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BandaLarga

as autoestradas da informação

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José Sócrates já confessou

Confessou que recebeu milhões de euros de um amigo a quem, enquanto primeiro ministro, adjudicou centenas de milhões em obras para o estado. Chama-lhe empréstimos. Alguém acredita ?  

Já do ponto de vista individual, será que José Sócrates acredita que é possível os portugueses acreditarem que é normal uma pessoa adulta – independentemente de ter sido ou não primeiro-ministro – viver à custa do dinheiro que lhe é dado por um amigo? Será que José Sócrates acredita que é normal que os portugueses acreditem que é normal um homem feito receber de um amigo milhares e milhares de euros em dinheiro vivo, em notas, que usa para si e que aparentemente redistribui por uma parentela de familiares, ex-parentes e conhecidos?

Será que José Sócrates acredita que é normal que os portugueses levem a sério a tese de que é um preso político? Nos dados conhecidos do processo, há indícios de que esteve alguma vez em causa sequer um crime de delito de opinião? Qual a acusação política de que foi alvo? A suspeita não é de fraude fiscal qualificada, branqueamento de capitais e corrupção passiva para acto ilícito? Será normal um adulto na posse das suas faculdades normais acreditar que é possível que alguém leve a sério e acredite na tese de que está a ser politicamente perseguido ao ser investigado por crimes como os que José Sócrates é suspeito ?

António Costa e camaradas têm toda a razão em não quererem Sócrates no centro da campanha eleitoral. É que nem eles acreditam .

Olhar o dedo em vez de olhar a lua

Dizer que a dívida está a crescer é como aquele senhor que olha o dedo em vez de olhar a lua. O governo está a aproveitar as baixas taxas de juro para aumentar o stock da dívida e desta forma pagar a divida publica com vencimento em 2015 e em 2016. Quando a data do vencimento chegar, a antiga dívida com taxas elevadíssimas será substituída por dívida  a taxas muito baixas. Desce a dívida e pagam-se menos juros. Querem um desenho ? Também se arranja.

O Tesouro português já garantiu 90% das necessidades brutas de financiamento de longo prazo previstas para este ano, que ascendem a 25,9 mil milhões. Este valor inclui os cerca de 9 mil milhões de euros que o IGCP quer garantir já, mas que diz respeito a pré-financiamento para o próximo ano.

A República Portuguesa demonstrou que tem um acesso robusto aos mercados internacionais e a procura foi o dobro do montante colocado.

E nós aqui não fomos ouvidos nem achados

O CEI abriu uma linha de crédito para desenvolver a Banda Larga no montante de 110 milhões de euros. O projecto abrange os investimentos necessários à implementação do equipamento e sistemas de rede móvel com a actual tecnologia 3G e a nova tecnologia 4G. O projecto pretende melhorar o acesso aos serviços de banda larga, aumentar a eficiência e reduzir custos.

Para o BEI, este empréstimo integra-se no contexto mais amplo da Estratégia Europa 2020, que visa promover um crescimento inteligente e desenvolver uma economia baseada no conhecimento e na inovação. A iniciativa “Agenda Digital para a Europa” é um elemento-chave desta estratégia, por isso a existência de redes de alta velocidade eficientes é fundamental para a transferência rápida e fiável de volumes cada vez maiores de dados.

Corrigir a degradação da imagem da Alemanha

Não é indiferente para a Alemanha a degradação da sua imagem junto dos países do sul da Europa.

De acordo com a Der Spiegel, o KfW poderá conceder créditos a bancos similares de Portugal e Espanha e também, possivelmente, da Grécia, sob a condição de que estas instituições façam chegar esses fundos às pequenas e médias empresas, afectadas por falta de liquidez.

Gaspar na semana passada já tinha anunciado esta possibilidade que pelos vistos se confirma.

Enfim, quatro boas propostas de Seguro

Viabilizar boas empresas que, sem ajuda, podem ir para a falência. Converter dívidas ao estado em capital das empresas, mas que isso não signifique uma nacionalização; criar uma conta corrente entre o estado e cada uma das empresas por forma a que o estado não se financie à custa dos seus fornecedores; não taxar os lucros reinvestidos ; e benefícios fiscais para os accionistas que injectem dinheiro próprio nas empresas.

São medidas que nesta altura são necessárias e que podem ter uma influência importante no relançamento da economia. E que não exigem despesa por parte do estado.

A Constituição deve impor limites ao crédito e à divida

É curioso porque quem está contra esta medida - impor limites ao crédito e à divida - são o os partidos que estão contra o pagamento da dívida. O PC e o BE - o PS como sempre está no "nim" - querem mais dívida e mais crédito. A proposta da UE é que a dívida não passe além dos 60% do PIB e o déficite não seja superior a 3%. Esta proposta tem toda a razão de ser.

Veja-se o que diz hoje no Expresso o Presidente do Grupo Crédito Agrícola : " Partilho dessa opinião. Deve haver limites para o endividamento. Não podemos estar sujeitos a que qualquer político, sem qualquer experiência de vida ou de empresa, assuma a gestão do país e o endivide ao ponto de os cidadãos terem de pagar com os seus impostos as loucuras que ele fez"

Mas o PC e o BE estão contra porque sabem que esse endividamento é, prioritariamente, dirigido ao estado e às empresas do estado e não estão nada preocupados que sejam os contribuintes privados a pagar.

Apoios reembolsáveis não deixam comprar pópós...

Em vez de subsídios a fundo perdido como sempre foi (o que deu azo a todo o género de batotas) e passar a oferecer apoios reembolsáveis, vai um passo de gigante. Na direcção certa. Mais responsabilidade!

Pretendemos destinar uma parte importante deste financiamento para as pequenas e médias empresas, que são o sustentáculo da criação de emprego no país, mas queremos também introduzir uma lógica diferente da utilização dos fundos, passando a dar prioridade aos apoios reembolsáveis e menos aos subsídios a fundo perdido", afirmou  Passos Coelho.