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BandaLarga

as autoestradas da informação

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O orçamento é um jogo de " pôr e tirar "

O OE 2018 não contem nenhuma medida destinada a combater os factores problemáticos para o enquadramento da vida das empresas em Portugal ( carga fiscal sobre as empresas, instabilidade das políticas fiscais e outras, burocracia etc). Pelo contrário , agrava alguns desses factores. E está completamente desfasado face aos problemas de médio prazo com que o País se confronta em termos de défice estrutural das contas públicas ( que, em rigor, continua a crescer) , Acresce que quase nada prevê em termos de promoção da competitividade nacional pois passa ao lado de medidas para melhorar infraestruturas essenciais ao futuro da economia , como é o caso da ferrovia de bitola europeia. É, afinal, um jogo de " pôr e tirar " que cria a ilusão de privilegiar os grupos de eleitores mais numerosos ou com maior capacidade reivindicativa e esquece o imperativo de contribuir para um crescimento de qualidade da economia portuguesa. No final todos sairão a perder pois será o crescimento do país que continuará aquém dos países nossos concorrentes a nível europeu e global como vem acontecendo ano após ano.
É imperativo que as forças representativas do mundo empresarial ( a exemplo da CIP ) façam uma denuncia pública desta política orçamental que, além do referido, não aproveita o bom momento da economia envolvente para dotar o país ( ainda fortemente endividado ) de mais defesas par fazer face a um futuro onde não faltam ameaças como a da subida das taxas de juro e a situação política em vários parceiros europeus. O ajustamento económico e financeiro , em Portugal, está longe de estar terminado .
( Ideias principais do Seminário sobre o" OE 2018 - como se enquadra numa estratégia de crescimento a médio prazo," realizado , ontem 22/11/2017 )

O que é o salário mínimo ?

O salário mínimo é aquele abaixo do qual nenhum trabalhador está disposto a trabalhar e acima do qual nenhum empregador está disposto a empregar.

Também pode resultar da oferta e da procura no mercado de trabalho, da competitividade, da produtividade e de todos os factores que concorrem para o preço final.

O que o salário mínimo não é de certeza é um acto de caridade, de boas intenções ou de gritos ideológicos tipo : Salário mínimo para todos ! Nem é o resultado de uma guerra entre dois partidos que querem tirar benefício sobre a paternidade do conceito e da sua implementação.

Uma coisa é certa. Enquanto o Estado carregar as empresas com os mais variados e elevados impostos, não há salário mínimo decente, porque uma boa parte dele entra nos cofres de Estado como receita orçamental.

O país na situação que está só pode elevar significativamente o salário mínimo se esse aumento for suportado pelas empresas e pelo Estado.

Tudo o resto é uma ilusão .

 

Os patrões estão zangados com este orçamento

O governo corre o risco de encontrar as salas vazias quando convidar os empresários para reuniões. É que há muito que um orçamento é tão pouco amigável dos empresários . E o presidente da CIP já avisou.

Contrariamente ao que pensa o primeiro ministro (chapa ganha chapa distribuída) a chapa não é ganha é produzida e acerca da produção de riqueza este orçamento não tem nada. É o próprio governo que prevê a redução do crescimento da economia em 2018 e crescimento ainda mais baixo e a divergir com a Zona Euro  em 2019.

Mas neste orçamento o que se vê é o aumento da despesa pública a par do aumento da dívida. Continuamos a pedir dinheiro emprestado e continuamos com um encargo dos juros da dívida colossal (7,9 mil milhões) . É tão assim que PCP e BE já andam com a história da carochinha da renegociação da dívida. Primeiro gastam ao desbarato e depois querem convencer os credores a facilitar o pagamento da dívida. Os empréstimos e o seu contrário. Um fartar.

E é claro que os empresários nacionais não tomam decisões de investimento e  a captação de investimento estrangeiro não se realiza. Menos produção de riqueza, menos postos de trabalho, menos receitas para o Estado. Menos exportações e mais importações e pior défice externo. Um fartar.

