de férias depois de entregarem as notas

Os professores que fazem greve, à partida não podem ir de férias, porque a greve é uma suspensão da relação laboral. Agora têm é que manifestar a sua adesão à greve, obviamente. O reporte que temos das escolas é que o que se está a passar e a dificuldade que está a haver na realização dos conselhos de turma prende-se com o exercício do direito a férias e é por isso que agora fizemos essa nota. Os professores que estão em greve, até pela suspensão do vínculo laboral, não podem pela natureza das coisas ir de férias”.

Antigo IPSB reabre como escola pública

Resumindo.
O Estado, com um contrato de associação (que na verdade é um contrato de prestação de serviços, paga em função do serviço prestado) pagava um valor definido por turma que resulta num valor por aluno mais baixo que aquele que o Estado paga para ter alunos em escolas estatais.
A pretexto de umas economias que ninguém explica, o Estado leva ao encerramento da escola (com que os utilizadores estavam satisfeitos), aluga as instalações (cujo custo de manutenção e investimento estava antes incluído no contrato de associação) e passa a prestar o mesmo serviço que antes, mas a um valor mais alto por aluno.
Bem sei que não sou economista, mas acho que até um aluno com a quarta classe tem dúvidas sobre as economias obtidas.
Até aqui tudo isto é normal, toda a gente que toma decisões toma boas e más decisões.
O que verdadeiramente me incomoda é o relativo silencio sobre isto por parte de quem tem de fazer o escrutínio das políticas públicas: repare-se que mesmo nesta notícia os jornalistas não tentam fazer um exercício mínimo do custo/ benefício de cada uma das soluções.

Colégios privados com forte procura

Há listas de espera para matricular os alunos nos colégios em todo o país.

«O aumento da procura sente-se em todo o país», sublinha ao SOL Rodrigo Queiroz e Melo, diretor executivo da Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo (AEEP). «Fora das grandes cidades temos colégios que estão a fazer um esforço significativo e estão com projetos inovadores e que estão a crescer», remata.
Ainda assim, a maior procura pelos colégios continua a ser em Lisboa e no Porto, «onde há mais pessoas e onde há mais capacidade financeira», justifica. 

Quer dizer a escola pública perde alunos.

Ontem ouvi uma professora competente dizer: "Esfolo-me todos os dias. Reconhecimento? Zero." É apenas uma variante do que já ouvi vezes sem conta. São cada vez mais os bons docentes que andam a pensar em abandonar o ensino muito antes da reforma. São cada vez menos os bons alunos que querem ser professores dos ensinos básico e secundário. Todos os estudos internacionais dizem que um bom professor é o factor mais importante para o sucesso educativo. Convencer pessoas com vocação e qualidade a dedicar a sua vida à escola pública é, pois, o maior desafio de qualquer governo nesta área. A incapacidade para o fazer é sinal de falhanço político para quem tem "paixão pela educação".

Associação de pais vigiam cantinas nas escolas

A autonomia das escolas está escrita nas estrelas . Mais competências, mais meios, mais proximidade e maior interligação com poderes locais, pais e professores.

Há várias escolas no país que já têm as suas cantinas vigiadas pelos pais dos alunos depois das denúncias da má qualidade da alimentação servida. Outras escolas resistem exigindo aos pais um pré-aviso o que contraria a lei .

A lei foi aprovada em Dezembro e em Janeiro já há pais organizados o que demonstra bem como a proximidade é um factor decisivo e há gente preparada e interessada.

Claro que há uma enorme resistência à descentralização de que a escola pública é só um exemplo . Todos falam dela mas ninguém avança a não ser com pequenos passos quando a realidade dura e muitas vezes dolorosa não deixa margem para argumentos medíocres.

O Estado que está em toda a parte e não está em lado nenhum tem que sair da frente e deixar a sociedade civil intervir. Basta que faça o que lhe compete e que mais ninguém pode fazer .

O ano passado foi disso uma enorme lição.

 

 

O corte do financiamento às escolas privadas não devolveu o aquecimento às escolas públicas

Os alunos não têm aquecimento nem papel higiénico. Por outro lado, a FENPROF, apresentando uma petição idêntica para cada distrito do país (a de Coimbra, por exemplo, foi a petição 414/XII/3), acusava o governo de, através do financiamento a colégios privados, desviar verbas que impediam as escolas públicas “de pagar despesas de água e electricidade, gás ou aquecimento das salas de aula."

Mas os problemas nas escolas prevaleceram. 2018 começou com a denúncia de atrasos na transferência de verbas para as escolas suportarem despesas básicas, tais como o aquecimento das salas de aula. Há directores de escolas que apontam às “gravíssimas limitações financeiras”, que se queixam do peso dos encargos básicos após a festa da Parque Escolar.

