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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Portugal tem que ser um dos países mais pobres da Europa ?

Com este crescimento anémico do PIB, Portugal tem sido ultrapassado por quase todos os países da Europa no que diz respeito ao PIB/per capita. É destino ?

Será necessária uma nova política que liberte o potencial produtivo do país, acreditando no sector privado, que faça mais e melhor com menos dinheiro público, diminuindo a tremenda asfixia fiscal sobre as empresas e a classe média, e que aposte na maior liberdade dos cidadãos no que toca à Educação, à Saúde e à Segurança Social.

O discurso não poderá ser apenas sobre o défice e a dívida públicas, mas sim e sobretudo sobre os valores de uma sociedade mais livre e com maior capacidade de escolha que, complementada pelo papel supletivo do Estado, permita gerar mais crescimento, erradicar a pobreza e pagar melhores salários, em em antítese ao actual modelo que acredita que o Estado  é a solução

PS : a partir de Luis Mira Amaral - Expresso

Portugal é pobre e está em vias de empobrecimento relativo

É assim com as meias verdades de António Costa e as cativações de Centeno. Portugal é pobre e vai continuar a empobrecer.

E eis como, por felicidade, não incorreremos no triste destino da Noruega, que, além de nos vender bacalhau, é produtora de petróleo (nós, não!), 7.º país mais rico, próspero e feliz do Mundo (nós, não!), tem um PIB per capita de mais de 62.000 euros (nós, 29.000), e é a 16.ª nação mais competitiva do Mundo (nós, 34.ª).

Não queremos ser como a Noruega. Não há nada como as nossas renováveis e a nossa «transição energética», que sempre permitem mais um imposto, mais um emolumento, mais uma taxa – para custo actual e felicidade futura, como no credo socialista.

Em 1999, Portugal tinha 84% do rendimento per capita europeu; divergiu e tem hoje apenas 78%. A economia desacelerou para o ritmo mais lento desde a primeira metade de 2016, e tem a quinta taxa de crescimento mais baixa da Zona Euro. A previsão de crescimento por parte da Comissão Europeia para 2019 é de 1,8%, o que corresponde à 21.ª posição entre 28 países e ficará abaixo da média europeia de 1,9%. Em 2018, ultrapassar-nos-ão em riqueza a República Checa, a Eslovénia, a Eslováquia, a Lituânia e a Estónia. E, continuando as coisas como estão, a próxima década promete-nos que seremos também mais pobres que Croácia, Hungria e Polónia.

O «milagre económico» é como o «fim da austeridade» e a «redução da carga fiscal» – não existe. Portugal é pobre e está em vias de empobrecimento relativo.

Há maior empobrecimento que a bancarrota ?

Um governo do PS teve que pedir ajuda externa porque estava perto da bancarrota. Já não havia quem emprestasse dinheiro à República, os cofres estavam vazios e as taxas de juro andavam pelos 7%.

Só o primeiro ministro em funções ( José Sócrates) é que tinha poderes para assinar com a Troika o programa de ajustamento.

Quem veio depois teve que aplicar as medidas que foram acordadas . Nem sempre bem, é verdade, mas agora é fácil de dizer.

A porta voz do PS, essa política de mão cheia que dá pelo nome de Ana Catarina Mendes, toma-nos por parvos e pela enésima vez vem com a mentira medíocre. Ao seu nível. Segundo a estadista quem empobreceu o país foi quem aplicou o programa não foi quem levou o país ao pedido de resgate.

A senhora acha que passa bem nos ecrãs

Brexit uma eficaz máquina de empobrecimento

Gago Coutinho, Jerónimo Fernandes

Brexit, uma bem oleada e eficaz máquina, de empobrecimento.

Expliquem isto à malta, que eu já não percebo nada disto.

Então os gajos do banco central, sobem os juros, e a libra em vez de subir de valor, cai 1% face a todas as moedas de referência, e face ao euro, o cenário é ainda mais desastroso e caiu de imediato 1,33%.????

Então os investidores não são geralmente é atraídos por juros mais altos, ao invés de terem fugido no minuto seguinte?

E a inflação já suplantou os 3%, e sem perspectivas de abrandamento.