E se a derrama do IRC aumentar de 7% para 9% conforme exigência dos extremistas os empresários podem sempre tornar mais rigoroso o seu planeamento fiscal. Menos receita para o Estado . 

Depois de distribuída pela administração pública a pequena almofada conseguida, mas mantendo o "enorme aumento de impostos" sobre os privados, a vida do governo não tem sido fácil e vai tornar-se mais difícil.

Em apenas dois anos a "solução conjunta" é um saco de gatos à procura da melhor forma de lixar os parceiros . Sempre soubemos que era uma questão de tempo, não se pode juntar um PS europeu com um PCP e BE anti-europa.

António Costa e Mário Centeno já deram o que tinham a dar para este peditório. E o PCP e o BE vão continuar a exigir até baterem de frente ou fazerem o país cair no buraco que tão afanosamente estão a abrir.

 

Os sinais estão aí mas ninguém os quer ver

crédito às famílias cresce para compra de habitação e a poupança cai a pique. Um "boom" na habitação é cada vez mais previsível. O crédito às empresas não arranca. O orçamento para 2018 é mais uma prova com os partidos a ver "quem dá mais "

Este momento de crescimento deveria servir para nos acautelarmos para a crise que mais tarde ou mais cedo chegará . Os juros irão subir( com o fim do quantative easing) do BCE e com o nível da nossa dívida é um problema que exige contenção e caldos de galinha.

As autárquicas com os resultados medíocres do PCP e do BE vieram atiçar ainda mais as exigências sindicais.

Este era o momento certo para se concretizarem as já cansativas reformas estruturais. É óbvio que as políticas que promovem a eficiência e que em geral têm como consequência a redução do emprego e a moderação do crescimento deviam ser realizadas nos tempos de prosperidade. Infelizmente não existem condições políticas para se concretizarem essas mudanças. Vivemos em permanente campanha eleitoral, com o Governo e os partidos que o suportam no concurso do “quem dá mais”, na expectativa de segurarem e aumentarem o seu eleitorado.

Salvar a Segurança Social indo buscar dinheiro onde ele está

Podem fazer grandes discursos, reuniões e estudos mas a solução é sempre a mesma. Ir buscar o dinheiro onde ele está. É preciso mais dinheiro para a Segurança Social aumentam-se os impostos às empresas. Fácil, rápido e dá milhões.

A dirigente do PCP Fernanda Mateus defende uma nova contribuição para o sistema por parte de empresas com menos recurso a mão-de-obra, mas com mais lucros. "As empresas pagam e devem continuar a pagar em função do número de trabalhadores, mas por que razão uma empresa ao lado, com menos trabalhadores, mas mais lucros, está dispensada de participar devidamente no financiamento da Segurança Social", questionou.

Também o Bloco de Esquerda recuperou o assunto. Em Abril, a líder bloquista Catarina Martins referiu-se a estudos financeiros que mostram que as pensões dos contribuintes com longas carreiras podem ser compensadas com uma "taxa de rotatividade" que exige das empresas com mais contratos precários o pagamento de mais Taxa Social Única (TSU).

Estes argumentos dão sempre para tudo em qualquer momento e em qualquer lugar. O estado gasta mais e o mundo empresarial e os cidadãos pagam mais.

Depois não somos atractivos para o investimento e o estado consome meios que são necessários para a economia. E sem uma economia robusta não vamos lá.

 

Em termos de exportações ainda estamos quase no fundo

É importante a evolução das exportações que em quatro ou cindo anos passou de 30% do PIB para 40% mas se olharmos em termos globais estamos quase no fundo da tabela. E como é que podia ser de outra forma se para a extrema esquerda as exportações são uma treta e para o PS o crescimento da economia se faz pelo consumo interno ?

E convém não esquecer que as exportações se devem às empresas privadas de bens e serviços transaccionáveis em que o estado só tem um papel secundário de diplomacia económica.

