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BandaLarga

as autoestradas da informação

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António Costa perde votos entre os abstencionistas

A degradação da imagem do primeiro ministro é muito evidente entre os eleitores que não têm partido. Os indecisos e os votantes noutros partidos ou em branco apresentam quebras muito significativas. Tanto para António Costa como para Marcelo.

Mas há uma "nuance" muito relevante : no caso de António Costa a deterioração da imagem é muito evidente entre os abstencionistas . António Costa Pinto no Negócios diz que é natural que a onda de instabilidade transmitida pela vaga de greves no sector público faça o seu caminho entre esta parcela do eleitorado.

Pode este desagrado dos abstencionistas converter-se em votos nos novos partidos que estão a aparecer à direita ? Isto explica que o PS esteja longe da maioria absoluta ? O PSD tem nos abstencionistas um potencial eleitorado que está a fugir ao PS.

Na opinião do politólogo esta é a grande incógnita para os actos eleitorais que aí vêm.

Um orçamento eleitoralista insustentável com a economia a arrefecer

Distribuir dinheiro a tudo e a todos com o objectivo de chegar à maioria absoluta. Sabemos como nos casos anteriores o que aconteceu ao país. E para medidas iguais é idiota pensar que os resultados serão diferentes.

  1. Há, todavia, uma grande dúvida – Tudo isto será sustentável a prazo, quando a economia arrefecer?
  •          O período que estamos a viver é muito parecido com o tempo do primeiro governo de António Guterres, há 20 anos: também o Governo era minoritário; também a economia estava a crescer; também era "chapa ganha, chapa gasta"; também o Governo distribuía dinheiro por toda a gente para tentar a maioria absoluta.
  •          Depois, foi o que se viu: o PS não conseguiu a maioria absoluta; a seguir veio o pântano; e depois começou a crise que demorou estes anos todos.
  •          É bom agradar às pessoas e melhorar o seu nível de vida. Mas, se não houver conta, peso e medida, o que se ganha hoje perde-se amanhã.

 

Esqueceram-se das pessoas

A lógica dos últimos orçamentos : O que se está a passar na nossa vida enquanto comunidade é assustadoramente preocupante. A grande massa de eleitorado urbano satisfaz-se com um bodo aos pobres, na dimensão suficiente para ir fazendo uns fins-de-semana prolongados e uns jantares fora. Dentro desse grupo merecem um tratamento especial os funcionários públicos, pela sua dimensão, e os pensionistas, com especial relevo para os que ganham mais e têm acesso ao espaço público. A estratégia é tão simples e fria quanto a de uma empresa que define um objectivo de mercado. Tudo o resto, como não faz mexer o ponteiro das vitórias eleitorais, não existe.

Sim, há uns que têm mais responsabilidade do que outros. Sem dúvida que o Governo de António Costa é o primeiro e mais importante responsável. O primeiro-ministro fez-nos pagar este preço pela sua estratégia política de conquista de eleitorado e mais de cem pessoas pagaram-no com a vida. E o Presidente que há muito percebeu e só agora falou.

A tragédia podia ter sido na saúde ou nos transportes públicos – o que se passou recentemente com a Soflusa na ligação entre o Barreiro e Lisboa é um pequeno exemplo. Aconteceu com um Verão demasiado quente em cima de décadas de desordenamento e com uma Protecção Civil liderada na lógica dos empregos para os amigos e toda uma estrutura de combate aos incêndios sem dinheiro.

Este PS não consegue jogar limpo ?

 Fraude eleitoral em Montalegre : 

O programa, que acompanhou as autárquicas no concelho, intercetou mais de mil emigrantes à chegada ao aeroporto Francisco Sá Carneiro a serem conduzidos por um presidente de junta de freguesia e recandidato nas listas do PS no concelho de Montalegre. No dia seguinte, esses mesmos emigrantes foram presentes às mesas de voto, que garantiram a vitória ao mesmo candidato socialista. Na Câmara também o socialista Orlando Alves vencia, com maior absoluta.

Há mais de 28 anos que o PS ganha as eleições para a Câmara com maioria absoluta, mas nas legislativas o PSD ganha sempre e mantém quase os mesmos votos que teve nas autárquicas. O PS sai sempre beneficiado pela descida da abstenção.

A caça aos indecisos

São os 15% do eleitorado que ora dão a vitória ao PS ora ao PSD/CDS . Por enquanto são os indecisos. São mais conscientes politicamente e não pertencem a partidos nem a organizações. Votam no que lhes parece melhor para o país, conforme as circunstancias.  

"“Como é possível que um partido se apresente aos portugueses com propostas que falharam tão rotundamente quando aplicadas no passado? E como é possível que se afirme agora que sim, agora resulta? Porque haveriam os portugueses de acreditar que exactamente a mesma receita que conduziu ao desastre de 2011 produziria agora resultados diferentes?”

"Conseguirá o PS ser bem-sucedido num campo de batalha onde o Syriza não conseguiu, apesar do braço-de-ferro mantido ao longo de vários meses? Num campo de batalha onde, ainda antes dos gregos, já os franceses liderados pela grande esperança dos socialistas europeus, François Hollande, já tinham caído? Não há risco de a alternativa socialista cair no saco da hollandização? De todo, responde João Torres.”[O Presidente francês] foi uma grande deceção para todos os socialistas. [Mas], António Costa dá-me garantia de não ser hollandizável“.

É isto que vamos ter nos tão falados debates.