Então o enorme sucesso económico do Brexit, previsto por vós não devia era estar a levar a inflação e os juros em sentido inverso? A inflação no RU não devia estar em valor inferior ao da zona euro? É que no RU já passou os 3% e na zona euro, essa moeda miserável sem credibilidade nem valor e pronta a implodir a qualquer momento, (segundo vossas palavras ;) ) a inflação anda pelos 0,7%, e o euro já está novamente acima dos 1,20 USD, e em trajectória de subida face a todas as restantes moedas de referência.

Já agora, sendo a UE o principal parceiro económico do RU, e estando o RU já com 4 vezes mais inflação que a da UE e a caminho de registar, não tardará muito, 500% a mais de inflação, não é isto um processo real e brutal de empobrecimento e roubo dos trabalhadores do RU, face aos da UE?

Vá lá expliquem a coisa, pois nesta matéria, os entendidos e os que têm acertado continuamente e repetidamente nas previsões, têm sido vcs os dois.. ;)

Kaifa Quaresma Armando Campos

Com mais dívida há mais contas para pagar

O empobrecimento

A dívida pública aumenta a níveis mais elevados que durante o período de intervenção da troika e, por isso mesmo, apesar do crescimento económico, o país está mais pobre. Com mais dívida, há mais contas para pagar no futuro que é o nosso (ainda não sou velho) e dos nossos filhos (e netos, porque a factura é mesmo elevada).

Impressiona como pouco se aprendeu com os sacrifícios dos últimos anos. Continua a confundir-se crescimento com riqueza, riqueza com azáfama, azáfama com alegria, alegria com tolice. Um círculo vicioso que ridiculariza a crítica pensada para que, quem pensa, não seja escutado. Porque quando não se escuta não há registo, ninguém se lembra, e não há responsáveis, não há culpa, não se tiram ilações. Não se aprende. Não se muda. Insiste-se, e volta-se a insistir, no mesmo erro, nas mesmas fórmulas, nas mesmas pessoas que se escapam porque ninguém é responsável do que quer que seja.

Como se empobrece um país alegremente

A economia cresce poucochinho e nos próximos anos, tudo o aponta, crescerá ainda menos. Aumentam-se os salários públicos e pensões ( poucochinho) mas o suficiente para aumentar impostos ( agora andam a cirandar à volta da Segurança Social) . Ainda assim o défice baixa devagarinho à custa da degradação dos serviços públicos .

As agências de notação financeira não mexem no "lixo" e as taxas de juro são bem mais elevadas que as dos países próximos. O investimento é cortado no altar do défice. O desemprego desce com o Turismo .

Mas a dívida não cessa de crescer, esse monstro que não conseguimos pagar sem o PIB crescer o dobro . Os que agora exigem despesa pública brevemente exigirão o "haircut" da dívida. 

É assim que se empobrece um país alegremente .

"Apesar do que se passou nos últimos anos muitos comentadores ainda não compreenderam que, se com crescimento económico e criação de emprego, a dívida sobe é porque o país não está mais rico, mas mais pobre."

Os mais pobres perderam mais com a crise

Segundo um estudo da Fundação Francisco Manuel dos Santos entre 2009 e 2014 foram os pobres e os jovens mais qualificados os que perderam mais com o programa da Troika. É difícil perceber que gente qualificada que anda pelo mundo a executar programas de recuperação de países em dificuldades apresente este resultado. Ninguém pode estar de acordo.

Tirar rendimentos a quem tem menos é, além de injusto, fácil e com pouco merecimento. Difícil é afrontar os poderosos. Claro que há pelo meio instrumentos e caminhos mas é inaceitável que o resultado seja uma sociedade ainda mais desigual e que os pobres empobreçam.

No mesmo período o número de pobres aumentou em 116 mil (para 2,02 milhões), com um quarto das crianças e 10,7% dos trabalhadores a viverem abaixo do limiar da pobreza (6,3 % em privação material severa). E hoje um em cada cinco portugueses vive com um rendimento mensal abaixo de 422 euros.

A crise fez aumentar a desigualdade em Portugal (na nona posição em termos de desigualdade) mas também em mais 18 países da União Europeia, especialmente na Grécia e em Espanha.