Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BandaLarga

as autoestradas da informação

BandaLarga

as autoestradas da informação

Com o modelo dual de ensino metade dos professores não seriam necessários

Na Alemanha os jovens fazem grande parte da sua formação nas empresas. Aplicando o modelo dual Alemão em Portugal metade dos professores não seriam necessários. E o que se ganharia em burocracia e em redução do monstro da 5 de Outubro.

Quase dois terços do período de formação seriam passados nas empresas e apenas um terço do tempo nas salas de aula da escola tradicional, o que reduziria drasticamente o número de docentes necessários.

O sistema dual forma cerca de 1,3 milhões de formandos em 330 profissões diferentes. E a procura dos jovens por este ensino é cada vez maior. "Apenas 66% do candidatos consegue um lugar de formação", sublinhou Giessler, antes de explicar que 455 mil empresas (21%) das duas milhões existentes na Alemanha oferecem este tipo de formação. No final, o representante alemão propôs a criação de um fundo europeu financiado por uma percentagem das mais-valias das transacções financeiras para financiar programas de apoio à criação desemprego jovem.

Não faltarão manifestações e greves pela manutenção da escola pública.

O sistema dual na educação na Alemanha, na Áustria e na Suiça

Por cá andamos a discutir a escola pública, o progresso nas carreiras dos professores e em greves. Estamos a iniciar um sistema de ensino que tem grande sucesso na Alemanha, na Áustria e na Suíça. Contra a opinião dos nossos burocratas e dos sindicalistas. Para que uma geração não se perca Hoffmman defendeu a necessidade de aplicação do sistema dual de educação. O sindicalista nunca colocou a tónica nas condições laborais, mostrando que a solução para vencer o flagelo do desemprego passa pela aposta neste sistema que tão bons resultados, diz, está a obter nos países em que foi implementado, caso da Alemanha, da Suíça ou da Áustria.

Para o membro da Confederação de Sindicatos Alemães, a aplicação desta reforma em outros países, como Portugal, depende de determinadas condicionantes, entre as quais, o empenho das entidades patronais, dos políticos e do movimento sindical. Isto é lá possível! Como não podia deixar de ser o alucinado Nogueira está contra.

 

Ensino Dual - uma visão canhestra e medíocre

Leia e compare o que se pensa do sistema Dual na Alemanha e em Portugal

Alemanha : (...) Na Alemanha, há cerca de 1,5 milhões de pessoas a fazer formação dual por ano, para 344 profissões diferentes, que vão desde colocação de janelas a informática ou media, passando por mecânica de automóveis ou padaria. No bolo do total de estudantes na Alemanha, cerca de 60% fazem a formação dual, 30% seguem carreira académica e 10% outros tipos de formação. Apesar de ser um tipo de formação muito respeitada, Sievers fala de uma tentação cada vez maior de os jovens procurarem cursos universitários. "Mas não podemos ter 90% de universitários, se não, vamos ter desemprego ou pessoas sobrequalificadas", comenta. "E quem faz formação dual começa a ter mais dinheiro mais cedo, tem carro, família, férias, tem tudo isso mais cedo", defende.

Portugal : (...) Mas ( o ensino dual) ele é muito mais do que isso, pois é um sistema que permite retirar precocemente das turmas “regulares” muitos dos alunos que apresentam uma situação de insucesso, possibilitando que eles sigam um trajecto escolar paralelo que, entre outras singularidades, os isenta de passar pelo crivo incómodo dos exames nacionais que o nosso actual ministro tanto estima como ferramenta para aferição externa rigorosa das aprendizagens realizadas, ideia que até partilho.

O que é uma forma manifestamente hábil de, em pouco tempo, menos de um mandato, “limpar” as turmas regulares e os alunos que vão a exame de milhares e milhares de indesejáveis que, quase por certo, teriam maus resultados em exames, com uma solução que é, para além disso, barata para o Estado. E, assim, os resultados dos exames subirão de forma substancial em 2-3 anos (os que demoram ao sistema se generalizar e afastar os tais alunos do percurso regular), o que será ainda mais notável se, no início do mandato, tiverem sido feitos exames destinados a, em nome da exigência, aumentar o insucesso.

Uma visão canhestra e medíocre perante uma realidade de sucesso com provas dadas num país como a Alemanha

A formação dual e os minijobs na Alemanha

Caminhos que Portugal se nega a percorrer. (...)Na Alemanha, há cerca de 1,5 milhões de pessoas a fazer formação dual por ano, para 344 profissões diferentes, que vão desde colocação de janelas a informática ou media, passando por mecânica de automóveis ou padaria. No bolo do total de estudantes na Alemanha, cerca de 60% fazem a formação dual, 30% seguem carreira académica e 10% outros tipos de formação. Apesar de ser um tipo de formação muito respeitada, Sievers fala de uma tentação cada vez maior de os jovens procurarem cursos universitários. "Mas não podemos ter 90% de universitários, se não, vamos ter desemprego ou pessoas sobrequalificadas", comenta. "E quem faz formação dual começa a ter mais dinheiro mais cedo, tem carro, família, férias, tem tudo isso mais cedo", defende.

(...)Algumas pessoas com este subsídio juntam-no com o chamado "minijob", que já é uma instituição alemã, apesar de ter exactamente dez anos de existência: são empregos com um salário máximo de 450 euros, com valor baixo por hora (entre cinco a dez euros). Não é pago imposto (acima disso já se paga, o que faz com que uma fatia de salários mais altos seja, na prática, um pagamento mais baixo), e inclui seguro de saúde. Um número incrível de alemães (cerca de um em cada cinco trabalhadores) está neste regime.

Isto em Portugal para a esquerda bem pensante seria um crime.