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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Foram os europeus que combateram o canibalismo e a fome em África

Foram os Europeus que terminaram com o esclavagismo, com os sacrifícios humanos e o canibalismo em África. E não só em África.

São os Europeus que inventaram e fazem chegar a África as vacinas que salvam milhões de crianças da morte antes dos cinco anos bem como os medicamentos que combatem as doenças endémicas . São os Europeus que fazem chegar a África as tecnologias que permitem a exploração das minas de matérias primas que alimentam produtos que respondem a necessidades das populações. Incluindo em África e nos países sub-desenvolvidos.

O petróleo sempre esteve presente no sub-solo africano mas foram os europeus que desenvolveram a tecnologia para prospectar, extrair e utilizar em máquinas e motores também inventados pelos europeus . Sem estas invenções o petróleo não teria utilização e não aumentaria a qualidade de vida de ninguém.

E os europeus têm culpa que os governos fantoches e cleptómanos assaltem os seus povos e acumulem fortunas ? E se os europeus interviessem nesses países não seriam catalogados de "ingerência imperialista" ?

De onde vêem e qual a origem dos centenas de milionários africanos, árabes, chineses, russos, venezuelanos, brasileiros ?

E a culpa ainda é dos erros dos europeus cometidos há séculos ? E é por essa razão que os europeus têm que abrigar os centenas de milhares de miseráveis que lhes batem à porta fugindo da miséria, da fome e da doença ?

Ou a responsabilidade dos europeus deriva de terem uma qualidade de vida bem superior ? Temos que ser todos miseráveis para expiar os pecados cometidos num contexto histórico há séculos ultrapassado?

Emprego precário e mal pago . A sustentabilidade da retoma é muito mais baixa

E a emigração continua a alimentar-se de gente sem trabalho ou com trabalho mal pago o que não impede as loas governamentais sobre os números do desemprego.

No turismo – setor que tem sustentado em grande parte o aumento das ofertas de emprego – as coisas passam-se do mesmo modo. Para além da sazonalidade – encargo que tem de ficar do lado do empregado e não no do empregador – os serviços são tremendamente mal pagos e a concorrência é tremendamente desleal: cursos superiores, anos de experiência e outros fatores anteriormente tidos como uma mais-valia valem coisa nenhuma.

É inegável que é o setor dos serviços que está a sustentar a retoma do emprego. O que faz com que seja igualmente inegável que a sustentabilidade da retoma seja potencialmente muito escassa. E que a qualidade dos empregos seja potencialmente muito baixa. Não será por acaso que um número constantemente muito alto de jovens muito qualificados continue a sair do país para trabalhar – por muito que qualquer um dos que regresse tenha de imediato direito aos seus 15 minutos de fama estrelar.

Portugal precisa de um novo modelo de crescimento

O modelo de crescimento que o país tem seguido canaliza para fora do país grande parte da riqueza produzida - via encargos com a dívida - e colocou na mão de estrangeiros importantes activos económicos. É preciso um novo modelo económico.

Portugal tem todas as condições para substituir as fontes de energia importadas por fontes de energia nacionais . Pode desenvolver sistemas auto-sustentáveis nos sectores da água, da agricultura, da alimentação e dos resíduos. E o turismo é um sector que ainda agora dá os primeiros passos. E a segunda maior zona marítima do mundo é um oceano de oportunidades.

Trazer o turista num avião que compramos à França, movido por combustível que importamos do Mar do Norte, que dorme em hoteis de grandes cadeias internacionais e que comem e bebem o que importamos do estrangeiro, o que fica para pagar a dívida é poucochinho. E, além de tudo isso, andamos a preparar toda uma geração de jovens capazes para a emigração.

É importante enfatizar que o modelo económico do passado é que criou esta dívida, retirando recursos e lucros para benefício de financiadores distantes. Jovens e educados portugueses foram encorajados, e até forçados, a abandonar o país por forma a procurar avançar na carreira e assegurar um futuro. Estas dinâmicas criaram uma espiral negativa que só poderia resultar em dívida e dependência.

"As mais-valias portuguesas encontram-se na sua cultura e nas suas pessoas. Este novo modelo pode elevar essas qualidades e princípios. A nossa abordagem foca-se diretamente em pôr essas qualidades únicas no centro do modelo económico para que a economia trabalhe para as pessoas, em vez de serem as pessoas a trabalharem para a economia "