Ora, já não havendo PSD-CDS no governo para responsabilizar, o ministro da Educação limitou-se a garantir a inexistência de atrasos nas transferências de verbas às escolas – como se os directores estivessem a inventar um caso.

Alguém tem culpa não é António ?

Transformaram os professores em funcionários públicos

Esta é a grande questão : A grande vitória da Fenprof e dos Mários Nogueiras desta vida foi terem conseguido transformar um grupo de indivíduos heterogéneos num conjunto compacto de funcionários públicos, onde excelência e mediocridade são amalgamadas em nome dos “direitos da classe”. Sendo o papel do mérito mínimo em termos de progressão na carreira, o professor de treta tem boas probabilidades de estar a ganhar o mesmo do professor extraordinário ao fim de 30 anos de ensino. E sabem o que é mais ridículo? É que toda a comunidade escolar – pais, alunos, professores, funcionários – sabe perfeitamente distinguir um do outro. Podiam até apontá-los a dedo. Só que apontar a dedo é feio, e os sindicatos, lamentavelmente, preferem desde sempre a protecção dos professores medíocres à valorização daqueles que ainda hoje marcam a vida dos seus alunos.

A escola pública é um instrumento de apartheid social

Os casos do D. Leonor de Lencastre e do Pedro Nunes são só a ponta do iceberg . Todos sabemos que nas boas escolas públicas só há alunos de famílias abonadas. Nas más escolas públicas só há alunos de famílias pobres. Há muitos anos que é assim.

"Lembro-me também, por volta de 2006 ou 2007, de políticos de renome, de direita e de esquerda, dizerem alto e bom som, em plena praça pública e a propósito de mais uma querela público-privado, que os seus filhos tinham sempre andado na escola pública. Lembro-me bem de ter dito a dois deles, que encontrei por acaso e em ocasiões diversas, que “assim também eu”: a escola pública dos filhos deles não era a escola pública dos filhos dos outros."(Paulo Rangel)

E os meus amigos defensores da escola pública têm os netos nas boas escolas públicas ou nos bons colégios privados. Tal como eu. 

Costa diz que os serviços públicos estão melhores

Também na escola pública :

O pai vai, então, à DG. Tira senha. Espera quatro horas. E lá consegue ser atendido (um dia perdido de trabalho). “E como é que eu posso fazer? Posso tentar inscrevê-la noutras escolas? Quais é que ainda têm vagas?” Respostas? Por ordem: “Não sei.” “Pode, mas a resposta não vai ser a que quer ouvir.” “Não lhe posso dizer.” E pergunta o pai, insistindo, desesperando: “Mas, se não me pode dizer, quem é que pode?” A resposta: ninguém. (Já vos disse que o site da DG está em baixo?)

O pai tenta, porque os pais tentam sempre tudo. Põe num papel, à mão, mais quatro escolas. “E quando é que me respondem? Quando é que posso saber alguma coisa?” A resposta: na DG vão ver, uma a uma, as reclamações e pedidos, ligando uma a uma às escolas para ver se alguma pode meter mais alguém. “Este é só o segundo dia, Agosto vai ser muito pior”, diz a senhora. “É possível que só saiba alguma coisa depois de as aulas começarem”, avisa ela. “Mas não a inscreva no Filipa, nessa já sabe que é impossível.” Impossível não. É Kafka. As escolas públicas não têm vagas, mas o Governo já deu o pré-escolar aos quatro anos, já deu mais intervalos aos professores e mais lugares nos quadros também.

Às famílias só interessa que as escolas sejam boas

Como é óbvio neste caso do D. Filipa de Lencastre às famílias só interessa que as escolas sejam boas.

Os vícios estão cá todos. Famílias que pagam uma avença mensal de 50 E para terem um encarregado de educação morador na área. Os funcionários públicos defensores da escola pública e da suposta igualdade, do Instituto Nacional de Estatística e do Ministério da Segurança Social arranjaram forma de estarem incluídos na zona afecta à escola.

Ontem em conversa com gente amiga moradora no bairro do Arco Cego afirmaram-me que se passa o mesmo com os filhos dos funcionários da Caixa Geral de Depósitos.

E assim se excluem os pobres que não têm dinheiro nem influências. Tudo o que é apontado como vícios da escola privada pode ser encontrado nesta escola pública . Boa escola, com bons resultados e bem classificada nos rankings cheia de alunos com bom nível de vida.

E é assim em todos os bairros onde há uma boa escola. As famílias procuram uma boa escola seja pública seja privada. A secretária de estado da educação que andou a fechar boas escolas em associação tem as duas filhas no selecto Colégio Alemão.

Quer que as filhas sejam bilingues para seguirem uma carreira internacional. Ora pois, honesto argumento que não se encaixa nas filhas dos outros que não têm dinheiro.