"Há certamente caminho para percorrer nessa área. Sem dar números muito concretos, basta ver as estatísticas recentes, Portugal fez um caminho muito positivo, subindo de cerca de 30% do PIB para mais de 40% em relativamente poucos anos, em quatro ou cinco anos de evolução. Mas quando olhamos para os países europeus de dimensões similares a Portugal estamos quase no fundo. Há poucos que estejam com uma percentagem abaixo de nós e há muitos que estão encostados aos 100%. Mesmo países da dimensão do nosso. Quando são países muito pequenos que são plataformas transacionais essa percentagem pode ser mais alta. Pensando no tamanho de Portugal, versus o mundo, a capacidade para conquistar mercados e conquistar mais quota em cada um dos mercados onde está tem muito caminho para percorrer e claramente deve ser um desígnio nacional e uma aposta com uma ambição grande."

A realidade é uma chatice .

O risco da recuperação lenta da economia

Esta é a principal preocupação não só do presidente da república mas também dos empresários. Uma retoma lenta que pode perdurar até 2020.

O investimento foi sacrificado em 2016 no altar do défice o que terá consequências funestas já este ano e nos próximos. E também o emprego não crescerá o suficiente.

As empresas portuguesas olham para a desaceleração económica e para a recuperação lenta da economia portuguesa como o principal risco nacional deste ano

Engane-se quem pensa que esta é apenas uma preocupação presente. As empresas portuguesas consideram que mesmo daqui a três anos, em 2020, o risco de recuperação lenta da economia continuará a verificar-se em Portugal.

 

Ter emprego mas preferir emigrar

  • A empresa não regista dificuldades em recrutar, mas tem estado a sofrer com a emigração de funcionários.

São largos e promissores os horizontes que a integração na União Europeia oferece a gente jovem e capaz. Mesmo com emprego - remunerado acima da média - há trabalhadores que procuram oferta de emprego nos países europeus. E é remunerado acima da média porque estou a referir-me a uma empresa conceituada internacionalmente, que exporta os produtos com maior dimensão fabricados em Portugal e que está a crescer e a investir. Ora, nenhuma empresa com esta dimensão deixa sair trabalhadores experientes pela estúpida razão de pagar mal.

Vende para todo o mundo e o ano passado investiu na robotização sendo contudo uma empresa de mão de obra intensiva, empregando mais de mil trabalhadores. Em Setembro as equipas de produção numa prova de "amor à camisola" decidiram bater um novo recorde nacional - 42 unidades ( em vez de 35) recorrendo, para isso, ao trabalho de fim de semana.

Um dos caminhos alternativos é precisamente este. Que em cada sector empresas e trabalhadores negoceiem segundo as necessidades e capacidades sem regulação de estado e sindicatos.

PS: Expresso : empresa : Ria Blades

Para ter acesso ao mercado comum as empresas inglesas podem vir para Portugal

Aí está uma oportunidade muito importante e bem vinda. As empresas que operam a partir do mercado inglês e que têm no mercado da UE  o seu principal mercado podem deslocar-se para cá. Já temos muitas empresas ingleses no país, uma relação comercial muito forte de longo tempo, conhecemo-nos bem, todas as condições para que corra bem. É necessário agora que o governo abra portas e tome medidas para tornar o país mais competitivo . No plano administrativo e fiscal.

Não haverá uma UE " á la carte" mas poderá haver uma operação "Noruega",  a mais sensata é a pertença ao Espaço Económico Europeu, dá aos países o pleno acesso ao mercado único europeu, embora não tenham voz na política da União Europeia (UE).

A opção Noruega também tem desvantagens. Comprometeria várias mensagens--chave da campanha pela saída. Ela não permitiria que o Reino Unido reduzisse a livre circulação de trabalhadores da UE. O país continuaria a contribuir para o orçamento da UE. Os míticos 350 milhões de libras por semana não estariam disponíveis para gastar com o Serviço Nacional de Saúde.